quarta-feira, 3 de agosto de 2011

2 weeks ago in planet My Life...

"Would you consider dating a guy like me?"
 
Adele's "Don't you remember' was playing in the background and I felt like crying. Because I knew that he didn't meant to talk about a guy like him. He was talking about him. Because I actually like him. Because I wanted to say yes. But I still remember. And I hate Big for that.
 
I hate him for raising the stakes. For ruining the words for me. The music. The feelings. I hate him for ruining first kisses and entire sentences that used to sound so well.
 
I felt like crying because I wanted to say yes and, instead, I said: "I'm not sure. I'd have to think about it. You know, I'm a bit shallow. Your regular chearleader surrounded by jocks. I don't know a rats ass about dating geeks."
 
"Would you consider learning?"
 
I could sense a smile and the subsequent disappointment as I uttered no reply. Honestly, I was about to say "Not from a Jedi!" but that would geek me up and ruin my shallow reputation in a blink of an eye.
 
Instead of a reply, I changed the subject. I wanted to say yes and ended up saying nothing. The truth is, today as yesterday before this conversation, I keep looking at my mobile hoping for a message...

Qualquer dia dedico-me ao crochet...

Ao ritmo a que estão a fechar os blogs que eu leio, qualquer dia o meu Google Reader é merecedor do nome do último que descobri encerrado: É tudo gente morta!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

E as coisas no Planeta Minha Vida nunca são entediantes

11h no Planeta Minha Vida:
Telefone toca. É da secretaria da universidade. Informam que tenho oral de um cadeirão na próxima quinta-feira. WTF? Eu até achava que a coisa tinha corrido bem... Devo estar a ficar mesmo burra...

16h no Planeta Minha Vida:
Telefone toca. É o Professor do cadeirão. 
"Já a avisaram de que tinha oral na próxima quinta-feira?" 
"Sim, Professor..." 
"E a Ice não se insurgiu contra mim?"
(WTF???????)
"Porque haveria eu de me insurgir?"
"Então não sabe o que fez no exame?"
"Professor, eu sei e ia mandar-lhe um mail a pedir que me indicasse onde tinha errado..."
"Não manda nada que quem errou fui eu e estou-lhe a ligar para pedir desculpa. Eu vi o seu exame. Lancei a nota na secretaria e só quando estava a arrumar os exames é que reparei que a Ice tinha mais uma folha de teste que eu não tinha visto nem avaliado. Obviamente que não tem nada que fazer oral. Gostava que tivesse feito a defesa da posse com mais afinco mas, ainda assim, está mais que passada. Quis-lhe ligar pessoalmente para dizer que já falei com o regente. Amanhã a situação já vai estar regularizada no site e queria pedir desculpa pelo incómodo e desejar-lhe boas férias."

'Tódo' bem... Mas é que está 'tódo' bem... Mas se pudessem não fazer estas coisas no único dia que me esqueci de tomar a medicação, eu agradecia...

E ainda da série "O planeta Minha Vida dava um filme indiano"

A desvantagem de ter como foto de perfil no G+ apenas uma parte indistinta (bem... não é assim tanto indistinta mas ainda assim...) da minha anatomia é ser circulada por um homem em cujo o casamento eu fui dama de honor. Homem esse que, anos mais tarde e já divorciado da noiva desse casamento, ficou conhecido como o senhor da Netsapo devido a um 'envolvimento' com uma das minhas melhores amigas que eu só soube depois de já muita conversa rolar debaixo da ponte e que ele nunca soube que eu sabia nem quem essa pessoa me era. Confuso? Só um niquinho...

 E, 10 anos depois desse episódio, cá estamos nós. Pois é... É circular, meus amigos. É circular...

Entretanto, num outro ponto do planeta Minha Vida

Ela - a miúda aí de cima - não é tão gira como parece. Vão por mim que sei o que digo. Ou isso ou as mulheres empalidecem perto de D.ª Dólores! Que eu tenho para mim que é essa a verdade...

Oh, the irony... The fucking irony...

