segunda-feira, 19 de março de 2012

E é isto que temos...

"Why you? Because there's no one better. Why now? Because tomorrow isn't soon enough."

(Donna Brazile)

O poder da música - 4

Uma tarde de fim de verão. Eu deitada, nua, na tua cama. A música a tocar no iPhone-thingy na mesa de cabeceira. Tu deitado, de lado, virado para mim. As nossas mãos, juntas numa coreografia própria. Sem frases. Só a música a tocar. As partículas de poeira, filtradas pelo sol que entrava pela janela, misturadas com o fumo dos cigarros. A incerteza de onde tudo aquilo nos levaria. E só a música a tocar...

Palavras tuas, um sorriso meu - 27

"não sabia ainda que os corpos não se tomam, que a viagem só começa de verdade quando aprendes que o corpo é dado, o corpo é uma dádiva feita a quem te toma a alma.



domingo, 18 de março de 2012

Coisas que nunca pensei vir a ser - 2

Pessoa para fazer chantilly para comer com morangos à 1 da manhã.

Isto deve mesmo ser carências...

sábado, 17 de março de 2012

A verdadeira história do Tratado de Tordesilhas

Eu, às vezes, penso que devo ter sido a grande motivadora dos Descobrimentos portugueses, numa outra encarnação...

Consigo imaginar-me um ser amaldiçoado que esperava que surgisse um homem que o salvasse da praga que pairava sobre a sua cabeça. E sentada na minha imensa poltrona oferecida pelo rei, aguardava, todos os dias, que aquele que viesse, fosse aquele que não partisse. No entanto, todos os que me visitavam, sentiam-se compelidos a partir para o mais longe que pudessem alcançar. E eles chegaram a África, Ásia, às Américas. Cada um que vinha, ficava sedento para ultrapassar o anterior.

E foi por minha causa, pelo facto da minha praga, numa outra encarnação, nunca ter sido quebrada, que Portugal e Espanha dividiram o mundo ao meio em 1494. 

O que me aconteceu, numa outra encarnação? Se continuei sentada na minha imensa poltrona? Bem, todos nós sabemos que há pragas que atravessam os séculos. 

Agora, não há é reis que ofereçam poltronas imensas.

3 semanas depois*

A minha irmã emigrou há uns anos. Não de uma forma muito ortodoxa.
A Avó Lulu nunca foi mulher de se deixar prender a um sitio. Se não houvesse quem a levasse, ela arranjava forma de ir. Forma essa que, normalmente, se traduzia no expresso da carreira.

Ora a forma pouco ortodoxa como a minha irmã foi parar onde hoje está, fez com que a Avó Lulu tivesse mana atravessada por uns tempos. Mas todos nós sabemos que a ausência é um grande liquidificante e tudo o que estava atravessado escorreu rapidamente e foi substituído pelas saudades da caçula. Um belo dia, cheguei ao Alentejo para passar o fim-de-semana e ela estava com aquele ar de menina travessa que fazia sempre prever asneira da grossa.

Avó: Quantos kms são daqui a Lisboa?
Ice: Uns 300kms.
Avó: Hum...
Ice: Sim?
Avó: E de Lisboa até lá onde a tua irmã está na Inglaterra?
Ice: Sei lá. Devem ser uns 2.500.
Avó: Só?
Ice: Sim, vó. A miúda não foi para o fim do mundo.
(silêncio)
Avó (sorriso matreiro nos lábios): Mas isso é como ir a Lisboa umas 10 vezes. Não é muito longe!
Ice: Achas???
Avó (hope all over her beautiful face!): Há expressos?

E eu passei a semana toda a lembrar-me desta conversa e a pensar que há frases dos avós que, na altura, nos parecem loucas mas que, um dia, finalmente, fazem todo o sentido.


*e uns dias.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ela queria-me fazer coisas!

E depois de ser avisada pela menina do ATL que tinha havido um desaguisado entre Picolé e uma coleguinha da escola, que havia culminado com o corneto de coleguinha no meio do chão, achei por bem inquirir sua realeza acerca do motivo de tal acontecimento.

"Mãe, ela queria fazer-me coisas que eu não queria. Eu despistei-a. Só que ela para me agarrar, não conseguiu segurar o gelado."

Vamos lá dissecar isto...

"Fazer-me coisas que eu não queria": Que coisas, perguntei eu, claro. Coisas de meninas, mãe. Sim, filho mas que coisas? Abraçar-me!!!

"Despistei-a": Fugi!


Ele diz que não me preocupe com ele

Eu digo que é muito mais fácil falar do que fazer.

terça-feira, 6 de março de 2012

2 semanas depois

"I want all this marked on my body. Where the real countries are. Not boundaries drawn on maps with the names of powerful men."

(The English Patient)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Eu gostava tanto de ser normal

Temos então que começam as aulas amanhã. E o que eu gostava, mesmo, mesmo, mesmo de saber era onde raio anda o meu Código Civil!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

1 semana depois

Não é o longe que me custa. Ainda não assimilei que ele não me vai aparecer à porta quando lhe der na real gana. E a distância já havia. Não esta, claro, mas uma mais pequenita. Não me custa a lonjura porque o sinto estranhamente perto.

