quarta-feira, 29 de junho de 2011
Eu conheço muito boa gente...
Que seria capaz de empenhar as jóias de família para ter acesso aos vídeos que vão ser feitos amanhã de certas e determinadas respeitáveis mães de família que irão subir a um palco e... Wait for it... Cantar! Eu, que até sou uma vendida do caraças, era gaija para começar a leiloar os filmes no e-bay, mas dado que é possível que os óculos escuros não me tapem a cara toda enquanto estiver a partir o estribo de algumas dezenas de pessoas, é melhor deixar-me ficar quietinha...
Hair of the dog - 4
O 1º candidato a Aidan saiu melhor que a encomenda. Ai saiu, saiu... Numa mensagem de 8 linhas, dá-me 2 ordens e na última declara expressamente que as minhas manobras evasivas não passam despercebidas. Não sei se assobie e passe à frente, se responda "Yes, Sir!" e rape o cabelo como a Demi Moore no G.I. Jane...
(Eu já tinha publicado isto mas não apareceu. Se aparecer em duplicado mandem vir com os senhores que mandam no blogger, tá?)
Andava ali à procura de um post...
Na minha antiga 'encarnação' e conclui que lá, sim, eu escrevi dezenas de posts para Big. Ironia da coisa? Posts em que eu era a má e ele o desgraçadinho coitadinho a quem eu não ligava peva e que eu não sabia se queria ou não. Blá, blá, blá...
Yeap... Karma...
"I guess we can't really complain about our karma. It's not an affair. It's not unexpected. It just... evens the score. And even when we're about to do something that we know will tempt karma to bite us in the ass... Well, it goes without saying. We do it anyway."
(George O'Malley in Grey's Anatomy)
E, para animar ainda mais a coisa, ainda escrevi um post em que rechaçava as paixões pelos Mr. Bigs desta vida. Sim, eu dava mesmo o exemplo do Mr. Big! Dizia eu à boca cheia que não era isso que queria para mim.
É que até a mim me apetece gozar comigo própria depois de ler isto...
terça-feira, 28 de junho de 2011
A minha noite de núpcias
Dia 28 de Junho de 2011. Fazem anos as irmãs mais novas. 33 anos, fazem as fedelhas. Nasceram no mesmo dia, sim, e no mesmo ano. Lembro-me sempre de dar os parabéns a uma e esqueço-me da outra. Ando desde o ano passado a redimir-me. Este ano fui mesmo a primeira a telefonar. O ano passado, lembrei-me, pela 1ª vez em muitos anos. Liguei-lhe com uma lata desgraçada e disse-lhe: Dá-me os parabéns! Este ano lembrei-me! Estou mesmo de parabéns!
Dia 28 de Junho de 1996. Eu tinha conhecido o Xana umas semanas antes. Tinha passado uma noite com ele. Não sei como, não me lembro a que propósito, na noite desse dia, eu acabei em casa do Xana. Deitada, vestida, na cama dele. Os olhos dele, bem próximos dos meus, mostravam uma tristeza sem fim. Mais uma vez, tive a confirmação de que há perguntas que é melhor não fazermos. Há perguntas para as quais não queremos saber as respostas. Mas, na altura, isto ainda não se tinha tornado o meu lema de vida e perguntei-lhe o que se passava. A resposta foi tudo menos o que eu alguma vez esperaria: "Esta é a minha noite de núpcias..." Excuse me???? Not with me, it's not!!!"
E ele contou-me que era tinha casamento marcado para aquele dia com a mulher que ele tanto amava. A mesma mulher que só pensava em coisas materiais e o deixara mesmo de casamento marcado. Contou-me como tinha sido capaz de fazer tudo por ela. Contou-me como se tinha tornado, durante algum tempo, gigolo para lhe poder dar tudo o que ela queria.
Passei a noite de núpcias com ele. Não houve amor nem sexo, naquela cama, naquela noite. Havia apenas um homem que tinha imaginado uma noite muito diferente daquela com uma mulher muito diferente da que abraçava. E havia uma mulher que não entendia como era possível amar assim mas que não podia ficar indiferente à dor que havia naqueles olhos.
Passaram 15 anos e, em todos eles, nesta data, eu me lembro de como já tive uma noite de núpcias. Não a minha, não a esperada, não a desejada. Mas uma diferente de todas as outras. Mas, tal como em todas as outras, fruto de um amor maior do que tudo, superior a tudo e, literalmente, disposto a tudo para.
Eu nunca mais soube do Xana mas não há ano nenhum, neste dia, que eu não deseje que ele tenha encontrado alguém que realmente merecesse tudo o que ele tinha para dar. Que eu não deseje que ele tenha encontrado uma mulher que realmente merecesse ser amada por ele. E não há ano nenhum que eu não me pergunte se já terei sido amada tão incondicionalmente assim.
O poder da música - 2
Durante um ano, lembrava-me sumo de laranja e decisões de ano novo. Agora lembra-me uma noite sentada no chão da cozinha, encolhida a um canto depois do fim-de-semana com o Big e lembra-me homens virgens aos 30 anos. Era a música do antecessor do Big e que, bem vistas as coisas, durante muitos meses mais se adequava ao próprio. A puta da vida é irónica...
