terça-feira, 6 de março de 2012

2 semanas depois

"I want all this marked on my body. Where the real countries are. Not boundaries drawn on maps with the names of powerful men."

(The English Patient)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Eu gostava tanto de ser normal

Temos então que começam as aulas amanhã. E o que eu gostava, mesmo, mesmo, mesmo de saber era onde raio anda o meu Código Civil!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

1 semana depois

Não é o longe que me custa. Ainda não assimilei que ele não me vai aparecer à porta quando lhe der na real gana. E a distância já havia. Não esta, claro, mas uma mais pequenita. Não me custa a lonjura porque o sinto estranhamente perto.

Custa-me o não poder pegar no telefone quando me apetece e dizer que está uma gaivota a voar na diagonal. Que é aquela coisa que não interessa um caracol a ninguém mas que eu gostava de poder partilhar se me desse na bolha. Acho que vou ter que começar a anotar num caderninho as pequenas coisas que me apetecem contar-lhe e que não posso fazer imediatamente.

Custa-me não ter a mão dele no meu tornozelo quando vejo televisão ao fim-de-semana...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Palavras tuas, um sorriso meu - 26

"(...) Ela é tudo o que queria e nunca soube que tive.
Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal e que a falta dela é um vazio igual à morte. (...)"

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Só coisas que me apoquentam...

 Agora que o meu cabelo está como o da loira, só consigo pensar no corte de cabelo da morena...


Eu nem sei como consigo dormir de noite com tanta coisa a preocupar-me.
É tão giro...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Coisas que me aquecem quando estão 5º

Apanhar o menino que me implorava, há umas semanas, de lágrimas nos olhos, que não o obrigasse a ler porque ele não sabia ler e nunca ia conseguir aprender, agarrado a um livro do Geronimo Stilton a juntar sílabas sozinho.


Eu sei que sou uma optimista por natureza, mas há mesmo sempre um lado positivo em todas as coisas. Até no desemprego.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Coisas que nos fazem pensar


A mãe, às tantas, diz-lhe (eu tentei, mas não consigo encontrar a citação) que ficar com o pai, apesar da traição, foi uma escolha consciente. Ela havia optado ficar com ele por todas as coisas boas que ele havia feito durante a  vida deles em conjunto. Ela havia optado não o deixar pela a única coisa errada que ele havia feito durante a  vida deles em conjunto.

E eu, que sempre me achei incapaz de perdoar a traição, dou por mim a pensar que entendo isto.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Postergar: Exemplo prático

Ou então largo isto tudo e vou ali buscar o meu anel que já veio da reparação.
Aproveito e compro a revista da programação da TV alemã que a vizinha me pediu e, já que estou na rua, vejo isto.

Se calhar, tenho imenso que fazer para além das arrumações...

Hoje é dia de...

Pôr mãos à obra na acumulação de 5 anos de papeis.
Be back as soon as possible...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

E se me dava agora para falar dos amores impossíveis?

"The idea of soul mates actually originated with Plato (...) His theory was that, humans originally consisted of four arms, four legs, and two faces. Zeus was threatened by ... their power and split them all in half. Condemning us all to spend our lives trying to complete ourselves."

(Temperance Brennan in "Bones")

Eu adoro os programas de reconhecimento facial da net

Dizem, então, estes senhores que sou parecidita com estas senhoras:



Considerando que, há uns tempos, houve outro que me dizia que era parecida com a senhora abaixo...


Eu só tenho uma coisa a dizer: Sou morena de olhos castanhos, pá!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

E é que não consegue escolher, pá!

Já não me lembro a que propósito surgiu a questão, na brincadeira, de "e se nós não fizéssemos mais sexo". Que gostava de mim da mesma forma, blá, blá, blá...

E aí eu comecei a pensar: mas isso não é começar a mudar as regras do jogo a meio? Uma pessoa está com outra e assume determinadas coisas que ao fim ao cabo foram as coisas que os juntaram. Se começarmos a mudar, hoje aqui, amanhã ali, não estaremos a alterar as regras do jogo?