Custa-me o não poder pegar no telefone quando me apetece e dizer que está uma gaivota a voar na diagonal. Que é aquela coisa que não interessa um caracol a ninguém mas que eu gostava de poder partilhar se me desse na bolha. Acho que vou ter que começar a anotar num caderninho as pequenas coisas que me apetecem contar-lhe e que não posso fazer imediatamente.

Custa-me não ter a mão dele no meu tornozelo quando vejo televisão ao fim-de-semana...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Palavras tuas, um sorriso meu - 26

"(...) Ela é tudo o que queria e nunca soube que tive.
Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal e que a falta dela é um vazio igual à morte. (...)"

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Só coisas que me apoquentam...

 Agora que o meu cabelo está como o da loira, só consigo pensar no corte de cabelo da morena...


Eu nem sei como consigo dormir de noite com tanta coisa a preocupar-me.
É tão giro...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Coisas que me aquecem quando estão 5º

Apanhar o menino que me implorava, há umas semanas, de lágrimas nos olhos, que não o obrigasse a ler porque ele não sabia ler e nunca ia conseguir aprender, agarrado a um livro do Geronimo Stilton a juntar sílabas sozinho.


Eu sei que sou uma optimista por natureza, mas há mesmo sempre um lado positivo em todas as coisas. Até no desemprego.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Coisas que nos fazem pensar


A mãe, às tantas, diz-lhe (eu tentei, mas não consigo encontrar a citação) que ficar com o pai, apesar da traição, foi uma escolha consciente. Ela havia optado ficar com ele por todas as coisas boas que ele havia feito durante a  vida deles em conjunto. Ela havia optado não o deixar pela a única coisa errada que ele havia feito durante a  vida deles em conjunto.

E eu, que sempre me achei incapaz de perdoar a traição, dou por mim a pensar que entendo isto.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Postergar: Exemplo prático

Ou então largo isto tudo e vou ali buscar o meu anel que já veio da reparação.
Aproveito e compro a revista da programação da TV alemã que a vizinha me pediu e, já que estou na rua, vejo isto.

Se calhar, tenho imenso que fazer para além das arrumações...

Hoje é dia de...

Pôr mãos à obra na acumulação de 5 anos de papeis.
Be back as soon as possible...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

E se me dava agora para falar dos amores impossíveis?

"The idea of soul mates actually originated with Plato (...) His theory was that, humans originally consisted of four arms, four legs, and two faces. Zeus was threatened by ... their power and split them all in half. Condemning us all to spend our lives trying to complete ourselves."

(Temperance Brennan in "Bones")

Eu adoro os programas de reconhecimento facial da net

Dizem, então, estes senhores que sou parecidita com estas senhoras:



Considerando que, há uns tempos, houve outro que me dizia que era parecida com a senhora abaixo...


Eu só tenho uma coisa a dizer: Sou morena de olhos castanhos, pá!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

E é que não consegue escolher, pá!

Já não me lembro a que propósito surgiu a questão, na brincadeira, de "e se nós não fizéssemos mais sexo". Que gostava de mim da mesma forma, blá, blá, blá...

E aí eu comecei a pensar: mas isso não é começar a mudar as regras do jogo a meio? Uma pessoa está com outra e assume determinadas coisas que ao fim ao cabo foram as coisas que os juntaram. Se começarmos a mudar, hoje aqui, amanhã ali, não estaremos a alterar as regras do jogo?

Perguntei-lhe que aconteceria se eu começasse a mudar outras coisas que ele gostava. Como deixar de ler ou deixar de escrever. Ah e tal... Ok... Coloquei-lhe então a questão: Eu leio, escrevo e faço amor. Se eu deixasse de fazer duas destas coisas, quais é que escolherias para abdicar. 

Que podia deixar de ler. Duas, pá! Eu disse duas! Não. Que não podia ser e tal e que não podia escolher e coiso.

E aí dá para começar a quantificar. Será que se só alterarmos uma coisa em nós, ainda que relevante, todo o restante conjunto compensa essa ausência e permite a manutenção de uma relação? Mas se formos mais além? E se forem duas? Já interfere? Ou será que a primeira já se torna reveladora do principio do fim?

Uma coisa é evoluirmos, passarmos a gostar de outras coisas, passar a preferir branco a tinto. Outra, completamente diferente, é alterar as coisas que aproximaram duas pessoas. Por mais insignificantes que possam parecer. Ou nos tornamos uma pessoa muito melhor e muito mais interessante com as mudanças permitindo que a outra parte se reapaixone, ou quer-me cá parecer que não há amor que resista.

É que isto a mim só me parece uma outra vertente do "eu antes até nem me importava que ele passasse horas a escrever mas agora acho que ele deve deixar de o fazer e dedicar-se exclusivamente a mim". Ou então o reverso da medalha daquela cena do "eu nem gosto muito de que ele vá à bola, mas depois dele ser meu, eu mudo isso"... 

But that's a horse of a different colour...