Meus amores, isto é tão Ice Maria-Mr. Big, mas ao contrário, que eu quase espero que ele me diga: I shaved my legs for you! Ou isso ou que Picolé desenvolva, em tempo recorde, dentes do siso que terão que ser arrancados mais dia menos dia...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Das voltas que a vida dá

O problema é meu. Eu sei que é meu. Eu não estou habituada a ser apaparicada. A ser vista e tratada como especial. Ou melhor, quando um homem conclui que sou especial, sai pela porta mais próxima apavorado com a ideia. A isso, eu estou habituada. 

O problema é meu. Eu sei que é meu. Eu não estou habituada a que prestem atenção a todos os pormenores de mim. Que percebam, por ouvirem uma conversa que tenho com terceiros, que chocolates com avelãs são os meus preferidos e que registem o facto. 

O problema é meu. Eu sei que é meu. Eu não estou habituada a que um simples jantar comigo seja algo pela qual as pessoas anseiem como se de um prémio se tratasse. 
 
O problema é meu. Eu sei que é meu. Estou habituada a ser tratada como mulher e não como o jackpot do euromilhões.
 
O problema é meu. Eu sei que é meu...

terça-feira, 26 de julho de 2011

O mundo concertado...

À cautela, e antes que desse por mim, daqui a uns meses, a escrever uma Dear John letter que começasse com um "ainda bem que falas nisso que era algo que devíamos ter falado na altura", achei que devia aproveitar que estávamos na 'altura' para dizer de minha justiça.

Não, não estás apaixonado por mim. Estás apaixonado pela ideia de mim. Sim, sou sexy. Sim, entendo que queiras dormir comigo. Mas é isso o melhor para ti? Eu? Não perguntes de mim. Eu não estou para ninguém. Porquê? Não perguntes. Vamos antes conversar de cinema. Não me queres prender? Nem poderias. Assim como eu não o poderia fazer mesmo que quisesse. Nem me queres controlar? Meu Deus, a ironia da escolha das palavras. Tu a dizeres que nunca me irás perguntar onde estava eu às 4 da tarde daquele dia de Julho e eu a pensar que nunca perguntei e, no entanto, o resultado é igual. Se eu sei que gostas de mim? Sei. E limito-me a sorrir de volta quando mo dizes. O que é que eu quero? Ora, essa, talvez, seja a pergunta para a qual tu nunca irás querer saber a resposta.

E o mundo continua a girar, imune aos sentimentos de quem o habita. Não acabou, não se modificou, tudo como dantes. A ironia mordaz, a inversão de situações, as lições a aprender com os erros que cometemos. Sobretudo, a lição suprema: apesar de só para nós andar o mundo concertado, nunca fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem a nós. 

Avisos feitos, as pessoas correm os riscos que entenderem...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

I'm in so much trouble...

Alguém me explica como passei para o outro lado da barricada?
Como, de repente, passei eu a ser o Big? 
E sem fazer nada para isso?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Se não nos soubermos rir de nós, está tudo tramado

Eu já não ria há muitos meses como me ri a reorganizar a minha agenda telefónica numa determinada letra. Ao perceber que tinha 3 senhores com o mesmo nome, tornou-se imperativo distingui-los de alguma forma. Terminada a etiquetização, o resultado fez-me quase rebolar a rir da minha vida. Juro-vos mesmo que, se um dia, eu seguir o conselho de Sousóca e escrever a história da minha vida, muita gente vai ter dores abdominais com a comédia que isto é. 

terça-feira, 19 de julho de 2011

A estudar Direito das Sucessões...

E a ouvir isto non-stop.

*Eu ando a ver se arranjo tempo de te mandar um mail a explicar essa coisa da música direitinho e sem espinhas, miúda.

domingo, 17 de julho de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

Havia de chegar o dia... Foi hoje!

Havia de chegar o dia em que eu me ia deixar de esconder com medo do que pudesse sentir quando ele me dissesse: "Olá miúda..."

Ainda não disse. Ainda continuo cheia de medo. Mas este é mais um 'basta' que tenho que dizer nesta história parva. Há algum tempo li um livro em que havia um romance que acabava mal. A certa altura, a amiga da personagem que tinha o coração partido, cansada de ver a amigo sofrer, dava-lhe 30 dias para fazer o luto, chorar tudo o que tinha para chorar, mas no final desses 30 dias, ela teria que seguir a sua vida.

