quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Este Natal...

Não vai ter grandes prendas nem há dinheiro para grandes folestrias. Mas eu estou a gostar. Estou a gostar muito...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

E não é que estamos naquela altura do ano em que se fazem os balanços?

E eu tenho que começar a pensar seriamente no facto de no inicio do ano ter de decidir se fico neste país ou se pondero outro. A vida é uma coisa engraçada...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Dos homens que escrevem bem

Há uns tempos atrás, eu publiquei isto. Eu acredito veementemente que é verdade. E ele escreve bem. Ele escreve muito bem e isso seduz-me e encanta-me e dá-me prazer.
 
Acho que é por isso é que é dificil para mim não conseguir pensar em mais nada a não ser no facto de a miúda me fazer lembrar a menina do exorcista. E de eu, obviamente, não lhe poder dizer isto!
 
E vão por mim que eu tenho uma prima que era assassina aos 3 anos que é irmã de uma que é psicopata aos 20. Eu sei do que falo!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Todos os Natais...

Eu penso que é desta que não ofereço nada a ninguém. Não há dinheiro. É sempre o cabrão do mêscom mais despesas. Mas... 
 
O problema é que eu adoro mesmo todas a tradições da época. Por isso, nem que eu gaste as pontas dos dedos até dia 24, vai haver Natal. Óh se vai!

sábado, 26 de novembro de 2011

Red Roses

Gosto que me mandes rosas. Derrete-me que me mandes flores só porque sim. Mas o que, realmente, me põe um sorriso nos lábios, é a arrogância do cartão não assinado. A presunção de que mais ninguém me mandaria um ramo de rosas vermelhas com somente um verso do Robert Frost. Põe-me um sorriso nos lábios porque é verdade. And it feels so fucking right...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Roberto Carneiro, tendes todo o meu respeito...

Desde que me lembro de pensar em filhos que me lembro de achar que 3 era o número ideal. 3 serviria para desempatar qualquer contenda entre eles. 3 seria, definitivamente, a conta que Deus fez. E seriam 3 em escadinha.

Sim, a conta que Deus fez... Esse grande maluco que passa a vida a reinar comigo e que, basicamente, me realiza todos os desejos (com a excepção do euromilhões, não é, seu brincalhão?), este fim-de-semana, decidiu mostrar-me o que seria a minha vida se me tivesse concedido mais este desejo. O que tenho a dizer sobre o assunto?

1. Houve sangue, suor e lágrimas. Não, nenhum foi meu, mas temi pelo desarticulamento dos meus bracinhos ao ser puxada por 2. Cada um na sua direcção.
2. Alguém me explica como raio se chega aos 9??? É que a malta com 3 fica praticamente impossibilitada de treinar para o 4º.
3. De certeza que devo ter mais a dizer mas ainda me estou a habituar novamente à paz e silêncio que é só um.

Por Zeus, 3 crianças fazem buéda barulho!!!

(Eu podia falar de quando o mais novo se veio enroscar em mim, na cama, e ficámos os dois, em silêncio, a mordiscar biscoitos do pequeno-almoço, que podia... E, não, o mais novo não é Picolé, mas tem os mesmos caracóis que ele tinha e isso derrete-me um bocadinho... Pequenino. Muito pequenino...)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Será aquela história do Homem ser o único animal com a capacidade de tropeçar duas vezes na mesma pedra?

Um dia, disseram-me que queriam ir trabalhar para outro país. Eu disse que estava cá para apoiar qualquer decisão nesse sentido. O homem que foi não foi o mesmo que voltou, seis meses depois. O que havia acabou pouco depois do seu regresso.

Hoje, disseram-me que a possibilidade de irem trabalhar para outro país era cada vez mais real. Eu disse que estava cá para apoiar qualquer decisão nesse sentido. Mas, na minha cabeça, havia apenas um pensamento: "1 número e 1 estrela. Só me faltou 1 número e 1 estrela..."

E, honestamente, senhores governantes de países super povoados, se quereis resolver o vosso problema é apresentarem-me os gaijos com querem correr! Se eu me interessar por eles, é uma questão de tempo (pouquinho) até eles se encontrarem compelidos a mudar de país! 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um dia,

Vai-me faltar apenas 1 número e 1 estrela para ganhar o Euromilhões.
 
Hoje foi o dia...

domingo, 6 de novembro de 2011

Coisas que tenho aprendido 1

É muito mais fácil meeting the parents than meeting the children.

