terça-feira, 22 de maio de 2012

So true...

"You know what's the problem with this world? Everyone wants a magical solution to their problems but they refuse to believe in magic."

(The Mad Hatter in 'Once Upon a Time')

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O que andas a fazer, Ice Maria, que não dás à costa?

Basicamente, a mentalizar-me que para se ter as coisas boas, primeiro, temos que passar pelas más. Traduzindo: a juntar caixas e jornais velhos.

You should see mine, right now...


Quem viu o Cars 2, sabe de que falava Picolé.

"E quando ele comeu o gelado de pristáprios, mãe!"

domingo, 6 de maio de 2012

A blogosfera e os nomes

Houve uma fase em que todos os homens das mulheres na blogosfera eram Zés. Bolas, até eu tive um Zé na fase dos Zés.

Depois veio a fase dos Pedros. Todos os novos amores eram Pedros. Não, não tive nenhum Pedro.

Tenho uma certa curiosidade em saber quem são os senhores que se seguem...

No dia da Mãe, há que dizê-lo com frontalidade:

As mães cometem erros crassos!
Como, por exemplo, quando andam possuídas pelo bicho das arrumações e decidem "ah porque faltam peças... ah porque ele não vai ligar... ah porque isto tem tanta peça pequena que vou andar sempre a apanhar isto..." deitar para o lixo uma caixa com as peças do esqueleto e todo o seu interior ainda dentro das embalagens. O que esta mãe se esqueceu foi do fascínio de Picolé pelo corpo humano que o leva a dizer que quer ser médico "para ver o corpo por dentro" (e cozinheiro!).

E o que as mães se esquecem é que um erro nunca vem só. É que ao deitar isso tudo para o lixo, ficaram para trás meia dúzia de peças que foram descobertas há cerca de 1 hora. Desde esse momento, temos Picolé agarrado a uns pulmões e a aos ossinhos de uns pezinhos. 

No Dia das Mães há que assumir: as mães não são perfeitas e cometem erros. Esta mãe vai esquecer a substituição das almofadas da sala e vai antes investir num esqueleto porque a melhor forma de colmatar os erros é assumi-los e tentar remediá-los.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

John, tu davas-me um andar novo!

(Ice em modo onde-raio-arranjo-espaço-para-este-restinho-de-livros-que-anda-aqui-de-um-lado-para-o-outro)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Era só isto... Ver aviões...


À falta disso, vou ali jogar no euromilhões que sempre é melhor que pegar na pistola.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

As regras dos jogos

"A wife lasts only for the length of the marriage, but an ex-wife is there for the rest of your life."
(Jim Samuels)

Eu conheço bem demais o conceito clássico de ex-mulher. Aquela que faz com que todas as exs do mundo paguem pelas suas atitudes prepotentes e egoístas. Deparei-me, pela primeira vez, com o espécimen enquanto crescia. Acho que isso me deu quase o doutoramento no tema. Depois de adulta, eu sabia qual era a ex que NÃO queria ser. Basicamente, aquela que sou. 

Só que a questão das ex-mulheres não é a ex-mulher em si. A grande questão é a ex-mulher-mãe-dos-filhos-de-um-homem. No Senhor dos Anéis, aquele que tiver o anel domina o mundo. É essa a regra do jogo. Todos sabem disso e agem em conformidade. No reino das ex-mulheres aquela que 'possuir' as crianças domina o homem. E se, por um lado, existe uma facção que luta diariamente para apagar essa imagem negativa impressa por décadas de manipulação feminina, por outro, há todo um grupo empenhado em propagar a ad eternum essa forma de ver a vida.

E se, por um lado, a facção que tenta acima de tudo agir com o bem-estar e supremo interesse da criança em mente enfrenta lutas titânicas porque ninguém crê na sua boa-fé, à ex-mulher clássica basta-lhe jogar a cartada de supremo sacrifício pessoal e mau-humor permanente para que os machos da espécie acatem todos os seus caprichos. São essas as regras do jogo. Os argumentos são imbecis e custa a crer que homens inteligentes os aceitem? São essas as regras do jogo. Estamos perante uma mentira deslavada? São essas as regras do jogo. Nem sequer há argumentos? São essas as regras do jogo. 