Perguntei-lhe que aconteceria se eu começasse a mudar outras coisas que ele gostava. Como deixar de ler ou deixar de escrever. Ah e tal... Ok... Coloquei-lhe então a questão: Eu leio, escrevo e faço amor. Se eu deixasse de fazer duas destas coisas, quais é que escolherias para abdicar. 

Que podia deixar de ler. Duas, pá! Eu disse duas! Não. Que não podia ser e tal e que não podia escolher e coiso.

E aí dá para começar a quantificar. Será que se só alterarmos uma coisa em nós, ainda que relevante, todo o restante conjunto compensa essa ausência e permite a manutenção de uma relação? Mas se formos mais além? E se forem duas? Já interfere? Ou será que a primeira já se torna reveladora do principio do fim?

Uma coisa é evoluirmos, passarmos a gostar de outras coisas, passar a preferir branco a tinto. Outra, completamente diferente, é alterar as coisas que aproximaram duas pessoas. Por mais insignificantes que possam parecer. Ou nos tornamos uma pessoa muito melhor e muito mais interessante com as mudanças permitindo que a outra parte se reapaixone, ou quer-me cá parecer que não há amor que resista.

É que isto a mim só me parece uma outra vertente do "eu antes até nem me importava que ele passasse horas a escrever mas agora acho que ele deve deixar de o fazer e dedicar-se exclusivamente a mim". Ou então o reverso da medalha daquela cena do "eu nem gosto muito de que ele vá à bola, mas depois dele ser meu, eu mudo isso"... 

But that's a horse of a different colour...

Palavras tuas, um sorriso meu - 25

"...pergunta-lhe quanto do que ela é foi amado por ele ao engano no corpo de outras mulheres..."

E, subitamente, ontem, à noite...

Lembrei-me que faltam os outros 4 sentidos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

É por estas e por outras que eu nunca menosprezo o inimigo...

Ele: Vejo que já descobriste o meu blog secreto...
Ice: ...
Ele (baixinho ao meu ouvido): Não faz mal. Tu também sabes que eu leio o teu...

Fosga-se... Saber, saber, não sabia. Podia desconfiar que a malta não anda com um gaijo inteligente à espera que ele emburreça depois de vislumbrar os nossos lindos olhos castanhos, mas uma coisa é desconfiar, a outra é saber!


(E a ironia de ter sido a amoxicilina a deixar-me naquele estado lastimável a semana passada? Mas, pelos vistos, Picolé não padece da mesma alergia. Até ver...)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sonhar ou não sonhar...

O gaijo com quem eu durmo diz que não sonhava há anos. Ou melhor, sonhar talvez sonhasse, mas não se lembrava dos sonhos. Agora deu-lhe para sonhar. Da primeira vez, ligou-me todo feliz porque tinha sonhado que eu estava grávida. Eu fiquei a modos que dividida naquela felicidade. No entanto, o vestido azul que me foi descrito e o alpendre solarengo onde, supostamente, lhe dei a notícia pareceram-me muito bem.

Ontem, vai de sonhar outra vez que isto não há fome que não dê em fartura. Desta vez, um sonho futurista onde eu tinha uma resma de empregadas e dava festas com caterings para me despedir do Picolé que ia estudar para o estrangeiro. Basicamente, tinhamos uma mansão num misto de, passo a citar, "Wisteria Lane com Vilamoura". A estrutura era a mesma de agora. Nós 3 fixos e 2 volantes. Picolé ia sei lá para donde (como se eu deixasse...) e era mais alto que o gaijo (que tem mais de 1,80, portanto isto promete) e vestia-se à betinho. 

Os outros 2 chegava para a festa. A mais velha atrelada a 3 marmanjos a quem os dois mais novos começaram logo a cortar na casaca como convém nestas coisas.

