domingo, 29 de janeiro de 2012

Sim, amo-te, hoje, mais do que ontem...

Picolé, de roda de mim, numa azáfama de "Queres água? Tens fome? Vou buscar uma manta..."

Às tantas, enrosca-se comigo no sofá e declara: "Anda cá. Ao pé de mim. Vou dar-te compainha e tratar de ti!"

Derretimento nº 1... Conforme animo a minha cara no pescoço dele, ele põe as duas mãos na minha cara e diz: "É que não quero esta carinha triste! Queres que te coce* a cara para fazeres carinha feliz?" 

E depois não querem que o ame de paixão?

*Ele sabia que eu estava cheia de comichão...

Pior a emenda que o soneto. Dose dupla!

Comecei a tomar o antibiótico na 2ª passada para combater uma puta de uma infecção num dente, aparentemente saudável. Na 3ª, surgiram-me umas borbulhitas na cara. 2 ou 3. 4ª, idem. 5ª se me pintassem de azul e me dessem uma chips ahoy, eu podia dizer que era o monstro das bolachas e tinhamos o Carnaval feito. Na sexta de manhã,  estava capaz de rasgar a pele à unhada, arrancar os olhinhos de tanto coçar e a coisa começava a alastrar corpinho de sereia afora. Farmácia com ela. "Ó sinhor! Olhe lá eu que mais pareço um monstrinho que a pessoinha linda que normalmente sou e olhe lá aqui os medicamentos para ver qual deles está a dar cabo da minha beleza!"

Tendes febre? Não. Acho que não.
Tendes incómodo no estômago? Tou enjoada mas não dói.
Tendes falta de ar? Tou um bocadito entupida mas sou sinusitica e tal.
Hummm… Pois… Vamos parar que a menina o que está a fazer é alergia à penincilina, sim? Ide lá ao hospital e recupere a beleza por lá. É que a seguir pode-se-lhe fechar a via aérea e é uma chatice. 

Eu também achei que era capaz de ser desagradável, que achei, e desbanquei-me para o hospital. E que sim, que era alergia à penincilina. "Mas Dr. como cheguei a esta idade sem nunca me ter acontecido nada antes?" "Ou teve muita sorte ou tornou-se alérgica agora. É possível." Fixe... Vá de receitar um anti-histaminico aqui à menina amonstrada. "Mas só toma à noite que isto é muito forte e dá muito sono." Fixe...

Ontem, acordei com a sensação de que estava com a pior ressaca do mundo. Mas o pior estava para vir. Depois de almoço, comecei com as tonturas, a incapacidade de focar a visão, vómitos, dores de cabeça. Basicamente, os efeitos secundários descritos na bula sob a epígrafe: Muito raros - Menos de 1 pessoa em 10.000. Acho que o único que não tive foi mesmo fazer xixi na cama!!! Desisti das drogas, meus amigos. Hoje, já me sinto mais ou menos normal. Ainda tenho alguma irritação na pele mas estou mas é seguir o conselho do farmacêutico: muita água para purgar os químicos do organismo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mais um grande mistério da fé desvendado

Entretanto, já descobri o que fazem os desempregados. É que cada vez que falo com alguém que já foi meu chefe ou director ou administrador, a coisa acaba sempre com um "depois de sair, vamos almoçar, está bem, Ice?". 

Os desempregados almoçam! É isso que fazem. É que eu começo a ter uma agenda um bocadito sobrecarregada. Só com almoços... 

Eu amo-as de paixão

E sei que estão a sofrer horrores e que vão sentir a minha falta. Mas juro-vos pela saudinha delas que se não acabarem os ataques histéricos e o "óh que vamos todos morrer" cada vez que se menciona a minha saída ou a próxima terça-feira, acabo com elas com as minhas próprias mãos!

É isso e se mais alguém me perguntar se vou sair com uma indemnização milionária. A um já respondi que vou sair com uma mala cheia de dinheiro, ao próximo sou capaz de o mandar para o pénis mesmo.

