quarta-feira, 6 de julho de 2011

Confissões de uma mente que deve estar mesmo mesmo mesmo demente

[Com metade da blogosfera a anunciar gravidezes, tenho que confessar que tenho uma certa vontadinha. Vá... Uma vontade. Há que dizê-lo com frontalidade: tenho saudades de ter um ser pequenino dentro de mim que depois me cabe nos braços e arrulha e cujos os pés cabem na minha mão fechada. Tenho... O que querem que faça? Tenho saudades das sestas de verão com um bebé em cima do meu peito. Tenho saudades do cheiro, das roupas, da descoberta... Até podiam ser os tais dos gémeos, pá... E agora vou ali beber um sumo de laranja e tomar uma aspirina a ver se me passa.]

Direito Internacional Privado

Parece-me sinónimo de 'desgraça'. Mas isto sou eu que ando dada a pessimismos...

Por essas e por outras é que pus uma imagem fofinha. Para ver se me dava sorte.

"Hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe..."*

Meu Caro Aidan, 

Escrevo-te esta pikena missiva para que não se diga que não dei aviso prévio e que fui muito injusta.

Se houve coisa que eu aprendi com Big, foi que não nos devemos entregar nem perder nosso precioso tempo com quem não está disposto a perdê-lo connosco. Ou, pelo menos, quem não está disposto a dar o seu tempo na mesma altura em que nós estamos dispostos a dar o nosso. É que essa coisa dos desencontros da vida só resulta mesmo nas comédias românticas. Na vida real acabam mesmo num emaranhado de mal-entendidos de difícil impossível solução onde um final feliz será algo raro de vislumbrar. 

E como sou miúda que aprende as lições, que sou, tenho a dizer que não estou muito agradada com esta coisa de aguardar uma resposta vai para quase 1 semana. Eu sei que a comunicação entre nós é coisa intervalada por dias de reflexão. Mas, meu amigo, uma semana não são dias. Uma semana é uma semana! Uma semana já é outra medida de tempo completamente diferente de um dia. Lá está, mais uma coisa que aprendi com o outro. 

Eu sei que isto pode ser maçador. Estas constantes referências, mas tens que ver que é a segunda bitola mais recente que tenho e, acredita em mim, tu não queres que eu faça referência à outra. É melhor para ti. A sério.

E também não é uma comparação entre os dois.  Embora, toda a gente faça comparações, não é o caso aqui. Até porque até ver, não há comparação possível. Eu não posso comparar um livro com um anúncio de revista. Não posso comparar uma árvore com a floresta. Não era justo. Eu posso apenas comparar o visível mas na minha (ainda) actual conjuntura emocional, também não seria justo. Logo não faço comparações. Limito-me a seguir a máxima da minha avó: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. E isto é outra coisa.

Quer dizer, eu posso comparar o tom de pele, os olhos, o mesmo signo chinês**, mas não me apetece porque não quero concluir que, talvez, ande (ainda) à procura de semelhanças em vez daquilo que vos distingue.

Agora, meu querido Aidan, há aqui um pontinho que vamos ter que acertar. É que eu não me fico sem resposta. E nisso, é-me impossível não fazer comparações. É que o teu antecessor deixou-me uma única vez sem resposta e nós sabemos como isso correu bem... De resto, justiça seja feita, sempre foi exímio nessa coisa de responder na volta do correio. E isso deixou-me mal habituada, que deixou. Estou habituada a dizer as maiores baboseiras e a ter lá quem me responda de forma rápida e inteligente. Agora, eu já concluí que consegues a parte do inteligente, mas ter que esperar uma semana para me responderes a uma pergunta, já me me quer cá parecer um bocadito demais, não? Quer-se dizer, acaso achas que me dás ordens, eu obedeço e depois me fico? Think again, babes...

Portanto, e para ser justa e benevolente e assim, temos então, Aidan, que decidi dar-te 48h para responderes à tal da perguntinha. Terminado o tempo, pois que temos pena, lá terei eu que ser desagradável. 

