sexta-feira, 17 de junho de 2011

You can dazzle the world, you can conquer it, but you will never hold it in the palm of your hand

Dormi no sofá. Demasiado cansada para me arrastar para a cama. Os contentores dos Xutos a tocarem em repeat na minha cabeça. Ando cansada, pálida e sem vontades. Sinto que precisava de dormir dias a fios para voltar a ser eu. É assim que imagino a coisa. Eu a dormir 48h/72h, de seguida. A acordar sem olheiras, sem o cérebro esponjoso, sem a sensação de que me estou a arrastar. Vou acordar a Eu que eu era em Setembro/Outubro do ano passado. A Eu que estava em higher ground e sabia lá estar. A Eu que não tinha problemas de auto-estima e não achava que era impossível que alguém gostasse dela. Tenho saudades dessa pessoa. E, às vezes, tento ser ela. Mas depois há aquela voz lá dentro que me diz "E para quê?" E por muito que eu lhe diga "Porque sim. Porque eu quero." a sacana da voz tem o condão de me amarfanhar, de me impedir de sentir seja o que for para além de derrota. Aliás, recorda-me constantemente a derrota. Recorda-me a mulher mais burra que conheci em toda a minha vida e faz-me pensar que eu devo ter, de facto, algum defeito gravíssimo. Recorda-me como eu própria fui imbecil em acreditar que era possível ter assim uma pontinha de felicidade e paz. Isto, em calhando, era coisa para eu começar a pensar em exorcismo. É que isto de ter vozes na cabeça não me faz nada bem...

Este texto foi patrocinado pelo esquecimento do comprimido matinal. Vou ali uma semana de férias e já volto. Pode ser que o sal do mar me tempere um bocadito as emoções e isto fique mais variado.

Podiam ter dito antes, não? - 2

"Ontem, em conversa com a Melissa, percebi que a mina de ouro dos possíveis engates, reside na escrita. Sim, ouviram bem, as mulheres enlouquecem por um gajo que escreva. 

A minha vida era tão mais simples se as pessoas escrevessem as coisas atempadamente...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Está a correr bem...

Ainda não escrevi uma palavra mas já roubei 2 autocolantes do Picolé e colei um na capa do caderno e outro no computador. Gosto destes. Fazem-me lembrar os Tou's...

Óh fáxavor...

Alguém me explica como escrevo a letra de uma música até amanhã?

Eu acaso já vos disse que sou dura de ouvido comó camandro e não percebo nada de notas? Além de que canto mal para xuxu?

Talvez com estas informações, tenham ideias mais brilhantes...


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Maldito sejas...

Relatório Mensal!!!

Com tanta redistribuição de tarefa, não há que me tire isto das mãos?

Coisas que me dizem - 15

"O que ele escreve, não diz."

It's the end of the world as we know it*

Acabei de sair do terraço. Ele esteve uma hora nos meus braços enquanto eu lhe contava histórias de como, antigamente, as pessoas tinham medo de eclipses. Em surdina contei-lhe a história de Cristovão Colombo e de como Alexandre, o Grande, foi derrotado durante um eclipse. Perguntou-me da cor. Disse-me que hoje era a festa das cores das lua. Que estava vermelha mas que ele não tinha medo. Porque é que as pessoas tinham medo antes? Porque achavam que o vermelho seria sangue. Como os vampiros, mãe? Mais ou menos... As pessoas achavam que dava azar. Mas não dá, pois não, não dá? Não. Não dá. Podemos dormir aqui? Podemos... Acordou quando o estava a trazer escada abaixo e disse-me que amanhã vai contar aos amigos todos que ele foi à festa da lua e que estava muito furioso (curioso em português dos comuns mortais) para ver a Lua a desaparecer. Está a beber leite...

*R.E.M.

Não entendes, Ice Maria... Quando é que percebes que não entendes mesmo nada de sinais?

E faz anos no mesmo dia que eu e tudo...

Se isto não é um sinal, eu não entendo nada de sinais...

