segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Dia 7 - 5 de Setembro
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Dia 6 - 4 de Setembro
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Dia 12 - 10 de Setembro
Dia 5 - 3 de Setembro
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Dia 4 - 2 de Setembro
Dia 2 e 3 - 31 de Agosto e 1 de Setembro
Dia 1 - 30 de Agosto
Aviso à navegação
sábado, 24 de agosto de 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Os senhores da foto, claramente, nunca visitaram esta casa...
Para memória futura...
segunda-feira, 29 de julho de 2013
"No blood. No sticky, hot, messy, awful blood; no blood at all. Why hadn't I thought of that? No blood. What a beautiful idea!"*
![]() |
| (Engendrando o bolo que esconderá a arma para a fuga...) (Foto da net) |
sábado, 6 de julho de 2013
Como é que eu sei que ele passa demasiado tempo nesta terra?
Quando me diz coisas como:
"Tu és um universo de lindura por dentro e por fora!"
Nestas alturas, interrogo-me se não será motivo para pedir a evacuação médica do gaijo...
(E quando se faz uma busca no Google com a expressão, crasha a net da casa. Desculpinhas aos outros hóspedes. São vicissitudes de viverem debaixo do mesmo tecto que um universo de lindura!)
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Quem nasceu para osga bebé, não chega a jacaré!
![]() |
| (Foto da net) |
Não sei de Nancy. Não a vejo desde ontem, por volta das duas da manhã, quando lhe disse boa noite e me virei para o outro lado e dormi.
Tenho para mim que a pikena ficou traumatificada quando dez minutos depois de eu a ter adoptado, a ex-esposa de Gaijo que dorme comigo lhe ligou e, em directo e alta-voz, matou à cacetada uma osga que lhe passeava pelo quintal. E olhei para o último sítio onde tinha visto minha Nancy e sussurrei-lhe "Esconde-te. Não saias daí. Tapa os ouvidos!"
Quando me estava a aninhar para dormir, vi a bichinha sair do seu esconderijo e saiu-se-me um "olha a Nancy!"
O gaijo, meio a dormir, pergunta-me: "queres que a vá matar?" (Aquilo devia ser uma carnificina naquele agregado familiar!)
Botei minha melhor voz de narradora de série de desgraças e proclamei: "No! Let her be. There's been enough bloodshed tonight!"
Minha Nancy lá se safou mais uma vez mas, digo-vos eu, tivesse o George R R Martin conhecido esta gente e os Starks não teriam uma vida tão facilitada como têm...
Crónicas de amor em África - Dias da rádio
![]() |
| (Imagem da net) |
Emissão de sexta-feira à noite:
"Se for sair, por amor de Deus, beba com moderação. E mais, se for sair esta noite, leva camisinha de Vénus. Esta rádio não promove a promiscuidade, mas se, de repente, houver um momento de fogo, você vai estar armado."
Separador musical de 5 segundos e a próxima frase começa com "mesmo na pontinha...". Não ouvi mais nada porque nisto sou muito infantilóide e desatei a rir. Digamos que achei o encadeamento perfeito.
Acabadinho de ouvir na rádio Mais. E eu sinto dentro de mim que quando voltar para casa vou ter que procurar a emissão online disto. Eu não consigo conceber não ouvir estas pérolas todos os fins-de-semana!
Não recebo um cêntimo. É só mesmo porque é bom - 4
![]() |
| (Foto da net) |
![]() |
| (Foto da net) |
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Crónicas de amor em África - A minha nova pet chama-se Nancy Drew
![]() |
| (Foto da net que a Nancy é tímida) |
Aqui há uns anos, lembro-me de estar sentada no sofá da casa onde vivia, ao lado da casa de meu pai. Por trás do móvel alto vejo sair uma minúscula osga bebé. Peguei no telemóvel e mandei uma SMS a papai dizendo:
"Está uma osga bebé na parede da sala."
Papai respondeu de imediato:
"E que queres que faça? Deixa estar que ela não te come."
Achei por bem apelar ao instinto paternal do homem:
"Quando, daqui a uns meses, me sair um dinossauro de detrás do móvel da sala, a gente conversa."
Instinto paternal não tinha ido trabalhar nesse dia:
"Eheh. Estou a ver tv."
Vá que eu não sou pessoa de me impressionar com osgas. Caso contrário, seria um trauma que me acompanharia para o resto da vida. Talvez não tenha ajudado ao meu papel frágil de filha desamparada, ele saber que eu já tinha tido duas osgas crescidas como companheiras de casa uns anos antes.
