quarta-feira, 28 de maio de 2014
Ai e tal, casou e sumiu!
terça-feira, 13 de maio de 2014
sábado, 10 de maio de 2014
Sem aviso prévio
Eu não fui senhora de dar o ultimo biberão nem, tão pouco, de dar o último banho.
Ele sempre decidiu quando estava pronto para voar sozinho e, sem aviso prévio, abriu as asas e voou.
Ensaia, ensaia, ensaia até se sentir pronto e aí decide fazer e raramente volta atrás. Quando aprendeu a segurar o biberão, nunca mais permitiu que eu lhe pegasse para lho dar. Quando sentiu que já podia tomar banho sozinho, chegou à hora da banheira e mandou-me à minha vida.
No último domingo, quando chegámos à piscina, sem que nada me tivesse sequer alertado para isso, informou-me que ia sozinho para o balneário dos homens. É certo que andava a ser treinado há tempos na zona das crianças para fazer tudo sozinho e ser responsável pelas suas coisas, mas custava muito ter avisado há duas semanas que aquela era a ultima vez que me permitia acompanhá-lo?
E depois da aula, passada a revista e confirmado que estava que tudo tinha sido devidamente arrumado, disse-me que então, de futuro, passava a ir sempre sozinho. Ali, em pleno dia da mãe, sou confrontada com mais um golpe de independência! Não está certo...
O tempo. Sempre o tempo.
"Why do we look to the past to see the future? Because there is nowhere else to look."
(James Burke)
Às vezes, é só isto. Às vezes, basta isto para a nossa vida mudar. Os segundos que demora a dizer "amo-te" podem ser os segundos que alteram todo o curso do nosso destino.
E, se depois de quase morrermos, com o estômago colado à espinha, à espera da resposta, o mundo implodir e desabar com a desilusão, é apanhar os cacos e rinse and repeat. Porque um dia também já implodimos o mundo de alguém. E porque, um dia, em vez de implosões, chegará a vez de construir um mundo comum.
Ou isso ou eu ando a apanhar com demasiado sol na pituitária.
terça-feira, 22 de abril de 2014
It is on, Sor!
domingo, 20 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
Post de segunda-feira chuvosa
Se estiver a quinar, não me levem para o Seatle Grace, faxavor! Que aquela malta anda mais preocupada com não se poderem comer uns aos outros do que com salvar gentinha.
Agora, se for um cortezito ou uma coisa leve é para lá que quero ir para ver a novela, tá?
E estou curiosa para ver que mais covers do 80ies vão eles usar na banda sonora.
domingo, 23 de março de 2014
21 dias
Eu sei que não ficaste cego, surdo e mudo quando te apaixonaste por mim. Eu acho normal que, ocasionalmente, outra mulher te desperte a atenção. Compreendo até que tenhas paixonites por mulheres bonitas que cruzam a tua vida, ou por mulheres inteligentes, ou que escrevem bem, ou que são sensíveis.
Eu sei que vais falar com elas e encantar-te (ou não) e flirtar e sorrir. Porque faz parte da natureza humana. E, algures durante isso tudo, vais pensar em mim e voltar a escolher-me a mim, reapaixonando-te pelo que temos e voltando para casa com a certeza de que isso é o que queres e não o que tens de fazer. Porque eu não te posso obrigar a amares-me mas posso tentar fazer-te apaixonar por mim todos os dias. Tentar fazer-te escolheres-me de cada vez que surja uma dúvida. Isso é o que quero para nós: não a obrigação e o dever entre duas pessoas que se comprometeram a ficar juntas, mas antes a escolha de duas pessoas que querem ficar juntas.
sexta-feira, 21 de março de 2014
22 dias
Nós cruzámos-nos tantas vezes ao longo dos últimos 20 anos sem nunca nos vermos que uma gaija até podia começar a acreditar naquela coisa chamada Destino.
quinta-feira, 20 de março de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
24 dias
"Charlie: Hello, Pete Mitchell. I heard the best of the best were going to be back here, so uh...
Mavericks: This could be complicated. You know on the first one I crashed and burned.
Charlie: And the second?
Maverick: I don't know, but uh, it's looking good so far."
(Top Gun)

Iam os dois no mesmo avião. E se acontecesse alguma coisa? Estavam lá os dois! Quem tomava conta de Picolé?
segunda-feira, 17 de março de 2014
domingo, 16 de março de 2014
And sometimes it is just plain revenge
Se tu fores ao armário dos medicamentos e tomares um nolotil, passa-te a dor que te incomoda. Se eu for ao armário dos medicamentos e tomar um nolotil, desencadeio uma reacção alérgica que me transforma num pequeno monstro.
Nós não reagimos da mesma forma às mesmas coisas. Aquilo que me magoa e me perturba a mim não é necessariamente o mesmo que te magoa e perturba a ti.
Se tu fazes algo que, nos meus cânones, não é algo que me perturbe ou fira, eu não penso automaticamente que isso me confere o direito de fazer igual.
Em primeiro lugar, porque eu não acho que isto seja uma competição e "ai se tu fizeste, eu não me fico que eu não sou gaija de me ficar". Não faz mesmo o meu género. Independentemente de quão ferida esteja.
Em segundo lugar, porque mesmo que esteja para aí virada, pondero até que ponto isso te afecta a ti. Até que ponto, segundo os teus padrões, isso é coisa para te magoar. Porque, lá está, o facto do nolotil não afectar uma pessoa, não quer dizer que não desfigure outra. E, em sendo algo, que te "desfigure", segundo os valores (talvez distorcidos) porque me rejo, não é pagar na mesma moeda. Embora o facto seja análogo, os resultados são muito diferentes.
Talvez as relações tivessem percursos muito menos fatais se as pessoas deixassem de pensar que se deve viver pela lei de Talião. É que há quem tenha dentes grandes e fortes e, em calhando, mais um menos um não é coisa para fazer mossa. Já para aqueles a quem só lhes resta um par de caninos, se calhar, o que vêem com dois olhos conseguem ver só com um. Digo eu...
27 dias
Quando cheguei a casa depois de mais de 2 semanas no hospital, a nossa cama estava impecavelmente feita. A minha roupa estava toda lavada, passada e arrumada. Uma grande parte dela tinha virado cor de rosa que a empregada pôs um vestido vermelho escuro que debota junto com todos os outros na máquina e eu ganhei uma colecção invejável de vestidos com fundo rosado e ela ficou convencida que eu a despediria por isso. Só houve flores no dia a seguir que nós só soubemos que eu ia para casa 20 minutos antes de eu sair do hospital.
No dia a seguir foi dia de empregada. Depois de perceber que não seria dispensada depois do ataque rosa à minha roupa, confidenciou-me que o senhor devia gostar muito de mim (como se houvesse alternativa...) e que durante todo o tempo que eu estive internada, dormiu no sofá porque não conseguia dormir na nossa cama sem mim.
E foi nessa altura que pensei: Eu tenho que lhe dizer que caso com ele...
