Eleito o segundo homem mais bonito do Mundo pela Vanity Fair em 2009

O primeiro era o Robert Pattinson (desculpa lá, Sousoca, mas este é muiiiiiiiiiiiiiiiito melhor).
O terceiro era o Brad Pitt.

Qual é o teu preferido, Ice Maria?
Mas eu não vos ensino nada, pá? É o segundo. É sempre o segundo!!!

Chama-se Nacho Figueras. É argentino e considerado um dos melhores jogadores de polo do mundo. É também modelo da Ralph Lauren.

Se bem que para mim se há-de chamar sempre Artur... Mas isso é outra história que, um dia, em tendo eu tempo, vos contarei...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Wisteria Lane Revisited

E talvez eu conseguisse integrar-me melhor em Wisteria Lane se não fosse o facto de para além das 2 miúdas comedoras de olhos de peixe, não houvesse mais 3 putos. Todos eles mais velhos que Picolé. E a todos o sacana do puto enganou com falinhas mansas...

Juro-vos, aquela lábia era coisa para lhe dar um grande futuro no mundo da burla... Eu bem lhe dizia que a nintendo era para partilhar e ele partilhava. Entregava a nintendo a um dos outros putos e menos de 2 minutos depois, com a desculpa de que lhes ia ensinar uma manobra qualquer do jogo e muita falinha mansa, sacava-lhes não só a sua própria nintendo como a do outro puto que também tinha. E eles entregavam de boa vontade tal era a convicção e a voz doce com que ele dizia aquilo. Sem um ai, sem uma reclamação, sem um pio, sem sequer uma única vez as vozes se levantarem. Lá lhe lançava eu um olhar 35 e dizia uma só palavra "partilhar" e ele enfiava a viola no saco e entregava as nintendos aos outros putos para 2 minutos depois a manobra se repetir.

O que tenho para vos dizer, é que este xavalo, bem trabalhado, tem uma brilhante carreira no mundo do crime. Pode não ser grande espingarda para o meu futuro em Wisteria Lane, mas ele está garantido na vida!!!!

Monólogos


Aquelas que nem às paredes confessamos...

[Na minha casa há muitas escovas de dentes. Eu própria tenho 3 diferentes. Uma eléctrica e uma manual no lavatório, uma no chuveiro. Para além das minhas, há a de Picolé. No copo ao lado, há mais duas que não pertencem a nenhum habitante desta casa. A do N que dormia comigo quando se enfrascava e não tinha condições para ir para casa e cujas noites acabavam invariavelmente com ele a perguntar se era naquele dia que nós íamos dar uma cambalhota e eu a responder que se calasse e dormisse. Ao que ele obedecia religiosamente. E agora há também a da J. Eu pego numa caneta de acetato. Escrevo-lhes o nome no cabo, ponho-lhes uma tampa e ali ficam até eu chegar à conclusão que seus donos tão cedo não voltarão a cá dormir. A do N já devia ter ido para o lixo mas eu deixo-a ali com esperança de que ele, um dia, se aperceba que namora uma hárpia e ganhe juizo. A da J é recente e ainda está dentro do prazo de validade. Havia uma terceira até há bocado. Uma terceira que vivia no meu necessaire. Eu pensei em colocá-la directamente no lixo do wc. Mas confesso que me deu um certo gozo despejar viakal e esfregar os orifícios do chuveiro com ela... Estavam com calcário... E eu nunca disse que era boa pessoa, pois não?]

Donas de casa desesperadas

Ontem jantei em Wisteria Lane. Embora eu não imaginasse que fosse viável comemorar-se o Santo António nessa parte do mundo, parece que é mesmo verdade. Lá estavam todos os casais perfeitos com seus filhos perfeitos nos seus carros perfeitos e vidas perfeitas. Nada contra. Sou até bastante a favor. Eu própria já pensei que poderia ser habitante de Wisteria Lane e fazer parte de um casal perfeito com filhos perfeitos e carros perfeitos e vida perfeita. Fiquei-me só pela parte do filho perfeito e muito bem. 