Cabe à facção dissidente continuar a luta e não ceder à facilidade do grupo clássico. Sim, porque todas as mulheres sabem resmungar e fazer-se de vitimas. A questão é se optam por o fazer ou não. Toda a gente sabe que aquela que tiver as crianças, domina aquele mundo. É essa a regra do jogo. Só que, neste jogo, tal como no poker, temos que saber é quando apostar, quando aumentar a aposta, quando fazer bluff e quando, pura e simplesmente, desistir.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Picolé, o nerd

Picolé: Mãe, posso jogar no teu computador?
Ice: Que vais jogar?
Picolé: Power Rangers Samurai
Ice: Jogas depois do banho enquanto eu faço o jantar, tá?
Picolé: Mas podes primeiro procurar o jogo?
(Ice digitando Power Rangers Samurai no Google)
Picolé: Mãeeee... Basta ires a site ponto pt e aparece tudo!
(Ice tenta explicar que o que é um site. Ice desiste. Ice balbucia um ensaio de frase acerca do ponto pt. Ice desiste. Picolé olha para ela com o seu ar de 'minha mãe é um cadinho taralhoca' e lança a frase de encerramento da discussão com os meus profundos agradecimentos ao Google por ter aberto o site da Nicklodeon, nesse momento...)
Picolé: Eu bem disse que era no site ponto pt...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

É cá um feeling que eu tenho...

Picolé, hoje, levou um jardim piqui para a escola. Quis porque quis levar um para pôr na sala dele. Lá falei com a professora que acho uma excelente ideia. Coordenámos a coisa com o programa do semestre e pusemos cápsulas com courgettes em diferentes estádios de desenvolvimento. So far so good, right? 

Portanto, o loirinho de olho azul entrou sala adentro, de manhã, orgulhosamente empunhando uma caixa de ovos com o jardim piqui para dar à professora. O que eu não me lembrei é que a mão que afaga é a mesma que bate e, se de manhã, ele lhe deu um mini jardim, logo de seguida, decidiu pregar-lhe o susto de uma vida com a aranha falsa e gigantesca e peluda que levou escondida na mochila. Quem me contou? Não foi professora, não. Que essa morre de amores por ele e não faz queixas. Foi mesmo ele com o ar mais sacana do mundo e rindo perdidamente.

E eu tenho cá um feeling que os Bons todos que ele teve este período correm sérios riscos de descer a 'piqui'... Ai tenho, tenho...

Aviso à navegação à senhora com quem ele vai passar o fim-de-semana: Eu não sei o que é que aquela mochila contem! (e ele sabe que morres de medo de aranhas)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Das Páscoas

Eu nunca fui pessoa de Páscoa. Não me diz nada. Das memórias de infância, retenho o beijo na cruz que o padre levava a casa da minha avó e o pão quente com manteiga. Depois de adulta, era só mais um pretexto para um fim-de-semana grande. 

Este ano, vai ser sinónimo de reencontro. De família reunida. Não a família de sangue mas aquela que escolhemos para nós. Vai haver muita miudagem aos saltos. Vai haver comida e bebida. E, de todas as coisas que eu podia desejar para mim, não me lembro assim de nenhuma que mais quisesse, neste momento.

*Evitava-se a produção do Jesus Christ Superstar que se está a desenhar há uns dias. Mas lá está: não há famílias perfeitas...


sábado, 31 de março de 2012

5 semanas depois

Ao quadragésimo dia, o tempo começa a contar ao contrário. Já não se contam os dias que passaram mas, sim, os que faltam. E ao ver que são tão poucos, não se consegue evitar aquele frio na barriga... 

quinta-feira, 29 de março de 2012

A minha irmã...

Lê este blog de quando em vez. Lê os últimos posts de rajada. O quando em vez foi hoje. Logo recebi um telefonema inquirindo da cara do sobrinho e do camião do lixo e recomendações para parar de partir cenas.

Prometi-lhe que punha aqui a foto de uma coisa que eu tenho construído em vez de destruído. Et voilá, Sis! Um jardim piqui (nomenclatura de Picolé) de cactos em cápsulas de café. Uma ideia gira para aproveitar as cápsulas usadas, ensinando aos miúdos não só o gosto pelas plantas* como também dando um exemplo prático de reciclagem**.

*O que tem a desvantagem de eles quererem andar sempre de mini-regador em punho a deitar água em tudo quanto é vaso. Bem como perguntarem o nome de tudo quanto tenha uma folha verde. Tipo, que árvore é aquela que está ali naquele filme?

**E ele agora quer guardar tudo para usarmos mais tarde... Tudo é mesmo tudo!

segunda-feira, 26 de março de 2012

E é isto que temos... - 3

"There's an Italian painter, named Carlotti, and he uh, ahem, defined beauty. He said it was the summation of the parts working together in such a way that nothing needed to be added, taken away or altered, and that's you. You're beautiful."

(Nicholas Cage in 'Next')

sábado, 24 de março de 2012

E é isto que temos... - 2

 "You can tell a man 'I hate you' and get the best sex of your life. You tell him 'I love you' and you never gonna see him again in your life ."

