terça-feira, 22 de abril de 2014

It is on, Sor!

Meu extremoso espouzo acabou de me informar que quando for em mais um périplo pelo mundo levará o 4º volume do Game of Thrones para eu não cair na tentação de o ler.

Este homem ainda não aprendeu o que uma Gaija é capaz de fazer se lhe negam Westeros. 3 seasons e 3 episódios depois e não aprendeu nada...


domingo, 20 de abril de 2014

E que asneiras fizeste tu*, Ice Maria, em Itália?


*ou mandaste fazer...

quinta-feira, 17 de abril de 2014

terça-feira, 15 de abril de 2014

segunda-feira, 24 de março de 2014

Post de segunda-feira chuvosa

Se estiver a quinar, não me levem para o Seatle Grace, faxavor! Que aquela malta anda mais preocupada com não se poderem comer uns aos outros do que com salvar gentinha.

Agora, se for um cortezito ou uma coisa leve é para lá que quero ir para ver a novela, tá?

 

E estou curiosa para ver que mais covers do 80ies vão eles usar na banda sonora.

 

domingo, 23 de março de 2014

21 dias


Eu sei que não ficaste cego, surdo e mudo quando te apaixonaste por mim. Eu acho normal que, ocasionalmente, outra mulher te desperte a atenção. Compreendo até que tenhas paixonites por mulheres bonitas que cruzam a tua vida, ou por mulheres inteligentes, ou que escrevem bem, ou que são sensíveis.

Eu sei que vais falar com elas e encantar-te (ou não) e flirtar e sorrir. Porque faz parte da natureza humana. E, algures durante isso tudo, vais pensar em mim e voltar a escolher-me a mim, reapaixonando-te pelo que temos e voltando para casa com a certeza de que isso é o que queres e não o que tens de fazer. Porque eu não te posso obrigar a amares-me mas posso tentar fazer-te apaixonar por mim todos os dias. Tentar fazer-te escolheres-me de cada vez que surja uma dúvida. Isso é o que quero para nós: não a obrigação e o dever entre duas pessoas que se comprometeram a ficar juntas, mas antes a escolha de duas pessoas que querem ficar juntas.

 

sexta-feira, 21 de março de 2014

22 dias

Nós cruzámos-nos tantas vezes ao longo dos últimos 20 anos sem nunca nos vermos que uma gaija até podia começar a acreditar naquela coisa chamada Destino.

 

 

 

quinta-feira, 20 de março de 2014

23 dias

 

 

quarta-feira, 19 de março de 2014

24 dias

"Charlie: Hello, Pete Mitchell. I heard the best of the best were going to be back here, so uh...

Mavericks: This could be complicated. You know on the first one I crashed and burned.

Charlie: And the second?

Maverick: I don't know, but uh, it's looking good so far."

(Top Gun)

Quis o destino que na ultima vez que regressaste lá ao sítio onde trabalhas, fosses no mesmo avião que pai de Picolé. Isso por si só não constituiria à partida um problema que vocês são amigos. Por isso não percebi à primeira o teu desagrado com a situação. Só quando me explicaste o porquê do sobrolho franzido é que lá cheguei.

Iam os dois no mesmo avião. E se acontecesse alguma coisa? Estavam lá os dois! Quem tomava conta de Picolé?

 

25 dias

 

 

segunda-feira, 17 de março de 2014

26 dias

 

 

domingo, 16 de março de 2014

And sometimes it is just plain revenge

Se tu fores ao armário dos medicamentos e tomares um nolotil, passa-te a dor que te incomoda. Se eu for ao armário dos medicamentos e tomar um nolotil, desencadeio uma reacção alérgica que me transforma num pequeno monstro.

Nós não reagimos da mesma forma às mesmas coisas. Aquilo que me magoa e me perturba a mim não é necessariamente o mesmo que te magoa e perturba a ti.

Se tu fazes algo que, nos meus cânones, não é algo que me perturbe ou fira, eu não penso automaticamente que isso me confere o direito de fazer igual.

