quinta-feira, 7 de julho de 2011

Palavras tuas, um sorriso meu - 24

"Ela - Gostaste de Marrocos? 

Estou, neste momento, a escrever um artigo sobre desporto

Se isto não é assim a modos que tipo género o cúmulo da ironia, eu não pesco nada de ironia...

Post sério e de coração aberto



Alguém me perguntou hoje porque dava atenção ao Aidan se ele, claramente, não tinha interesse em me responder. Se eu queria outro Big na minha vida...

Comecemos pela primeira parte. O Aidan - e eu já disse isto algures - não me aquece nem me arrefece. E acreditem que isso é coisa que me chateia. Eu gostava de sentir assim uma atracçãozinha por um gaijo. Só assim a modos de que um sinal de que ainda há vida no planeta Marte que se tornou o meu coração. Mas tal como eu disse naquele post lá em baixo, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E um flirt é algo que pode ser engraçado mas não leva, necessariamente, a algo mais. Aliás, o grande exemplo deste blog sobre isso é Armário que sempre me fez sentir uma Princesa frágil e delicada, que me faz cenas de ciúmes, que me dá prendas e faz origamis. Mas que é isso. Quem sabe noutro lugar, noutro tempo... Mas neste, é isto: um flirt inconsequente.  Se gosto de flirtar com ele? Sim. Se a minha vida era bem mais sensabor sem ele lá? Era. Se eu penso em andar com ele ou mesmo dormir com ele? Não. 

As coisas são como são e há pessoas existem na nossa vida com o único intuito de nos fazerem sorrir e nos fazerem sentir bem connosco próprias quando precisamos e isso, parecendo que não, tem muito valor. Mas não significa que se vá tornar em algo mais. E, definitivamente, não significa que essas pessoas vão ocupar algum lugar na nossa vida além do de um amigo ou mesmo de um conhecido com quem gostamos de trocar uns piropos ou com quem gostamos de falar.

Em suma, porque é que eu dou atenção e perco o meu tempo com o Aidan? Não dou. Não perco. E tenho pena. Porque eu queria mesmo dar atenção e perder o meu tempo. Mas não o faço. Em vez disso, continuo mentalmente a fazer uma check list de semelhanças que não deveria fazer e escrevo sobre ele como podia escrever a receita de leite de creme. Escrevo sobre o Aidan porque a 1ª temporada da série acabou e não se escreve sobre personagens mortos ainda que os seus fantasmas nos assombrem.

O que penso que responde à segunda pergunta: Se eu quero outro Big na minha vida. Não. Eu não quero outro Big na minha vida. E o motivo pelo qual não quero outro Big na minha vida não é que os Bigs me incomodem. Não tenho nada contra gaijos inatingíveis com a mania de que são a última coca-cola do deserto. Pelo contrário, por norma, até nos damos bastante bem. 

O motivo pelo qual eu não quero outro Big na minha vida é porque (ainda) quero aquele Big na minha vida. There I said it. Eu sei que não o tenho na minha vida. Eu sei que o mais provável é nunca mais o ter na minha vida. Mas isso não invalida que eu ainda pense nele. Vão-me desculpar se vos desiludo mas para mim o fim de algo que teve significado na minha vida não acontece como o desligar de um interruptor. O facto de eu ter dito 'já chega', não obsta a que não sinta a falta da pessoa. Para mim, o luto faz-se gradualmente. Ninguém esquece outro alguém sem passar na casa de partida e pagar os dois contos. Para mim, isso não acontece. E eu lamento se isso me torna, aos vossos olhos, uma pessoa fraca mas é assim que eu sou e não há volta a dar. Se vou fazer alguma coisa em relação a isso? Não. Se tenho fé e esperança em alguma coisa? Não. 