(Samantha in 'Sex and the City')

sexta-feira, 23 de março de 2012

E ainda dos amores impossíveis

As pessoas dizem-me que as relações à distância não funcionam. Eu respondo-lhes que não temos uma relação à distância, temos uma relação em que estamos temporariamente apartados. As pessoas dizem-me, então, que isso é o que eu digo para me convencer. Que tudo começa assim. Que o temporário se torna definitivo e que se sente cada vez menos a falta e que começa a haver carência e surgem outras pessoas e que aquilo que, hoje, parece certo, amanhã se evapora. Eu digo às pessoas que nós somos diferentes. As pessoas dizem-me que todos acham que é uma coisa diferente. Dizem-me que todos encolhem os ombros como eu, convencida que estou que o resto do mundo está errado.

Eu não digo às pessoas que não quero saber do que pensam. Eu não lhes digo que mesmo que todos estejam certos e isto, inevitavelmente, acabe amanhã, eu estou-me cagando. Eu não lhes digo que vivemos um dia de cada vez porque as pessoas querem as certezas do para sempre e, essas, eu não as tenho. Eu não lhes digo que tu me ensinas todos os dias a dar pequenos passos juntos, de mãos dadas, quebrando a minha rebeldia e renitência mas deixando-me a liberdade para pensar que ainda sou muito rebelde. Eu não lhes digo que, ontem, enquanto era abalroada pelo camião, só pensava que me tinhas dito, há muito tempo, que um sinal de que amamos alguém é quando essa pessoa é a primeira para quem queremos ligar quando temos um acidente de carro. Não foste a primeira pessoa para quem liguei, aliás, nem liguei mas só porque estavas demasiado longe para eu te preocupar com a chapa do meu carro. 

Eu não digo às pessoas nem te digo a ti que mesmo que elas estejam certas, eu não me arrependo nem de um minuto nem considero uma perda de tempo. E, decididamente, não vos digo que se tudo acabasse amanhã, eu iria deixar-te ir mas iria querer, algures no meu futuro, encontrar alguém exactamente como tu...


Eu mereço? A sério, mereço?

(*)

A primeira coisa que eu vi depois de deixar Picolé na escola e assim que entrei no carro foi o camião do lixo.
Preparava-me para fazer marcha-atrás quando olhei para o retrovisor e lá recuava ele, perigosamente, na minha direcção.
Olhei para a matrícula e pensei: "Nãoooo..."
Encolhi a minha viatura, mentalmente, para o tamanho de um dos Hot Wheels de crianço, receando uma pérola de fino recorte técnico, tipo: "Lá está a Mulher, outra vez!". Sim, era ele. O mesmo de ontem.

Há quem tenha stalkers com carros topo de gama... Há quem os tenha com motas potentes... Eu começo a suspeitar que tenho o senhor do possante camião do lixo que apoia sedutoramente os cotovelos nos contentores e, que do altos dos seus 70 anos e da sua surdez, me trata  com 'carinho' por Mulher como se cuspisse a palavra.

(*) Qualquer semelhança entre a foto e o meu 'stalker' é merissima coincidência e resultado de forte necessidade oftalmológica.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Era dia de greve, senhores! De greve!

E 2 horas depois, surgem 3 GNR's aparentando ter saído de uma qualquer agência de modelos. Eu juro que por momentos pensei que fossem strippers contratados e que aquilo fosse tudo uma grande partida.

Deu-se inicio aos procedimentos normais nestas coisas e eis senão quando o telemóvel de um dos GNR's mucho macho latino começa a tocar. E eu só ouvi mesmo o "if you ever leave me, baby"...

Dá-se então o caso de eu e Gaijo, há uns dias, termos concluído que esta era uma das canções mais drama queen ever. Senão, atentai apenas nos primeiros versos:

"If you ever leave me, baby,
Leave some morphine at my door
'Cause it would take a whole lot of medication
To realize what we used to have,
We don't have it anymore"

Que prossegue neste dramático refrão:

"'Cause there'll be no sunlight
If I lose you, baby
There'll be no clear skies
If I lose you, baby
Just like the clouds, my eyes will do the same
If you walk away
Everyday, it will rain, rain, rain"

