sexta-feira, 5 de julho de 2013

Crónicas de amor em África - Dias da rádio

(Imagem da net)

Emissão de sexta-feira à noite:

"Se for sair, por amor de Deus, beba com moderação. E mais, se for sair esta noite, leva camisinha de Vénus. Esta rádio não promove a promiscuidade, mas se, de repente, houver um momento de fogo, você vai estar armado."

Separador musical de 5 segundos e a próxima frase começa com "mesmo na pontinha...". Não ouvi mais nada porque nisto sou muito infantilóide e desatei a rir. Digamos que achei o encadeamento perfeito.

Acabadinho de ouvir na rádio Mais. E eu sinto dentro de mim que quando voltar para casa vou ter que procurar a emissão online disto. Eu não consigo conceber não ouvir estas pérolas todos os fins-de-semana!

 

Não recebo um cêntimo. É só mesmo porque é bom - 4

Eu sou uma preguiçosa. Mas sou o pior tipo de preguiçosa: a preguiçosa que adora publicidade e acha tudo boa ideia. Se eu me deixasse, assim que visse um anúncio a um creme ou shampoo ou maquilhagem que achasse piada, iria a correr para a loja. As piores coisas para eu comprar são mesmo cremes hidratantes para o corpo. Porquê? Porque sou preguiçosa. Compro-o, uso-o religiosamente ali 2 ou 3 dias e depois... Ai ca trabalheira... Ou ainda, ai porra, mais um a que sou alérgica!

Ora, aqui há uns tempos, vi o anúncio a isto na televisão:

(Foto da net)

E, obviamente, pensei para com os meus botões: olha que bela ideia! 

A pessoa dentro de mim que me dá na cabeça por gastar dinheiro em frascos que depois andam por ali pelos armários até vir a mulher da fava rica começou logo a resmungar. Mas eu calei-a. Ai que vinha de viagem, ai que depois não fico com a pele fofinha, ai, ai, ai... 

Vem de lá a outra pessoa que vive dentro de mim e é toda esquisitinha: Ahhh e se ficas toda peganhenta e tal e depois não gostas? Mas eu calei-a. Ai que vinha de viagem, ai que depois não fico com a pele fofinha, ai, ai, ai... 

Vai daí, com estes argumentos de peso, comprei a cena. Tenho para vos dizer que estou apaixonada! Não falho um dia. Aqui deixa a pele lisinha sem ficar peganhenta. Quando nos acabamos de limpar, nem sinal de peganhice. E é fácil de aplicar como tudo. Estou rendida!

(Foto da net)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Crónicas de amor em África - A minha nova pet chama-se Nancy Drew

(Foto da net que a Nancy é tímida)

Aqui há uns anos, lembro-me de estar sentada no sofá da casa onde vivia, ao lado da casa de meu pai. Por trás do móvel alto vejo sair uma minúscula osga bebé. Peguei no telemóvel e mandei uma SMS a papai dizendo:

"Está uma osga bebé na parede da sala."

Papai respondeu de imediato:

"E que queres que faça? Deixa estar que ela não te come."

Achei por bem apelar ao instinto paternal do homem:

"Quando, daqui a uns meses, me sair um dinossauro de detrás do móvel da sala, a gente conversa."

Instinto paternal não tinha ido trabalhar nesse dia:

"Eheh. Estou a ver tv."

Vá que eu não sou pessoa de me impressionar com osgas. Caso contrário, seria um trauma que me acompanharia para o resto da vida. Talvez não tenha ajudado ao meu papel frágil de filha desamparada, ele saber que eu já tinha tido duas osgas crescidas como companheiras de casa uns anos antes.

Obviamente, nunca mais vi a bicharoca que deve ter ido à sua vida e eu segui a minha.

Ontem, quando estávamos a subir a escadas para o quarto, no degrau, lá estava uma osga bebé. Ao que eu exclamo baixinho, para não a assustar: Olha uma bebé!