Coisas que nunca pensei vir a ser - 1

O género de pessoa que veste skinny jeans com botas por cima sem parecer uma alheira de Mirandela.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu e as drogas

Derivado a uma infecção que se me atirou para os braços do antibiótico e assim, considero-me devidamente drógada!

O que não explica que ande a sonhar com couves-flor... Freud, se me estiveres a ouvir, dá uma mãozinha.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ok... Bora lá, então!

Isto vai ser respondido sem qualquer ordem. Vai ser consoante me saia. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Now and then...

Há um ano atrás, alguém me fez sentir que eu era uma pessoa especial. Agora, alguém me mostra, todos os dias, como eu sou especial.
 
Passou um ano e eu não sei bem que voltas dei ao longo destes 12 meses para revirar isto desta maneira.
 
É que eu tenho a sensação de que nada de especial aconteceu neste período de tempo, mas a realidade é que nada é igual ao que era há um ano atrás.
 
E quando me ponho a pensar nisso, interrogo-me (um pouco a medo) acerca de onde estarei daqui a um ano...

Ratoeira de aquecer os pés

É o nome que se dá às botijas de água quente cá em casa. Sim, voltámos aos hábitos antigos. Ele adora e dorme com uma todos os dias. Aliás, quando chega a hora de ir dormir, diz-me logo: E a coisinha dos pés? Já tá quentinha?


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Bacalhau com natas e tarte de requeijão com frutos silvestres



Chego a casa e a cozinha está virada do avesso. A batedeira eléctrica a funcionar, o fogão com não sei quantos bicos a trabalhar, ele de mangas arregaçadas e ar atarefado, atira-me um: "Não tens copos para o vinho do Porto!"

 

"Não…" E penso para comigo se terei cometido algum crime capital. "Que estás a fazer?"

 

"O jantar." Responde-me ele como se fosse a coisa mais natural do mundo; Ele estar na minha cozinha a fazer-me o jantar.

 

Olho para cima mesa e vejo uma bolsa maricas com todo o tipo de ferramentas ainda dentro do plástico. "O que é isto?"

 

"Tu nunca sabes onde puseste as chaves de parafusos pequenas. Assim está tudo junto."

 

"Humm…"

 

A batedeira é desligada.

 

"Precisas de ajuda?"

 

"Não." E põe-me um copo de vinho na mão.

 

"Estás, por acaso, a candidatar-te a um lugar de Carson* na minha vida?"

 

"Quem sabe." E sorri-me e acrescenta: "Just sit down and look pretty. That's all you have to do, Miss."

 

Um homem que me faça o jantar e me compre ferramentas? I could do worse. Much worse…

 

*Mordomo do Downton Abbey


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Macacos me mordam se o gaijo já não sabe separar as cenas bem separadinhas...

Ontem, saia eu do carro com um ramo de rosas e Picolé.
 
Picolé: Mãe, quem deu-te as flores?
 
Iceberg: O tio (sim,meu filho acha que é menino da linha e trata o namorado da mãe por Tio. E não, ninguém lhe disse para fazer isso. Ele decide essas cenas sozinho).
 
Picolé: Hum...
 
Iceberg: Que se passa?
 
Picolé: Mãe, o Tio está apaixonado por ti?
(Ok... Ele sabe que dormimos juntos e nunca se lhe ocorreu nenhuma questão. Já flores é coisa mais grave... Picolé: 1 - Mãe: 0)
 
Iceberg: Não sei, filho. Mas porquê? Há algum problema com isso?
 
Picolé: Não, mãe. Tava só a perguntar.
 
Iceberg: Ok, filho.
(Pausa de 10 segundos. Paragem na marcha. Meio sorriso de esguelha virado para mim)
 
Picolé: Mas olha, tu vê isso. É que eu (mãozinha no peito) acho (do alto dos meus 6 anos, sim?) que ele está mesmo apaixonado por ti!
 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Atão é assim:

A partir do final do mês, estarei, oficialmente, desempregada.
Eu podia dizer que blá, blá, crise, blá, tristeza, blá, quéquevoufazer, blá, filhopracriar, blá...