Eu, aparentemente, pavoneava-me a dar ordens aos empregados num vestido branco e azul (começam a notar o padrão? Sendo que eu não sou possuidora de nem 1 único vestido azul...), sorridente pela casa, qual Victoria no Revenge nos seus melhores dias. 

Eu não sou de intrigas, mas este sonho parece-me muito bem. Era vida para mim. À cautela, já fui ali jogar no euromilhões.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Sim, amo-te, hoje, mais do que ontem...

Picolé, de roda de mim, numa azáfama de "Queres água? Tens fome? Vou buscar uma manta..."

Às tantas, enrosca-se comigo no sofá e declara: "Anda cá. Ao pé de mim. Vou dar-te compainha e tratar de ti!"

Derretimento nº 1... Conforme animo a minha cara no pescoço dele, ele põe as duas mãos na minha cara e diz: "É que não quero esta carinha triste! Queres que te coce* a cara para fazeres carinha feliz?" 

E depois não querem que o ame de paixão?

*Ele sabia que eu estava cheia de comichão...

Pior a emenda que o soneto. Dose dupla!

Comecei a tomar o antibiótico na 2ª passada para combater uma puta de uma infecção num dente, aparentemente saudável. Na 3ª, surgiram-me umas borbulhitas na cara. 2 ou 3. 4ª, idem. 5ª se me pintassem de azul e me dessem uma chips ahoy, eu podia dizer que era o monstro das bolachas e tinhamos o Carnaval feito. Na sexta de manhã,  estava capaz de rasgar a pele à unhada, arrancar os olhinhos de tanto coçar e a coisa começava a alastrar corpinho de sereia afora. Farmácia com ela. "Ó sinhor! Olhe lá eu que mais pareço um monstrinho que a pessoinha linda que normalmente sou e olhe lá aqui os medicamentos para ver qual deles está a dar cabo da minha beleza!"

Tendes febre? Não. Acho que não.
Tendes incómodo no estômago? Tou enjoada mas não dói.
Tendes falta de ar? Tou um bocadito entupida mas sou sinusitica e tal.
Hummm… Pois… Vamos parar que a menina o que está a fazer é alergia à penincilina, sim? Ide lá ao hospital e recupere a beleza por lá. É que a seguir pode-se-lhe fechar a via aérea e é uma chatice. 

Eu também achei que era capaz de ser desagradável, que achei, e desbanquei-me para o hospital. E que sim, que era alergia à penincilina. "Mas Dr. como cheguei a esta idade sem nunca me ter acontecido nada antes?" "Ou teve muita sorte ou tornou-se alérgica agora. É possível." Fixe... Vá de receitar um anti-histaminico aqui à menina amonstrada. "Mas só toma à noite que isto é muito forte e dá muito sono." Fixe...

Ontem, acordei com a sensação de que estava com a pior ressaca do mundo. Mas o pior estava para vir. Depois de almoço, comecei com as tonturas, a incapacidade de focar a visão, vómitos, dores de cabeça. Basicamente, os efeitos secundários descritos na bula sob a epígrafe: Muito raros - Menos de 1 pessoa em 10.000. Acho que o único que não tive foi mesmo fazer xixi na cama!!! Desisti das drogas, meus amigos. Hoje, já me sinto mais ou menos normal. Ainda tenho alguma irritação na pele mas estou mas é seguir o conselho do farmacêutico: muita água para purgar os químicos do organismo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mais um grande mistério da fé desvendado

Entretanto, já descobri o que fazem os desempregados. É que cada vez que falo com alguém que já foi meu chefe ou director ou administrador, a coisa acaba sempre com um "depois de sair, vamos almoçar, está bem, Ice?". 

Os desempregados almoçam! É isso que fazem. É que eu começo a ter uma agenda um bocadito sobrecarregada. Só com almoços... 

Eu amo-as de paixão

E sei que estão a sofrer horrores e que vão sentir a minha falta. Mas juro-vos pela saudinha delas que se não acabarem os ataques histéricos e o "óh que vamos todos morrer" cada vez que se menciona a minha saída ou a próxima terça-feira, acabo com elas com as minhas próprias mãos!