Ao que gaijo comenta meio admirado: Tu não gritas...

Muito habituados andam estes gaijos a miúdas frágeis e gritadiças...

E, agora, chegámos ao quarto e lá estava a bichinha acampada em cima do mini-frigorifico. Gaijo mune-se de chinelo para acabar com a raça da desgraçada. Eu desbaralho-o e a coitada pisga-se. O Gaijo ainda afastou o frigorifico de chinelo em riste mas a Nancy é esperta que nem um alho e não voltou a dar as caras.

Eu perguntei se lhe fazia confusão morar com a bicharoca. Ele lá respondeu que não (acho que um bocado contrariado) e arrumou o frigorifico no sítio (mas ainda foi examinar os meus ténis mais preocupado com eles do que eu) e eu agora tenho uma Nancy para me fazer companhia. Ou, pelo menos, terei até amanhã que eu tenho cá para mim que minha Esperança (amanhã logo vos a apresento) não é gaija para encontrar a minha Nancy e deixá-la escapar impune...

 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

E de quem é a culpa do estado da nação? Da Ice, obviamente!

Ao fim do dia de ontem:

Ice: É sempre assim! Já na empresa, cada vez que eu vinha de férias, acontecia sempre alguma bronca. Directores despedidos e assim...

Gaijo Que Dorme Comigo: O que foi, agora?

Ice: O Portas demitiu-se. Ontem o Gaspar, hoje o Portas. O governo deve estar para cair.

GQDC: Hummm... Isso quer dizer que se não te tivesses atirado da escada abaixo e não estivesses este tempo todo a recuperar e tivesses vindo de férias antes, esta palhaçada já podia ter acabado mais cedo?

Claramente, a culpa é minha...

(Foto by We Have Kaos in the Garden)

Crónicas de amor em África - A praia

Enquanto brincava com os meninos do Dande, Picolé apercebeu-se de que por trás das kubatas, havia uma praia. Perguntou se podia ir espreitar. Espreitou. Correu para nós.

- É a praia mais estranha que eu já vi! Tem galinhas e porco e galos e até perús!

Segundo momento 'dafuk?' entre eles: ele a contar aos outros que nas praias dele não havia bicheza (pelo menos com penas e 4 patas e porcos e galinhas e perúas, eu penso que também temos nas nossas...) e eles a olha para ele com ar de "ou não estamos a entender o que a criatura diz ou as praias dele são buéda pobres!"
Visto assim, ninguém diria...
(Foto by Iceberg)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Procura a definição de Racismo

 

Era este o trabalho de casa que ele trazia no dia em que levou a caixa de cereais para o Léo.

Perguntei-lhe se tinha alguma ideia do que era Racismo. Nenhuma. Muni-me de dicionários e explicações.

Perguntei se na sala dele não tinha meninos que tinha uma cor de pele diferente.

Sim.

Para inicio de conversa, há quem só lhes chame pretos.

Mas eles não são pretos, mãe! São só um bocadinho mais escuros que eu (diz o Branco de Neve), assim castanhinhos.

Mas há pessoas que acham que só porque eles são de cor diferente, devem ser tratados de forma diferente. Há quem ache que essas pessoas são inferiores.

Inferiores???

(Nesta altura, confesso que já me descabelava um bocadinho. Como cá em casa ninguém tem qualquer tipo de conversa discriminatória, sim, fazemos piadas e tudo mas caraças, o puto sempre viu por cá brancos e pretos, loiros e morenos, altos e baixos, com óculos e sem óculos, portugueses e estrangeiros, com mais cromossomas e com menos cromossomas, e a única distinção que lhes vê é o nome de baptismo, esta merda era difícil de explicar. E eu confesso que até essa altura não se me ocorreu que fosse coisa que tivesse que explicar. Para mim, é tudo igual, mesmo. E nem vale a pena perguntarem se já namorei com um preto que a resposta é sim, tá? Embora não entenda essa lógica. Toda a gente tem preferência por um tipo de homem ou de mulher, a cor da pele não pode ser incluída aí? Eu prefiro morenos e não gosto de magros! Isso é discriminação ou um gosto pessoal? Mas, adiante, que isso é outra história...)