Os meus 30 dias já passaram, há muito. É altura de seguir em frente.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Do Google+

1. Posso escrever o que quiser, publicar a música que me apetece e falar com quem me dá na real gana sem ter que pensar no que ele estará a pensar. Estou a gostar desta sensação de pseudo-liberdade.

2. Não tem nada a ver com o Facebook. Permite uma interacção muito maior com toda a gente mas, em simultâneo, é possível resguardar a intimidade de uma forma que no FB dá uma trabalheira para a qual ninguém está.

3. Não há jogos, não há publicidade, não há pitalhada. 

4. Numa semana de experiência ainda não vi um post estúpido. A qualidade é incomparável entre as duas redes. Há muito muito boa música (pensei em ti, SSV) a que podemos ter acesso sem ter que ser amigo de ninguém. Aliás, não há amigos. Há círculos de interesses.

5. Há muita geek, porra... A quantidade de posts ininteligíveis que eu li nos últimos dias é incontável. Juro que gostava que eles me pudessem ouvir quando eu grito deste lado "O QUÊ????"

6. O pessoal da politica e da filosofia sente-se atraído pelo meu perfil. O que me dá uma grande vontade de rir. Pois são temas que, como toda a gente sabe, não me dizem a-b-s-o-l-u-t-a-m-e-n-t-e nada.

7. No Universo de 10.000.000 de utilizadores até agora (em fase experimental) há 11% de mulheres (embora haja uma corrente que defende que é menos porque o estudo foi feito com base nos perfis mais visualizados). Não há, no entanto, tentativas de engate chungosas. As meninas são tratadas, pela minha experiência, claro, como a rare comodity. 

8. Enquanto no Facebook falamos com quem conhecemos e logo a tendência é ficarmo-nos pelo nosso país, no G+ há uma facilidade incrível em entrar em contacto com outras nacionalidades, línguas e países.

9. O Gmail está muito melhor desde o lançamento do Plus. E a facilidade de interacção entre as duas ferramentas (e as restantes da Google) é fabulosa (nota-se muito que tenho falado muito geekez???).

10. Bastou uma semana - uma mísera semaninha, senhores - para o Universo começar a gozar com a minha cara no G+. E aquilo ainda nem sequer é de acesso livre!

Resumindo e concluindo: Estou a gostar. Mais do que gostei do Facebook no inicio. 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mas já não é a 1ª coisa em que penso, de manhã.

Tropecei em mensagens antigas que tinha no telemóvel do emprego. Mensagens do iniciozinho. A long time ago in a galaxy far, far away. Respostas a mensagens que ele pensava que eu enviava a pensar, exclusivamente, nele (sim, Universo, eu já entendi como funciona o Karma. Podes parar de bater na vaca fria...). Tropecei nelas e pensei na conclusão a que cheguei ontem ao ouvir debater qual o melhor futuro homem para mim.

De nada serve eu ter um Aidan a dizer que eu me posso tornar inesquecível. São inúteis gaijos giros em festas giras. Eu posso até ter uma auto-estrada de mau caminho a viver temporariamente debaixo do mesmo tecto que eu, senhores... Mas quando me deito e faço o flashback do meu dia, por muita coisa que tenha acontecido, por mais desportistas e filósofos que tenham cruzado o meu caminho, não é neles que eu penso. Eu acabo, inevitavelmente, a pensar que não partilhei nada desse dia com ele. E isso ainda me mói... Ele habitava-me e agora não mora ninguém no prédio devoluto de mim.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Não me apetece escrever

Prefiro andar a brincar às descobertas no Google+.

Basicamente, estou aborrecida... Entediada... 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Há dias em que ainda tenho saudades de te ter na minha vida.*

*E não, não achava que fosses a minha alma gémea.

domingo, 10 de julho de 2011

E agora o momento Monty Python

Eu tenho um vulcão prestes a explodir no nariz. Eu quando falo da mãe de todas as borbulhas, não é uma hipérbole. É mesmo uma daquelas coisas que se eu visse no nariz de outrem, jamais, em tempo algum, seria capaz de desviar o olhar.

Ora, se ontem, a coisa era 'abafada' pelos óculos escuros, hoje, toda ela se mostra em toda a sua glória. E eu não consigo deixar de imaginar, a cada segundo, uma cena tipo a da foto, com as cinzas (eu prefiro imaginar cinzas e a borbulha é minha, portanto, eu imagino o que quiser!) do dito a fecharem todos os aeroportos e assim...