É isso e se mais alguém me perguntar se vou sair com uma indemnização milionária. A um já respondi que vou sair com uma mala cheia de dinheiro, ao próximo sou capaz de o mandar para o pénis mesmo.

Coisas que nunca pensei vir a ser - 1

O género de pessoa que veste skinny jeans com botas por cima sem parecer uma alheira de Mirandela.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu e as drogas

Derivado a uma infecção que se me atirou para os braços do antibiótico e assim, considero-me devidamente drógada!

O que não explica que ande a sonhar com couves-flor... Freud, se me estiveres a ouvir, dá uma mãozinha.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ok... Bora lá, então!

Isto vai ser respondido sem qualquer ordem. Vai ser consoante me saia. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Now and then...

Há um ano atrás, alguém me fez sentir que eu era uma pessoa especial. Agora, alguém me mostra, todos os dias, como eu sou especial.
 
Passou um ano e eu não sei bem que voltas dei ao longo destes 12 meses para revirar isto desta maneira.
 
É que eu tenho a sensação de que nada de especial aconteceu neste período de tempo, mas a realidade é que nada é igual ao que era há um ano atrás.
 
E quando me ponho a pensar nisso, interrogo-me (um pouco a medo) acerca de onde estarei daqui a um ano...

Ratoeira de aquecer os pés

É o nome que se dá às botijas de água quente cá em casa. Sim, voltámos aos hábitos antigos. Ele adora e dorme com uma todos os dias. Aliás, quando chega a hora de ir dormir, diz-me logo: E a coisinha dos pés? Já tá quentinha?


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Bacalhau com natas e tarte de requeijão com frutos silvestres



Chego a casa e a cozinha está virada do avesso. A batedeira eléctrica a funcionar, o fogão com não sei quantos bicos a trabalhar, ele de mangas arregaçadas e ar atarefado, atira-me um: "Não tens copos para o vinho do Porto!"

 

"Não…" E penso para comigo se terei cometido algum crime capital. "Que estás a fazer?"

 

"O jantar." Responde-me ele como se fosse a coisa mais natural do mundo; Ele estar na minha cozinha a fazer-me o jantar.

 

Olho para cima mesa e vejo uma bolsa maricas com todo o tipo de ferramentas ainda dentro do plástico. "O que é isto?"

 

"Tu nunca sabes onde puseste as chaves de parafusos pequenas. Assim está tudo junto."

 

"Humm…"

 

A batedeira é desligada.

 

"Precisas de ajuda?"

 

"Não." E põe-me um copo de vinho na mão.

 

"Estás, por acaso, a candidatar-te a um lugar de Carson* na minha vida?"

 

"Quem sabe." E sorri-me e acrescenta: "Just sit down and look pretty. That's all you have to do, Miss."

 

Um homem que me faça o jantar e me compre ferramentas? I could do worse. Much worse…

 

*Mordomo do Downton Abbey


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Macacos me mordam se o gaijo já não sabe separar as cenas bem separadinhas...

Ontem, saia eu do carro com um ramo de rosas e Picolé.
 
Picolé: Mãe, quem deu-te as flores?
 
Iceberg: O tio (sim,meu filho acha que é menino da linha e trata o namorado da mãe por Tio. E não, ninguém lhe disse para fazer isso. Ele decide essas cenas sozinho).
 
Picolé: Hum...
 
Iceberg: Que se passa?
 
Picolé: Mãe, o Tio está apaixonado por ti?
(Ok... Ele sabe que dormimos juntos e nunca se lhe ocorreu nenhuma questão. Já flores é coisa mais grave... Picolé: 1 - Mãe: 0)
 
Iceberg: Não sei, filho. Mas porquê? Há algum problema com isso?
 
Picolé: Não, mãe. Tava só a perguntar.
 