Obviamente, nunca mais vi a bicharoca que deve ter ido à sua vida e eu segui a minha.
Ontem, quando estávamos a subir a escadas para o quarto, no degrau, lá estava uma osga bebé. Ao que eu exclamo baixinho, para não a assustar: Olha uma bebé!
Ao que gaijo comenta meio admirado: Tu não gritas...
Muito habituados andam estes gaijos a miúdas frágeis e gritadiças...
E, agora, chegámos ao quarto e lá estava a bichinha acampada em cima do mini-frigorifico. Gaijo mune-se de chinelo para acabar com a raça da desgraçada. Eu desbaralho-o e a coitada pisga-se. O Gaijo ainda afastou o frigorifico de chinelo em riste mas a Nancy é esperta que nem um alho e não voltou a dar as caras.
Eu perguntei se lhe fazia confusão morar com a bicharoca. Ele lá respondeu que não (acho que um bocado contrariado) e arrumou o frigorifico no sítio (mas ainda foi examinar os meus ténis mais preocupado com eles do que eu) e eu agora tenho uma Nancy para me fazer companhia. Ou, pelo menos, terei até amanhã que eu tenho cá para mim que minha Esperança (amanhã logo vos a apresento) não é gaija para encontrar a minha Nancy e deixá-la escapar impune...
quarta-feira, 3 de julho de 2013
E de quem é a culpa do estado da nação? Da Ice, obviamente!
![]() |
| (Foto by We Have Kaos in the Garden) |
Crónicas de amor em África - A praia
![]() |
| Visto assim, ninguém diria... (Foto by Iceberg) |
terça-feira, 2 de julho de 2013
Procura a definição de Racismo
Era este o trabalho de casa que ele trazia no dia em que levou a caixa de cereais para o Léo.
Perguntei-lhe se tinha alguma ideia do que era Racismo. Nenhuma. Muni-me de dicionários e explicações.
Perguntei se na sala dele não tinha meninos que tinha uma cor de pele diferente.
Sim.
Para inicio de conversa, há quem só lhes chame pretos.
Mas eles não são pretos, mãe! São só um bocadinho mais escuros que eu (diz o Branco de Neve), assim castanhinhos.
Mas há pessoas que acham que só porque eles são de cor diferente, devem ser tratados de forma diferente. Há quem ache que essas pessoas são inferiores.
Inferiores???
(Nesta altura, confesso que já me descabelava um bocadinho. Como cá em casa ninguém tem qualquer tipo de conversa discriminatória, sim, fazemos piadas e tudo mas caraças, o puto sempre viu por cá brancos e pretos, loiros e morenos, altos e baixos, com óculos e sem óculos, portugueses e estrangeiros, com mais cromossomas e com menos cromossomas, e a única distinção que lhes vê é o nome de baptismo, esta merda era difícil de explicar. E eu confesso que até essa altura não se me ocorreu que fosse coisa que tivesse que explicar. Para mim, é tudo igual, mesmo. E nem vale a pena perguntarem se já namorei com um preto que a resposta é sim, tá? Embora não entenda essa lógica. Toda a gente tem preferência por um tipo de homem ou de mulher, a cor da pele não pode ser incluída aí? Eu prefiro morenos e não gosto de magros! Isso é discriminação ou um gosto pessoal? Mas, adiante, que isso é outra história...)
Sim, filho, inferiores. Por exemplo, há quem ache que são menos inteligentes.
???
Há quem ache que são burros, pronto.
O LÉO NÃO É BURRO, TÁ???
(Ahhhhhh... Eu não sabia que o Léo era preto. Nunca se me ocorreu perguntar. Como é que o puto há-de ver diferença? O Léo é o Léo. O que importa saber sobre o Léo? É amigo de Picolé e tem Região e Oral e precisava de uma caixa de cereais. Assunto encerrado. E como monkey sees, monkey does, Picolé faz igual. Afinal, o defeito é meu.)
Claro que o Léo não é burro, filho. Mas isso é o que essas pessoas pensam.
Essas pessoas são parvas, mãe!
Pois são. E percebeste o que era o racismo? (Decidindo não avançar mais na explicação e em como isso se aplicava a ciganos e etc e etc, que ainda me doía o tímpano do "O LÉO NÃO É BURRO, TÁ???")
Sim, mãe. Já percebi.
E que vais escrever, então?
Vou escrever: o racismo é gente parva!
E foi este o trabalho de casa que ele apresentou no dia a seguir na escola...
racismo
(raça + -ismo)
3. Gente parva (in Universo Iceberguiano).