Sim, filho, inferiores. Por exemplo, há quem ache que são menos inteligentes.

???

Há quem ache que são burros, pronto.

O LÉO NÃO É BURRO, TÁ???

(Ahhhhhh... Eu não sabia que o Léo era preto. Nunca se me ocorreu perguntar. Como é que o puto há-de ver diferença? O Léo é o Léo. O que importa saber sobre o Léo? É amigo de Picolé e tem Região e Oral e precisava de uma caixa de cereais. Assunto encerrado. E como monkey sees, monkey does, Picolé faz igual. Afinal, o defeito é meu.)

Claro que o Léo não é burro, filho. Mas isso é o que essas pessoas pensam.

Essas pessoas são parvas, mãe!

Pois são. E percebeste o que era o racismo? (Decidindo não avançar mais na explicação e em como isso se aplicava a ciganos e etc e etc, que ainda me doía o tímpano do "O LÉO NÃO É BURRO, TÁ???")

Sim, mãe. Já percebi.

E que vais escrever, então?

Vou escrever: o racismo é gente parva!

E foi este o trabalho de casa que ele apresentou no dia a seguir na escola...

racismo

(raça + -ismo)

s. m.
1. Teoria que defende a superioridade de um grupo sobre outros, baseada num conceito de raça, preconizando, particularmente, a separação destes dentro de um país (segregação racial) ou mesmo visando o extermínio de uma minoria.
2. Atitude hostil ou discriminatória em relação a um grupo de pessoas com características diferentes, nomeadamente etnia, religião, cultura, etc. (In priberan)

3. Gente parva (in Universo Iceberguiano).

Enquanto uns trabalham, deixa-me cá aproveitar para registar umas cenas de que não me quero esquecer

Um dia, chego da fisicoterapia (como era designada por uns e outros chez moi) e informo, toda feliz, Picolé de que naquele dia até tinha conseguido jogar à bola (entenda-se: atirar e apanhar a bola com o braço lesionado).

Ele põe aquele ar desaprovador que lhe é peculiar sempre que acha que sua mamãe está fazendo disparates, estica-me seu já não tão pequeno dedo indicador e diz:

- Acho muito mal. Tu vais para lá é para pores o braço bom, não é para andares a jogar futebol, mãe!

 

 

As aulas que ele não tem

Há umas semanas, estamos nos preparativos para Picolé se deitar e ele pergunta-me:

- Mãe, temos uma caixa de cereais grande? Daquelas vazias?

Expliquei-lhe que não mas que podia usar umas dos cereais que ainda andávamos a comer que eu punha uma mola no saco de dentro. E perguntei para que precisava ele de uma caixa de cereais.

- Não é para mim. É para o Léo. Ele precisa mesmo e a mãe dele não tem nenhuma.

No dia a seguir, pus a caixa num saco e dei-lha. Mas fiquei a matutar. Se o colega precisava para a escola, ele também devia precisar, não?

- Não, mãe. Ele precisa para a aula de Região e Oral. Eu não tenho essa!

 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Crónicas de amor em África - Joe le taxi


Ao fim de 72h estou perfeitamente integrada na paisagem. A música que me entra pela janela já não me causa qualquer estranheza. O meu subconsciente já sabe que a coisa oscila entre o kuduro, o Hotel California ou qualquer outro sucesso de há 30 anos atrás. Posso assegurar que ainda não ouvi o Opaganastai (versão lá de casa do Gangnam Style). Neste momento, acabei de ouvir esse grande êxito moderno que é o Joe le taxi da Vanessa Paradis. 

Almoçámos num restaurante que vende comida a peso mesmo no centro de Luanda. A clientela oscilava entre executivos de fato e gravata e estudantes com os seus iPads e os boxers à mostra.