Não se me dá para isso. Já tentei. Mas é que nem me soa bem. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Corria o 1º mês do ano da graça de 2012...

Quando Picolé, abanando todo o seu esqueletinho, em pleno tapete da sala, cantou o 'Poker Face' da Lady Gaga todinho a acompanhar o genérico do Arthur 2.
 
Anda uma mãe a criar um bloco de gelo para isto!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

I'll take as a compliment...

"Às vezes, quando te abraço, fico na dúvida se tenho uma namorada ou um mix de gaija com parque de diversões."

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

sábado, 31 de dezembro de 2011

Diz, então, que o ano está a acabar

Os últimos dias têm sido tão atribulados que eu não quero nem pensar no que está para vir.
Poderia fazer o balanço do ano que passou. Fazer como fiz o ano passado em que dizia o que tinha aprendido mas, fónix, ninguém teria pachorra para revisitar essa sala de aula.

Como tal, vou mas é comer, beber, beijar, jogar, engolir as malfadadas 12 passas e, acima de tudo, não fazer nenhuma resolução de ano novo. As últimas correram fantasticamente como tão bem se sabe.

Para vocês que continuam a visitar este tasco, desejo-vos o mesmo que desejo para mim. O que não é pouco. Feliz 2012! 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Este Natal...

Não vai ter grandes prendas nem há dinheiro para grandes folestrias. Mas eu estou a gostar. Estou a gostar muito...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

E não é que estamos naquela altura do ano em que se fazem os balanços?

E eu tenho que começar a pensar seriamente no facto de no inicio do ano ter de decidir se fico neste país ou se pondero outro. A vida é uma coisa engraçada...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Dos homens que escrevem bem

Há uns tempos atrás, eu publiquei isto. Eu acredito veementemente que é verdade. E ele escreve bem. Ele escreve muito bem e isso seduz-me e encanta-me e dá-me prazer.
 
Acho que é por isso é que é dificil para mim não conseguir pensar em mais nada a não ser no facto de a miúda me fazer lembrar a menina do exorcista. E de eu, obviamente, não lhe poder dizer isto!
 
E vão por mim que eu tenho uma prima que era assassina aos 3 anos que é irmã de uma que é psicopata aos 20. Eu sei do que falo!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Todos os Natais...

Eu penso que é desta que não ofereço nada a ninguém. Não há dinheiro. É sempre o cabrão do mêscom mais despesas. Mas... 
 
O problema é que eu adoro mesmo todas a tradições da época. Por isso, nem que eu gaste as pontas dos dedos até dia 24, vai haver Natal. Óh se vai!

sábado, 26 de novembro de 2011

Red Roses

Gosto que me mandes rosas. Derrete-me que me mandes flores só porque sim. Mas o que, realmente, me põe um sorriso nos lábios, é a arrogância do cartão não assinado. A presunção de que mais ninguém me mandaria um ramo de rosas vermelhas com somente um verso do Robert Frost. Põe-me um sorriso nos lábios porque é verdade. And it feels so fucking right...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Roberto Carneiro, tendes todo o meu respeito...

Desde que me lembro de pensar em filhos que me lembro de achar que 3 era o número ideal. 3 serviria para desempatar qualquer contenda entre eles. 3 seria, definitivamente, a conta que Deus fez. E seriam 3 em escadinha.

Sim, a conta que Deus fez... Esse grande maluco que passa a vida a reinar comigo e que, basicamente, me realiza todos os desejos (com a excepção do euromilhões, não é, seu brincalhão?), este fim-de-semana, decidiu mostrar-me o que seria a minha vida se me tivesse concedido mais este desejo. O que tenho a dizer sobre o assunto?