Sempre que me vejo num evento em Wisteria Lane Mode, vejo-me sempre como a Edie*. As minhas roupas nunca são como as das 'senhoras' presentes. As minhas histórias não incluem subidas em casal a picos de montanhas. Não proíbo as criancinhas de comer olhos de peixes. E, não raramente, sou apanhada a dar aos pequenos infantes porcarias que fazem os pais arregalar os olhos e as mães sorrirem amareladamente**. 

E depois eles interrogam-me directamente sobre qual é a minha actividade profissional e elas olham atentamente enquanto eu respondo a verdade mas o que me apetece mesmo dizer que é a profissão mais velha do mundo***. E começa a dar-me comichão nos dedos e no cérebro. Interrogo todos directamente sobre o que fazem na vida, olhos nos olhos, e interrogo-me onde anda a anfitriã perfeita que me deixou ali sozinha. Uma delas aproveita para dizer que uma vez que passa mais tempo desempregada do que empregada, pelo menos, a roupa está sempre passada e a casa arrumada. Tento empatizar. No fundo, no fundo, sou boa pessoa. Estar desempregada deve ser uma merda. Digo que, nessa parte, ela tem sorte que eu tenho uma pilha de roupa que nunca mais acaba para engomar. Isto irá virar-se contra mim uma hora mais tarde com a Lynette lá da zona atirando para o ar a frase solta "pois, mas ela não passa a ferro..." como contraponto para qualquer coisa (anda cá, minha rica menina, toma lá mais uns olhinhos de peixe...). 

Não entendo a reacção das habitantes das Wisteria Lanes perante uma mulher sozinha que surge nas suas 'ruas'. Eu simpatizei com as senhoras. Mas também vi a forma como mediam milimetricamente o top que eu vestia quando a mim me apetecia dizer que qualquer uma delas seria bem mais atraente que eu se vestisse um qualquer trapinho que não tivesse "roupa sem qualquer tipo de piada e totalmente desadequada à minha figura e Deus me livre que as pessoas reparem em mim" escrito na etiqueta. E apetecia-me dizer que não sou ameaça nem para elas nem para ninguém. Tomara eu que me deixassem viver a minha vidinha sossegada que eu quero tanto sarna para me coçar como quero fazer um clister com chumbo quente.

*Havia mais uma solteira e com menos uns tantos parafusos mas como estava em Anfitriã Mode, estava no seu best behaviour.
**Eu concordo que dar às duas miúdas os olhos de 80 sardinhas é capaz de não ter sido muito sensato, mas sempre era melhor que as deixar morder os rabos das sardinhas e voltar a pô-las na travessa que era o plano original delas!!!! 
***E é! A venda de serviços é a profissão mais velha do mundo. Sejam eles quais forem!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Um dos homens que fez de mim o que sou...

"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. 
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 
Se achar que precisa voltar, volte! 
Se perceber que precisa seguir, siga! 
Se estiver tudo errado, comece novamente. 
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a. 
Se perder um amor, não se perca! 
Se o achar, segure-o!"

(Fernando Pessoa)

Season Finale

Era um teste. Este fim-de-semana era um teste. Aliás, eram 2 testes. O mais duro era a mim mesma. Voltar ao local do crime. Dormir sozinha na cama onde nunca o tinha feito. Arrumar a casa, literal e figurativamente, e fechar a porta.

Assim que cheguei, só tinha vontade de correr de volta para donde tinha vindo. Lembrei-me de quando o meu pai morreu e eu larguei tudo e fiz 300kms porque só pensava em abraçar Picolé. Na quinta-feira, era só o que me apetecia fazer: abraçar Picolé. Eu não queria entrar naquele quarto, eu não queria ir jantar, eu não queria sorrir. Queria, pura e simplesmente, pegar no saco que tinha acabado de pousar e ir para casa. A ironia? Aquela rua já foi o sitio para onde fugia. A minha casa, o meu refúgio já foi ali.

Não fugi. Fiz tudo o que me propus fazer. Enfrentei os fantasmas como pude e sai de cabeça erguida. Sorri, encantei, ri, disfarcei e sobrevivi.