Com os melhores cumprimentos,

Ice Maria Berg

P.S.1: Só para não haver mal-entendidos, as 48h começaram a contar, ontem, terça-feira, às 22h30. Não entendas isto como má-fé. Mas foi a hora em que pensei que era assim que a coisa iria correr.

P.S.2: E também não é um ultimato. É apenas uma declaração de intenções da minha parte, tá?

* Carlos Drummond de Andrade.
** Arre fornique-se, pá! E eu até nem sou nada dada a essa coisa de signos e assim, mas não há mais homens no mundo a não ser cavalos? Será isto um sinal que eu deveria tomar em consideração? 

Isto hoje está a correr tão bem work wise que tenho para mim que ainda dou esta resposta antes da hora de almoço...


terça-feira, 5 de julho de 2011

Pssst... Pssst...

Vamos lá a ver se a malta se entende...

Se uma gaija está presente, ai credo que me atabafa, que não respiro, que preciso de espaço, tempo e liberdade.

Se uma gaija vai à sua vidinha e dá todo o espaço, tempo e liberdade que alardeiam querer, ai Jesus onde é que anda que, de certeza, que anda a tramar alguma, onde, óh meu Deus, onde anda?

Ora, toda a gente sabe que eu não percebo muito destas coisas. Aliás, não percebo mesmo nada. Mas posto este cenário... Quem é que quer mesmo controlar quem? 

(Mas sempre por interposta pessoa que eu cá sou muita macho e não dou parte fraca, que não dou! E não faço telefonemas que não faço...)

Para verem como sou boa pessoa...

Provavelmente, um dos dois leitores desta xafarica é capaz de se recordar do episódio da consulta de bruxaria marcada por telefone, aos altos berros, na Primark. Estamos a falar de uma profissional séria com fortes e boas referências no campo. Disse-me a tal profissional, entre outras coisas que não são para aqui chamadas, que nada de saúde me afectaria excepto uma dor na perna direita, abaixo do joelho. 

Considerando que, duas semanas depois, estava com uma equipa médica a enfiar-me comprimidos de nitroglicerina pela goela abaixo e até hoje tomo o comprimidinho matinal que assegura que este coração não anda para aí a bater desvairadissimo, eu diria que é seguro pensar que tudo o resto que me foi dito, nesse momento da vida, é capaz de não ser exactamente fidedigno, certo? É que até à data ainda não se me doeu a perna... Nem a direita nem a esquerda!

O que vale é que sou miúda com bons fígados, senão ainda perdia a cabeça como a outra e a coisa era capaz de correr mal, não?

Ou então, aquilo foi só mesmo uma fase da profecia o que me leva a temer o ponto nº 7 ainda com mais convicção.

Seja como for, eu não auguro nada de bom no que se relaciona com este assunto. Mais uma vez, impõe-se a pergunta sacramental: tu não podes estar quietinha e caladinha, Ice Maria???

Não é a 1ª nem há-de ser a última...

Mas esta está aqui perto e vai largar tudo o que tem por amor. A cidade, o emprego, a casa, a família, os amigos. Não é a 1ª nem será a última, mas, numa altura em que acredito tanto no amor como no Pai Natal, não posso deixar de sorrir ao ver a minha Mini a largar tudo pelo seu Zé...

A caixa de entrada do meu email deve divertir-se imenso...

Him: Don't forget! Saturday. 17.30. Champagne! We'll celebrate!

Eu: I'll be there! Shall I accessorize?

Him: Less is more, girlfriend! :-)

Eu: You mean this is too much??? Shame...


(Emails reais trocados entre mim e um gaijo heterossexual!)

That's me...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eu podia ficar quietinha...

Mas, Óh Tu? Já viste este tóculante tão liiiiiiiiiiiiindo?*

*Lá vai mais uma arma de arremesso...

Eu não estou mas e o que elas se divertem?