1. Houve sangue, suor e lágrimas. Não, nenhum foi meu, mas temi pelo desarticulamento dos meus bracinhos ao ser puxada por 2. Cada um na sua direcção.
2. Alguém me explica como raio se chega aos 9??? É que a malta com 3 fica praticamente impossibilitada de treinar para o 4º.
3. De certeza que devo ter mais a dizer mas ainda me estou a habituar novamente à paz e silêncio que é só um.

Por Zeus, 3 crianças fazem buéda barulho!!!

(Eu podia falar de quando o mais novo se veio enroscar em mim, na cama, e ficámos os dois, em silêncio, a mordiscar biscoitos do pequeno-almoço, que podia... E, não, o mais novo não é Picolé, mas tem os mesmos caracóis que ele tinha e isso derrete-me um bocadinho... Pequenino. Muito pequenino...)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Será aquela história do Homem ser o único animal com a capacidade de tropeçar duas vezes na mesma pedra?

Um dia, disseram-me que queriam ir trabalhar para outro país. Eu disse que estava cá para apoiar qualquer decisão nesse sentido. O homem que foi não foi o mesmo que voltou, seis meses depois. O que havia acabou pouco depois do seu regresso.

Hoje, disseram-me que a possibilidade de irem trabalhar para outro país era cada vez mais real. Eu disse que estava cá para apoiar qualquer decisão nesse sentido. Mas, na minha cabeça, havia apenas um pensamento: "1 número e 1 estrela. Só me faltou 1 número e 1 estrela..."

E, honestamente, senhores governantes de países super povoados, se quereis resolver o vosso problema é apresentarem-me os gaijos com querem correr! Se eu me interessar por eles, é uma questão de tempo (pouquinho) até eles se encontrarem compelidos a mudar de país! 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um dia,

Vai-me faltar apenas 1 número e 1 estrela para ganhar o Euromilhões.
 
Hoje foi o dia...

domingo, 6 de novembro de 2011

Coisas que tenho aprendido 1

É muito mais fácil meeting the parents than meeting the children.

Os dias nesta calota polar

Começam às 7 da manhã a preparar lancheira e mochila de Picolé, a arranjar Picolé, a levar Picolé, a trabalhar a correr, a sair a correr, a apanhar Picolé, a chegar a casa, a fazer trabalhos de casa com Picolé, a fazer jantar, a banhar Picolé, a jantar, a deitar Picolé. Nesta altura, já não sobra muita energia para muito mais. Digamos que se eu cair na tentação de me reclinar no sofá com uma manta, a coisa acaba mesmo ali. Muitas vezes, mesmo antes da manta estar completamente colocada.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Obrigada, Universo!

Eu podia falar da crise. Do ordenado que não devo receber este mês. Da Troika e do OE 2012.
 
Mas não me apetece. Prefiro muito mais sorrir de contentamento de tudo o que tenho nesta fase da vida. Talvez se eu sorrir e me sentir agradecida por tudo o que tenho em vez de lastimar o que não tenho ou posso vir a deixar de ter, o Universo me recompense. Se não me trouxer mais nada além do que tenho, pois que não faz mal. Está de bom tamanho. As coisitas que faltam, a malta vai-se desenrascando.
 
"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

"Just an angel inside a devil inside a wolf in sheep's clothing. That's what you are..."

Big fez anos, ontem. Cumpriu-se toda a praxe. Senti-o derreter-se ao som da minha voz. Se me deu gozo que o fizesse? Deu. Muito. Se me derreti ao som da sua? Não. Se tinha medo de me derreter? Tinha.
 
Mas depois de falar com ele, só me passava pela cabeça que ele nunca me descreveria tão bem. Ele nunca me veria como realmente sou sem fugir a 7 pés. E, depois, só posso concluir que é necessário uma mente muito perversa para me definir com aquela perfeição e, ainda por cima, gostar da mulher por trás da descrição.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sabemos que chegámos à meia idade quando...