E, agora, está tudo a especular: Ice Maria, mas desde quando gozas tu com os românticos? Caaaaaaalma... Estou só a fazer o enquadramento, senhores, destas horas que pareceram um dia inteiro. Temos, portanto, 3 homens do lixo que me tratavam, reverentemente, por "a Mulher"; tinha a minha Loira com o seu metro e 75 num mini-vestido preto e botas altas e a moi même. Chegam 3 robustos e másculos agentes da autoridade e um deles tem como toque de telemóvel a música que eu elegi como a mais lamechas da década há 2 ou 3 dias atrás. E, para mim, estava de bom tamanho. Mas não! Achavam que ficava por aqui? É que ele atendeu o telemóvel. E eu vou passar a reproduzir a conversa ou, melhor dizendo, o que Sr. Agente dizia a alguém do outro lado da linha. Peço-vos que não olvidem o ar sério, compenetrado e, sobretudo, másculo do senhor:

"Agora não posso falar. Estou aqui numa ocorrência."
Pausa para ouvir o interlocutor. (so far, so good)
"Claro. Deixei tudo tratado."
Nova pausa. (wait for it)
"Não tens que te preocupar com nada. Tudo resolvido."
Pausa mais longa. (o caso parece grave...)
"Pois tá claro que tratei!" (mauuuu... Alguém está a duvidar do senhor?)
"Então? Encomendei duas sopas, duas de bifes de frango e duas de bacalhau!"

E, depois desta, se o meu teste de alcoolemia acusasse alguma coisa, eu nem estranharia e ficaria plenamente convencida que me havia tornado sonâmbula e tinha passado a noite toda a emborcar shots de tequilla e não me lembrava. 

Diz aqui, nas noticias, que o lixo ficou por recolher em vários concelhos do meu distrito

Na minha terra, foi todo recolhido. Posso garantir.
Como é que eu sei?
Porque durante a recolha do último contentor, o meu carro foi abalroado pelo camião do lixo. A greve devia ser obrigatória para todos!

Tenho, então, neste momento, a contabilizar 2 acidentes envolvendo 2 viaturas possuídas por mim. No primeiro, cai-me uma retroescavadora em cima da viatura, no segundo fico entalada pelo camião do lixo. Povo mais povo que eu não há!

Foram 2 horas à espera da GNR, snifando lixo como gente grande...

quarta-feira, 21 de março de 2012

E agora...

Vou ali levar uma vacina e fazer-me de forte porque Picolé também vai levar e, antes, não convém que veja mummy Ice a chorar como criança a quem roubaram chupa-chupa!

O poder da música - 5

It is such a strange relief to not have to wonder. Just having to ask is so much easier and so much more satisfying.

Se eu podia ser menos distraída? Podia. Mas, definitivamente, não era a mesma coisa...


Quis o destino que pai de Picolé e gaijo de mãe de Picolé se encontrem a trabalhar no mesmo país, a 5000 kms de distância daqui (sim, eu tenho para mim que os DRH's deste país sentem em si que os gaijos têm e/ou já tiveram algo a ver com minha pessoa e pensam que é melhor para eles desterrá-los. Mas enfim...).

Quis o destino que ambos adorassem Picolé.

Quis teimosia de Picolé que este se espetasse de moto4, há 2 fins-de-semanas, e ficasse com um lado da cara feito num bolo, incluindo 1 olho negro e 4 pontos na bochecha.

Claro que cada penso, cada curativo, cada passo, era alvo de reportagem fotográfica que era enviada para os senhores no exílio.

Ontem, foi dia de tirar os pontos e de, obviamente, fotografar ferimento de criatura, que cicatrizou lindamente, no próprio Centro de Saúde. Foto tirada e enviada com o telemóvel e Ice vai à sua vida.

Passado umas horas, recebo uma mensagem de pai de Criatura que rezava assim: POR FAVOR, JURA-ME QUE ISSO AO VIVO TEM MELHOR ASPECTO. JURA-ME, POR FAVOR!!!!!

E eu pensei para comigo: Mas o gaijo está parvo? Aquilo está fantástico... É só um risquinho...

Continuei a minha vidinha. Ao serão, por descargo de consciência, fui ver a foto. Que raio? Isto de facto, afinal, não tem grande aspecto... Afinal o puto ainda tem o olho negro. Assim, cara-a-cara, não se nota mas na foto vê-se bem. E ainda está um bocadito inchado... Engraçado... Isto, aqui atrás, parece o meu sofá... Ai Ice Maria, tu és tão tótó, filha!

Então não é que eu mandei a foto de quando lhe mudei o penso 2 ou 3 dias depois do acidente? Ou seja, puto ainda todo inchado e negro. Lá mandei a foto certa aos senhores. Pai de criatura respondeu com um "UFAAAA!". O outro senhor do exílio confessou que estava à espera de um momento de calma no meu serão para me falar do assunto. Tipo: "Há umas pomadas... Erhhhh... O puto ficou marcado para a vida!!!!!!"