Está ali, no alpendre, a beber caipirinhas

Alerta às HK's:

É mais novo, canhoto, desportista (sim, daqueles à séria), tem um daqueles vozeirões que arrepia, olhos azuis e pele morena.

Não, não é o da festa! Não!!! Pelos vistos, há disto aos magotes, eu é que ainda não tinha reparado.

Vai cá ficar, no meu pequeno condomínio, até 3ª. Eu? Eu estou a estudar a justiça distributiva e a teoria de Kelsen, pois então! E o que eu gostava de discutir o conceito de justiça, à conta disto...

Das festas religiosas, de novo

ACTO II
Eu e Michelle aus München a fazer uma análise cientifica (powered by Mojitos) à comunidade masculina que circulava pela festa.

Michelle: Aquele. O das calças claras. Tem um corpinho jeitoso...
Ice: Naaaaa...
Michelle: Ok... Tá a ficar calvo. Mas é giro...
Ice: Not my style.
Michelle: Esquisitinha.
Ice: Atrás dele. t-shirt clara. Faz mais o meu género. Quem é?
Michelle: Dasse... Mas tu vens com detector incorporado?
Ice: Porque?????
Michelle: Detector de gaijos do desporto. É ex-jogador profissional de... Blá, blá, blá. Boa pessoa. É tão querido... Blá, blá, blá...
Ice: Tens noção de que não quero saber disso, não tens? Isto é uma avaliação pró que é.
Michelle: Só te estou a dizer isto porque eu estava aqui a pensar que vocês eram capazes de se darem bem, mesmo só nisso do pró que é, mas tu ias partir o coração dele.
Ice: O pénis, tá? Tou fartinha desse discurso. Que tanto vocês se preocupam com o coração deles? E com o meu? Eu que me lixe, n'é? O outro também tinha o mundo a chatear-me que eu ia destroçá-lo e como é que foi? Como? BLÁ, BLÁ, BLÁ!
Michelle: Eu sabia que tu te ias irritar quando eu dissesse isso. Mas é verdade...


Macacos me mordam

Se eu não tenho a mãe de todas as borbulhas alojada no meu nariz...

Where the wild things are

Triste... Triste... Triste...
De me fazer chorar baba e ranho enquanto ele olhava as minhas tentativas de disfarçar com aquele meio sorriso que todos os homens fazem enquanto pensam: "Gaijas..."

Gnomeu e Julieta

Doce... Doce... Doce...
De nos deixar um sorriso na cara.

Das festas religiosas

ACTO I
Desde ontem que este é aquele a que eu chamo de vestido da sorte. É que eu, que até só costumo tentar o destino e a sorte uma única vez por dia e só se for obrigada a isso, ontem consegui tentá-lo de 3 formas diferentes de uma única vez e escapar incólume. Obviamente, que a seguir enfiei-me no sofá de onde não tenciono sair nos tempos mais próximos. E quando sair, levo o vestido. Nem que seja dentro da mala!

sábado, 9 de julho de 2011

Fim-de-semana

Temos baptizado.
Temos um vestido lindinho.
Temos umas horas (pouquinhas) para descobrir o presente para a criancinha.
Temos muito vento.

Temos Filosofia do Direito.
Temos muita vontade de rir.
Temos sono.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

E pronto!

Ice Maria já Googla Mais!

Se alguém aí desse lado quiser experimentar a coisa, mande mail que eu mando convite. O Projecto Google+ ainda está em fase experimental e, portanto, só por convite é que se entra e mesmo assim, sabe Deus...


Google+

A experimentar o mais novo rival do Facebook.

Até agora, tenho a dizer que a coisa me parece gira, mas eu também ainda não percebi muito bem como funciona...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Palavras tuas, um sorriso meu - 24

"Ela - Gostaste de Marrocos? 

Estou, neste momento, a escrever um artigo sobre desporto

Se isto não é assim a modos que tipo género o cúmulo da ironia, eu não pesco nada de ironia...

Post sério e de coração aberto



Alguém me perguntou hoje porque dava atenção ao Aidan se ele, claramente, não tinha interesse em me responder. Se eu queria outro Big na minha vida...