Concluímos que estamos ali no mesmo no meio. Entaladinhos. A namorar às escondidas dos pais... E dos filhos!!!

Ele há dias em que isto merecia tradução simultânea

Picolé: Mãe hoje fui comprar água*. 
Ice: E como correu?
Picolé: Bem. Cheguei à sinhora da janela grande** e disse "É água, sinhora, faz favor." Ela deu-me o papelinho como o do almoço e eu fui ao repertório*** dos miravinhos buscar.
Ice: Foste onde????
Picolé: Ao repertório que tem os miravinhos, mãe!
Ice: Mira quê????
Picolé: Mãe... São aqueles bonecos pequeninos que os meninos usam para jogar futebol****!

Ice (abrindo mochila da escola): Mas ainda tinhas aqui uma garrafa de água, filho, e foste comprar outra?
Picolé: Não, mãe. Eu bebi essa, depois comprei outra e depois enchi, outra vez, no estojo******!

Picolé: Ai, mãe, tou tão desjiasmado****** de tomar banho sozinho!!!!

* Sim, ele pediu-me para levar uns dinheiros para a escola para comprar água quando acabasse. Como se não bastasse já comer em cantinas e andar em escolas com gaijos maiores que eu...
** Guichet
*** Refeitório
**** Matraquilhos
***** Bebedouro
****** Entusiasmado

P.S.: E eu ando de rastos a driblar horas de entrada e saída e trabalhos de casa e empacotar lanches às 7 da madrugada.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eu podia dizer isto que podia...

"Your choice, is simple. Her or me. And I'm sure she is really great but, Derek, I love you. In a really, really big 'pretend to like your taste in music, let you eat the last piece of cheesecake, hold a radio over my head outside your window' unfortune way that makes me hate you, love you.
So pick me! Choose me! Love me!"
(Meredith Grey in Grey's Anatomy)

Mas estaria a exagerar. Pelo menos, para já, estaria a exagerar. Mas, no meio de toda a minha segurança a escrever a palavra 'exagerar', não consigo deixar de pensar em quando o Armário me disse que não poderíamos ser amantes porque ele tinha o pénis pequeno e ele não me queria desiludir. Um homem capaz de dizer isto é um homem perigoso porque é um homem capaz de tudo. E ele há pessoas capazes de tudo. Eu não sou capaz de tudo. Aliás, ao pé de certas pessoas, eu não sou capaz de nada. Um anjinho é o que eu sou... Anjinho... 

Dos trabalhos de casa

Ice: E achas mesmo que esse "u" está bem feitinho, Picolé? Falta metade!
Picolé: Não falta não, mãe. Eu é que tenho tantas saudades da letra "i"... (suspiro melancólico)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

The bar is open!

Pois agora que se acabou a silly season, eis-nos de volta frescas e fofas para, novamente, alegrar os vossos dias.
Vamos, então, começar pelo resumo da jornada.
 
1. Picolé está na escola primária. É oficial. Nada a fazer. Ainda que eu me interrogue, diariamente, como é que eles permitem que bebés frequentem o mesmo espaço que crianças com 6 e 7 anos! Parece-me impossível. Sim, para mim é bebé! E nem vendo cadernos e livros e lancheiras e afins me convencem que ele já tem idade para estas andanças!
 
2. Já fizemos os exames todos e aguardamos serenamente (not) a saída das 2 últimas notas para sabermos se nos despachámos de vez disto ou não.
 
3. Conclui que eu não escolho os homens por quem me interesso. Aliás, eu escolho mas não pelo homem em si. Eu escolho, sim, é as ex-mulheres a dedo.
Basicamente, se eu pusesse um anúncio que dissesse "Procura-se ex-mulher que não tenha vontade nem de fazer o amor nem de sair de cima do ex-marido", teria decerto menos probablidades de acertar com as candidatas certas.
 
