quarta-feira, 19 de março de 2014

25 dias

 

 

segunda-feira, 17 de março de 2014

26 dias

 

 

domingo, 16 de março de 2014

And sometimes it is just plain revenge

Se tu fores ao armário dos medicamentos e tomares um nolotil, passa-te a dor que te incomoda. Se eu for ao armário dos medicamentos e tomar um nolotil, desencadeio uma reacção alérgica que me transforma num pequeno monstro.

Nós não reagimos da mesma forma às mesmas coisas. Aquilo que me magoa e me perturba a mim não é necessariamente o mesmo que te magoa e perturba a ti.

Se tu fazes algo que, nos meus cânones, não é algo que me perturbe ou fira, eu não penso automaticamente que isso me confere o direito de fazer igual.

Em primeiro lugar, porque eu não acho que isto seja uma competição e "ai se tu fizeste, eu não me fico que eu não sou gaija de me ficar". Não faz mesmo o meu género. Independentemente de quão ferida esteja.

Em segundo lugar, porque mesmo que esteja para aí virada, pondero até que ponto isso te afecta a ti. Até que ponto, segundo os teus padrões, isso é coisa para te magoar. Porque, lá está, o facto do nolotil não afectar uma pessoa, não quer dizer que não desfigure outra. E, em sendo algo, que te "desfigure", segundo os valores (talvez distorcidos) porque me rejo, não é pagar na mesma moeda. Embora o facto seja análogo, os resultados são muito diferentes.

Talvez as relações tivessem percursos muito menos fatais se as pessoas deixassem de pensar que se deve viver pela lei de Talião. É que há quem tenha dentes grandes e fortes e, em calhando, mais um menos um não é coisa para fazer mossa. Já para aqueles a quem só lhes resta um par de caninos, se calhar, o que vêem com dois olhos conseguem ver só com um. Digo eu...

 

27 dias

Quando cheguei a casa depois de mais de 2 semanas no hospital, a nossa cama estava impecavelmente feita. A minha roupa estava toda lavada, passada e arrumada. Uma grande parte dela tinha virado cor de rosa que a empregada pôs um vestido vermelho escuro que debota junto com todos os outros na máquina e eu ganhei uma colecção invejável de vestidos com fundo rosado e ela ficou convencida que eu a despediria por isso. Só houve flores no dia a seguir que nós só soubemos que eu ia para casa 20 minutos antes de eu sair do hospital.

No dia a seguir foi dia de empregada. Depois de perceber que não seria dispensada depois do ataque rosa à minha roupa, confidenciou-me que o senhor devia gostar muito de mim (como se houvesse alternativa...) e que durante todo o tempo que eu estive internada, dormiu no sofá porque não conseguia dormir na nossa cama sem mim.

E foi nessa altura que pensei: Eu tenho que lhe dizer que caso com ele...

 

sábado, 15 de março de 2014

28 dias

A única outra mulher para quem te vi a olhar com lascívia depois de te interessares por mim, foi para mim.*


*Que eu visse. Mas toda a gente sabe que eu sou distraída!

sexta-feira, 14 de março de 2014

29 dias


Amo-te porque me fazes sentir uma princesa. Apesar de ser uma desastrada que passa a vida a fazer estragos, tu olhas-me como a mais delicada e graciosa das criaturas.

Amo-te porque me fazes sentir segura quando me abraças. Porque eu sei que morrerias antes de deixar que algum mal me atingisse enquanto eu ali estiver.

Amo-te porque me fazes rir e sorrir. E amo-te porque te ris de mim.

Amo-te porque a minha cabeça encaixa perfeitamente no teu peito.

Amo-te pelo teu cérebro. Por seres inteligente. Por me ensinares coisas. E amo-te por te teres habituado a não te sentires esquisito quando o inverso acontece.

Amo-te pelo que me fazes sentir quando me tocas.

Amo-te por nunca termos prometido um ao outro amor eterno. Amo-te por, invés disso, termos jurado um ao outro sermos sempre verdadeiros.

Amo-te porque não to digo muitas vezes e tu não mo exiges.

Amo-te por continuarmos a perder horas de sono todas as noites só para conversarmos um com o outro, tal como acontecia antes de tudo ter descambado nisto.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Unidades de medida de tempo - Os dois extremos

"If you love someone, you tell them.

Even if you're scared that it's not the right thing.

Even if you're scared that if will cause problems.

Even if you're scared that it will burn your life to the ground.

You say it and you say it loud.

And then you go from there..."