Mas estes gaijos não sabem com quem se meteram? Eles não sabem que distraída, mais distraída, não há? Concentrem-se, sócios! Ao terem-me na vida, isto é o pão nosso de cada dia, amém!

terça-feira, 20 de março de 2012

4 semanas depois


Tenho um vaso de amores-perfeitos na sala. Os amores-perfeitos podem ser como as ervas daninhas, se não tivermos cuidado, invadindo todos os canteiros sem pedir permissão a ninguém. Por mim, podem ali permanecer. Eu gosto de coisas imperfeitas que me aqueçam o peito.

E os amores-perfeitos são a única planta no mundo que me faz sempre murmurar a palavra 'casa', baixinho, sempre que a vejo. Faz-me lembrar Verão e melão e horas de festas no cabelo. Lembra-me tanques de roupa e portas abertas e canivetes no bolso. Faz-me voltar a todas as missas a que nunca tive de ir e os todos os livros que podia ler e amor. Todo o amor do mundo.    

segunda-feira, 19 de março de 2012

O pior post do dia do pai da história da blogosfera

Há uns dias, recebi uma mensagem da optimus que oferecia um waiting ring dedicado ao pai. O pitch de marketing dizia que era a música ideal para o meu pai ouvir quando me ligasse.

Li a mensagem em casa da Teresa, distraída, e a coisa saiu-me boca fora: "Foda-se se o meu pai me ligasse, eu tinha problemas bem mais graves do que me preocupar com a música que ele estaria a ouvir!!!"

Caí na gargalhada assim que o disse. Eu sei... É humor de mau gosto. É terrível. Sou uma má pessoa e pessoa muito má. Mas eu sei que se há alguém que iria entender a piada, era ele. Aliás, no fundo, no fundo, eu sei que entendeu. Mas não é preciso ligares a confirmar, tá???

(By the way, o teu neto tem as unhas dos pés iguais às tuas. Só para saberes.) 

E é isto que temos...

"Why you? Because there's no one better. Why now? Because tomorrow isn't soon enough."

(Donna Brazile)

O poder da música - 4

Uma tarde de fim de verão. Eu deitada, nua, na tua cama. A música a tocar no iPhone-thingy na mesa de cabeceira. Tu deitado, de lado, virado para mim. As nossas mãos, juntas numa coreografia própria. Sem frases. Só a música a tocar. As partículas de poeira, filtradas pelo sol que entrava pela janela, misturadas com o fumo dos cigarros. A incerteza de onde tudo aquilo nos levaria. E só a música a tocar...

Palavras tuas, um sorriso meu - 27

"não sabia ainda que os corpos não se tomam, que a viagem só começa de verdade quando aprendes que o corpo é dado, o corpo é uma dádiva feita a quem te toma a alma.



domingo, 18 de março de 2012

Coisas que nunca pensei vir a ser - 2

Pessoa para fazer chantilly para comer com morangos à 1 da manhã.

Isto deve mesmo ser carências...

sábado, 17 de março de 2012

A verdadeira história do Tratado de Tordesilhas

Eu, às vezes, penso que devo ter sido a grande motivadora dos Descobrimentos portugueses, numa outra encarnação...

Consigo imaginar-me um ser amaldiçoado que esperava que surgisse um homem que o salvasse da praga que pairava sobre a sua cabeça. E sentada na minha imensa poltrona oferecida pelo rei, aguardava, todos os dias, que aquele que viesse, fosse aquele que não partisse. No entanto, todos os que me visitavam, sentiam-se compelidos a partir para o mais longe que pudessem alcançar. E eles chegaram a África, Ásia, às Américas. Cada um que vinha, ficava sedento para ultrapassar o anterior.

E foi por minha causa, pelo facto da minha praga, numa outra encarnação, nunca ter sido quebrada, que Portugal e Espanha dividiram o mundo ao meio em 1494. 

O que me aconteceu, numa outra encarnação? Se continuei sentada na minha imensa poltrona? Bem, todos nós sabemos que há pragas que atravessam os séculos. 

Agora, não há é reis que ofereçam poltronas imensas.

3 semanas depois*

A minha irmã emigrou há uns anos. Não de uma forma muito ortodoxa.
A Avó Lulu nunca foi mulher de se deixar prender a um sitio. Se não houvesse quem a levasse, ela arranjava forma de ir. Forma essa que, normalmente, se traduzia no expresso da carreira.

Ora a forma pouco ortodoxa como a minha irmã foi parar onde hoje está, fez com que a Avó Lulu tivesse mana atravessada por uns tempos. Mas todos nós sabemos que a ausência é um grande liquidificante e tudo o que estava atravessado escorreu rapidamente e foi substituído pelas saudades da caçula. Um belo dia, cheguei ao Alentejo para passar o fim-de-semana e ela estava com aquele ar de menina travessa que fazia sempre prever asneira da grossa.