O segundo teste era um teste de personalidade. Não à minha que essa anda bem e recomenda-se, obrigada. Mas esse, quem tinha que o fazer, chumbou redondamente. O resultado desse, foi o esperado, não o desejado. Ninguém gosta de descobrir que se anda a lamuriar e a sofrer por um cobarde. Essas coisas deviam vir tatuadas nas pessoas. Com letras grandes e em bold como os avisos nos maços de tabaco. E para mim foi o fim. Chega a um ponto em que nós dizemos 'chega'. Em que decidimos que basta e nos retiramos airosamente ainda que isso nos doa e nos corroa. E esse momento chegou. Não na primeira vez que em que eu disse 'para mim chega' este fim-de-semana. Essa primeira vez foi apenas a preparação para o que eu sabia/sentia que ia acontecer. Foi mais tarde. Foi naquele momento em que ela me segurou a mão por cima da mesa e eu vi, como se assistisse de fora ao desenrolar da cena, uma mulher fantástica, vestida de forma a já ter virado algumas algumas cabeças até chegar a essa mesa, a segurar as lágrimas (essas cabras que se dizem minhas irmãs têm este condão de rebentar diques em mim). Esse foi o meu momento "chega". Esse foi o momento em que o mundo faz uma pausa e temos a certeza que se a outra parte é incapaz de ver a pessoa fantástica que somos é porque não nos merece e, definitivamente, não merece as nossas lágrimas. Nada está realmente terminado até esse momento.

Coisas que me aborrecem nisto? 

Não saber se estive mesmo apaixonada ou se tudo isto é resultado de orgulho ferido. Não me ter sido dada oportunidade de descobrir isso...

Não perceber porque raio andou o Universo a brincar durante 9 ou 10 meses comigo para depois, quando eu cedo e decido dar uma oportunidade à coisa, dar nisto. Fónix... O senhor lá de cima não devia andar ocupado com coisas mais importantes? 

E, por fim (e eu sei que isto pode não parecer importante, mas eu nunca me tentei passar por intelectual nem nada disso), refode-me conseguir lembrar-me do cheiro e do corpo dele mas não me conseguir lembrar se é dextro ou canhoto. Óh pá, fico fodida, pronto.

E isto, meus amores, é o que temos. Esta série, como qualquer grande série, termina mais uma temporada e vai entrar em férias de verão. Todos nós sabemos que no fim da temporada morre sempre um ou outro actor que não vai entrar na próxima época. Como argumentista desta, opto por colocar Mr. Big num avião para Londres (sim, gosto de finais irónicos. So what?). Um jacto particular que não me apetece matar muita gente. Vê-se a aeronave a descolar. É fim do dia. Quando o avião está ainda em trajecto ascendente em direcção ao pôr-do-sol, um dos motores incendeia-se. O avião inclina para a direita. O outro motor começa a fumegar...

Fade Out.

THE END

domingo, 12 de junho de 2011

Momento Kodak

São 3 da manhã. Uma mulher inicia uma sessão de strip no palco. Dezenas (centenas?) de pessoas enchem o pequeno espaço. Essas pessoas dançam e cantam a plenos pulmões uma das músicas mais lamechas e pirosas de todos os tempos. Esta.

As saudades que eu tinha do Cais do Sodré...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Hoje é daqueles dias...

Em que estou cá com uns remorsos por o ir deixar...

O que é estúpido, considerando que esta é a segunda vez que o vou deixar com uma avó mais do que uma noite para me ir divertir. Na sua vida toda. A primeira foi há 3 meses. Eu sei que é imbecil. Mas que tenho a consciência a moer-me, tenho. 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Lista de compras

Comprimidos para o coração, pasta de dentes e preservativos.

Boa, Ice... Muito boa...

Acerca do post anterior...

Talvez fosse mesmo uma grande ideia ler tudo o que as pessoinhas nos escrevem antes de empinar o nariz e bater com a porta, não achas, Ice Maria?