Comecemos pela primeira parte. O Aidan - e eu já disse isto algures - não me aquece nem me arrefece. E acreditem que isso é coisa que me chateia. Eu gostava de sentir assim uma atracçãozinha por um gaijo. Só assim a modos de que um sinal de que ainda há vida no planeta Marte que se tornou o meu coração. Mas tal como eu disse naquele post lá em baixo, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E um flirt é algo que pode ser engraçado mas não leva, necessariamente, a algo mais. Aliás, o grande exemplo deste blog sobre isso é Armário que sempre me fez sentir uma Princesa frágil e delicada, que me faz cenas de ciúmes, que me dá prendas e faz origamis. Mas que é isso. Quem sabe noutro lugar, noutro tempo... Mas neste, é isto: um flirt inconsequente.  Se gosto de flirtar com ele? Sim. Se a minha vida era bem mais sensabor sem ele lá? Era. Se eu penso em andar com ele ou mesmo dormir com ele? Não. 

As coisas são como são e há pessoas existem na nossa vida com o único intuito de nos fazerem sorrir e nos fazerem sentir bem connosco próprias quando precisamos e isso, parecendo que não, tem muito valor. Mas não significa que se vá tornar em algo mais. E, definitivamente, não significa que essas pessoas vão ocupar algum lugar na nossa vida além do de um amigo ou mesmo de um conhecido com quem gostamos de trocar uns piropos ou com quem gostamos de falar.

Em suma, porque é que eu dou atenção e perco o meu tempo com o Aidan? Não dou. Não perco. E tenho pena. Porque eu queria mesmo dar atenção e perder o meu tempo. Mas não o faço. Em vez disso, continuo mentalmente a fazer uma check list de semelhanças que não deveria fazer e escrevo sobre ele como podia escrever a receita de leite de creme. Escrevo sobre o Aidan porque a 1ª temporada da série acabou e não se escreve sobre personagens mortos ainda que os seus fantasmas nos assombrem.

O que penso que responde à segunda pergunta: Se eu quero outro Big na minha vida. Não. Eu não quero outro Big na minha vida. E o motivo pelo qual não quero outro Big na minha vida não é que os Bigs me incomodem. Não tenho nada contra gaijos inatingíveis com a mania de que são a última coca-cola do deserto. Pelo contrário, por norma, até nos damos bastante bem. 

O motivo pelo qual eu não quero outro Big na minha vida é porque (ainda) quero aquele Big na minha vida. There I said it. Eu sei que não o tenho na minha vida. Eu sei que o mais provável é nunca mais o ter na minha vida. Mas isso não invalida que eu ainda pense nele. Vão-me desculpar se vos desiludo mas para mim o fim de algo que teve significado na minha vida não acontece como o desligar de um interruptor. O facto de eu ter dito 'já chega', não obsta a que não sinta a falta da pessoa. Para mim, o luto faz-se gradualmente. Ninguém esquece outro alguém sem passar na casa de partida e pagar os dois contos. Para mim, isso não acontece. E eu lamento se isso me torna, aos vossos olhos, uma pessoa fraca mas é assim que eu sou e não há volta a dar. Se vou fazer alguma coisa em relação a isso? Não. Se tenho fé e esperança em alguma coisa? Não. 

Mas também não me vou deixar de rir das asneiras que fiz e que faço todos os dias quer em relação a um quer em relação ao outro. Não vou deixar de gozar ou galhofar com os pensamentos parvos que me cruzam a mente em relação ao sexo forte. Não vou dizer às minhas amigas que deixem de falar disso e não me vou armar em forte e dizer que já passou quando não passou. Porque para mim é assim que deixa de doer. Falando das coisas até ao dia em que será tão natural falar de Lanzarote como falar da receita de tiramisu. Porque eu não vou esquecer. Em cada relação há sempre coisas boas e que nos fizeram sorrir e eu, essas, não as quero esquecer. Fazem parte de quem eu fui, de quem eu sou e de quem sempre serei. Serão aquelas que eu contarei ao meu filho e aos meus netos. Serão aquelas que eu quero relembrar quando for velhinha, numa cadeira de baloiço, num alpendre ao pôr-do-sol. 


Dos emails com anjinhos fofinhos que temos que enviar a 20 pessoas

Normalmente, apago-os e pronto. Mas, hoje, perante a carinha daquele anjinho, à cautela, decidi reenviar.