Avó: Quantos kms são daqui a Lisboa?
Ice: Uns 300kms.
Avó: Hum...
Ice: Sim?
Avó: E de Lisboa até lá onde a tua irmã está na Inglaterra?
Ice: Sei lá. Devem ser uns 2.500.
Avó: Só?
Ice: Sim, vó. A miúda não foi para o fim do mundo.
(silêncio)
Avó (sorriso matreiro nos lábios): Mas isso é como ir a Lisboa umas 10 vezes. Não é muito longe!
Ice: Achas???
Avó (hope all over her beautiful face!): Há expressos?

E eu passei a semana toda a lembrar-me desta conversa e a pensar que há frases dos avós que, na altura, nos parecem loucas mas que, um dia, finalmente, fazem todo o sentido.


*e uns dias.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ela queria-me fazer coisas!

E depois de ser avisada pela menina do ATL que tinha havido um desaguisado entre Picolé e uma coleguinha da escola, que havia culminado com o corneto de coleguinha no meio do chão, achei por bem inquirir sua realeza acerca do motivo de tal acontecimento.

"Mãe, ela queria fazer-me coisas que eu não queria. Eu despistei-a. Só que ela para me agarrar, não conseguiu segurar o gelado."

Vamos lá dissecar isto...

"Fazer-me coisas que eu não queria": Que coisas, perguntei eu, claro. Coisas de meninas, mãe. Sim, filho mas que coisas? Abraçar-me!!!

"Despistei-a": Fugi!


Ele diz que não me preocupe com ele

Eu digo que é muito mais fácil falar do que fazer.

terça-feira, 6 de março de 2012

2 semanas depois

"I want all this marked on my body. Where the real countries are. Not boundaries drawn on maps with the names of powerful men."

(The English Patient)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Eu gostava tanto de ser normal

Temos então que começam as aulas amanhã. E o que eu gostava, mesmo, mesmo, mesmo de saber era onde raio anda o meu Código Civil!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

1 semana depois

Não é o longe que me custa. Ainda não assimilei que ele não me vai aparecer à porta quando lhe der na real gana. E a distância já havia. Não esta, claro, mas uma mais pequenita. Não me custa a lonjura porque o sinto estranhamente perto.

Custa-me o não poder pegar no telefone quando me apetece e dizer que está uma gaivota a voar na diagonal. Que é aquela coisa que não interessa um caracol a ninguém mas que eu gostava de poder partilhar se me desse na bolha. Acho que vou ter que começar a anotar num caderninho as pequenas coisas que me apetecem contar-lhe e que não posso fazer imediatamente.

Custa-me não ter a mão dele no meu tornozelo quando vejo televisão ao fim-de-semana...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Palavras tuas, um sorriso meu - 26

"(...) Ela é tudo o que queria e nunca soube que tive.
Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal e que a falta dela é um vazio igual à morte. (...)"

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Só coisas que me apoquentam...

 Agora que o meu cabelo está como o da loira, só consigo pensar no corte de cabelo da morena...


Eu nem sei como consigo dormir de noite com tanta coisa a preocupar-me.
É tão giro...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Coisas que me aquecem quando estão 5º

Apanhar o menino que me implorava, há umas semanas, de lágrimas nos olhos, que não o obrigasse a ler porque ele não sabia ler e nunca ia conseguir aprender, agarrado a um livro do Geronimo Stilton a juntar sílabas sozinho.


Eu sei que sou uma optimista por natureza, mas há mesmo sempre um lado positivo em todas as coisas. Até no desemprego.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Coisas que nos fazem pensar


A mãe, às tantas, diz-lhe (eu tentei, mas não consigo encontrar a citação) que ficar com o pai, apesar da traição, foi uma escolha consciente. Ela havia optado ficar com ele por todas as coisas boas que ele havia feito durante a  vida deles em conjunto. Ela havia optado não o deixar pela a única coisa errada que ele havia feito durante a  vida deles em conjunto.

E eu, que sempre me achei incapaz de perdoar a traição, dou por mim a pensar que entendo isto.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Postergar: Exemplo prático

Ou então largo isto tudo e vou ali buscar o meu anel que já veio da reparação.
Aproveito e compro a revista da programação da TV alemã que a vizinha me pediu e, já que estou na rua, vejo isto.

Se calhar, tenho imenso que fazer para além das arrumações...

Hoje é dia de...

Pôr mãos à obra na acumulação de 5 anos de papeis.
Be back as soon as possible...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

E se me dava agora para falar dos amores impossíveis?