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Quero mais férias...
Eu podia falar dos castings para Aidan.
Podia falar do eclipse do Big num bang tal que estilhaçou mais um pedaço do meu coração.
Podia, finalmente, contar o jantar de família.
Podia... Mas estou demasiado preguiçosa e vou ali enroscar-me e continuar a ler "A Herança de Eszter"... Preguiça... Muita preguiça... E ainda só trabalhei um dia...
O poder da música - 1
Transportar-nos para outros lugares. Fazer-nos chorar ou rir. Lembrar-nos cheiros, frases, sensações. Levar-nos ao céu ou ao inferno. Recordar-nos sítios, situações e pessoas que nos fizeram felizes ou que nos tornaram miseráveis. Dar-nos esperança. Levar-nos ao desespero.
Esta? Lembra-me esperança, mais uma coincidência, vodka, B laranja, melgas, risos e tatuagens.
domingo, 26 de junho de 2011
Hair of the dog - 2
E quando a sobrinha teenager nos entra no carro e nos informa que conheceu um tio de uma amiga que era homem para mim, a minha primeira reacção é perguntar: "Queres mesmo que eu te recorde as últimas vezes que eu ouvi essa frase?"
E depois penso: Porque não? Que mal te faz conhecer outros homens? Até parece que andas que com uma vida social agitadissima, Ice Maria... E deves pensar que o outro está sentado em casa todas as noites a pensar em ti, não?
Mas depois penso: Quem pensa aquela última frase não está preparada para conhecer ninguém. Ice! Podes magoar alguém...
Eis que me lembro: Arre, foda-se. Foi por pensares assim que mantiveste o Big à légua não sei quantos meses. Ias magoar o menino, lembras-te? Ainda pensavas noutra pessoa e não era justo para ele que era tão boa pessoa... And didn't that turned out great?
E ai penso: Oh porra, alguém está preocupado com os teus sentimentos? Não, pois não? Então faz mas é o que te der na real gana, sim?
Já fiz!
(Aqui entre nós que ninguém nos ouve, o que fiz não me aqueceu nem me arrefeceu. Acho que não podia ser mais sincera do que quando estava a 'namorar' sobrinha para me dar o facebook do tal tio da amiga para ver as fotos: "Tou tão triste... E tão aborrecida... Não tenho nada para fazer..." Mas ele é giro... E eu estou mesmo aborrecida...)
(Adenda ao parêntesis anterior: Não sei se sobrinha terá acertado assim tão bem... Cheira-me que eu e Tio teremos os mesmos gostos... E não sei se será tão giro assim...)
(Adenda à adenda ao parêntesis anterior: Foda-se, Ice! Pára de inventar.)
Hair of the dog
Foi com a expressão 'pêlo do mesmo cão' que eu me decidi a sair ontem. Algures neste mundo deve existir um homem que me atraia. Homem esse que não me irá entrar pela porta de casa adentro (Já entraram 3. Devo ter esgotado essa probabilidade, não????).
Ora, se não numa semana inteira de praia não houve uma alma penada que me atraísse o olhar (e eu até fui a várias praias que era para aumentar as hipóteses), o melhor era apostar numa versão mais vestidinha e mais no escuro. Lá diz o velho ditado que à noite todos os gatos são pardos...
Por onde posso eu começar? Eu podia dizer-vos que assisti à parada de mais de 20 despedidas de solteiro e solteira. E podia descrever-vos os trajes que eles escolheram. Podia... Mas talvez seja melhor optar por uma visão geral da coisa. Porque se eu entrar em pormenores - e mantendo-me apenas na apreciação à parte masculina da coisa - teria que vos falar daqueles 3 que estavam vestidos à mergulhadores da marinha, com os seus calções minúsculos e os cintos e as ligas que tinham nas pernas. Teria também que vos falar do noivo vestido de Darth Vader rodeado de 10.000 amigos que desconfio eu se tratasse do 31 da Armada em peso que se preparava para roubar uma qualquer bandeira mais distraída. Ou dos 20 grupos que mandaram fazer t-shirts iguais. Ou dos 3 que estavam vestidos de mergulhadores com fatos completos e chanatas brancas e óculos coloridos.
E não me façam falar delas... Por favor, não me façam falar delas... Para terem uma pequena ideia... Bollywood é agora uma colónia portuguesa!
Creio que será escusado dizer que a incursão com o objectivo definido de ver, pelo menos, 1 espécimen do sexo masculino que me atraísse o olhar, foi um fiasco, não?
Quer-se dizer, o meu Armário está mais giro que nunca mas esse amor, está decidido há muito, por comum acordo, manter-se-á no campo platónico.
Palavras tuas, um sorriso meu - 23
"Houve um tempo em que fui destemida, com uma ousadia que roçava a inconsciência.
Já fui assim, mas deixei de ser.