Quando saimos, dou comigo a fazer o meu primeiro comentário racista: Oh pá, levaste-me a um restaurante cheio de brancos!

Senti os olhos dele nas minhas pernas cuja a cor já me granjeou o epíteto de Branca de Neve e o sorriso mordaz ao dizer: Pois...

Qua fazer? Ao fim destas horas todas, eu sinto a africana que há em mim ao vir ao de cima e o que eu estranho mesmo é ver brancos à minha frente!

Crónicas de amor em África - Meninos

Estamos todos sentados numa esplanada no Dande. Para quem esteja a imaginar uma esplanada europeia, é fazer delete a esse pensamento e botar na sua mente meia dúzia de cadeiras e mesas de plástico em frente a uma barraca. Para aqueles que estão a pensar em hamburgueres e sandes, é substituir tudo por um peixe tão delicioso como não têm memória. Grelhado ali à nossa frente. Acompanhada por um feijão em óleo de palma* e batata doce, mandioca e banana cozidas**. 

Os pescadores saem, de noite, em pequenas chatas e apanham o peixe e lagostas. Durante o dia, as mulheres servem as dezenas de pessoas nessas pequenas esplanadas inventadas em frente às suas próprias casas. Foi aí que fomos almoçar ontem. Depois da refeição, Picolé e a sua pele branca de neve jogava na sua nova nintendo 3DS XL, enquanto os adultos conversavam.

Subitamente, ouve-se um suspiro fundo e ele levanta-se, anunciando: eu tenho que ir ver o que se passa com aquele menino.

Do outro lado da pequena estrada de terra batida, encostado a um dos carros estacionados estava um dos meninos que ali anda no estacionamento a pedir dinheiro a quem deixa ali as viaturas. Eram uma meia-dúzia. Mas os outros estavam todos juntos na galhofa e aquele estava sozinho.

E foi. Apenas com a recomendação que olhasse para os dois lados para ver se vinham carros. O menino europeu, loiro, olhos claros e roupa bonitinha foi direito ao menino de rua, sujo, esfarrapado e descalço.

Que se passa, man?
(Foto by Iceberg)

Picolé voltou para nos dizer que não entendia como ele se chamava porque não percebia o que ele dizia, embora percebesse que era português. Dissemos-lhe que pedisse ao menino que falasse mais devagar e ele lá foi de volta.

O outro menino, rapidamente, o levou para o meio dos outros meninos. Eles a tentarem impressionar Picolé com lutas entre eles e Picolé a ensaiar uns passos estranhos contra a parede. Nós deliciados com a inocência que transforma um menino europeu e meia dúzia de meninos de rua em amigos por um bocado. Encantados por eles serem apenas isso: meninos. Sem mais nenhum acrescento. A nossa certeza, nesse momento, que é a idade que nos traz o cinismo e o preconceito. O verificarmos que dentro de nós, quer queiramos quer não, em maior ou menor proporção, carregamos todos esses pré-conceitos porque o meu primeiro pensamento, a seguir ao anúncio de Picolé, foi: Vais o tanas! A minha boca não se abriu a não ser para lhe dizer que olhasse para ver se vinham carros. O primeiro pensamento foi apenas isso; uma coisa rápida e fugaz seguida de um mental "és muita parva". Mas existiu. 

Para eles, a única coisa que os diferenciava? A estranheza de meia dúzia de meninos a olhar para a cara de Picolé porque ele tinha... Pensaram que era a pele branca? Naaaaaaa... Olhos azuis, minha gente!!! A única diferença é que ele tinha olhos azuis! 