Mas também não me vou deixar de rir das asneiras que fiz e que faço todos os dias quer em relação a um quer em relação ao outro. Não vou deixar de gozar ou galhofar com os pensamentos parvos que me cruzam a mente em relação ao sexo forte. Não vou dizer às minhas amigas que deixem de falar disso e não me vou armar em forte e dizer que já passou quando não passou. Porque para mim é assim que deixa de doer. Falando das coisas até ao dia em que será tão natural falar de Lanzarote como falar da receita de tiramisu. Porque eu não vou esquecer. Em cada relação há sempre coisas boas e que nos fizeram sorrir e eu, essas, não as quero esquecer. Fazem parte de quem eu fui, de quem eu sou e de quem sempre serei. Serão aquelas que eu contarei ao meu filho e aos meus netos. Serão aquelas que eu quero relembrar quando for velhinha, numa cadeira de baloiço, num alpendre ao pôr-do-sol. 


Dos emails com anjinhos fofinhos que temos que enviar a 20 pessoas

Normalmente, apago-os e pronto. Mas, hoje, perante a carinha daquele anjinho, à cautela, decidi reenviar.

Isto foi o que minha amiga Michelle aus Munchen (chamemos-lhe assim) me respondeu...

"Eu vou-te mandar uma foto de um quadro que a minha avó lá tem, com uma anja que atravessa a ponte com os meninos, e depois digo-te para reenviares para 500 pessoas. Se o fizeres aparece-te um gaijo muita giro e muita bom e ainda vem com um pote de merda, ah desculpa, de dinheiro para te oferecer!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E vais ficar rica e saudável e feliz para todo o sempre e podes fazer todo o cócó que quiseres que não faz mal. E todos os teus amigos vão ser muito felizes e muito ricos e a guerra no Mundo vai acabar. E o teu filho vai ser uma gaijo muita giro e feliz e espectacular! E nunca mais ninguém neste Mundo e nos outros vai roer as unhas ou as peles e todos os homens da tua vida vão ser dos que não olham para trás. Para para este último seja concedido tens de te por em cima de uma cadeira com rodas apoiada somente na cabeça enquanto comes folhas de uma árvore de abacates e enviar este e-mail para mais 1000 pessoas."


E eu ainda não consegui parar de rir...

Concordo. Nem sempre o faço.

E tenho pena!

Porque na maioria dos casos, passado algum tempo, nós não nos lembramos da resposta à pergunta da foto. É que o que guardamos e recordamos são os bons momentos. A dor, apenas, emerge quando estamos em risco de a reviver. Vamos lá ser felizes hoje, sim?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

E estava de bom tamanho...

Era um bilhete para hoje, um para dia 7, um para dia 20, um para dia 21, um para dia 23 e um para dia 29.

Já que estamos numa de confissões...

[Também me faz falta, em dias de exames, alguém a dizer-me, de manhã, que vou passar porque sou capaz disso e de muito mais (mesmo que seja Filosofia) e a pedir para ligar quando sair para saber como foi. Faz... Que querem que eu faça?]

[Talvez fosse bom, nesta fase, Ice Maria, e antes que te alongues, relembrar porque é que não estudaste antes e onde andavas com a cabeça - e porque não, com o próprio coração? - quando devias estar a pensar e a preparar-te para os testes deste semestre? Já agora podias agradecer ao responsável, não?]

Confissões de uma mente que deve estar mesmo mesmo mesmo demente

[Com metade da blogosfera a anunciar gravidezes, tenho que confessar que tenho uma certa vontadinha. Vá... Uma vontade. Há que dizê-lo com frontalidade: tenho saudades de ter um ser pequenino dentro de mim que depois me cabe nos braços e arrulha e cujos os pés cabem na minha mão fechada. Tenho... O que querem que faça? Tenho saudades das sestas de verão com um bebé em cima do meu peito. Tenho saudades do cheiro, das roupas, da descoberta... Até podiam ser os tais dos gémeos, pá... E agora vou ali beber um sumo de laranja e tomar uma aspirina a ver se me passa.]

Direito Internacional Privado

Parece-me sinónimo de 'desgraça'. Mas isto sou eu que ando dada a pessimismos...

Por essas e por outras é que pus uma imagem fofinha. Para ver se me dava sorte.

"Hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe..."*

Meu Caro Aidan, 

Escrevo-te esta pikena missiva para que não se diga que não dei aviso prévio e que fui muito injusta.

Se houve coisa que eu aprendi com Big, foi que não nos devemos entregar nem perder nosso precioso tempo com quem não está disposto a perdê-lo connosco. Ou, pelo menos, quem não está disposto a dar o seu tempo na mesma altura em que nós estamos dispostos a dar o nosso. É que essa coisa dos desencontros da vida só resulta mesmo nas comédias românticas. Na vida real acabam mesmo num emaranhado de mal-entendidos de difícil impossível solução onde um final feliz será algo raro de vislumbrar. 

E como sou miúda que aprende as lições, que sou, tenho a dizer que não estou muito agradada com esta coisa de aguardar uma resposta vai para quase 1 semana. Eu sei que a comunicação entre nós é coisa intervalada por dias de reflexão. Mas, meu amigo, uma semana não são dias. Uma semana é uma semana! Uma semana já é outra medida de tempo completamente diferente de um dia. Lá está, mais uma coisa que aprendi com o outro. 

Eu sei que isto pode ser maçador. Estas constantes referências, mas tens que ver que é a segunda bitola mais recente que tenho e, acredita em mim, tu não queres que eu faça referência à outra. É melhor para ti. A sério.

E também não é uma comparação entre os dois.  Embora, toda a gente faça comparações, não é o caso aqui. Até porque até ver, não há comparação possível. Eu não posso comparar um livro com um anúncio de revista. Não posso comparar uma árvore com a floresta. Não era justo. Eu posso apenas comparar o visível mas na minha (ainda) actual conjuntura emocional, também não seria justo. Logo não faço comparações. Limito-me a seguir a máxima da minha avó: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. E isto é outra coisa.

Quer dizer, eu posso comparar o tom de pele, os olhos, o mesmo signo chinês**, mas não me apetece porque não quero concluir que, talvez, ande (ainda) à procura de semelhanças em vez daquilo que vos distingue.

Agora, meu querido Aidan, há aqui um pontinho que vamos ter que acertar. É que eu não me fico sem resposta. E nisso, é-me impossível não fazer comparações. É que o teu antecessor deixou-me uma única vez sem resposta e nós sabemos como isso correu bem... De resto, justiça seja feita, sempre foi exímio nessa coisa de responder na volta do correio. E isso deixou-me mal habituada, que deixou. Estou habituada a dizer as maiores baboseiras e a ter lá quem me responda de forma rápida e inteligente. Agora, eu já concluí que consegues a parte do inteligente, mas ter que esperar uma semana para me responderes a uma pergunta, já me me quer cá parecer um bocadito demais, não? Quer-se dizer, acaso achas que me dás ordens, eu obedeço e depois me fico? Think again, babes...

Portanto, e para ser justa e benevolente e assim, temos então, Aidan, que decidi dar-te 48h para responderes à tal da perguntinha. Terminado o tempo, pois que temos pena, lá terei eu que ser desagradável. 

Com os melhores cumprimentos,

Ice Maria Berg

P.S.1: Só para não haver mal-entendidos, as 48h começaram a contar, ontem, terça-feira, às 22h30. Não entendas isto como má-fé. Mas foi a hora em que pensei que era assim que a coisa iria correr.

P.S.2: E também não é um ultimato. É apenas uma declaração de intenções da minha parte, tá?

* Carlos Drummond de Andrade.
** Arre fornique-se, pá! E eu até nem sou nada dada a essa coisa de signos e assim, mas não há mais homens no mundo a não ser cavalos? Será isto um sinal que eu deveria tomar em consideração? 

Isto hoje está a correr tão bem work wise que tenho para mim que ainda dou esta resposta antes da hora de almoço...


terça-feira, 5 de julho de 2011

Pssst... Pssst...

Vamos lá a ver se a malta se entende...