O que eu acho piada é que as minhas segundas-feiras tornaram-se bastante animadas. Embora, eu tenha decidido tornar-me uma pessoa discreta e, até, praticamente invisível, as minhas amigas, atentas a manobras masculinas segunda-feirianas, adiantam-se e começam logo ao Domingo a ver se armam a meretriz. Eu tenho para mim que isto é coisa para, mais dia menos dia, calhar cocó. Mas pode ser que me engane e calhe carapaus à espanhola...

Quanto a mim, continuo a não estar, a não existir, a não respirar e a não ser. Pelo menos, no que concerne certas e determinadas pessoinhas.

O poder da música - 3


A última vez que ouvi esta música só me lembrava da imagem abaixo. Palavrinha de escuteira...


E, a partir desse dia, tornou-se a música nº 1 de dor de corno, para mim. Tão nº 1 que nunca mais a ouvi.

Amor e outras drogas

Vi este fim-de-semana. É fofinho. Não me encheu as medidas. Tem algumas frases boas. Soube-me a pouco.

Os dias da rádio, cá em casa, são todos os dias

Divertido e com convidados que se revelam mais interessantes do que alguma vez pensaríamos serem.

Sábado às 12h e repete Domingo às 22h. 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A autora deste blog não está disponível para falar com homens com crises de 'idade média'*. Temos pena**... Tentem mais tarde... Ou quando lhes passar. É isso. Quando lhes passar, boa?

* Sobrinha a tentar falar da crise de meia idade de um tio.

** Aquela coisa do ter que anunciar que 'vou sair e vou-me divertir horrores e ser muita maluco e agora amo muito e não sei viver sem ela' não condiz, definitivamente, com os meus níveis de pachorra. Principalmente, quando decidem que precisam de fazer isso tudo, de repente. Tipo, ontem eu era o rei da discrição, hoje sou um flasher. Spare me...

Está calor, não está?

Ele há as festas da terrinha que começaram às 8:37 da matina com o lançamento de 5 foguetes (esta gente é estranha...).
Ele há o sitio do costume.
Ele há a inauguração de uma esplanada de um bar.
Ele há uma catrefada de cadeiras para fazer este mês (eu, às vezes, sou hilariante...) e, consequentemente, livros para ler e apontamentos para estudar..
Ele há uma série de dvd's que ainda não vi.
Ele há 2 ou 3 posts para escrever.

Mas estão ali a ver o meu sofá?

Também eu, fofinhos, também eu... O sofá, um copo de coca-cola geladinha e um livro. É o máximo que consigo almejar, hoje, que estou feita em papa.

Poupem os vossos dinheiros

Já joguei no Euromilhões. Estou prontissima para me tornar excêntrica. 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Chorei... Que chorei...

Ao vê-los, perfiladinhos, com os seus chapelinhos e seus diplomas...

Cantámos afinadinhas no palco ou, pelo menos, não me apercebi de lesões auditivas visíveis. Diz que é capaz de haver um video no Íutubi, em breve, mas eu não acredito que alguém tivesse coragem de nos fazer tal coisa.

E depois rosnei ao 'dj' que decidiu colocar a música do Titanic como som de fundo para o meu discurso. Uma gaija está ali que não pode para não se debulhar em lágrimas. As porcas que a meteram ali estão por trás a fungar e o gaijo ainda se me mete um piriri de música? E quando lhe rosnei, ainda me disse: "Mas não é a do Titanic..." Acho que o mandei tirar, mas o que me apeteceu mesmo, foi responder: "And who the fuck cares?"

Ainda, ontem estava a ver o Canal Hollywood enquanto contava o tempo entre contracções e, hoje, já ele vai para a escola primária...

Dasse... E ainda eu achava que as pessoas exageravam quando me diziam que ia passar tudo a correr...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Eu conheço muito boa gente...

Que seria capaz de empenhar as jóias de família para ter acesso aos vídeos que vão ser feitos amanhã de certas e determinadas respeitáveis mães de família que irão subir a um palco e... Wait for it... Cantar! Eu, que até sou uma vendida do caraças, era gaija para começar a leiloar os filmes no e-bay, mas dado que é possível que os óculos escuros não me tapem a cara toda enquanto estiver a partir o estribo de algumas dezenas de pessoas, é melhor deixar-me ficar quietinha...

