quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Eu escrevia mais quando se fumava nos cafés


Quando uma pausa significava 10 minutos sentada, simplesmente a ouvir a conversa das pessoas nas mesas à volta da minha. 

Escrevia mais quando, absorta no diálogo alheio, notava algum olhar estranho fixo em mim. 

Sim, eu escrevia mais quando se fumava nos cafés. Como agora que escrevi porque neste café se fuma e o rapaz da mesa do fundo, com seu brinco estranho, me sorri do outro lado da sala e o estranho de fato e barba mal feita (ou será desfeita) deposita todo o seu fascínio na esferográfica que empunho. 

Sim, eu escrevia mais quando se fumava nos cafés e ainda escrevo. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

É Natal!


Eu sempre disse que o Natal começa com a audição de uma de duas canções: o All I Want for Christmas ou o Last Christmas. Como, por razões profissionais, esta está a tocar há horas cá em casa, declaro oficialmente aberta a época natalícia!

Há pessoas com empregos do camandro...

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Momento pedagógico*

Cunilíngua: Minete
Felação: Broche

É que tal como eu, em calhando havia para aí mais ruraloides, que não sabiam que tinha havido uma adaptação deste termos do latim para a língua de Camões. Ambos são substantivos femininos, ok?

Portanto estamos a falar de uma cunilíngua e de uma felação.

Isto de ouvir a rádio pública dá nisto: resmas de cultural para partilhar!



*Também já avisei a quem de direito que cá em casa somos conservadores e não embarcamos nestas modernices. Benefits of a classical education...

Se eu dissesse tudo o que sei...

Estava ali a ouvir A Hora do Sexo com o Menino de Sua Mãe e interrogava-me porque raio convidam as pessoas para um programa se depois não a deixam falar?

Ai que estamos fascinados porque ele escreveu um post sobre minetes. Mas não vamos dizer minetes, ai credo! Ai que tu escreves sobre um sexo de que não podemos falar porque isto é uma rádio pública. Vamos falar de sexo abertamente e falamos de cunilíngua. Eu sei que sou uma pessoa básica e ruraloide, mas eu nem sonhava que existia esta palavra. Vamos falar de sexo abertamente mas não vamos usar essa linguagem porque pode incomodar alguém. Lá está, a pessoa ruraloide que há em mim não entende. Vamos convidar um gaijo que fala de sexo com calão mas o nosso primeiro programa com ele é para deixar bem claro que não vamos falar como ele. Aliás, nem o vamos deixar falar muito que a gente sabe que os meninos têm uma certa tendência para serem desbocados e dizerem tudo o que lhes vem à cabeça.

E agora vou ver se eles continuam a dar a tal sequência de 5 programas com a figurinha ou se cancelaram após o 1º porque a criatura desatou a falar de minetes como se não houvesse amanhã.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

0,0

Agora os irmãos mais velhos vêm trazer os irmãos mais novos. Abancam e contam todas as asneiras que fazem mas "tu jura-me que não vais dizer nada à minha mãe!"

Ó filho, claro que não. Eu vou é deixar-te crescer mais uns 15 ou 20 anos e depois pagas com o córpinho*...


*A gerência informa que os pensamentos são completamente legais pois já estamos a falar de criaturas maiores e vacinadas.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

9 anos de Picolé

Ainda ontem não era mais que dois riscos cor-de-rosa na janelinha de um teste de gravidez. Hoje é um mini-homem que me estrafega o pescoço e me faz sorrir todos os dias.

domingo, 12 de outubro de 2014

Cenas que me vão dar muito jeito para os envergonhar quando eles arranjarem namoradas - 1

Granizado, a mais recente 'aquisição' cá de casa (sim, que eles vêm passar uma hora e têm que ser arrancados dias depois pelas mães e ainda assim sob poderosissimos protestos), entra sala adentro:

Granizado: Ice, Ice, Ice, sabes fazer pinturas oficiais?
Ice: Pinturas o quê?
Granizado: Pinturas oficiais! Daquelas na cara! Podias pintar-me de Joker no Halloween!!!

O que me leva a crer qual seria a pintura que ele quereria se fosse oficiosa...




quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Some people want it all


"(...) Some people need three dozen roses
And that's the only way to prove you love them
Hand me the world on a silver platter
And what good would it be
With no one to share 
With no one who truly cares for me (...)"