Isto foi o que minha amiga Michelle aus Munchen (chamemos-lhe assim) me respondeu...

"Eu vou-te mandar uma foto de um quadro que a minha avó lá tem, com uma anja que atravessa a ponte com os meninos, e depois digo-te para reenviares para 500 pessoas. Se o fizeres aparece-te um gaijo muita giro e muita bom e ainda vem com um pote de merda, ah desculpa, de dinheiro para te oferecer!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E vais ficar rica e saudável e feliz para todo o sempre e podes fazer todo o cócó que quiseres que não faz mal. E todos os teus amigos vão ser muito felizes e muito ricos e a guerra no Mundo vai acabar. E o teu filho vai ser uma gaijo muita giro e feliz e espectacular! E nunca mais ninguém neste Mundo e nos outros vai roer as unhas ou as peles e todos os homens da tua vida vão ser dos que não olham para trás. Para para este último seja concedido tens de te por em cima de uma cadeira com rodas apoiada somente na cabeça enquanto comes folhas de uma árvore de abacates e enviar este e-mail para mais 1000 pessoas."


E eu ainda não consegui parar de rir...

Concordo. Nem sempre o faço.

E tenho pena!

Porque na maioria dos casos, passado algum tempo, nós não nos lembramos da resposta à pergunta da foto. É que o que guardamos e recordamos são os bons momentos. A dor, apenas, emerge quando estamos em risco de a reviver. Vamos lá ser felizes hoje, sim?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

E estava de bom tamanho...

Era um bilhete para hoje, um para dia 7, um para dia 20, um para dia 21, um para dia 23 e um para dia 29.

Já que estamos numa de confissões...

[Também me faz falta, em dias de exames, alguém a dizer-me, de manhã, que vou passar porque sou capaz disso e de muito mais (mesmo que seja Filosofia) e a pedir para ligar quando sair para saber como foi. Faz... Que querem que eu faça?]

[Talvez fosse bom, nesta fase, Ice Maria, e antes que te alongues, relembrar porque é que não estudaste antes e onde andavas com a cabeça - e porque não, com o próprio coração? - quando devias estar a pensar e a preparar-te para os testes deste semestre? Já agora podias agradecer ao responsável, não?]

Confissões de uma mente que deve estar mesmo mesmo mesmo demente

[Com metade da blogosfera a anunciar gravidezes, tenho que confessar que tenho uma certa vontadinha. Vá... Uma vontade. Há que dizê-lo com frontalidade: tenho saudades de ter um ser pequenino dentro de mim que depois me cabe nos braços e arrulha e cujos os pés cabem na minha mão fechada. Tenho... O que querem que faça? Tenho saudades das sestas de verão com um bebé em cima do meu peito. Tenho saudades do cheiro, das roupas, da descoberta... Até podiam ser os tais dos gémeos, pá... E agora vou ali beber um sumo de laranja e tomar uma aspirina a ver se me passa.]

Direito Internacional Privado

Parece-me sinónimo de 'desgraça'. Mas isto sou eu que ando dada a pessimismos...

Por essas e por outras é que pus uma imagem fofinha. Para ver se me dava sorte.

"Hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe..."*

Meu Caro Aidan, 

Escrevo-te esta pikena missiva para que não se diga que não dei aviso prévio e que fui muito injusta.

Se houve coisa que eu aprendi com Big, foi que não nos devemos entregar nem perder nosso precioso tempo com quem não está disposto a perdê-lo connosco. Ou, pelo menos, quem não está disposto a dar o seu tempo na mesma altura em que nós estamos dispostos a dar o nosso. É que essa coisa dos desencontros da vida só resulta mesmo nas comédias românticas. Na vida real acabam mesmo num emaranhado de mal-entendidos de difícil impossível solução onde um final feliz será algo raro de vislumbrar. 

E como sou miúda que aprende as lições, que sou, tenho a dizer que não estou muito agradada com esta coisa de aguardar uma resposta vai para quase 1 semana. Eu sei que a comunicação entre nós é coisa intervalada por dias de reflexão. Mas, meu amigo, uma semana não são dias. Uma semana é uma semana! Uma semana já é outra medida de tempo completamente diferente de um dia. Lá está, mais uma coisa que aprendi com o outro. 