4. Work is work.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Com 2 minutos de intervalo...

Recebi uma sms da Prénatal e uma da Chicco com códigos de descontos para compras.

Por momentos, considerei a hipótese do Universo estar a falar pra mim!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

"There's a name for what I feel when I'm with you. But I won't say it because you don't let me..."

No, I don't...

"Not from a Jedi..."

Ontem, perguntaste-me ao telefone se eu agora já queria que ele me fosse fiel. E eu queria-te explicar mas não dava. Havia gente a interromper, demasiado ruido. Foi então que me lembrei deste post começado e atirado para os rascunhos, à espera de vir à luz do dia.

Há coisas que pensamos que aprendemos com uma grande paixão mas não aprendemos. Os grandes amores desesperados e grandes paixões toldam-nos a capacidade de assimilação. Ficamos perdidos no 'quero', no 'preciso', no 'já'. Aprendemos com eles, sim, mas depois deles.

E, um dia, acordamos no meio do processo de aprendizagem depois da turbulência de uma dessas coisas, ainda magoados com o que não vimos no meio da mesma e que só estamos a apreender agora, e vimos que há outras pessoas. Pessoas diferentes. Pessoas que não querem que sejas assim ou assado mas, sim, que sejas aquilo que és. No bom e no mau. Pessoas que a única coisa que te pedem é honestidade e aceitam-na quando o és. Ainda que essa verdade não seja o que querem e desejam ouvir.

E chega aquele momento em que tentas boicotar aquela cena toda. Porque tu achas que já sabes como vai acabar, portanto, para quê perder tempo, não é? E a resposta é que o teu mal é falta de cafeína e te servem café com flores em volta da chávena porque não há antídoto melhor para gaijas cobardes do que o mais kitch dos gestos.

Mas toda a gente sabe que eu sou teimosa, logo, vamos lá abrir as portas de saída todas, incluindo as de emergência, e dizer logo à partida que: meu amigo, és livre de fazeres o que entenderes e aqui não há espaço para cobranças e pedidos de explicações. (Vamos lá esticar a cordinha, sim?)

E respondem-te que sim. Que sabem disso. Que podem sair naquele exacto momento em busca de outra mulher qualquer e embrulharem-se na mais fantástica recriação do Kama Sutra. Que nunca dissemos um ao outro que não éramos livres de o fazer, nem acordámos nunca não o fazer, por isso essa liberdade está intocada. No entanto, existe uma motivação maior e mais interesse em passar tempo contigo, em conhecer-te melhor, em falar contigo do que em propriamente tudo o resto.

E tu ai percebes aquilo que sempre intuiste mas ninguém te verbalizou: a fidelidade, a entrega exclusiva, é dada. Não é algo que se possa pedir ou exigir de outro. É algo que o outro te entrega. E tu fazes com isso o que bem te aprouver. 

Como vês, estou numa fase de aprendizagem. Agora, só me falta descobrir o que me apraz fazer com isso. Mas posso dizer-te que passei 48h sem fazer comparações e sem pensar no passado...

(Oh pá, e um gaijo mais inteligente que nós é um turn-on do caraças. E tu sabes que há poucos. Muito poucos...)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

"Tu só me facilitas a vida quando queres, e só queres... Quando queres."

E assim me descrevem enquanto me enchem de atenções e partilham os seus sentimentos comigo.

Já eu sei exactamente o que chamaria a uma pessoa como eu: Rainha de Gelo. 

Mas para isso, seria necessário que entrassem no meu coração e no meu cérebro, algo que eu dificulto cada vez mais.

Picolé tem 2 dentes a abanar!

São os dois de baixo e eu penso que o tempo passa a correr. Ainda ontem andava aos berros de felicidade por lhe ter aparecido o 1º dente e já eles estão a começar a bazar!

[De resto, andamos a driblar o facto de pai de Picolé ainda não ter vindo para as férias de Agosto e eu não poder tirar férias agora e andar a correr de um lado para o outro para o levar e buscar entre avós. De rastos, portanto!]