Para Picolé, só havia mesmo uma questão que colocou uns minutos depois de ter voltado para ao pé de nós: Porque é que os meninos andam na rua sem sapatos? Porque, lá está, essa era mesmo a única diferença entre eles...***

Azuis? A sério?
(Foto by Iceberg)

*azeite-de-dendêazeite-de-dendém ou óleo de palma é um azeite popular nas culinárias brasileira e angolana e, também, no candomblé. É produzido a partir do fruto da palmeira conhecida como Dendezeiro (Elaeis guineensis) (Wikipedia)

**Mas os pratos eram Zara Home, tá?

***Falta, neste blog, um post sobre Picolé e o racismo que está para ser escrito há uns tempos. Nessa altura, talvez se entenda melhor esta coisa de, para ele, não haver diferença nenhuma. Nem sequer da cor da pele.

Crónicas de amor em África - 18 anos depois

Aterrar em Luanda (foto da net)
Eu nasci aqui. Curiosamente, os caminhos da vida trazem-me sempre de volta aqui.

Passei toda a minha infância à espera que o meu pai voltasse daqui para passar férias connosco. Uma dúzia de anos depois de ele ter voltado de vez, vi o pai do meu filho a vir para aqui e a ser Picolé quem espera que o pai volte de férias. Quando decidi voltar a partilhar a minha vida com um homem, vi-o a ele a embarcar para aqui. Aqui... A terra que não é de nenhum deles mas que é a minha. Seria o lugar onde viveria não tivesse eu um filho pequeno e não desejasse eu que ele viva com mais qualidade do que a que esta terra pode proporcionar a uma criança pequena.

Eu não vivo aqui em adulta pelos mesmos motivos que não vivi aqui em criança. Mudou apenas o sujeito dos motivos. Ainda assim, volta e meia, dou por mim, nesta terra. Dou por mim, sentada, a escrever, enquanto à minha volta se ouve o português cantado e a música sempre a tocar numa qualquer telefonia. Dou por mim, branca e alva, com as empregadas a dizerem-me que posso ir para aquela salinha mais sossegada e eu a chocá-las dizendo que prefiro ir lá para fora onde elas cirandam e onde uma delas lava a roupa. Olham-me com estranheza. Mas prefiro. Não é nenhuma tomada de posição. É apenas uma simples preferência. Sinto-me melhor assim, a sentir a vida real à minha volta. A perceber que esta roupa que aqui está estendida no varal deve ser de uma delas. E que tem uma menina. Pequenina. Que usa vestidos minúsculos cor-de-rosa (a não ser que algum dos gaijos desta casa tenha uns fetiches beeeeeeem estranhos). Gosto de saber estas pequenas coisas.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Não há cidade e, com esse feitiozinho, duvido que haja sexo

Era rapariga era tão boa moça lá na série dos sapatos e é uma cabra tão grande n' Um Mundo Sem Fim.

Dizem que a idade faz destas coisas às pessoas...

 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Da inveja

Estou roída de inveja do meu cunhado. Começou esta semana a ver o Game of Thrones. A inveja que eu tenho dos 30 episódios novinhos em folha que ele tem para ver...

 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

É simples... - Update 5

Eles sentem... Bichezas do demo, pá. Estão sem sono. Obviamente, que estão sem sono...

 

É simples... - Update 4

É agora é só ter a certeza que a bicheza já adormeceu que eu não quero ser interrompida. Shhhhhhhh...

 

É simples... - Update 3

Vou tirar o verniz das unhas para me entreter...

 

É simples... - Update 2

Só faltam 25 minutos e tudo está a bater certo.

 

É simples... - Update 1


Crianças banhadas e a devorar pizza porque não se lembram de almoçar. So far, so good.

 

É simples...

Vou ligar para a telepizza. Enquanto, espero a entrega, vou retirar ali uns quilos de sujidade às duas crianças. Arrefinfo-lhes as pizzas. Dentes lavados. Aconchego os bicharocos. Beijos, beijos, amo-vos bués. Abanco-me no sofá e cá vai disto a ver o final de temporada do Game of Thrones. Depois, vou-me arrepender de ser garganeira e não ter poupado os episódios. Mas isso é depois... Até porque agora comecei nos livros e isso é coisa para me entreter uns tempos.