Em primeiro lugar, porque eu não acho que isto seja uma competição e "ai se tu fizeste, eu não me fico que eu não sou gaija de me ficar". Não faz mesmo o meu género. Independentemente de quão ferida esteja.

Em segundo lugar, porque mesmo que esteja para aí virada, pondero até que ponto isso te afecta a ti. Até que ponto, segundo os teus padrões, isso é coisa para te magoar. Porque, lá está, o facto do nolotil não afectar uma pessoa, não quer dizer que não desfigure outra. E, em sendo algo, que te "desfigure", segundo os valores (talvez distorcidos) porque me rejo, não é pagar na mesma moeda. Embora o facto seja análogo, os resultados são muito diferentes.

Talvez as relações tivessem percursos muito menos fatais se as pessoas deixassem de pensar que se deve viver pela lei de Talião. É que há quem tenha dentes grandes e fortes e, em calhando, mais um menos um não é coisa para fazer mossa. Já para aqueles a quem só lhes resta um par de caninos, se calhar, o que vêem com dois olhos conseguem ver só com um. Digo eu...

 

27 dias

Quando cheguei a casa depois de mais de 2 semanas no hospital, a nossa cama estava impecavelmente feita. A minha roupa estava toda lavada, passada e arrumada. Uma grande parte dela tinha virado cor de rosa que a empregada pôs um vestido vermelho escuro que debota junto com todos os outros na máquina e eu ganhei uma colecção invejável de vestidos com fundo rosado e ela ficou convencida que eu a despediria por isso. Só houve flores no dia a seguir que nós só soubemos que eu ia para casa 20 minutos antes de eu sair do hospital.

No dia a seguir foi dia de empregada. Depois de perceber que não seria dispensada depois do ataque rosa à minha roupa, confidenciou-me que o senhor devia gostar muito de mim (como se houvesse alternativa...) e que durante todo o tempo que eu estive internada, dormiu no sofá porque não conseguia dormir na nossa cama sem mim.

E foi nessa altura que pensei: Eu tenho que lhe dizer que caso com ele...

 

sábado, 15 de março de 2014

28 dias

A única outra mulher para quem te vi a olhar com lascívia depois de te interessares por mim, foi para mim.*


*Que eu visse. Mas toda a gente sabe que eu sou distraída!

sexta-feira, 14 de março de 2014

29 dias


Amo-te porque me fazes sentir uma princesa. Apesar de ser uma desastrada que passa a vida a fazer estragos, tu olhas-me como a mais delicada e graciosa das criaturas.

Amo-te porque me fazes sentir segura quando me abraças. Porque eu sei que morrerias antes de deixar que algum mal me atingisse enquanto eu ali estiver.

Amo-te porque me fazes rir e sorrir. E amo-te porque te ris de mim.

Amo-te porque a minha cabeça encaixa perfeitamente no teu peito.

Amo-te pelo teu cérebro. Por seres inteligente. Por me ensinares coisas. E amo-te por te teres habituado a não te sentires esquisito quando o inverso acontece.

Amo-te pelo que me fazes sentir quando me tocas.

Amo-te por nunca termos prometido um ao outro amor eterno. Amo-te por, invés disso, termos jurado um ao outro sermos sempre verdadeiros.

Amo-te porque não to digo muitas vezes e tu não mo exiges.

Amo-te por continuarmos a perder horas de sono todas as noites só para conversarmos um com o outro, tal como acontecia antes de tudo ter descambado nisto.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Unidades de medida de tempo - Os dois extremos

"If you love someone, you tell them.

Even if you're scared that it's not the right thing.

Even if you're scared that if will cause problems.

Even if you're scared that it will burn your life to the ground.

You say it and you say it loud.

And then you go from there..."

(Mark Sloane in Grey's Anatomy)

 

Cagagésimo de segundo é o tempo de decorre entre um semáforo ficar verde e o primeiro filho da puta apitar.