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Quanto mais rezo, mais assombrações me aparecem!

Lembram-se da Figueira do Diabo?
 
Bem, alguém decidiu arrancá-la da minha porta.
 
Tudo bem... Mas se era aquilo que me andava a empancar a vida, eu agradecia que ma devolvessem, sim? É que eu comprei bilhete para o Regional. Não foi para o TGV!
 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Best laid plans

(Post escrito enquanto como o resto da tablete mostrada ali em baixo)

E depois, eu penso: Fosga-se, Ice Maria! Há milhões de gaijas em todo o mundo que esperam uma vida inteira por uma "frase de filme". Daquelas de fazer suspirar as gaija todas à tua volta. Que fazem com que as tuas amigas te liguem a dizer que depois de lerem aquilo, estão preparadas elas mesmas para tirar a roupinha e pedirem ao emissor das palavras que as possua.

E tu o que fazes, Ice Maria? Nada. Estás tão habituada a cenas de filme que nem ligas. Estás tão habituada a que se engendrem planos tão elaborados para te seduzirem, que tudo te parece banal. E pior, estás tão habituada a que, depois, tudo não passe de uma ilusão que partes logo do principio de que também aquela frase ou aquele gesto são apenas mais um truque de prestigiador.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

...

[e ele está grande e lindo e moreno. e eu dou por mim a olhar para ele embevecida. e depois está respondão e dono da verdade. e eu dou por mim a perguntar como é que ele é tão parecido comigo.]

Coisas que me andam a apoquentar ultimamente

O Oliver tem uma equipa nova e eu não sabia. O olhar de reprovação de Picolé quando se apercebeu da minha ignorância foi muito eficaz!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

E se fosse só o vestido vermelho...

Andava o mundo bem!

Eu devo ter batido com a cabeça...

Nunca teria acreditado se me dissessem que eu usaria um vestido vermelho no dia-a-dia.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Teenage dream

Eu decretei que se o Verão passado foi um verão de adolescente, este seria muito pior.
Há pouco, dei por mim a descrever, a uma das irmãs mais novas, o que se passava da seguinte forma:

Imagina um filme de Domingo à tarde. Há a Cheerleader, o Capitão da Equipa aka Jock e depois há o Nerd da turma que está, invariavelmente, apaixonado pela Cheerleader. Ora, a Cheerleader anda sempre com o Jock por quem é obcecada mas nutre uma especial simpatia pelo Nerd. Et voilá, a minha vida. Tanto disse que queria um Verão de adolescente, que me saiu o clichê completo! 

domingo, 7 de agosto de 2011

J-U-S-T-I-F-I-C-A-Ç-Õ-E-S

Ninguém me pede para justificar nada, portanto, não o faço. Também não peço que o faço. Vejo fazerem-no dia após dias. Dizem-me onde vão, com quem, porquê. Passado 5 minutos do reaparecimento do Senhor-Não-Quero-Ter-Que-Dar-Justificações-A-Ninguém, também ele me está a dar explicações. Também neste caso eu não as peço e, muito menos, alguma vez as dei.

Mas aqui, neste cantinho, sou honesta comigo mesma. Aqui eu posso dizer que me aconteceu o que nunca tinha acontecido antes. Eu sempre fui boa a compartimentar. A separar as águas.

Mas, aqui, eu posso dizer que pensei nesta música, várias vezes, hoje...


"Cause when I'm with him I am thinking of you
Thinking of you
What you would do if you were the one
Who was spending the night
Oh I wish that I was looking into your eyes

You're like an Indian summer in the middle of winter
Like a hard candy with a surprise center
How do I get better once I've had the best
You said there's tons of fish in the water
So the waters I will test"

É por estas e por outras que eu me odeio pelos posts que tenho para escrever a seguir.

E meia-hora depois da conversa do post abaixo, quando, finalmente, o cavaleiro andante chega ao pé de mim, eu resmungo que tenho fome.