Eu sei que isto pode ser maçador. Estas constantes referências, mas tens que ver que é a segunda bitola mais recente que tenho e, acredita em mim, tu não queres que eu faça referência à outra. É melhor para ti. A sério.

E também não é uma comparação entre os dois.  Embora, toda a gente faça comparações, não é o caso aqui. Até porque até ver, não há comparação possível. Eu não posso comparar um livro com um anúncio de revista. Não posso comparar uma árvore com a floresta. Não era justo. Eu posso apenas comparar o visível mas na minha (ainda) actual conjuntura emocional, também não seria justo. Logo não faço comparações. Limito-me a seguir a máxima da minha avó: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. E isto é outra coisa.

Quer dizer, eu posso comparar o tom de pele, os olhos, o mesmo signo chinês**, mas não me apetece porque não quero concluir que, talvez, ande (ainda) à procura de semelhanças em vez daquilo que vos distingue.

Agora, meu querido Aidan, há aqui um pontinho que vamos ter que acertar. É que eu não me fico sem resposta. E nisso, é-me impossível não fazer comparações. É que o teu antecessor deixou-me uma única vez sem resposta e nós sabemos como isso correu bem... De resto, justiça seja feita, sempre foi exímio nessa coisa de responder na volta do correio. E isso deixou-me mal habituada, que deixou. Estou habituada a dizer as maiores baboseiras e a ter lá quem me responda de forma rápida e inteligente. Agora, eu já concluí que consegues a parte do inteligente, mas ter que esperar uma semana para me responderes a uma pergunta, já me me quer cá parecer um bocadito demais, não? Quer-se dizer, acaso achas que me dás ordens, eu obedeço e depois me fico? Think again, babes...

Portanto, e para ser justa e benevolente e assim, temos então, Aidan, que decidi dar-te 48h para responderes à tal da perguntinha. Terminado o tempo, pois que temos pena, lá terei eu que ser desagradável. 

Com os melhores cumprimentos,

Ice Maria Berg

P.S.1: Só para não haver mal-entendidos, as 48h começaram a contar, ontem, terça-feira, às 22h30. Não entendas isto como má-fé. Mas foi a hora em que pensei que era assim que a coisa iria correr.

P.S.2: E também não é um ultimato. É apenas uma declaração de intenções da minha parte, tá?

* Carlos Drummond de Andrade.
** Arre fornique-se, pá! E eu até nem sou nada dada a essa coisa de signos e assim, mas não há mais homens no mundo a não ser cavalos? Será isto um sinal que eu deveria tomar em consideração? 

Isto hoje está a correr tão bem work wise que tenho para mim que ainda dou esta resposta antes da hora de almoço...


terça-feira, 5 de julho de 2011

Pssst... Pssst...

Vamos lá a ver se a malta se entende...

Se uma gaija está presente, ai credo que me atabafa, que não respiro, que preciso de espaço, tempo e liberdade.

Se uma gaija vai à sua vidinha e dá todo o espaço, tempo e liberdade que alardeiam querer, ai Jesus onde é que anda que, de certeza, que anda a tramar alguma, onde, óh meu Deus, onde anda?

Ora, toda a gente sabe que eu não percebo muito destas coisas. Aliás, não percebo mesmo nada. Mas posto este cenário... Quem é que quer mesmo controlar quem? 

(Mas sempre por interposta pessoa que eu cá sou muita macho e não dou parte fraca, que não dou! E não faço telefonemas que não faço...)

Para verem como sou boa pessoa...

Provavelmente, um dos dois leitores desta xafarica é capaz de se recordar do episódio da consulta de bruxaria marcada por telefone, aos altos berros, na Primark. Estamos a falar de uma profissional séria com fortes e boas referências no campo. Disse-me a tal profissional, entre outras coisas que não são para aqui chamadas, que nada de saúde me afectaria excepto uma dor na perna direita, abaixo do joelho. 

Considerando que, duas semanas depois, estava com uma equipa médica a enfiar-me comprimidos de nitroglicerina pela goela abaixo e até hoje tomo o comprimidinho matinal que assegura que este coração não anda para aí a bater desvairadissimo, eu diria que é seguro pensar que tudo o resto que me foi dito, nesse momento da vida, é capaz de não ser exactamente fidedigno, certo? É que até à data ainda não se me doeu a perna... Nem a direita nem a esquerda!