Hair of the dog - 4

O 1º candidato a Aidan saiu melhor que a encomenda. Ai saiu, saiu... Numa mensagem de 8 linhas, dá-me 2 ordens e na última declara expressamente que as minhas manobras evasivas não passam despercebidas. Não sei se assobie e passe à frente, se responda "Yes, Sir!" e rape o cabelo como a Demi Moore no G.I. Jane...

(Eu já tinha publicado isto mas não apareceu. Se aparecer em duplicado mandem vir com os senhores que mandam no blogger, tá?)

É impressão minha...

Ou o blogger está todo marado outra vez?

Hair of the dog - 3

O 1º candidato a Aidan está a falhar como as notas de €500... E eu ainda nem o comecei a boicotar!

Andava ali à procura de um post...


Na minha antiga 'encarnação' e conclui que lá, sim, eu escrevi dezenas de posts para Big. Ironia da coisa? Posts em que eu era a má e ele o desgraçadinho coitadinho a quem eu não ligava peva e que eu não sabia se queria ou não. Blá, blá, blá...

Yeap... Karma...


 "I guess we can't really complain about our karma. It's not an affair. It's not unexpected. It just... evens the score. And even when we're about to do something that we know will tempt karma to bite us in the ass... Well, it goes without saying. We do it anyway."
(George O'Malley in Grey's Anatomy)


E, para animar ainda mais a coisa, ainda escrevi um post em que rechaçava as paixões pelos Mr. Bigs desta vida. Sim, eu dava mesmo o exemplo do Mr. Big! Dizia eu à boca cheia que não era isso que queria para mim. 

É que até a mim me apetece gozar comigo própria depois de ler isto...

terça-feira, 28 de junho de 2011

A minha noite de núpcias

Dia 28 de Junho de 2011. Fazem anos as irmãs mais novas. 33 anos, fazem as fedelhas. Nasceram no mesmo dia, sim, e no mesmo ano. Lembro-me sempre de dar os parabéns a uma e esqueço-me da outra. Ando desde o ano passado a redimir-me. Este ano fui mesmo a primeira a telefonar. O ano passado, lembrei-me, pela 1ª vez em muitos anos. Liguei-lhe com uma lata desgraçada e disse-lhe: Dá-me os parabéns! Este ano lembrei-me! Estou mesmo de parabéns!

Dia 28 de Junho de 1996. Eu tinha conhecido o Xana umas semanas antes. Tinha passado uma noite com ele. Não sei como, não me lembro a que propósito, na noite desse dia, eu acabei em casa do Xana. Deitada, vestida, na cama dele. Os olhos dele, bem próximos dos meus, mostravam uma tristeza sem fim. Mais uma vez, tive a confirmação de que há perguntas que é melhor não fazermos. Há perguntas para as quais não queremos saber as respostas. Mas, na altura, isto ainda não se tinha tornado o meu lema de vida e perguntei-lhe o que se passava. A resposta foi tudo menos o que eu alguma vez esperaria: "Esta é a minha noite de núpcias..." Excuse me???? Not with me, it's not!!!"

E ele contou-me que era tinha casamento marcado para aquele dia com a mulher que ele tanto amava. A mesma mulher que só pensava em coisas materiais e o deixara mesmo de casamento marcado. Contou-me como tinha sido capaz de fazer tudo por ela. Contou-me como se tinha tornado, durante algum tempo, gigolo para lhe poder dar tudo o que ela queria. 

Passei a noite de núpcias com ele. Não houve amor nem sexo, naquela cama, naquela noite. Havia apenas um homem que tinha imaginado uma noite muito diferente daquela com uma mulher muito diferente da que abraçava. E havia uma mulher que não entendia como era possível amar assim mas que não podia ficar indiferente à dor que havia naqueles olhos.

Passaram 15 anos e, em todos eles, nesta data, eu me lembro de como já tive uma noite de núpcias. Não a minha, não a esperada, não a desejada. Mas uma diferente de todas as outras. Mas, tal como em todas as outras, fruto de um amor maior do que tudo, superior a tudo e, literalmente, disposto a tudo para.