"The idea of soul mates actually originated with Plato (...) His theory was that, humans originally consisted of four arms, four legs, and two faces. Zeus was threatened by ... their power and split them all in half. Condemning us all to spend our lives trying to complete ourselves."

(Temperance Brennan in "Bones")

Eu adoro os programas de reconhecimento facial da net

Dizem, então, estes senhores que sou parecidita com estas senhoras:



Considerando que, há uns tempos, houve outro que me dizia que era parecida com a senhora abaixo...


Eu só tenho uma coisa a dizer: Sou morena de olhos castanhos, pá!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

E é que não consegue escolher, pá!

Já não me lembro a que propósito surgiu a questão, na brincadeira, de "e se nós não fizéssemos mais sexo". Que gostava de mim da mesma forma, blá, blá, blá...

E aí eu comecei a pensar: mas isso não é começar a mudar as regras do jogo a meio? Uma pessoa está com outra e assume determinadas coisas que ao fim ao cabo foram as coisas que os juntaram. Se começarmos a mudar, hoje aqui, amanhã ali, não estaremos a alterar as regras do jogo?

Perguntei-lhe que aconteceria se eu começasse a mudar outras coisas que ele gostava. Como deixar de ler ou deixar de escrever. Ah e tal... Ok... Coloquei-lhe então a questão: Eu leio, escrevo e faço amor. Se eu deixasse de fazer duas destas coisas, quais é que escolherias para abdicar. 

Que podia deixar de ler. Duas, pá! Eu disse duas! Não. Que não podia ser e tal e que não podia escolher e coiso.

E aí dá para começar a quantificar. Será que se só alterarmos uma coisa em nós, ainda que relevante, todo o restante conjunto compensa essa ausência e permite a manutenção de uma relação? Mas se formos mais além? E se forem duas? Já interfere? Ou será que a primeira já se torna reveladora do principio do fim?

Uma coisa é evoluirmos, passarmos a gostar de outras coisas, passar a preferir branco a tinto. Outra, completamente diferente, é alterar as coisas que aproximaram duas pessoas. Por mais insignificantes que possam parecer. Ou nos tornamos uma pessoa muito melhor e muito mais interessante com as mudanças permitindo que a outra parte se reapaixone, ou quer-me cá parecer que não há amor que resista.

É que isto a mim só me parece uma outra vertente do "eu antes até nem me importava que ele passasse horas a escrever mas agora acho que ele deve deixar de o fazer e dedicar-se exclusivamente a mim". Ou então o reverso da medalha daquela cena do "eu nem gosto muito de que ele vá à bola, mas depois dele ser meu, eu mudo isso"... 

But that's a horse of a different colour...

Palavras tuas, um sorriso meu - 25

"...pergunta-lhe quanto do que ela é foi amado por ele ao engano no corpo de outras mulheres..."

E, subitamente, ontem, à noite...

Lembrei-me que faltam os outros 4 sentidos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

É por estas e por outras que eu nunca menosprezo o inimigo...

Ele: Vejo que já descobriste o meu blog secreto...
Ice: ...
Ele (baixinho ao meu ouvido): Não faz mal. Tu também sabes que eu leio o teu...

Fosga-se... Saber, saber, não sabia. Podia desconfiar que a malta não anda com um gaijo inteligente à espera que ele emburreça depois de vislumbrar os nossos lindos olhos castanhos, mas uma coisa é desconfiar, a outra é saber!


(E a ironia de ter sido a amoxicilina a deixar-me naquele estado lastimável a semana passada? Mas, pelos vistos, Picolé não padece da mesma alergia. Até ver...)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sonhar ou não sonhar...

O gaijo com quem eu durmo diz que não sonhava há anos. Ou melhor, sonhar talvez sonhasse, mas não se lembrava dos sonhos. Agora deu-lhe para sonhar. Da primeira vez, ligou-me todo feliz porque tinha sonhado que eu estava grávida. Eu fiquei a modos que dividida naquela felicidade. No entanto, o vestido azul que me foi descrito e o alpendre solarengo onde, supostamente, lhe dei a notícia pareceram-me muito bem.

Ontem, vai de sonhar outra vez que isto não há fome que não dê em fartura. Desta vez, um sonho futurista onde eu tinha uma resma de empregadas e dava festas com caterings para me despedir do Picolé que ia estudar para o estrangeiro. Basicamente, tinhamos uma mansão num misto de, passo a citar, "Wisteria Lane com Vilamoura". A estrutura era a mesma de agora. Nós 3 fixos e 2 volantes. Picolé ia sei lá para donde (como se eu deixasse...) e era mais alto que o gaijo (que tem mais de 1,80, portanto isto promete) e vestia-se à betinho. 