Há uma certa inocência que nunca devíamos perder, por maiores que fossem os desenganos, porque é uma pureza que nos mantém próximos das crianças que fomos, próximo de um tempo em que éramos genuínos e não carregávamos as cicatrizes que nos endureceram o coração.
Agora, tenho momentos em que não me reconheço, debaixo da capa de cepticismo que certos dias me veste.
No fundo, sei-me cobarde, porque tenho medo dos ferros em brasa que já me rasgaram, tenho medo das mentiras que em dias maus fazem eco dentro de mim e corto-me com os estilhaços das confianças quebradas.
Hoje, tudo o que mais desejo é sentir-me restaurada de dentro para fora. Quero as minhas cicatrizes saradas, quero acreditar, voltar a ter certezas e a sentir-me invencível, para me dar outra vez e para me encontrar."
Já fui assim, mas deixei de ser.
Há uma certa inocência que nunca devíamos perder, por maiores que fossem os desenganos, porque é uma pureza que nos mantém próximos das crianças que fomos, próximo de um tempo em que éramos genuínos e não carregávamos as cicatrizes que nos endureceram o coração.
Agora, tenho momentos em que não me reconheço, debaixo da capa de cepticismo que certos dias me veste.
No fundo, sei-me cobarde, porque tenho medo dos ferros em brasa que já me rasgaram, tenho medo das mentiras que em dias maus fazem eco dentro de mim e corto-me com os estilhaços das confianças quebradas.
Hoje, tudo o que mais desejo é sentir-me restaurada de dentro para fora. Quero as minhas cicatrizes saradas, quero acreditar, voltar a ter certezas e a sentir-me invencível, para me dar outra vez e para me encontrar."
sábado, 25 de junho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
E não se queixem da qualidade dos posts...
Que eu avisei que esta série estava em férias de Verão. E pensem que podia ser bem pior... Podiam ter, tal como eu tenho, estas duas músicas a tocar em repeat na vossa cabeça desde segunda-feira. Acreditem que não é fácil... Nada, nada fácil ser eu...
Yo no creo en brujas...
Durante um churrasco cá em casa:
Conviva 1: Já reparaste que tens uma figueira do diabo mesmo ao lado da porta de casa?
Conviva 2: E ainda te admiras...
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Tu não viste este vídeo, Ice Maria... Tu não viste este vídeo, Ice Maria...
Porque se tu tivesses visto este vídeo, ias pensar em pessoas que já fizeram isto por ti e ias rir por causa da carinha do boneco. Portanto, tu não viste isto. Nem, God forbid, ouviste aquela parte do "the tree looks taller"...
Não... Népias... Tu não viste isto...
terça-feira, 21 de junho de 2011
Letra e música
Acabei de escrever a letra para a música que vamos apresentar na festa de finalistas lá na escolinha de Picolé. No entanto, hoje, eu poderia ter escrito esta.
Embora o post que eu gostaria de escrever, hoje, fosse mesmo este: "Agora sou eu que não quero."
Mas perdida na dúvida entre coração partido e orgulho ferido, sei que ainda não é hoje que o vou escrever ou mesmo pensar. Não hoje. Definitivamente, não hoje.
E agora vou mas é para a praia...
segunda-feira, 20 de junho de 2011
See what I mean when I say that love is all around?
Quem conhece estas fotos?
No entanto, estas, aposto que toda a gente já viu e suspirou...
Não vale a pena. We are all suckers for love stories...
(Distúrbios em Vancouver - 2011)
(Dia da Vitória dos Aliados na 2ª Guerra Mundial)
No entanto, estas, aposto que toda a gente já viu e suspirou...
(Distúrbios em Vancouver - 2011)
(Dia da Vitória dos Aliados na 2ª Guerra Mundial)
Não vale a pena. We are all suckers for love stories...
Eu vou dizer uma coisa que nunca pensei dizer na vida...
Estou farta de amor. Farta de histórias de amor, farta de casais apaixonados, farta de filmes com finais felizes, farta de frases bonitas. Fartinha, fartinha, fartinha.
Cenas dos próximos episódios
Para amanhã (em tendo tempo que eu não garanto nada), reservo-vos um jantar de família, uma declaração de amor, um caso de tribunal e um piropo inacabado. Sim, se eu, efectivamente, contasse toda a minha vida neste blog, as novelas da TVI passariam a ser uma coisa desenxabida e sem imaginação.
No fundo, eu sou uma pessoa cheia de sorte
Acabei de perceber que estamos a dia 19 e eu, este mês, já estive com todas as minhas grandes amigas*. Ok, faltaram só as irmãs mais novas, mas falei com elas ao telefone.
Se isto não é ter sorte na vida, eu não sei nada acerca do que é sorte...
*A maioria delas mora a mais de 300 kms de mim.
domingo, 19 de junho de 2011
Eu pensava...
Que como estava de férias, não ia odiar o Domingo. Estava enganada. Continuam a lembrar-me longas conversas. Mesmo que essas agora tenham sido substituídas por 3 pares de óculos escuros da Primark. Eu hei-de transformar-me numa pessoa fútil e insensível nem que isso me mate!
Sempre que ouço a música...