(Mark Sloane in Grey's Anatomy)

 

Cagagésimo de segundo é o tempo de decorre entre um semáforo ficar verde e o primeiro filho da puta apitar.

Por oposição, um quadrilião de vidas e mais infinitos é o tempo que decorre entre o momento em que acabamos de dizer a palavra "amo-te" e a reacção da pessoa a quem o dissemos.


 

terça-feira, 11 de março de 2014

Espelho meu, espelho meu, haverá pior mãe do que eu?

A mãe fantasiosa e imaginativa que sou disse ao filho que o baú com a roupa de Harry Potter que ele recebeu uns dias antes do Carnaval veio de Hogwarts pelo correio directamente para ele.

O filho tecno-céptico mas que escolhe acreditar nas fantasias da mãe andou delirante com a ideia de que tivesse sido o Hagrid a preparar todo o set de Harry Potter para ele usar.

A mãe fantasiosa e imaginativa que sou, no Natal, disse ao filho que acreditava no Pai Natal quando o crianço lhe contou que os meninos (fedelhos!) na escola lhe tinham dito que essa personagem não existia. Disse-lhe que embora muita gente não acreditasse, eu preferia acreditar.

O filho tecno-céptico mas que escolhe acreditar nas fantasias da mãe declarou, então, que ele também escolhia acreditar que o Pai Natal existia.

A mãe fantasiosa e imaginativa que sou disse ao filho que também ela tinha uma varinha mágica e sabia fazer magia.

Perante os comentários inquisidores de primo Calipo e insistência para que eu provasse que era verdade, filho tecno-céptico mas que escolhe acreditar nas fantasias da mãe, explicou-lhe com toda a certeza que não podia ser, que eu não podia demonstrar, porque era proibido fazer magia fora de Hogwarts.

A mãe fantasiosa e imaginativa que sou disse-lhes que sim. Que Hogwarts existia.

O filho tecno-céptico mas que escolhe acreditar nas fantasias da mãe disse que sabia porque não podia ir para Hogwarts. Obviamente, porque ele ainda só tem 8 anos e o Harry Potter já tinha 11 quando foi para lá. Faltam-lhe portanto 3 anos, "não é, mãe?" (Tenho 3 anos para descalçar a bota.)

A mãe fantasiosa e imaginativa que sou põe-lhe sonhos marcados na testa para que ele só tenha sonhos bons e os pesadelos fiquem afastados.

A mãe, que acha que deve ser responsável e educá-lo para a vida e que também mora dentro de mim, põe muita vezes em causa a mãe fantasiosa e imaginativa que sou. A mãe imaginativa, no entanto, fica delirante porque o seu filho tecno-céptico já consegue inventar histórias de 17 linhas sozinho. A mãe imaginativa fica orgulhosa com a capacidade de argumentação que ele vai desenvolvendo.

A mãe imaginativa está é de castigo sem termo certo desde esta manhã quando a mãe, que acha que deve ser responsável e educá-lo para a vida, descobriu que ele tinha um trabalho de casa sobre animais reais que fez na sala de estudo e que o fez sobre o chupa-cabras...

O filho tecno-céptico mas que escolhe acreditar nas fantasias da mãe estava (e passo a citar) "muito preocupado com aquele trabalho" (se o cabrão do puto não podia ter ficado muito preocupado antes de chegar à porta da escola...). A mãe, que acha que deve ser responsável e educá-lo para a vida, deixou a mãe fantasiosa sair do quarto escuro para dizer a criança: "Dizes a professora que muita gente acredita que existe um animal que chupa o sangue às cabras porque não conseguem explicar que animal existente o poderia fazer." Obviamente que a mãe, que acha que deve ser responsável e educá-lo para a vida, gritou logo: "NÃO FALAS EM VAMPIROS, ÓVISTES??????"

segunda-feira, 10 de março de 2014

Ponham o dedo no ar!!!

Todos aqueles que já tiveram vontade de dizer a uma estranha:

- Isso não são leggings! São collants opacas!


(Está uma mesmo aqui ao lado e eu estou-me a esforçar para não abrir esta santa boquinha...)


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ter um filho nerd é...

Ter um filho nerd é vir para casa a conjugar o verbo "lamber" no pretérito imperfeito e perfeito porque ouviu a tia a corrigir o primo e, depois, ser informada de que ele vai ler um bocadinho do livro acerca do sistema nervoso* que eles não deram isso muito bem na escola. Nem falaram da terapelhas! Das quê?????? Aqui, mãe, as terapelhas aquáticas!**



*Não sei se será bem para a idade dele...
**Leia-se terapêuticas actuais...