Eu nunca mais soube do Xana mas não há ano nenhum, neste dia, que eu não deseje que ele tenha encontrado alguém que realmente merecesse tudo o que ele tinha para dar. Que eu não deseje que ele tenha encontrado uma mulher que realmente merecesse ser amada por ele. E não há ano nenhum que eu não me pergunte se já terei sido amada tão incondicionalmente assim.

O poder da música - 2

Durante um ano, lembrava-me sumo de laranja e decisões de ano novo. Agora lembra-me uma noite sentada no chão da cozinha, encolhida a um canto depois do fim-de-semana com o Big e lembra-me homens virgens aos 30 anos. Era a música do antecessor do Big e que, bem vistas as coisas, durante muitos meses mais se adequava ao próprio. A puta da vida é irónica...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Quero mais férias...

Eu podia falar dos castings para Aidan.
Podia falar do eclipse do Big num bang tal que estilhaçou mais um pedaço do meu coração.
Podia, finalmente, contar o jantar de família.
Podia... Mas estou demasiado preguiçosa e vou ali enroscar-me e continuar a ler "A Herança de Eszter"... Preguiça... Muita preguiça... E ainda só trabalhei um dia...

O poder da música - 1

Transportar-nos para outros lugares. Fazer-nos chorar ou rir. Lembrar-nos cheiros, frases, sensações. Levar-nos ao céu ou ao inferno. Recordar-nos sítios, situações e pessoas que nos fizeram felizes ou que nos tornaram miseráveis. Dar-nos esperança. Levar-nos ao desespero.

Esta? Lembra-me esperança, mais uma coincidência, vodka, B laranja, melgas, risos e tatuagens.

domingo, 26 de junho de 2011

Hair of the dog - 2

E quando a sobrinha teenager nos entra no carro e nos informa que conheceu um tio de uma amiga que era homem para mim, a minha primeira reacção é perguntar: "Queres mesmo que eu te recorde as últimas vezes que eu ouvi essa frase?"

E depois penso: Porque não? Que mal te faz conhecer outros homens? Até parece que andas que com uma vida social agitadissima, Ice Maria... E deves pensar que o outro está sentado em casa todas as noites a pensar em ti, não?

Mas depois penso: Quem pensa aquela última frase não está preparada para conhecer ninguém. Ice! Podes magoar alguém...

Eis que me lembro: Arre, foda-se. Foi por pensares assim que mantiveste o Big à légua não sei quantos meses. Ias magoar o menino, lembras-te? Ainda pensavas noutra pessoa e não era justo para ele que era tão boa pessoa... And didn't that turned out great?

E ai penso: Oh porra, alguém está preocupado com os teus sentimentos? Não, pois não? Então faz mas é o que te der na real gana, sim?

Já fiz!

(Aqui entre nós que ninguém nos ouve, o que fiz não me aqueceu nem me arrefeceu. Acho que não podia ser mais sincera do que quando estava a 'namorar' sobrinha para me dar o facebook do tal tio da amiga para ver as fotos: "Tou tão triste... E tão aborrecida... Não tenho nada para fazer..." Mas ele é giro... E eu estou mesmo aborrecida...)

(Adenda ao parêntesis anterior: Não sei se sobrinha terá acertado assim tão bem... Cheira-me que eu e Tio teremos os mesmos gostos... E não sei se será tão giro assim...)

(Adenda à adenda ao parêntesis anterior: Foda-se, Ice! Pára de inventar.)

Hair of the dog

Foi com a expressão 'pêlo do mesmo cão' que eu me decidi a sair ontem. Algures neste mundo deve existir um homem que me atraia. Homem esse que não me irá entrar pela porta de casa adentro (Já entraram 3. Devo ter esgotado essa probabilidade, não????).

Ora, se não numa semana inteira de praia não houve uma alma penada que me atraísse o olhar (e eu até fui a várias praias que era para aumentar as hipóteses), o melhor era apostar numa versão mais vestidinha e mais no escuro. Lá diz o velho ditado que à noite todos os gatos são pardos...