Que toca quando o Artur vai para o mundo dos Minimeus a primeira vez, vêm-me as lágrimas aos olhos...
Achei que devia partilhar isto convosco.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
You can dazzle the world, you can conquer it, but you will never hold it in the palm of your hand
Dormi no sofá. Demasiado cansada para me arrastar para a cama. Os contentores dos Xutos a tocarem em repeat na minha cabeça. Ando cansada, pálida e sem vontades. Sinto que precisava de dormir dias a fios para voltar a ser eu. É assim que imagino a coisa. Eu a dormir 48h/72h, de seguida. A acordar sem olheiras, sem o cérebro esponjoso, sem a sensação de que me estou a arrastar. Vou acordar a Eu que eu era em Setembro/Outubro do ano passado. A Eu que estava em higher ground e sabia lá estar. A Eu que não tinha problemas de auto-estima e não achava que era impossível que alguém gostasse dela. Tenho saudades dessa pessoa. E, às vezes, tento ser ela. Mas depois há aquela voz lá dentro que me diz "E para quê?" E por muito que eu lhe diga "Porque sim. Porque eu quero." a sacana da voz tem o condão de me amarfanhar, de me impedir de sentir seja o que for para além de derrota. Aliás, recorda-me constantemente a derrota. Recorda-me a mulher mais burra que conheci em toda a minha vida e faz-me pensar que eu devo ter, de facto, algum defeito gravíssimo. Recorda-me como eu própria fui imbecil em acreditar que era possível ter assim uma pontinha de felicidade e paz. Isto, em calhando, era coisa para eu começar a pensar em exorcismo. É que isto de ter vozes na cabeça não me faz nada bem...
Este texto foi patrocinado pelo esquecimento do comprimido matinal. Vou ali uma semana de férias e já volto. Pode ser que o sal do mar me tempere um bocadito as emoções e isto fique mais variado.
Podiam ter dito antes, não? - 2
"Ontem, em conversa com a Melissa, percebi que a mina de ouro dos possíveis engates, reside na escrita. Sim, ouviram bem, as mulheres enlouquecem por um gajo que escreva.
A minha vida era tão mais simples se as pessoas escrevessem as coisas atempadamente...
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Está a correr bem...
Ainda não escrevi uma palavra mas já roubei 2 autocolantes do Picolé e colei um na capa do caderno e outro no computador. Gosto destes. Fazem-me lembrar os Tou's...
Óh fáxavor...
Alguém me explica como escrevo a letra de uma música até amanhã?
Eu acaso já vos disse que sou dura de ouvido comó camandro e não percebo nada de notas? Além de que canto mal para xuxu?
Talvez com estas informações, tenham ideias mais brilhantes...
quarta-feira, 15 de junho de 2011
It's the end of the world as we know it*
Acabei de sair do terraço. Ele esteve uma hora nos meus braços enquanto eu lhe contava histórias de como, antigamente, as pessoas tinham medo de eclipses. Em surdina contei-lhe a história de Cristovão Colombo e de como Alexandre, o Grande, foi derrotado durante um eclipse. Perguntou-me da cor. Disse-me que hoje era a festa das cores das lua. Que estava vermelha mas que ele não tinha medo. Porque é que as pessoas tinham medo antes? Porque achavam que o vermelho seria sangue. Como os vampiros, mãe? Mais ou menos... As pessoas achavam que dava azar. Mas não dá, pois não, não dá? Não. Não dá. Podemos dormir aqui? Podemos... Acordou quando o estava a trazer escada abaixo e disse-me que amanhã vai contar aos amigos todos que ele foi à festa da lua e que estava muito furioso (curioso em português dos comuns mortais) para ver a Lua a desaparecer. Está a beber leite...
Eleito o segundo homem mais bonito do Mundo pela Vanity Fair em 2009
O primeiro era o Robert Pattinson (desculpa lá, Sousoca, mas este é muiiiiiiiiiiiiiiiito melhor).
O terceiro era o Brad Pitt.
Qual é o teu preferido, Ice Maria?
Mas eu não vos ensino nada, pá? É o segundo. É sempre o segundo!!!
Chama-se Nacho Figueras. É argentino e considerado um dos melhores jogadores de polo do mundo. É também modelo da Ralph Lauren.
Se bem que para mim se há-de chamar sempre Artur... Mas isso é outra história que, um dia, em tendo eu tempo, vos contarei...
terça-feira, 14 de junho de 2011
Wisteria Lane Revisited
E talvez eu conseguisse integrar-me melhor em Wisteria Lane se não fosse o facto de para além das 2 miúdas comedoras de olhos de peixe, não houvesse mais 3 putos. Todos eles mais velhos que Picolé. E a todos o sacana do puto enganou com falinhas mansas...