Os dias nesta calota polar

Começam às 7 da manhã a preparar lancheira e mochila de Picolé, a arranjar Picolé, a levar Picolé, a trabalhar a correr, a sair a correr, a apanhar Picolé, a chegar a casa, a fazer trabalhos de casa com Picolé, a fazer jantar, a banhar Picolé, a jantar, a deitar Picolé. Nesta altura, já não sobra muita energia para muito mais. Digamos que se eu cair na tentação de me reclinar no sofá com uma manta, a coisa acaba mesmo ali. Muitas vezes, mesmo antes da manta estar completamente colocada.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Obrigada, Universo!

Eu podia falar da crise. Do ordenado que não devo receber este mês. Da Troika e do OE 2012.
 
Mas não me apetece. Prefiro muito mais sorrir de contentamento de tudo o que tenho nesta fase da vida. Talvez se eu sorrir e me sentir agradecida por tudo o que tenho em vez de lastimar o que não tenho ou posso vir a deixar de ter, o Universo me recompense. Se não me trouxer mais nada além do que tenho, pois que não faz mal. Está de bom tamanho. As coisitas que faltam, a malta vai-se desenrascando.
 
"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

"Just an angel inside a devil inside a wolf in sheep's clothing. That's what you are..."

Big fez anos, ontem. Cumpriu-se toda a praxe. Senti-o derreter-se ao som da minha voz. Se me deu gozo que o fizesse? Deu. Muito. Se me derreti ao som da sua? Não. Se tinha medo de me derreter? Tinha.
 
Mas depois de falar com ele, só me passava pela cabeça que ele nunca me descreveria tão bem. Ele nunca me veria como realmente sou sem fugir a 7 pés. E, depois, só posso concluir que é necessário uma mente muito perversa para me definir com aquela perfeição e, ainda por cima, gostar da mulher por trás da descrição.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sabemos que chegámos à meia idade quando...

Concluímos que estamos ali no mesmo no meio. Entaladinhos. A namorar às escondidas dos pais... E dos filhos!!!

Ele há dias em que isto merecia tradução simultânea

Picolé: Mãe hoje fui comprar água*. 
Ice: E como correu?
Picolé: Bem. Cheguei à sinhora da janela grande** e disse "É água, sinhora, faz favor." Ela deu-me o papelinho como o do almoço e eu fui ao repertório*** dos miravinhos buscar.
Ice: Foste onde????
Picolé: Ao repertório que tem os miravinhos, mãe!
Ice: Mira quê????
Picolé: Mãe... São aqueles bonecos pequeninos que os meninos usam para jogar futebol****!

Ice (abrindo mochila da escola): Mas ainda tinhas aqui uma garrafa de água, filho, e foste comprar outra?
Picolé: Não, mãe. Eu bebi essa, depois comprei outra e depois enchi, outra vez, no estojo******!

Picolé: Ai, mãe, tou tão desjiasmado****** de tomar banho sozinho!!!!

* Sim, ele pediu-me para levar uns dinheiros para a escola para comprar água quando acabasse. Como se não bastasse já comer em cantinas e andar em escolas com gaijos maiores que eu...
** Guichet
*** Refeitório
**** Matraquilhos
***** Bebedouro
****** Entusiasmado

P.S.: E eu ando de rastos a driblar horas de entrada e saída e trabalhos de casa e empacotar lanches às 7 da madrugada.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eu podia dizer isto que podia...

"Your choice, is simple. Her or me. And I'm sure she is really great but, Derek, I love you. In a really, really big 'pretend to like your taste in music, let you eat the last piece of cheesecake, hold a radio over my head outside your window' unfortune way that makes me hate you, love you.
So pick me! Choose me! Love me!"
(Meredith Grey in Grey's Anatomy)

Mas estaria a exagerar. Pelo menos, para já, estaria a exagerar. Mas, no meio de toda a minha segurança a escrever a palavra 'exagerar', não consigo deixar de pensar em quando o Armário me disse que não poderíamos ser amantes porque ele tinha o pénis pequeno e ele não me queria desiludir. Um homem capaz de dizer isto é um homem perigoso porque é um homem capaz de tudo. E ele há pessoas capazes de tudo. Eu não sou capaz de tudo. Aliás, ao pé de certas pessoas, eu não sou capaz de nada. Um anjinho é o que eu sou... Anjinho... 