Por oposição, um quadrilião de vidas e mais infinitos é o tempo que decorre entre o momento em que acabamos de dizer a palavra "amo-te" e a reacção da pessoa a quem o dissemos.


 

terça-feira, 11 de março de 2014

Espelho meu, espelho meu, haverá pior mãe do que eu?

A mãe fantasiosa e imaginativa que sou disse ao filho que o baú com a roupa de Harry Potter que ele recebeu uns dias antes do Carnaval veio de Hogwarts pelo correio directamente para ele.

O filho tecno-céptico mas que escolhe acreditar nas fantasias da mãe andou delirante com a ideia de que tivesse sido o Hagrid a preparar todo o set de Harry Potter para ele usar.

A mãe fantasiosa e imaginativa que sou, no Natal, disse ao filho que acreditava no Pai Natal quando o crianço lhe contou que os meninos (fedelhos!) na escola lhe tinham dito que essa personagem não existia. Disse-lhe que embora muita gente não acreditasse, eu preferia acreditar.

O filho tecno-céptico mas que escolhe acreditar nas fantasias da mãe declarou, então, que ele também escolhia acreditar que o Pai Natal existia.

A mãe fantasiosa e imaginativa que sou disse ao filho que também ela tinha uma varinha mágica e sabia fazer magia.

Perante os comentários inquisidores de primo Calipo e insistência para que eu provasse que era verdade, filho tecno-céptico mas que escolhe acreditar nas fantasias da mãe, explicou-lhe com toda a certeza que não podia ser, que eu não podia demonstrar, porque era proibido fazer magia fora de Hogwarts.

A mãe fantasiosa e imaginativa que sou disse-lhes que sim. Que Hogwarts existia.

O filho tecno-céptico mas que escolhe acreditar nas fantasias da mãe disse que sabia porque não podia ir para Hogwarts. Obviamente, porque ele ainda só tem 8 anos e o Harry Potter já tinha 11 quando foi para lá. Faltam-lhe portanto 3 anos, "não é, mãe?" (Tenho 3 anos para descalçar a bota.)

A mãe fantasiosa e imaginativa que sou põe-lhe sonhos marcados na testa para que ele só tenha sonhos bons e os pesadelos fiquem afastados.

A mãe, que acha que deve ser responsável e educá-lo para a vida e que também mora dentro de mim, põe muita vezes em causa a mãe fantasiosa e imaginativa que sou. A mãe imaginativa, no entanto, fica delirante porque o seu filho tecno-céptico já consegue inventar histórias de 17 linhas sozinho. A mãe imaginativa fica orgulhosa com a capacidade de argumentação que ele vai desenvolvendo.

A mãe imaginativa está é de castigo sem termo certo desde esta manhã quando a mãe, que acha que deve ser responsável e educá-lo para a vida, descobriu que ele tinha um trabalho de casa sobre animais reais que fez na sala de estudo e que o fez sobre o chupa-cabras...

O filho tecno-céptico mas que escolhe acreditar nas fantasias da mãe estava (e passo a citar) "muito preocupado com aquele trabalho" (se o cabrão do puto não podia ter ficado muito preocupado antes de chegar à porta da escola...). A mãe, que acha que deve ser responsável e educá-lo para a vida, deixou a mãe fantasiosa sair do quarto escuro para dizer a criança: "Dizes a professora que muita gente acredita que existe um animal que chupa o sangue às cabras porque não conseguem explicar que animal existente o poderia fazer." Obviamente que a mãe, que acha que deve ser responsável e educá-lo para a vida, gritou logo: "NÃO FALAS EM VAMPIROS, ÓVISTES??????"

segunda-feira, 10 de março de 2014

Ponham o dedo no ar!!!

Todos aqueles que já tiveram vontade de dizer a uma estranha:

- Isso não são leggings! São collants opacas!


(Está uma mesmo aqui ao lado e eu estou-me a esforçar para não abrir esta santa boquinha...)