terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Já cá canta!

Lembram-se do esmagador de alhos que eu queria? Pois...


Sim, fico feliz com pouco.

Eu podia casar assim... - 7


Mas aposto que Picolé também recusava a vestir de menina das alianças... Má vontade! Estou rodeada de má vontade!

Não, Menino... Estás enganado...

Aquele grande fofuxo que é o Menino de Sua Mãe no outro dia escrevia sobre o amor durante as tempestades. E atirava para ali ideias que na tempestade é que se sabe que é amor e depois talvez não, que é mas é quando somos felizes e vice-versa e ao contrário.

É nestas alturas que me apetece chamar-lhes Meninos porque, cá do meu velho bloco de gelo, o que me parece é que é fácil haver amor numa tempestade e fácil haver numa altura de grande felicidade. O que me parece mais verosímil , e verdadeiro teste do trigo e do joio, é descobrir o amor na rotina, no dia-a-dia, na modorra do passar do tempo igual.

Amar alguém descobre-se na discussão do saco do lixo que nunca é esvaziado. Na eterna luta com o rolo de papel higiénico que não é substituido. Na companhia que se faz ao outro quando passa a ferro. Amar alguém de verdade descobre-se nos pequenos nadas que preenchem a maior parte dos nossos dias.

Eu amo quem me dá a mão numa tempestade. Sou grata por isso. Quero-o ao meu lado.
Eu amo quem me faz feliz e saborear o algodão doce das nuvens. Sinto-me especial por isso. Quero-o ao meu lado.

Esse é um amor fácil. Mas, felizmente e infelizmente respectivamente, esses estados são passageiros.

Eu quero amar e quem me ame num dia nublado. Sem história. Igual a milhares deles. Quero amar quem me traz uma bola de berlim com creme extra quando tenho TPM. Quero que me amem quando ando a resmungar que há pregos e parafusos por todo o lado porque se nao arrumo, ninguém arruma.

Não há felicidade extravazante em pregos e parafusos e também não há tempestades na TPM, mas pode haver amor. O amor que nasce e floresce apesar de não haver tempestades nem estrelas nos olhinhos. O amor que nasce de mãos dadas a olhar para uma parede depois de uma discussão sobre papel higiénico.

E esse amor, Menino, quer-me parecer, cá do meu velho bloco de gelo, que é capaz de ser o que faz com que só se queira uma pessoa para atravessar uma tempestade e só uma para nos levar às nuvens. Esse amor é aquele que, por muitos ombros que nos ofereçam nas tempestades, nos faz distinguir entre partes de anatomia e sentimentos verdadeiros.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Se a estupidez desse direito a Prémio Nobel, não havia estantes no Ikea que me chegassem

Pessoa decide aconchegar-se a ler. Pessoa bota lunetas de leitura e conclui que só lhe falta ir buscar o marcador de livros que sobrinha adolescente lhe deu no Natal para marcar em que página vai no livro que está a ler...

NO KINDLE!!!


Eu podia casar assim... - 6


Mas também não me parece que Picolé colaborasse. É que ninguém me ajuda...

Como sei que estou velha?

Quando olho pelo espelho retrovisor e vejo Picolé no banco de trás, já sem cadeirinha nem banco nem porra nenhuma...


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Eu podia casar assim... - 5


Primeiro, foi o vestido que escolhi. Tivesse eu insistido nele e acabaria a casar nua porque já me estava a ver a chegar ao dia, com os nervos, as gaijas a tentarem enfiar-me nele e eu a fugir. E no remotissimo caso de eu o conseguir vestir, noivo teria que ir equipado com tesoura de podar para me tirar de lá!

Depois, decidi for something completely different e fiquei em paz.

Vanos lá acertar as agulhas com os vestidos de minhas bridesmaids... Eu escolhi. e não é que elas vetaram? É como vos digo; isto é uma luta solitária em que ninguém colabora!

Lá se organizou uma conference call altamente internacional e com jeitinho lá se escolheram vestidos (minhas grandes cabras que iam ficar tão lindas no mini-vestido de folhos, mas não... Ai que tem côdea... Ai que tem espinhas...).

Vai noiva deligentissima encomendar os vestidos e não é que se esgotaram em dois dias? E o que tive que suar as estopinhas para os encontrar noutro sitio? Até na Polónia procure, senhores. Polónia!!!

Seja como for, vestidos estão tratados. Falta só chegarem as nossas mãos (ou corpos...).

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Procrastination thy name is Ice Berg

Desapareceu-se-me a régua que me facilitava o cortar do x-acto. Tenho outra? Tenho... 

Não sei como se enfia o papel na guilhotina do gaijo cá de casa. Só mesmo um homem para comprar uma guilhotina onde não se consegue enfiar o papel... 

Já imprimi os convites e as etiquetas. Depois da lista fechada e decidida, claro que temos 69 convidados. Não podia ser de outra maneira.

Tenho que escolher o bolo...

Tenho que escolher comida...

Decidi escrever posts...


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Eu podia casar assim... - 4

 

Mais um caso de falta de colaboração de terceiros!

 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Eu podia casar assim... - 3

Se ao menos minhas damas de honor colaborassem...

 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Eu podia casar assim... - 2

 

O vestido tubarão.

 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Eu podia casar assim... - 1

Ora cá está uma rúbrica apropriada à época e que nos vai acompanhar uns tempos.


Sim, estamos todos vivos!