Dos trabalhos de casa

Ice: E achas mesmo que esse "u" está bem feitinho, Picolé? Falta metade!
Picolé: Não falta não, mãe. Eu é que tenho tantas saudades da letra "i"... (suspiro melancólico)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

The bar is open!

Pois agora que se acabou a silly season, eis-nos de volta frescas e fofas para, novamente, alegrar os vossos dias.
Vamos, então, começar pelo resumo da jornada.
 
1. Picolé está na escola primária. É oficial. Nada a fazer. Ainda que eu me interrogue, diariamente, como é que eles permitem que bebés frequentem o mesmo espaço que crianças com 6 e 7 anos! Parece-me impossível. Sim, para mim é bebé! E nem vendo cadernos e livros e lancheiras e afins me convencem que ele já tem idade para estas andanças!
 
2. Já fizemos os exames todos e aguardamos serenamente (not) a saída das 2 últimas notas para sabermos se nos despachámos de vez disto ou não.
 
3. Conclui que eu não escolho os homens por quem me interesso. Aliás, eu escolho mas não pelo homem em si. Eu escolho, sim, é as ex-mulheres a dedo.
Basicamente, se eu pusesse um anúncio que dissesse "Procura-se ex-mulher que não tenha vontade nem de fazer o amor nem de sair de cima do ex-marido", teria decerto menos probablidades de acertar com as candidatas certas.
 
4. Work is work.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Com 2 minutos de intervalo...

Recebi uma sms da Prénatal e uma da Chicco com códigos de descontos para compras.

Por momentos, considerei a hipótese do Universo estar a falar pra mim!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

"There's a name for what I feel when I'm with you. But I won't say it because you don't let me..."

No, I don't...

"Not from a Jedi..."

Ontem, perguntaste-me ao telefone se eu agora já queria que ele me fosse fiel. E eu queria-te explicar mas não dava. Havia gente a interromper, demasiado ruido. Foi então que me lembrei deste post começado e atirado para os rascunhos, à espera de vir à luz do dia.

Há coisas que pensamos que aprendemos com uma grande paixão mas não aprendemos. Os grandes amores desesperados e grandes paixões toldam-nos a capacidade de assimilação. Ficamos perdidos no 'quero', no 'preciso', no 'já'. Aprendemos com eles, sim, mas depois deles.

E, um dia, acordamos no meio do processo de aprendizagem depois da turbulência de uma dessas coisas, ainda magoados com o que não vimos no meio da mesma e que só estamos a apreender agora, e vimos que há outras pessoas. Pessoas diferentes. Pessoas que não querem que sejas assim ou assado mas, sim, que sejas aquilo que és. No bom e no mau. Pessoas que a única coisa que te pedem é honestidade e aceitam-na quando o és. Ainda que essa verdade não seja o que querem e desejam ouvir.

E chega aquele momento em que tentas boicotar aquela cena toda. Porque tu achas que já sabes como vai acabar, portanto, para quê perder tempo, não é? E a resposta é que o teu mal é falta de cafeína e te servem café com flores em volta da chávena porque não há antídoto melhor para gaijas cobardes do que o mais kitch dos gestos.

Mas toda a gente sabe que eu sou teimosa, logo, vamos lá abrir as portas de saída todas, incluindo as de emergência, e dizer logo à partida que: meu amigo, és livre de fazeres o que entenderes e aqui não há espaço para cobranças e pedidos de explicações. (Vamos lá esticar a cordinha, sim?)

E respondem-te que sim. Que sabem disso. Que podem sair naquele exacto momento em busca de outra mulher qualquer e embrulharem-se na mais fantástica recriação do Kama Sutra. Que nunca dissemos um ao outro que não éramos livres de o fazer, nem acordámos nunca não o fazer, por isso essa liberdade está intocada. No entanto, existe uma motivação maior e mais interesse em passar tempo contigo, em conhecer-te melhor, em falar contigo do que em propriamente tudo o resto.

E tu ai percebes aquilo que sempre intuiste mas ninguém te verbalizou: a fidelidade, a entrega exclusiva, é dada. Não é algo que se possa pedir ou exigir de outro. É algo que o outro te entrega. E tu fazes com isso o que bem te aprouver. 

Como vês, estou numa fase de aprendizagem. Agora, só me falta descobrir o que me apraz fazer com isso. Mas posso dizer-te que passei 48h sem fazer comparações e sem pensar no passado...

(Oh pá, e um gaijo mais inteligente que nós é um turn-on do caraças. E tu sabes que há poucos. Muito poucos...)