Por onde posso eu começar? Eu podia dizer-vos que assisti à parada de mais de 20 despedidas de solteiro e solteira. E podia descrever-vos os trajes que eles escolheram. Podia... Mas talvez seja melhor optar por uma visão geral da coisa. Porque se eu entrar em pormenores - e mantendo-me apenas na apreciação à parte masculina da coisa - teria que vos falar daqueles 3 que estavam vestidos à mergulhadores da marinha, com os seus calções minúsculos e os cintos e as ligas que tinham nas pernas. Teria também que vos falar do noivo vestido de Darth Vader rodeado de 10.000 amigos que desconfio eu se tratasse do 31 da Armada em peso que se preparava para roubar uma qualquer bandeira mais distraída. Ou dos 20 grupos que mandaram fazer t-shirts iguais. Ou dos 3 que estavam vestidos de mergulhadores com fatos completos e chanatas brancas e óculos coloridos. 

E não me façam falar delas... Por favor, não me façam falar delas... Para terem uma pequena ideia... Bollywood é agora uma colónia portuguesa!

Creio que será escusado dizer que a incursão com o objectivo definido de ver, pelo menos, 1 espécimen do sexo masculino que me atraísse o olhar, foi um fiasco, não?

Quer-se dizer, o meu Armário está mais giro que nunca mas esse amor, está decidido há muito, por comum acordo, manter-se-á no campo platónico.

Palavras tuas, um sorriso meu - 23

"Houve um tempo em que fui destemida, com uma ousadia que roçava a inconsciência. 
Já fui assim, mas deixei de ser. 
Há uma certa inocência que nunca devíamos perder, por maiores que fossem os desenganos, porque é uma pureza que nos mantém próximos das crianças que fomos, próximo de um tempo em que éramos genuínos e não carregávamos as cicatrizes que nos endureceram o coração
Agora, tenho momentos em que não me reconheço, debaixo da capa de cepticismo que certos dias me veste.
No fundo, sei-me cobarde, porque tenho medo dos ferros em brasa que já me rasgaram, tenho medo das mentiras que em dias maus fazem eco dentro de mim e corto-me com os estilhaços das confianças quebradas.
Hoje, tudo o que mais desejo é sentir-me restaurada de dentro para fora. Quero as minhas cicatrizes saradas, quero acreditar, voltar a ter certezas e a sentir-me invencível, para me dar outra vez e para me encontrar."

sábado, 25 de junho de 2011

Ganhar balanço

É beber café e fumar um cigarro antes de ir vestir o bikini.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

E não se queixem da qualidade dos posts...

Que eu avisei que esta série estava em férias de Verão. E pensem que podia ser bem pior... Podiam ter, tal como eu tenho, estas duas músicas a tocar em repeat na vossa cabeça desde segunda-feira. Acreditem que não é fácil... Nada, nada fácil ser eu...




Ontem sonhei...

Com gémeos e beijos.

Acho que estava melhor com filhoses de abóbora...

Yo no creo en brujas...

Durante um churrasco cá em casa:

Conviva 1: Já reparaste que tens uma figueira do diabo mesmo ao lado da porta de casa?

Conviva 2: E ainda te admiras...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Tu não viste este vídeo, Ice Maria... Tu não viste este vídeo, Ice Maria...


Porque se tu tivesses visto este vídeo, ias pensar em pessoas que já fizeram isto por ti e ias rir por causa da carinha do boneco. Portanto, tu não viste isto. Nem, God forbid, ouviste aquela parte do "the tree looks taller"...

Não... Népias... Tu não viste isto...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Letra e música

Acabei de escrever a letra para a música que vamos apresentar na festa de finalistas lá na escolinha de Picolé. No entanto, hoje, eu poderia ter escrito esta.

Embora o post que eu gostaria de escrever, hoje, fosse mesmo este: "Agora sou eu que não quero."

Mas perdida na dúvida entre coração partido e orgulho ferido, sei que ainda não é hoje que o vou escrever ou mesmo pensar. Não hoje. Definitivamente, não hoje.