Os outros 2 chegava para a festa. A mais velha atrelada a 3 marmanjos a quem os dois mais novos começaram logo a cortar na casaca como convém nestas coisas.

Eu, aparentemente, pavoneava-me a dar ordens aos empregados num vestido branco e azul (começam a notar o padrão? Sendo que eu não sou possuidora de nem 1 único vestido azul...), sorridente pela casa, qual Victoria no Revenge nos seus melhores dias. 

Eu não sou de intrigas, mas este sonho parece-me muito bem. Era vida para mim. À cautela, já fui ali jogar no euromilhões.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Sim, amo-te, hoje, mais do que ontem...

Picolé, de roda de mim, numa azáfama de "Queres água? Tens fome? Vou buscar uma manta..."

Às tantas, enrosca-se comigo no sofá e declara: "Anda cá. Ao pé de mim. Vou dar-te compainha e tratar de ti!"

Derretimento nº 1... Conforme animo a minha cara no pescoço dele, ele põe as duas mãos na minha cara e diz: "É que não quero esta carinha triste! Queres que te coce* a cara para fazeres carinha feliz?" 

E depois não querem que o ame de paixão?

*Ele sabia que eu estava cheia de comichão...

Pior a emenda que o soneto. Dose dupla!

Comecei a tomar o antibiótico na 2ª passada para combater uma puta de uma infecção num dente, aparentemente saudável. Na 3ª, surgiram-me umas borbulhitas na cara. 2 ou 3. 4ª, idem. 5ª se me pintassem de azul e me dessem uma chips ahoy, eu podia dizer que era o monstro das bolachas e tinhamos o Carnaval feito. Na sexta de manhã,  estava capaz de rasgar a pele à unhada, arrancar os olhinhos de tanto coçar e a coisa começava a alastrar corpinho de sereia afora. Farmácia com ela. "Ó sinhor! Olhe lá eu que mais pareço um monstrinho que a pessoinha linda que normalmente sou e olhe lá aqui os medicamentos para ver qual deles está a dar cabo da minha beleza!"

Tendes febre? Não. Acho que não.
Tendes incómodo no estômago? Tou enjoada mas não dói.
Tendes falta de ar? Tou um bocadito entupida mas sou sinusitica e tal.
Hummm… Pois… Vamos parar que a menina o que está a fazer é alergia à penincilina, sim? Ide lá ao hospital e recupere a beleza por lá. É que a seguir pode-se-lhe fechar a via aérea e é uma chatice. 

Eu também achei que era capaz de ser desagradável, que achei, e desbanquei-me para o hospital. E que sim, que era alergia à penincilina. "Mas Dr. como cheguei a esta idade sem nunca me ter acontecido nada antes?" "Ou teve muita sorte ou tornou-se alérgica agora. É possível." Fixe... Vá de receitar um anti-histaminico aqui à menina amonstrada. "Mas só toma à noite que isto é muito forte e dá muito sono." Fixe...

Ontem, acordei com a sensação de que estava com a pior ressaca do mundo. Mas o pior estava para vir. Depois de almoço, comecei com as tonturas, a incapacidade de focar a visão, vómitos, dores de cabeça. Basicamente, os efeitos secundários descritos na bula sob a epígrafe: Muito raros - Menos de 1 pessoa em 10.000. Acho que o único que não tive foi mesmo fazer xixi na cama!!! Desisti das drogas, meus amigos. Hoje, já me sinto mais ou menos normal. Ainda tenho alguma irritação na pele mas estou mas é seguir o conselho do farmacêutico: muita água para purgar os químicos do organismo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mais um grande mistério da fé desvendado

Entretanto, já descobri o que fazem os desempregados. É que cada vez que falo com alguém que já foi meu chefe ou director ou administrador, a coisa acaba sempre com um "depois de sair, vamos almoçar, está bem, Ice?". 

Os desempregados almoçam! É isso que fazem. É que eu começo a ter uma agenda um bocadito sobrecarregada. Só com almoços... 

Eu amo-as de paixão

E sei que estão a sofrer horrores e que vão sentir a minha falta. Mas juro-vos pela saudinha delas que se não acabarem os ataques histéricos e o "óh que vamos todos morrer" cada vez que se menciona a minha saída ou a próxima terça-feira, acabo com elas com as minhas próprias mãos!

É isso e se mais alguém me perguntar se vou sair com uma indemnização milionária. A um já respondi que vou sair com uma mala cheia de dinheiro, ao próximo sou capaz de o mandar para o pénis mesmo.

Coisas que nunca pensei vir a ser - 1

O género de pessoa que veste skinny jeans com botas por cima sem parecer uma alheira de Mirandela.