Se uma gaija está presente, ai credo que me atabafa, que não respiro, que preciso de espaço, tempo e liberdade.

Se uma gaija vai à sua vidinha e dá todo o espaço, tempo e liberdade que alardeiam querer, ai Jesus onde é que anda que, de certeza, que anda a tramar alguma, onde, óh meu Deus, onde anda?

Ora, toda a gente sabe que eu não percebo muito destas coisas. Aliás, não percebo mesmo nada. Mas posto este cenário... Quem é que quer mesmo controlar quem? 

(Mas sempre por interposta pessoa que eu cá sou muita macho e não dou parte fraca, que não dou! E não faço telefonemas que não faço...)

Para verem como sou boa pessoa...

Provavelmente, um dos dois leitores desta xafarica é capaz de se recordar do episódio da consulta de bruxaria marcada por telefone, aos altos berros, na Primark. Estamos a falar de uma profissional séria com fortes e boas referências no campo. Disse-me a tal profissional, entre outras coisas que não são para aqui chamadas, que nada de saúde me afectaria excepto uma dor na perna direita, abaixo do joelho. 

Considerando que, duas semanas depois, estava com uma equipa médica a enfiar-me comprimidos de nitroglicerina pela goela abaixo e até hoje tomo o comprimidinho matinal que assegura que este coração não anda para aí a bater desvairadissimo, eu diria que é seguro pensar que tudo o resto que me foi dito, nesse momento da vida, é capaz de não ser exactamente fidedigno, certo? É que até à data ainda não se me doeu a perna... Nem a direita nem a esquerda!

O que vale é que sou miúda com bons fígados, senão ainda perdia a cabeça como a outra e a coisa era capaz de correr mal, não?

Ou então, aquilo foi só mesmo uma fase da profecia o que me leva a temer o ponto nº 7 ainda com mais convicção.

Seja como for, eu não auguro nada de bom no que se relaciona com este assunto. Mais uma vez, impõe-se a pergunta sacramental: tu não podes estar quietinha e caladinha, Ice Maria???

Não é a 1ª nem há-de ser a última...

Mas esta está aqui perto e vai largar tudo o que tem por amor. A cidade, o emprego, a casa, a família, os amigos. Não é a 1ª nem será a última, mas, numa altura em que acredito tanto no amor como no Pai Natal, não posso deixar de sorrir ao ver a minha Mini a largar tudo pelo seu Zé...

A caixa de entrada do meu email deve divertir-se imenso...

Him: Don't forget! Saturday. 17.30. Champagne! We'll celebrate!

Eu: I'll be there! Shall I accessorize?

Him: Less is more, girlfriend! :-)

Eu: You mean this is too much??? Shame...


(Emails reais trocados entre mim e um gaijo heterossexual!)

That's me...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eu podia ficar quietinha...

Mas, Óh Tu? Já viste este tóculante tão liiiiiiiiiiiiindo?*

*Lá vai mais uma arma de arremesso...

Eu não estou mas e o que elas se divertem?

O que eu acho piada é que as minhas segundas-feiras tornaram-se bastante animadas. Embora, eu tenha decidido tornar-me uma pessoa discreta e, até, praticamente invisível, as minhas amigas, atentas a manobras masculinas segunda-feirianas, adiantam-se e começam logo ao Domingo a ver se armam a meretriz. Eu tenho para mim que isto é coisa para, mais dia menos dia, calhar cocó. Mas pode ser que me engane e calhe carapaus à espanhola...

Quanto a mim, continuo a não estar, a não existir, a não respirar e a não ser. Pelo menos, no que concerne certas e determinadas pessoinhas.

O poder da música - 3


A última vez que ouvi esta música só me lembrava da imagem abaixo. Palavrinha de escuteira...


E, a partir desse dia, tornou-se a música nº 1 de dor de corno, para mim. Tão nº 1 que nunca mais a ouvi.

Amor e outras drogas

Vi este fim-de-semana. É fofinho. Não me encheu as medidas. Tem algumas frases boas. Soube-me a pouco.