E agora vou mas é para a praia...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

See what I mean when I say that love is all around?

Quem conhece estas fotos?

(Distúrbios em Vancouver - 2011)

(Dia da Vitória dos Aliados na 2ª Guerra Mundial)

No entanto, estas, aposto que toda a gente já viu e suspirou...

(Distúrbios em Vancouver - 2011)

(Dia da Vitória dos Aliados na 2ª Guerra Mundial)

Não vale a pena. We are all suckers for love stories...

Eu vou dizer uma coisa que nunca pensei dizer na vida...

Estou farta de amor. Farta de histórias de amor, farta de casais apaixonados, farta de filmes com finais felizes, farta de frases bonitas. Fartinha, fartinha, fartinha.

Cenas dos próximos episódios

Para amanhã (em tendo tempo que eu não garanto nada), reservo-vos um jantar de família, uma declaração de amor, um caso de tribunal e um piropo inacabado. Sim, se eu, efectivamente, contasse toda a minha vida neste blog, as novelas da TVI passariam a ser uma coisa desenxabida e sem imaginação.

No fundo, eu sou uma pessoa cheia de sorte

Acabei de perceber que estamos a dia 19 e eu, este mês, já estive com todas as minhas grandes amigas*. Ok, faltaram só as irmãs mais novas, mas falei com elas ao telefone. 

Se isto não é ter sorte na vida, eu não sei nada acerca do que é sorte...

*A maioria delas mora a mais de 300 kms de mim.

domingo, 19 de junho de 2011

Eu pensava...

Que como estava de férias, não ia odiar o Domingo. Estava enganada. Continuam a lembrar-me longas conversas. Mesmo que essas agora tenham sido substituídas por 3 pares de óculos escuros da Primark. Eu hei-de transformar-me numa pessoa fútil e insensível nem que isso me mate! 

Sempre que ouço a música...

Que toca quando o Artur vai para o mundo dos Minimeus a primeira vez, vêm-me as lágrimas aos olhos...

Achei que devia partilhar isto convosco.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

You can dazzle the world, you can conquer it, but you will never hold it in the palm of your hand

Dormi no sofá. Demasiado cansada para me arrastar para a cama. Os contentores dos Xutos a tocarem em repeat na minha cabeça. Ando cansada, pálida e sem vontades. Sinto que precisava de dormir dias a fios para voltar a ser eu. É assim que imagino a coisa. Eu a dormir 48h/72h, de seguida. A acordar sem olheiras, sem o cérebro esponjoso, sem a sensação de que me estou a arrastar. Vou acordar a Eu que eu era em Setembro/Outubro do ano passado. A Eu que estava em higher ground e sabia lá estar. A Eu que não tinha problemas de auto-estima e não achava que era impossível que alguém gostasse dela. Tenho saudades dessa pessoa. E, às vezes, tento ser ela. Mas depois há aquela voz lá dentro que me diz "E para quê?" E por muito que eu lhe diga "Porque sim. Porque eu quero." a sacana da voz tem o condão de me amarfanhar, de me impedir de sentir seja o que for para além de derrota. Aliás, recorda-me constantemente a derrota. Recorda-me a mulher mais burra que conheci em toda a minha vida e faz-me pensar que eu devo ter, de facto, algum defeito gravíssimo. Recorda-me como eu própria fui imbecil em acreditar que era possível ter assim uma pontinha de felicidade e paz. Isto, em calhando, era coisa para eu começar a pensar em exorcismo. É que isto de ter vozes na cabeça não me faz nada bem...

Este texto foi patrocinado pelo esquecimento do comprimido matinal. Vou ali uma semana de férias e já volto. Pode ser que o sal do mar me tempere um bocadito as emoções e isto fique mais variado.

Podiam ter dito antes, não? - 2

"Ontem, em conversa com a Melissa, percebi que a mina de ouro dos possíveis engates, reside na escrita. Sim, ouviram bem, as mulheres enlouquecem por um gajo que escreva. 