Juro-vos, aquela lábia era coisa para lhe dar um grande futuro no mundo da burla... Eu bem lhe dizia que a nintendo era para partilhar e ele partilhava. Entregava a nintendo a um dos outros putos e menos de 2 minutos depois, com a desculpa de que lhes ia ensinar uma manobra qualquer do jogo e muita falinha mansa, sacava-lhes não só a sua própria nintendo como a do outro puto que também tinha. E eles entregavam de boa vontade tal era a convicção e a voz doce com que ele dizia aquilo. Sem um ai, sem uma reclamação, sem um pio, sem sequer uma única vez as vozes se levantarem. Lá lhe lançava eu um olhar 35 e dizia uma só palavra "partilhar" e ele enfiava a viola no saco e entregava as nintendos aos outros putos para 2 minutos depois a manobra se repetir.
O que tenho para vos dizer, é que este xavalo, bem trabalhado, tem uma brilhante carreira no mundo do crime. Pode não ser grande espingarda para o meu futuro em Wisteria Lane, mas ele está garantido na vida!!!!
Aquelas que nem às paredes confessamos...
[Na minha casa há muitas escovas de dentes. Eu própria tenho 3 diferentes. Uma eléctrica e uma manual no lavatório, uma no chuveiro. Para além das minhas, há a de Picolé. No copo ao lado, há mais duas que não pertencem a nenhum habitante desta casa. A do N que dormia comigo quando se enfrascava e não tinha condições para ir para casa e cujas noites acabavam invariavelmente com ele a perguntar se era naquele dia que nós íamos dar uma cambalhota e eu a responder que se calasse e dormisse. Ao que ele obedecia religiosamente. E agora há também a da J. Eu pego numa caneta de acetato. Escrevo-lhes o nome no cabo, ponho-lhes uma tampa e ali ficam até eu chegar à conclusão que seus donos tão cedo não voltarão a cá dormir. A do N já devia ter ido para o lixo mas eu deixo-a ali com esperança de que ele, um dia, se aperceba que namora uma hárpia e ganhe juizo. A da J é recente e ainda está dentro do prazo de validade. Havia uma terceira até há bocado. Uma terceira que vivia no meu necessaire. Eu pensei em colocá-la directamente no lixo do wc. Mas confesso que me deu um certo gozo despejar viakal e esfregar os orifícios do chuveiro com ela... Estavam com calcário... E eu nunca disse que era boa pessoa, pois não?]
Donas de casa desesperadas
Ontem jantei em Wisteria Lane. Embora eu não imaginasse que fosse viável comemorar-se o Santo António nessa parte do mundo, parece que é mesmo verdade. Lá estavam todos os casais perfeitos com seus filhos perfeitos nos seus carros perfeitos e vidas perfeitas. Nada contra. Sou até bastante a favor. Eu própria já pensei que poderia ser habitante de Wisteria Lane e fazer parte de um casal perfeito com filhos perfeitos e carros perfeitos e vida perfeita. Fiquei-me só pela parte do filho perfeito e muito bem.
Sempre que me vejo num evento em Wisteria Lane Mode, vejo-me sempre como a Edie*. As minhas roupas nunca são como as das 'senhoras' presentes. As minhas histórias não incluem subidas em casal a picos de montanhas. Não proíbo as criancinhas de comer olhos de peixes. E, não raramente, sou apanhada a dar aos pequenos infantes porcarias que fazem os pais arregalar os olhos e as mães sorrirem amareladamente**.
E depois eles interrogam-me directamente sobre qual é a minha actividade profissional e elas olham atentamente enquanto eu respondo a verdade mas o que me apetece mesmo dizer que é a profissão mais velha do mundo***. E começa a dar-me comichão nos dedos e no cérebro. Interrogo todos directamente sobre o que fazem na vida, olhos nos olhos, e interrogo-me onde anda a anfitriã perfeita que me deixou ali sozinha. Uma delas aproveita para dizer que uma vez que passa mais tempo desempregada do que empregada, pelo menos, a roupa está sempre passada e a casa arrumada. Tento empatizar. No fundo, no fundo, sou boa pessoa. Estar desempregada deve ser uma merda. Digo que, nessa parte, ela tem sorte que eu tenho uma pilha de roupa que nunca mais acaba para engomar. Isto irá virar-se contra mim uma hora mais tarde com a Lynette lá da zona atirando para o ar a frase solta "pois, mas ela não passa a ferro..." como contraponto para qualquer coisa (anda cá, minha rica menina, toma lá mais uns olhinhos de peixe...).
Não entendo a reacção das habitantes das Wisteria Lanes perante uma mulher sozinha que surge nas suas 'ruas'. Eu simpatizei com as senhoras. Mas também vi a forma como mediam milimetricamente o top que eu vestia quando a mim me apetecia dizer que qualquer uma delas seria bem mais atraente que eu se vestisse um qualquer trapinho que não tivesse "roupa sem qualquer tipo de piada e totalmente desadequada à minha figura e Deus me livre que as pessoas reparem em mim" escrito na etiqueta. E apetecia-me dizer que não sou ameaça nem para elas nem para ninguém. Tomara eu que me deixassem viver a minha vidinha sossegada que eu quero tanto sarna para me coçar como quero fazer um clister com chumbo quente.
*Havia mais uma solteira e com menos uns tantos parafusos mas como estava em Anfitriã Mode, estava no seu best behaviour.