Mas assim como assim, já empinaste e empinaste e bateste e bateste... Não vale a pena voltar atrás. Amanhã, logo desamuamos, tá?

Mas agora já não corro perigo, não é?


terça-feira, 7 de junho de 2011

Diálogos que não são

Diabo: Comprimidos? Comprimidos?
Deus: Meu caro... Vale tudo, n'é? Foste tu que disseste...
Diabo: E chuva? Chuva?
Deus: Hoje estás um bocado repetitivo, não estás?
Diabo: Eu nunca pensei que jogasses tão sujo...
Deus: Tive um bom mestre.
Diabo: Eu não fiz nada.
Deus: Claro que não. O outro volta de viagem e vai a correr falar com ela. Ainda há pouco tempo se estava a cagar, agora é todo salamaleques...
Diabo: Devias agradecer. Estou a torná-lo numa pessoa melhor... Mais atencioso...
Deus: Traste... E como se não bastasse mensagenzinhas a dizer que ela é fantástica. Vai-te quilhar.
Diabo: E é. A miúda é fantástica... É mentira?
Deus: Não me aborreças. E o Cupido... Ai se eu apanho esse fedelho... Eu até se me arrepio com o que ele trama...
Diabo: Puto porreiro. Faz tudo o que se lhe diz. Um doce.
Deus: E ainda me vens falar dos meus comprimidos... Ela vai tomá-los. Deixa de ter palpitações e acaba-se a história estúpida desta paixonite.
Diabo: Pois... Deve ser verdade... Tu sabes para onde ela vai este fim-de-semana, não sabes?
Deus: Não me lembres! Até eu fico com taquicardia.
Diabo: E achas que ela vai resistir a dizer alguma coisa? Quer dizer, eu tiro-te o chapéu. A miúda consegue resistir a tudo. Não telefona. Não escreve. Ela nunca toma a iniciativa. Lá nisso, tiro-te o chapéu. Mas agora, ela vai lá estar... O Cupido vai lá estar... Quem é que achas mais que vai lá estar?
Deus: Ela vai resistir. Ela tem os comprimidos. Ela resiste...
Diabo: Tu já viste o vestido que ela tem ali para vestir?
Deus: Claro que sim. Eu sou omnipresente, lembras-te? Porque é que achas que encomendei chuva?
Diabo: Sim, porque é mesmo isso que vai impedir alguma coisa... E as sandálias? Giras, pá...
Deus: Goza, goza. Hoje gozas tu, amanhã gozo eu.  
Diabo: Jogamos outra vez na segunda? Nessa altura, fazemos o balanço. Pode ser?
Deus: Combinado. Eu ainda tenho uns trunfos na manga para usar...
Diabo: Óptimo. Olha, eu aposto uma noite de verão contra  os teus raios e coriscos do costume e ainda subo um brazilian bikini wax. Veremos o que tens para apostar contra isso...
Deus: Ai que eu me dê paciência a mim próprio... 

Never going to happen...


Eu ia comentar...

Como tinha sido uma péssima ideia ter usado um vestido curto num dia em que tive que ir duas vezes a uma oficina de carros.

Mas depois o proprietário fez-me um desconto de 20% na revisão, enquanto me sorria e olhava para as pernas, e não me consigo lembrar de nada do que ia dizer...

Não vale a pena criticarem-me. Crise é guerra. E na guerra vale tudo menos tirar olhos!

E tudo vai ser diferente...

Ora temos então que sou a pessoa mais saudável do mundo. Senhor doutor deu-se, inclusive, ao trabalho de elencar todas as coisas que as análises dizem que eu NÃO tenho. Aquele valor esquisito não tem expressão se não houver mais nenhum valor esquisito. Não há.
Logo ninguém consegue explicar porque tenho um ritmo cardíaco de 126 em descanso quando tenho a tensão baixa.
Sugeri que mandassem vir o Dr. House... E a equipa toda, vá... 
Doutor Tuga diz que não é possível. Nunca me fazem as vontades...

E agora, Doutor?