Iceberg: Ok, filho.
(Pausa de 10 segundos. Paragem na marcha. Meio sorriso de esguelha virado para mim)
 
Picolé: Mas olha, tu vê isso. É que eu (mãozinha no peito) acho (do alto dos meus 6 anos, sim?) que ele está mesmo apaixonado por ti!
 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Atão é assim:

A partir do final do mês, estarei, oficialmente, desempregada.
Eu podia dizer que blá, blá, crise, blá, tristeza, blá, quéquevoufazer, blá, filhopracriar, blá...

Não se me dá para isso. Já tentei. Mas é que nem me soa bem. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Corria o 1º mês do ano da graça de 2012...

Quando Picolé, abanando todo o seu esqueletinho, em pleno tapete da sala, cantou o 'Poker Face' da Lady Gaga todinho a acompanhar o genérico do Arthur 2.
 
Anda uma mãe a criar um bloco de gelo para isto!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

I'll take as a compliment...

"Às vezes, quando te abraço, fico na dúvida se tenho uma namorada ou um mix de gaija com parque de diversões."

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

sábado, 31 de dezembro de 2011

Diz, então, que o ano está a acabar

Os últimos dias têm sido tão atribulados que eu não quero nem pensar no que está para vir.
Poderia fazer o balanço do ano que passou. Fazer como fiz o ano passado em que dizia o que tinha aprendido mas, fónix, ninguém teria pachorra para revisitar essa sala de aula.

Como tal, vou mas é comer, beber, beijar, jogar, engolir as malfadadas 12 passas e, acima de tudo, não fazer nenhuma resolução de ano novo. As últimas correram fantasticamente como tão bem se sabe.

Para vocês que continuam a visitar este tasco, desejo-vos o mesmo que desejo para mim. O que não é pouco. Feliz 2012! 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Este Natal...

Não vai ter grandes prendas nem há dinheiro para grandes folestrias. Mas eu estou a gostar. Estou a gostar muito...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

E não é que estamos naquela altura do ano em que se fazem os balanços?

E eu tenho que começar a pensar seriamente no facto de no inicio do ano ter de decidir se fico neste país ou se pondero outro. A vida é uma coisa engraçada...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Dos homens que escrevem bem

Há uns tempos atrás, eu publiquei isto. Eu acredito veementemente que é verdade. E ele escreve bem. Ele escreve muito bem e isso seduz-me e encanta-me e dá-me prazer.
 
Acho que é por isso é que é dificil para mim não conseguir pensar em mais nada a não ser no facto de a miúda me fazer lembrar a menina do exorcista. E de eu, obviamente, não lhe poder dizer isto!
 
E vão por mim que eu tenho uma prima que era assassina aos 3 anos que é irmã de uma que é psicopata aos 20. Eu sei do que falo!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Todos os Natais...

Eu penso que é desta que não ofereço nada a ninguém. Não há dinheiro. É sempre o cabrão do mêscom mais despesas. Mas... 
 
O problema é que eu adoro mesmo todas a tradições da época. Por isso, nem que eu gaste as pontas dos dedos até dia 24, vai haver Natal. Óh se vai!

sábado, 26 de novembro de 2011

Red Roses

Gosto que me mandes rosas. Derrete-me que me mandes flores só porque sim. Mas o que, realmente, me põe um sorriso nos lábios, é a arrogância do cartão não assinado. A presunção de que mais ninguém me mandaria um ramo de rosas vermelhas com somente um verso do Robert Frost. Põe-me um sorriso nos lábios porque é verdade. And it feels so fucking right...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Roberto Carneiro, tendes todo o meu respeito...

Desde que me lembro de pensar em filhos que me lembro de achar que 3 era o número ideal. 3 serviria para desempatar qualquer contenda entre eles. 3 seria, definitivamente, a conta que Deus fez. E seriam 3 em escadinha.

Sim, a conta que Deus fez... Esse grande maluco que passa a vida a reinar comigo e que, basicamente, me realiza todos os desejos (com a excepção do euromilhões, não é, seu brincalhão?), este fim-de-semana, decidiu mostrar-me o que seria a minha vida se me tivesse concedido mais este desejo. O que tenho a dizer sobre o assunto?