O que vale é que sou miúda com bons fígados, senão ainda perdia a cabeça como a outra e a coisa era capaz de correr mal, não?

Ou então, aquilo foi só mesmo uma fase da profecia o que me leva a temer o ponto nº 7 ainda com mais convicção.

Seja como for, eu não auguro nada de bom no que se relaciona com este assunto. Mais uma vez, impõe-se a pergunta sacramental: tu não podes estar quietinha e caladinha, Ice Maria???

Não é a 1ª nem há-de ser a última...

Mas esta está aqui perto e vai largar tudo o que tem por amor. A cidade, o emprego, a casa, a família, os amigos. Não é a 1ª nem será a última, mas, numa altura em que acredito tanto no amor como no Pai Natal, não posso deixar de sorrir ao ver a minha Mini a largar tudo pelo seu Zé...

A caixa de entrada do meu email deve divertir-se imenso...

Him: Don't forget! Saturday. 17.30. Champagne! We'll celebrate!

Eu: I'll be there! Shall I accessorize?

Him: Less is more, girlfriend! :-)

Eu: You mean this is too much??? Shame...


(Emails reais trocados entre mim e um gaijo heterossexual!)

That's me...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eu podia ficar quietinha...

Mas, Óh Tu? Já viste este tóculante tão liiiiiiiiiiiiindo?*

*Lá vai mais uma arma de arremesso...

Eu não estou mas e o que elas se divertem?

O que eu acho piada é que as minhas segundas-feiras tornaram-se bastante animadas. Embora, eu tenha decidido tornar-me uma pessoa discreta e, até, praticamente invisível, as minhas amigas, atentas a manobras masculinas segunda-feirianas, adiantam-se e começam logo ao Domingo a ver se armam a meretriz. Eu tenho para mim que isto é coisa para, mais dia menos dia, calhar cocó. Mas pode ser que me engane e calhe carapaus à espanhola...

Quanto a mim, continuo a não estar, a não existir, a não respirar e a não ser. Pelo menos, no que concerne certas e determinadas pessoinhas.

O poder da música - 3


A última vez que ouvi esta música só me lembrava da imagem abaixo. Palavrinha de escuteira...


E, a partir desse dia, tornou-se a música nº 1 de dor de corno, para mim. Tão nº 1 que nunca mais a ouvi.

Amor e outras drogas

Vi este fim-de-semana. É fofinho. Não me encheu as medidas. Tem algumas frases boas. Soube-me a pouco.

Os dias da rádio, cá em casa, são todos os dias

Divertido e com convidados que se revelam mais interessantes do que alguma vez pensaríamos serem.

Sábado às 12h e repete Domingo às 22h. 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A autora deste blog não está disponível para falar com homens com crises de 'idade média'*. Temos pena**... Tentem mais tarde... Ou quando lhes passar. É isso. Quando lhes passar, boa?

* Sobrinha a tentar falar da crise de meia idade de um tio.

** Aquela coisa do ter que anunciar que 'vou sair e vou-me divertir horrores e ser muita maluco e agora amo muito e não sei viver sem ela' não condiz, definitivamente, com os meus níveis de pachorra. Principalmente, quando decidem que precisam de fazer isso tudo, de repente. Tipo, ontem eu era o rei da discrição, hoje sou um flasher. Spare me...

Está calor, não está?

Ele há as festas da terrinha que começaram às 8:37 da matina com o lançamento de 5 foguetes (esta gente é estranha...).
Ele há o sitio do costume.
Ele há a inauguração de uma esplanada de um bar.
Ele há uma catrefada de cadeiras para fazer este mês (eu, às vezes, sou hilariante...) e, consequentemente, livros para ler e apontamentos para estudar..
Ele há uma série de dvd's que ainda não vi.
Ele há 2 ou 3 posts para escrever.

Mas estão ali a ver o meu sofá?

Também eu, fofinhos, também eu... O sofá, um copo de coca-cola geladinha e um livro. É o máximo que consigo almejar, hoje, que estou feita em papa.

Poupem os vossos dinheiros

Já joguei no Euromilhões. Estou prontissima para me tornar excêntrica.