**Eu concordo que dar às duas miúdas os olhos de 80 sardinhas é capaz de não ter sido muito sensato, mas sempre era melhor que as deixar morder os rabos das sardinhas e voltar a pô-las na travessa que era o plano original delas!!!!
***E é! A venda de serviços é a profissão mais velha do mundo. Sejam eles quais forem!
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Um dos homens que fez de mim o que sou...
"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
(Fernando Pessoa)
Season Finale
Era um teste. Este fim-de-semana era um teste. Aliás, eram 2 testes. O mais duro era a mim mesma. Voltar ao local do crime. Dormir sozinha na cama onde nunca o tinha feito. Arrumar a casa, literal e figurativamente, e fechar a porta.
Assim que cheguei, só tinha vontade de correr de volta para donde tinha vindo. Lembrei-me de quando o meu pai morreu e eu larguei tudo e fiz 300kms porque só pensava em abraçar Picolé. Na quinta-feira, era só o que me apetecia fazer: abraçar Picolé. Eu não queria entrar naquele quarto, eu não queria ir jantar, eu não queria sorrir. Queria, pura e simplesmente, pegar no saco que tinha acabado de pousar e ir para casa. A ironia? Aquela rua já foi o sitio para onde fugia. A minha casa, o meu refúgio já foi ali.
Não fugi. Fiz tudo o que me propus fazer. Enfrentei os fantasmas como pude e sai de cabeça erguida. Sorri, encantei, ri, disfarcei e sobrevivi.
O segundo teste era um teste de personalidade. Não à minha que essa anda bem e recomenda-se, obrigada. Mas esse, quem tinha que o fazer, chumbou redondamente. O resultado desse, foi o esperado, não o desejado. Ninguém gosta de descobrir que se anda a lamuriar e a sofrer por um cobarde. Essas coisas deviam vir tatuadas nas pessoas. Com letras grandes e em bold como os avisos nos maços de tabaco. E para mim foi o fim. Chega a um ponto em que nós dizemos 'chega'. Em que decidimos que basta e nos retiramos airosamente ainda que isso nos doa e nos corroa. E esse momento chegou. Não na primeira vez que em que eu disse 'para mim chega' este fim-de-semana. Essa primeira vez foi apenas a preparação para o que eu sabia/sentia que ia acontecer. Foi mais tarde. Foi naquele momento em que ela me segurou a mão por cima da mesa e eu vi, como se assistisse de fora ao desenrolar da cena, uma mulher fantástica, vestida de forma a já ter virado algumas algumas cabeças até chegar a essa mesa, a segurar as lágrimas (essas cabras que se dizem minhas irmãs têm este condão de rebentar diques em mim). Esse foi o meu momento "chega". Esse foi o momento em que o mundo faz uma pausa e temos a certeza que se a outra parte é incapaz de ver a pessoa fantástica que somos é porque não nos merece e, definitivamente, não merece as nossas lágrimas. Nada está realmente terminado até esse momento.
Coisas que me aborrecem nisto?
Não saber se estive mesmo apaixonada ou se tudo isto é resultado de orgulho ferido. Não me ter sido dada oportunidade de descobrir isso...
Não perceber porque raio andou o Universo a brincar durante 9 ou 10 meses comigo para depois, quando eu cedo e decido dar uma oportunidade à coisa, dar nisto. Fónix... O senhor lá de cima não devia andar ocupado com coisas mais importantes?
E, por fim (e eu sei que isto pode não parecer importante, mas eu nunca me tentei passar por intelectual nem nada disso), refode-me conseguir lembrar-me do cheiro e do corpo dele mas não me conseguir lembrar se é dextro ou canhoto. Óh pá, fico fodida, pronto.
E isto, meus amores, é o que temos. Esta série, como qualquer grande série, termina mais uma temporada e vai entrar em férias de verão. Todos nós sabemos que no fim da temporada morre sempre um ou outro actor que não vai entrar na próxima época. Como argumentista desta, opto por colocar Mr. Big num avião para Londres (sim, gosto de finais irónicos. So what?). Um jacto particular que não me apetece matar muita gente. Vê-se a aeronave a descolar. É fim do dia. Quando o avião está ainda em trajecto ascendente em direcção ao pôr-do-sol, um dos motores incendeia-se. O avião inclina para a direita. O outro motor começa a fumegar...
Fade Out.
THE END
domingo, 12 de junho de 2011
Momento Kodak
São 3 da manhã. Uma mulher inicia uma sessão de strip no palco. Dezenas (centenas?) de pessoas enchem o pequeno espaço. Essas pessoas dançam e cantam a plenos pulmões uma das músicas mais lamechas e pirosas de todos os tempos. Esta.
As saudades que eu tinha do Cais do Sodré...
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Hoje é daqueles dias...
Em que estou cá com uns remorsos por o ir deixar...
O que é estúpido, considerando que esta é a segunda vez que o vou deixar com uma avó mais do que uma noite para me ir divertir. Na sua vida toda. A primeira foi há 3 meses. Eu sei que é imbecil. Mas que tenho a consciência a moer-me, tenho.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Acerca do post anterior...