Dezembro foi mês de arrumações, de Natal, de namoro, de montar legos, de muitas crianças. O ano acabou e tudo continuou em reboliço. Agora que começa tudo a voltar à normalidade possível, começo a ganhar algum tempo.

Este ano, não houve balanços nem desejos. Tenho tudo o que preciso e isso basta-me*. Aliás, o que poderia desejar chegou a 9 de Janeiro com a minha neurologista a dizer que estou óptima, que só precisa de me ver daqui a um ano e que daqui a pouco mais de um mês posso reduzir a medicação. Aqui esta pessoinha não precisa de mais nada mesmo.

Aliás, precisar, precisava de um vestido para casar mas tenho para mim que isso também se há-de arranjar. Se não arranjar, também já decidi que caso com um bonito penteado, mui bem maquilhada, lingerie fantástica, sapatos de cortar a respiração e uma simples t-shirt a dizer Chimarrão ou assim... 

É que nem precisava de ser tão sofisticado!


*Excepto o cesto do lixo para o escritório e o espremedor de alhos que foram as únicas coisas que pedi para o Natal e ninguém me deu, pá!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Amor é...

Receber uma mensagem a dizer:

"Tu tens menos celulite que a Scarlett Johansson! Com a adicional que o teu rabo é mais giro!"


Parece uma anedota, não parece?

O que fazem um matemático, um informático, uma gaija de línguas e de direito e uma de comunicação social numa segunda-feira?

Obviamente, desenvolvem equações que permitam aferir o grau de compatibilidade sexual entre duas pessoas. 


sábado, 12 de outubro de 2013

Como é que eu sei que tenho as amigas que mereço?

Porque depois de lerem o post e descobrirem que eu disse o 'sim', a primeira coisa que lhes passa pela cabeça fazer é mandarem esta foto simplesmente acompanhada de "Oh my god!!! Oh my god!!! Oh my god!!!"

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Carta a um Noivo

Quero a minha vida nas tuas mãos. Foi nesse momento que decidi. No momento em que pensei 'isto pode ser o fim da linha', arrependi-me de todas as vezes que te disse que não. Em que pensei que havia muito tempo para isso. Não havia. Não naqueles dias em que falar era para mim um esforço sobrehumano. Em que só tu me sabias ler os olhares. Não havia tempo e eu tinha dito que não por achar que o havia. Tinha posto nas tuas mãos um coração de plástico e agora que queria que fosses o único a segurar o verdadeiro, não o podia fazer porque na minha cabeça sempre houve muito tempo. 

Eu era imortal e tu fizeste-me deusa e depois princesa e depois estava deitada debaixo de luzes com gente a correr para mim e a segurar a minha mão e a fazer-me festas no cabelo. As morenas, baixinhas e simpáticas que estão naquele estado acabam num sitio onde não há sangria de frutas e os lençóis estão imóveis e não revoltos com cheiro a sexo. As morenas, baixinhas e simpáticas que estão naquele estado são meras mortais, não deusas, e eu já não era sequer princesa e muito menos imortal.

Mas depois os dias foram passando e as palavras tornaram-se mais fáceis. Eu já não era imortal mas estava viva. Já não era deusa nem princesa mas o meu coração batia e eu tinha a oportunidade de o colocar nas mãos de quem queria. Eu podia dá-lo a quem me segurava a mão e me lia os olhos quando as palavras doiam. E agora que as palavras já não doem, os meus nãos viraram sim nos teus braços numa cama de lençóis revoltos. Agora que sou mortal e humana e plebeia sei que pode não haver tempo. Agora que sou tudo isso quero viver muito tempo contigo a segurar o meu coração. Quero fazer muitas coisas e "I have promises to keep, and miles to go before I sleep, and miles to go before I sleep" e os olhos que eu quero que leiam os meus ao longo dessa viagem são os teus. E as mãos onde eu quero o meu coração e descansar os meus dedos são as tuas. Porque nenhumas outras são precisamente isso: tuas.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

E onde andavas quando o teu cérebro deu o nó?


Estilo, minha gente. Ice a fazer tudo com estilo desde mil nove e setenta e cinco. Até a ter tromboses e AVC's.

(Já estou em casa, meus amores. Obrigada pelas mensagens de melhoras.)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Dia 11 - 9 de Setembro

Conheci a Enfermeira-Chefe, doravante designada por Dragona. Uma bolinha de golfe em cima de saltos altos pareceu-me a melhor definição até agora. 

Tive a primeira Visita Medica que consiste em um Professor conceituado e 100 médicos nos examinarem. E pus-me em pé pela primeira vez desde Terça-feira. Professor disse-me que tinha esperança que eu recuperasse bem. Também eu...

Ninguém falou de previsão de alta ou do que for. É continuar com uma injecção na barriga de manhã e  à noite e diuréticos três vezes ao dia. 

Dia 9 e 10 - 7 e 8 de Setembro

Era sábado. A minha memória era uma coisa estranha. Via o nome das coisas escritas na minha mente mas não as conseguia ler. Por exemplo: o nome do actor conhecido que fez de Joker no Batman? Era aquele que fez o Shinning e aquela comedia com a Helen e era um antipático mas apaixonou-se por ela e o nome começa por N. O segundo nome, obviamente. Se era mais fácil eu lembrar-me de Jack Nickolson? Era. Mas não era a mesma coisa! E assim se passou o fim de semana comigo a ser mimada pelas minhas visitas.