A minha vida era tão mais simples se as pessoas escrevessem as coisas atempadamente...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Está a correr bem...

Ainda não escrevi uma palavra mas já roubei 2 autocolantes do Picolé e colei um na capa do caderno e outro no computador. Gosto destes. Fazem-me lembrar os Tou's...

Óh fáxavor...

Alguém me explica como escrevo a letra de uma música até amanhã?

Eu acaso já vos disse que sou dura de ouvido comó camandro e não percebo nada de notas? Além de que canto mal para xuxu?

Talvez com estas informações, tenham ideias mais brilhantes...


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Maldito sejas...

Relatório Mensal!!!

Com tanta redistribuição de tarefa, não há que me tire isto das mãos?

Coisas que me dizem - 15

"O que ele escreve, não diz."

It's the end of the world as we know it*

Acabei de sair do terraço. Ele esteve uma hora nos meus braços enquanto eu lhe contava histórias de como, antigamente, as pessoas tinham medo de eclipses. Em surdina contei-lhe a história de Cristovão Colombo e de como Alexandre, o Grande, foi derrotado durante um eclipse. Perguntou-me da cor. Disse-me que hoje era a festa das cores das lua. Que estava vermelha mas que ele não tinha medo. Porque é que as pessoas tinham medo antes? Porque achavam que o vermelho seria sangue. Como os vampiros, mãe? Mais ou menos... As pessoas achavam que dava azar. Mas não dá, pois não, não dá? Não. Não dá. Podemos dormir aqui? Podemos... Acordou quando o estava a trazer escada abaixo e disse-me que amanhã vai contar aos amigos todos que ele foi à festa da lua e que estava muito furioso (curioso em português dos comuns mortais) para ver a Lua a desaparecer. Está a beber leite...

*R.E.M.

Não entendes, Ice Maria... Quando é que percebes que não entendes mesmo nada de sinais?

E faz anos no mesmo dia que eu e tudo...

Se isto não é um sinal, eu não entendo nada de sinais...

Eleito o segundo homem mais bonito do Mundo pela Vanity Fair em 2009

O primeiro era o Robert Pattinson (desculpa lá, Sousoca, mas este é muiiiiiiiiiiiiiiiito melhor).
O terceiro era o Brad Pitt.

Qual é o teu preferido, Ice Maria?
Mas eu não vos ensino nada, pá? É o segundo. É sempre o segundo!!!

Chama-se Nacho Figueras. É argentino e considerado um dos melhores jogadores de polo do mundo. É também modelo da Ralph Lauren.

Se bem que para mim se há-de chamar sempre Artur... Mas isso é outra história que, um dia, em tendo eu tempo, vos contarei...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Wisteria Lane Revisited

E talvez eu conseguisse integrar-me melhor em Wisteria Lane se não fosse o facto de para além das 2 miúdas comedoras de olhos de peixe, não houvesse mais 3 putos. Todos eles mais velhos que Picolé. E a todos o sacana do puto enganou com falinhas mansas...

Juro-vos, aquela lábia era coisa para lhe dar um grande futuro no mundo da burla... Eu bem lhe dizia que a nintendo era para partilhar e ele partilhava. Entregava a nintendo a um dos outros putos e menos de 2 minutos depois, com a desculpa de que lhes ia ensinar uma manobra qualquer do jogo e muita falinha mansa, sacava-lhes não só a sua própria nintendo como a do outro puto que também tinha. E eles entregavam de boa vontade tal era a convicção e a voz doce com que ele dizia aquilo. Sem um ai, sem uma reclamação, sem um pio, sem sequer uma única vez as vozes se levantarem. Lá lhe lançava eu um olhar 35 e dizia uma só palavra "partilhar" e ele enfiava a viola no saco e entregava as nintendos aos outros putos para 2 minutos depois a manobra se repetir.

O que tenho para vos dizer, é que este xavalo, bem trabalhado, tem uma brilhante carreira no mundo do crime. Pode não ser grande espingarda para o meu futuro em Wisteria Lane, mas ele está garantido na vida!!!!

Monólogos