Talvez fosse mesmo uma grande ideia ler tudo o que as pessoinhas nos escrevem antes de empinar o nariz e bater com a porta, não achas, Ice Maria?
Mas assim como assim, já empinaste e empinaste e bateste e bateste... Não vale a pena voltar atrás. Amanhã, logo desamuamos, tá?
terça-feira, 7 de junho de 2011
Diálogos que não são
Diabo: Comprimidos? Comprimidos?
Deus: Meu caro... Vale tudo, n'é? Foste tu que disseste...
Diabo: E chuva? Chuva?
Deus: Hoje estás um bocado repetitivo, não estás?
Diabo: Eu nunca pensei que jogasses tão sujo...
Deus: Tive um bom mestre.
Diabo: Eu não fiz nada.
Deus: Claro que não. O outro volta de viagem e vai a correr falar com ela. Ainda há pouco tempo se estava a cagar, agora é todo salamaleques...
Diabo: Devias agradecer. Estou a torná-lo numa pessoa melhor... Mais atencioso...
Deus: Traste... E como se não bastasse mensagenzinhas a dizer que ela é fantástica. Vai-te quilhar.
Diabo: E é. A miúda é fantástica... É mentira?
Deus: Não me aborreças. E o Cupido... Ai se eu apanho esse fedelho... Eu até se me arrepio com o que ele trama...
Diabo: Puto porreiro. Faz tudo o que se lhe diz. Um doce.
Deus: E ainda me vens falar dos meus comprimidos... Ela vai tomá-los. Deixa de ter palpitações e acaba-se a história estúpida desta paixonite.
Diabo: Pois... Deve ser verdade... Tu sabes para onde ela vai este fim-de-semana, não sabes?
Deus: Não me lembres! Até eu fico com taquicardia.
Diabo: E achas que ela vai resistir a dizer alguma coisa? Quer dizer, eu tiro-te o chapéu. A miúda consegue resistir a tudo. Não telefona. Não escreve. Ela nunca toma a iniciativa. Lá nisso, tiro-te o chapéu. Mas agora, ela vai lá estar... O Cupido vai lá estar... Quem é que achas mais que vai lá estar?
Deus: Ela vai resistir. Ela tem os comprimidos. Ela resiste...
Diabo: Tu já viste o vestido que ela tem ali para vestir?
Deus: Claro que sim. Eu sou omnipresente, lembras-te? Porque é que achas que encomendei chuva?
Diabo: Sim, porque é mesmo isso que vai impedir alguma coisa... E as sandálias? Giras, pá...
Deus: Goza, goza. Hoje gozas tu, amanhã gozo eu.
Diabo: Jogamos outra vez na segunda? Nessa altura, fazemos o balanço. Pode ser?
Deus: Combinado. Eu ainda tenho uns trunfos na manga para usar...
Diabo: Óptimo. Olha, eu aposto uma noite de verão contra os teus raios e coriscos do costume e ainda subo um brazilian bikini wax. Veremos o que tens para apostar contra isso...
Deus: Ai que eu me dê paciência a mim próprio...
Eu ia comentar...
Como tinha sido uma péssima ideia ter usado um vestido curto num dia em que tive que ir duas vezes a uma oficina de carros.
Mas depois o proprietário fez-me um desconto de 20% na revisão, enquanto me sorria e olhava para as pernas, e não me consigo lembrar de nada do que ia dizer...
Não vale a pena criticarem-me. Crise é guerra. E na guerra vale tudo menos tirar olhos!
E tudo vai ser diferente...
Ora temos então que sou a pessoa mais saudável do mundo. Senhor doutor deu-se, inclusive, ao trabalho de elencar todas as coisas que as análises dizem que eu NÃO tenho. Aquele valor esquisito não tem expressão se não houver mais nenhum valor esquisito. Não há.
Logo ninguém consegue explicar porque tenho um ritmo cardíaco de 126 em descanso quando tenho a tensão baixa.
Sugeri que mandassem vir o Dr. House... E a equipa toda, vá...
Agora vamos largar os Happy Pills (ohhhhhhhhhhh) e tomar uns comprimidos durante 28 dias para tentar baixar esta merda para a qual não existe qualquer justificação médica!
Logo ninguém consegue explicar porque tenho um ritmo cardíaco de 126 em descanso quando tenho a tensão baixa.
Sugeri que mandassem vir o Dr. House... E a equipa toda, vá...
Doutor Tuga diz que não é possível. Nunca me fazem as vontades...
E agora, Doutor?
Agora vamos largar os Happy Pills (ohhhhhhhhhhh) e tomar uns comprimidos durante 28 dias para tentar baixar esta merda para a qual não existe qualquer justificação médica!