1. Houve sangue, suor e lágrimas. Não, nenhum foi meu, mas temi pelo desarticulamento dos meus bracinhos ao ser puxada por 2. Cada um na sua direcção.
2. Alguém me explica como raio se chega aos 9??? É que a malta com 3 fica praticamente impossibilitada de treinar para o 4º.
3. De certeza que devo ter mais a dizer mas ainda me estou a habituar novamente à paz e silêncio que é só um.

Por Zeus, 3 crianças fazem buéda barulho!!!

(Eu podia falar de quando o mais novo se veio enroscar em mim, na cama, e ficámos os dois, em silêncio, a mordiscar biscoitos do pequeno-almoço, que podia... E, não, o mais novo não é Picolé, mas tem os mesmos caracóis que ele tinha e isso derrete-me um bocadinho... Pequenino. Muito pequenino...)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Será aquela história do Homem ser o único animal com a capacidade de tropeçar duas vezes na mesma pedra?

Um dia, disseram-me que queriam ir trabalhar para outro país. Eu disse que estava cá para apoiar qualquer decisão nesse sentido. O homem que foi não foi o mesmo que voltou, seis meses depois. O que havia acabou pouco depois do seu regresso.

Hoje, disseram-me que a possibilidade de irem trabalhar para outro país era cada vez mais real. Eu disse que estava cá para apoiar qualquer decisão nesse sentido. Mas, na minha cabeça, havia apenas um pensamento: "1 número e 1 estrela. Só me faltou 1 número e 1 estrela..."

E, honestamente, senhores governantes de países super povoados, se quereis resolver o vosso problema é apresentarem-me os gaijos com querem correr! Se eu me interessar por eles, é uma questão de tempo (pouquinho) até eles se encontrarem compelidos a mudar de país! 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um dia,

Vai-me faltar apenas 1 número e 1 estrela para ganhar o Euromilhões.
 
Hoje foi o dia...

domingo, 6 de novembro de 2011

Coisas que tenho aprendido 1

É muito mais fácil meeting the parents than meeting the children.

Os dias nesta calota polar

Começam às 7 da manhã a preparar lancheira e mochila de Picolé, a arranjar Picolé, a levar Picolé, a trabalhar a correr, a sair a correr, a apanhar Picolé, a chegar a casa, a fazer trabalhos de casa com Picolé, a fazer jantar, a banhar Picolé, a jantar, a deitar Picolé. Nesta altura, já não sobra muita energia para muito mais. Digamos que se eu cair na tentação de me reclinar no sofá com uma manta, a coisa acaba mesmo ali. Muitas vezes, mesmo antes da manta estar completamente colocada.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Obrigada, Universo!

Eu podia falar da crise. Do ordenado que não devo receber este mês. Da Troika e do OE 2012.
 
Mas não me apetece. Prefiro muito mais sorrir de contentamento de tudo o que tenho nesta fase da vida. Talvez se eu sorrir e me sentir agradecida por tudo o que tenho em vez de lastimar o que não tenho ou posso vir a deixar de ter, o Universo me recompense. Se não me trouxer mais nada além do que tenho, pois que não faz mal. Está de bom tamanho. As coisitas que faltam, a malta vai-se desenrascando.
 
"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

"Just an angel inside a devil inside a wolf in sheep's clothing. That's what you are..."

Big fez anos, ontem. Cumpriu-se toda a praxe. Senti-o derreter-se ao som da minha voz. Se me deu gozo que o fizesse? Deu. Muito. Se me derreti ao som da sua? Não. Se tinha medo de me derreter? Tinha.
 
Mas depois de falar com ele, só me passava pela cabeça que ele nunca me descreveria tão bem. Ele nunca me veria como realmente sou sem fugir a 7 pés. E, depois, só posso concluir que é necessário uma mente muito perversa para me definir com aquela perfeição e, ainda por cima, gostar da mulher por trás da descrição.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sabemos que chegámos à meia idade quando...