Do porta-luvas, saiu uma igual à da fotografia acompanhada apenas da frase: "Calculei que sim".

sábado, 6 de agosto de 2011

Embrulha...

Onde estás, Ice Maria?

Tenho que chamar a assistência. Eles não conseguem resolver.

Ok. Estou a meia-hora daí...

Era suposto estares a duas horas. Alguém te pediu para te armares em
cavaleiro andante?

Ninguém. Havia duas hipóteses. Ou ia ter contigo a um sítio onde não
estavas e esperava não sei quanto tempo até lá chegares ou ia
buscar-te. Eu não tomo as decisões por ti mas tu também não mandas nas
minhas. E eu decidi ir buscar-te. A decisão de vires comigo ou não,
vai ser tua.

A grande aventura

Não, não quero que me venhas buscar. Encontramos-nos lá. Quero uma
aventura on the road sozinha. É que nem vou ver o melhor caminho. Vou
às cegas.

Passaram quase três horas desde que saí de casa. Estou a menos de cem
quilómetros. A minha grande aventura é neste momento partilhada por um
colectivo de mecânicos que a pessoa a quem eu disse que queria estar
sozinha me arranjou. E gozam-me. Como me gozam mas eu não dou a parte
fraca. Queria uma aventura on the road e, por Toutanis, estou a tê-la!

Se ao menos eu conseguisse perceber o que sinto...




"Ellie: Can I hold your hand?
Carl: No.
Ellie: But why?
Carl: Because it’ll hurt when you let go."

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"O que eu quero é que me leves contigo. Eu quero-te a ti."

E eu já apagava esta frase da memória, não? Eu, hoje, não preciso desta frase. Definitivamente, não preciso desta frase... 

Se houvesse um botão de 'delete' no cérebro, hoje, era esta parte que eu apagava... Talvez assim eu me conseguisse concentrar (única e exclusivamente) no fascínio que causo em certas e determinadas pessoas. Mas depois penso: o mesmo fascínio que causei em... E, fosga-se, não é que é o mesmo? Loop...

Isto, hoje, está a correr mesmo bem. Está, está... Mas aquele filho-de-uma-grandessíssima-puta-fora-a-mãe-que-não-tem-culpa-nenhuma-do-filho-que-tem tinha mesmo que ter reaparecido agora???

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Today in planet My Life...

I said yes. I finally said a clear yes. I said yes to him two hours before Big tried to speak to me for the first time in two months.
I don't know a rats ass about dating geeks. But I sure as hell have a fucking master's degree in Irony and a fucking phd in Karma.

2 weeks ago in planet My Life...

"Would you consider dating a guy like me?"
 
Adele's "Don't you remember' was playing in the background and I felt like crying. Because I knew that he didn't meant to talk about a guy like him. He was talking about him. Because I actually like him. Because I wanted to say yes. But I still remember. And I hate Big for that.
 
I hate him for raising the stakes. For ruining the words for me. The music. The feelings. I hate him for ruining first kisses and entire sentences that used to sound so well.
 
I felt like crying because I wanted to say yes and, instead, I said: "I'm not sure. I'd have to think about it. You know, I'm a bit shallow. Your regular chearleader surrounded by jocks. I don't know a rats ass about dating geeks."
 
"Would you consider learning?"
 
I could sense a smile and the subsequent disappointment as I uttered no reply. Honestly, I was about to say "Not from a Jedi!" but that would geek me up and ruin my shallow reputation in a blink of an eye.
 
Instead of a reply, I changed the subject. I wanted to say yes and ended up saying nothing. The truth is, today as yesterday before this conversation, I keep looking at my mobile hoping for a message...

Qualquer dia dedico-me ao crochet...

Ao ritmo a que estão a fechar os blogs que eu leio, qualquer dia o meu Google Reader é merecedor do nome do último que descobri encerrado: É tudo gente morta!