Para todos os que irão relacionar os excesso de batimentos cardíacos (ainda não houve uma alminha que não o fizesse) com um estado constante de paixão, tenho para vos dizer que a boa noticia, pelos vistos, é que já há comprimidos que curam esse estado de alma. A partir de amanhã, tudo vai ser diferente!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Palavras tuas, um sorriso meu - 22
"Hoje é mais fácil andar tempos indeterminados no "a ver se dá", no "agora sim, agora não, agora já não vivo sem ti, agora estás a sufocar-me!", no "tenho medo de compromissos", no "não sei se quero uma relação neste momento", no "modo não-exclusividade".
Não critico quem não se queira comprometer com algo, mas também não entendo este andar no limbo e não saber o que se quer. Não é a minha praia, digamos. Critico sim, o não se ser honesto com a outra pessoa. Porque depois há sempre alguém que se magoa, que cria expectativas, que pensa que a coisa pode evoluir.
Não critico quem não se queira comprometer com algo, mas também não entendo este andar no limbo e não saber o que se quer. Não é a minha praia, digamos. Critico sim, o não se ser honesto com a outra pessoa. Porque depois há sempre alguém que se magoa, que cria expectativas, que pensa que a coisa pode evoluir.
(este texto, por acaso, é coisinha mais para me fazer gargalhar do que propriamente sorrir...)
Os meus amigos têm fortes hipóteses de serem piores do que eu...
Friend: how are we today?
mim: Fine.
Esquecemo-nos de tomar os happy pills e temos consulta.
Portanto, vou levar na carola!
Friend: a q horas?
mim: Às 19.30
Friend: porra
até lá morres do coração..
quer dizer
wrong choice of words... :s
salvo seja!
mim: AHAHHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHHAH
domingo, 5 de junho de 2011
A minha irmã...
É a mulher mais bonita que eu conheço e uma das mais inteligentes. A minha irmã não pergunta directamente. Mas depois de 10 minutos a falar dos meus exames médicos e a sugerir que vá ter com ela, que mudar de país por uns dias é bom, perguntou com os rodeios e as hesitações que lhe são característicos: e o coração? está muito partido?
Tentei disfarçar perguntando se ainda estávamos a falar do aspecto clínico da coisa. Ela respondeu que não só. Garanti-lhe que ía ficar bem. Que estava bastante danificado mas que eu ia ficar bem.
E com aquela voz doce e apenas 2 ou 3 frases genéricas sobre o assunto, ela conseguiu aquilo que os últimos 2 meses e todos os episódios da Anatomia de Grey não conseguiram: rebentar o dique e fazer-me chorar aquilo que eu precisava.
I will be fine, sweetie. Maybe not today, maybe not tomorrow. But soon. I promise. Love you.
(E adorei a dica queirosiana de viajar para esquecer os males. Sempre achei que era o melhor remédio.)
Digam-me que estou a alucinar, por favor!
Picolé está a discutir politica com a avó. Isto só pode ser resultado de um qualquer episódio psicótico meu. Isto não está a acontecer!!!
sábado, 4 de junho de 2011
Aquelas coisas que fazemos primeiro e dizemos às mães depois...*
- Isso significa que vais deixar de ser dadora de sangue?
- Não. Tenho que esperar um ano. Mas assim como assim, agora também não posso dar.
- Hummm... O que significa?
- Basicamente, não há bem que sempre dure nem mal que não se acabe...
- Tenho para mim que isso era coisa que devias ter posto perto do teu coração...
Considerando que os últimos resultados dos meus exames ao coração são mantidos em modo 'ultra-top-secret', o que é que ela quis dizer com aquilo???
sexta-feira, 3 de junho de 2011
You don't travel light...*
"Perhaps when we find ourselves wanting everything, it is because we are dangerously close to wanting nothing."
(Sylvia Plath)
Alguém me mandou este link do texto do Fernando Alvim, hoje. Eu li e pensei que, sim senhora, gostar é isto mesmo. "Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro." Mas depois pensei: Espera lá, Ice Maria, que a coisa não é bem assim...
A nossa 'bagagem emocional' impede-nos de viver, na maioria das vezes, estes sentimentos de forma tão aberta e condicional. Nós podemos até querer, mas damos por nós a ser a primeira parte do texto. "...existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares. Ou porque sim e não falamos mais nisto." Damos por nós a boicotar a coisa à partida porque " - aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu." E depois torna-se um ciclo vicioso. Como calhou cocó, da próxima boicotamos ainda mais.
Eu sei bem disso. A minha disponibilidade para responder prontamente a mensagens ou telefonemas ou para correr para braços abertos diminuiu significativamente desde há 2 meses. E, por sua vez, o meu envolvimento com o Mr. Big foi boicotado, por mim, durante meses porque já antes tinha calhado cocó com and so on... And so on...
Portanto, Sr. Alvim, eu gostava muito de concordar e agir em conformidade com este gostar, mas sinto que a vida já nos/me moldou de tal forma que a simples ideia desse gostar de alguém é coisinha para nos acagaçar irremediavelmente.
Miss Friday
Eu tenho que deixar de sair com camónes... Talvez se eu o fizer, eles esqueçam que me nomearam 'Miss Friday' e que agora todas as sextas-feiras, logo pela fresquinha, me mandem mails a recordar que dia da semana é e a perguntar onde vamos...
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