Concluímos que estamos ali no mesmo no meio. Entaladinhos. A namorar às escondidas dos pais... E dos filhos!!!

Ele há dias em que isto merecia tradução simultânea

Picolé: Mãe hoje fui comprar água*. 
Ice: E como correu?
Picolé: Bem. Cheguei à sinhora da janela grande** e disse "É água, sinhora, faz favor." Ela deu-me o papelinho como o do almoço e eu fui ao repertório*** dos miravinhos buscar.
Ice: Foste onde????
Picolé: Ao repertório que tem os miravinhos, mãe!
Ice: Mira quê????
Picolé: Mãe... São aqueles bonecos pequeninos que os meninos usam para jogar futebol****!

Ice (abrindo mochila da escola): Mas ainda tinhas aqui uma garrafa de água, filho, e foste comprar outra?
Picolé: Não, mãe. Eu bebi essa, depois comprei outra e depois enchi, outra vez, no estojo******!

Picolé: Ai, mãe, tou tão desjiasmado****** de tomar banho sozinho!!!!

* Sim, ele pediu-me para levar uns dinheiros para a escola para comprar água quando acabasse. Como se não bastasse já comer em cantinas e andar em escolas com gaijos maiores que eu...
** Guichet
*** Refeitório
**** Matraquilhos
***** Bebedouro
****** Entusiasmado

P.S.: E eu ando de rastos a driblar horas de entrada e saída e trabalhos de casa e empacotar lanches às 7 da madrugada.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eu podia dizer isto que podia...

"Your choice, is simple. Her or me. And I'm sure she is really great but, Derek, I love you. In a really, really big 'pretend to like your taste in music, let you eat the last piece of cheesecake, hold a radio over my head outside your window' unfortune way that makes me hate you, love you.
So pick me! Choose me! Love me!"
(Meredith Grey in Grey's Anatomy)

Mas estaria a exagerar. Pelo menos, para já, estaria a exagerar. Mas, no meio de toda a minha segurança a escrever a palavra 'exagerar', não consigo deixar de pensar em quando o Armário me disse que não poderíamos ser amantes porque ele tinha o pénis pequeno e ele não me queria desiludir. Um homem capaz de dizer isto é um homem perigoso porque é um homem capaz de tudo. E ele há pessoas capazes de tudo. Eu não sou capaz de tudo. Aliás, ao pé de certas pessoas, eu não sou capaz de nada. Um anjinho é o que eu sou... Anjinho... 

Dos trabalhos de casa

Ice: E achas mesmo que esse "u" está bem feitinho, Picolé? Falta metade!
Picolé: Não falta não, mãe. Eu é que tenho tantas saudades da letra "i"... (suspiro melancólico)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

The bar is open!

Pois agora que se acabou a silly season, eis-nos de volta frescas e fofas para, novamente, alegrar os vossos dias.
Vamos, então, começar pelo resumo da jornada.
 
1. Picolé está na escola primária. É oficial. Nada a fazer. Ainda que eu me interrogue, diariamente, como é que eles permitem que bebés frequentem o mesmo espaço que crianças com 6 e 7 anos! Parece-me impossível. Sim, para mim é bebé! E nem vendo cadernos e livros e lancheiras e afins me convencem que ele já tem idade para estas andanças!
 
2. Já fizemos os exames todos e aguardamos serenamente (not) a saída das 2 últimas notas para sabermos se nos despachámos de vez disto ou não.
 
3. Conclui que eu não escolho os homens por quem me interesso. Aliás, eu escolho mas não pelo homem em si. Eu escolho, sim, é as ex-mulheres a dedo.
Basicamente, se eu pusesse um anúncio que dissesse "Procura-se ex-mulher que não tenha vontade nem de fazer o amor nem de sair de cima do ex-marido", teria decerto menos probablidades de acertar com as candidatas certas.
 
4. Work is work.