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

After party

Agora que toda a gente já falou mal do dia de S. Valentim enquanto exibia os relógios que tinha recebido de seus mais-que-tudo, vamos lá falar de coisas sérias...


Eu podia casar assim... - 8


O vestido já cá canta. Sim, fico linda de morrer!!!

E que fazes tu, Ice?

Teoricamente, imprimo convites de casamento. Na prática, estou a brincar com legos...


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Já se passaram mais de 15 anos...

Mas continuo a desejar que as pulgas de 1000 camelos ataquem a zona anal da pessoa que pediu emprestado o cd da banda sonora do Romeu & Julieta do Baz Luhrmann e me devolveu apenas a caixa. E, qual tiranossaurus rex, espero que os bracinhos dessa pessoa sejam mínimos...

 

 

 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Are you the maid of honor????

Já cá cantam os vestidos das minhas bridesmaids. Como está a correr?


Basicamente, é isto. Acho que só ficariam mais Amys se eu lhes oferecesse o que quer que elas achem equivalente a uma tiara...


(Mas que ficam lindas de morreri, ficam... Ou, pelo menos, de deixarem pessoas gravemente doentes...)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A farta cabeleira?


É de Picolé, pois está claro! E porquê? Perguntam vocês e a professora dele.


Porque quer ficar com o cabelo como o Harry dos One Direction. Sim... Tem 8 anos e eu vou ter uma adoslecência (dele) tramada.

Já cá canta!

Lembram-se do esmagador de alhos que eu queria? Pois...


Sim, fico feliz com pouco.

Eu podia casar assim... - 7


Mas aposto que Picolé também recusava a vestir de menina das alianças... Má vontade! Estou rodeada de má vontade!

Não, Menino... Estás enganado...

Aquele grande fofuxo que é o Menino de Sua Mãe no outro dia escrevia sobre o amor durante as tempestades. E atirava para ali ideias que na tempestade é que se sabe que é amor e depois talvez não, que é mas é quando somos felizes e vice-versa e ao contrário.

É nestas alturas que me apetece chamar-lhes Meninos porque, cá do meu velho bloco de gelo, o que me parece é que é fácil haver amor numa tempestade e fácil haver numa altura de grande felicidade. O que me parece mais verosímil , e verdadeiro teste do trigo e do joio, é descobrir o amor na rotina, no dia-a-dia, na modorra do passar do tempo igual.

Amar alguém descobre-se na discussão do saco do lixo que nunca é esvaziado. Na eterna luta com o rolo de papel higiénico que não é substituido. Na companhia que se faz ao outro quando passa a ferro. Amar alguém de verdade descobre-se nos pequenos nadas que preenchem a maior parte dos nossos dias.

Eu amo quem me dá a mão numa tempestade. Sou grata por isso. Quero-o ao meu lado.
Eu amo quem me faz feliz e saborear o algodão doce das nuvens. Sinto-me especial por isso. Quero-o ao meu lado.

Esse é um amor fácil. Mas, felizmente e infelizmente respectivamente, esses estados são passageiros.

Eu quero amar e quem me ame num dia nublado. Sem história. Igual a milhares deles. Quero amar quem me traz uma bola de berlim com creme extra quando tenho TPM. Quero que me amem quando ando a resmungar que há pregos e parafusos por todo o lado porque se nao arrumo, ninguém arruma.

Não há felicidade extravazante em pregos e parafusos e também não há tempestades na TPM, mas pode haver amor. O amor que nasce e floresce apesar de não haver tempestades nem estrelas nos olhinhos. O amor que nasce de mãos dadas a olhar para uma parede depois de uma discussão sobre papel higiénico.

E esse amor, Menino, quer-me parecer, cá do meu velho bloco de gelo, que é capaz de ser o que faz com que só se queira uma pessoa para atravessar uma tempestade e só uma para nos levar às nuvens. Esse amor é aquele que, por muitos ombros que nos ofereçam nas tempestades, nos faz distinguir entre partes de anatomia e sentimentos verdadeiros.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Se a estupidez desse direito a Prémio Nobel, não havia estantes no Ikea que me chegassem

Pessoa decide aconchegar-se a ler. Pessoa bota lunetas de leitura e conclui que só lhe falta ir buscar o marcador de livros que sobrinha adolescente lhe deu no Natal para marcar em que página vai no livro que está a ler...

NO KINDLE!!!