Agora vamos largar os Happy Pills (ohhhhhhhhhhh) e tomar uns comprimidos durante 28 dias para tentar baixar esta merda para a qual não existe qualquer justificação médica!

Para todos os que irão relacionar os excesso de batimentos cardíacos (ainda não houve uma alminha que não o fizesse) com um estado constante de paixão, tenho para vos dizer que a boa noticia, pelos vistos, é que já há comprimidos que curam esse estado de alma. A partir de amanhã, tudo vai ser diferente!

domingo, 5 de junho de 2011

A minha irmã...

É a mulher mais bonita que eu conheço e uma das mais inteligentes. A minha irmã não pergunta directamente. Mas depois de 10 minutos a falar dos meus exames médicos e a sugerir que vá ter com ela, que mudar de país por uns dias é bom, perguntou com os rodeios e as hesitações que lhe são característicos: e o coração? está muito partido? 

Tentei disfarçar perguntando se ainda estávamos a falar do aspecto clínico da coisa. Ela respondeu que não só. Garanti-lhe que ía ficar bem. Que estava bastante danificado mas que eu ia ficar bem.

E com aquela voz doce e apenas 2 ou 3 frases genéricas sobre o assunto, ela conseguiu aquilo que os últimos 2 meses e todos os episódios da Anatomia de Grey não conseguiram: rebentar o dique e fazer-me chorar aquilo que eu precisava.

I will be fine, sweetie. Maybe not today, maybe not tomorrow. But soon. I promise. Love you.

(E adorei a dica queirosiana de viajar para esquecer os males. Sempre achei que era o melhor remédio.)

Digam-me que estou a alucinar, por favor!

Picolé está a discutir politica com a avó. Isto só pode ser resultado de um qualquer episódio psicótico meu. Isto não está a acontecer!!!

sábado, 4 de junho de 2011

Aquelas coisas que fazemos primeiro e dizemos às mães depois...*

- Isso significa que vais deixar de ser dadora de sangue?
- Não. Tenho que esperar um ano. Mas assim como assim, agora também não posso dar.
- Hummm... O que significa?
- Basicamente, não há bem que sempre dure nem mal que não se acabe...
- Tenho para mim que isso era coisa que devias ter posto perto do teu coração...

Considerando que os últimos resultados dos meus exames ao coração são mantidos em modo 'ultra-top-secret', o que é que ela quis dizer com aquilo???

*Ou esperamos que elas descubram 'acidentalmente' e pomos aquele ar de 'sim... ainda não tinhas reparado?'

sexta-feira, 3 de junho de 2011

You don't travel light...*

"Perhaps when we find ourselves wanting everything, it is because we are dangerously close to wanting nothing."

(Sylvia Plath)


A nossa 'bagagem emocional' impede-nos de viver, na maioria das vezes, estes sentimentos de forma tão aberta e condicional. Nós podemos até querer, mas damos por nós a ser a primeira parte do texto. "...existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares. Ou porque sim e não falamos mais nisto." Damos por nós a boicotar a coisa à partida porque " - aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu." E depois torna-se um ciclo vicioso. Como calhou cocó, da próxima boicotamos ainda mais. 

Eu sei bem disso. A minha disponibilidade para responder prontamente a mensagens ou telefonemas ou para correr para braços abertos diminuiu significativamente desde há 2 meses. E, por sua vez, o meu envolvimento com o Mr. Big foi boicotado, por mim, durante meses porque já antes tinha calhado cocó com and so on... And so on...

Portanto, Sr. Alvim, eu gostava muito de concordar e agir em conformidade com este gostar, mas sinto que a vida já nos/me moldou de tal forma que a simples ideia desse gostar de alguém é coisinha para nos acagaçar irremediavelmente.

Miss Friday

Eu tenho que deixar de sair com camónes... Talvez se eu o fizer, eles esqueçam que me nomearam 'Miss Friday' e que agora todas as sextas-feiras, logo pela fresquinha, me mandem mails a recordar que dia da semana é e a perguntar onde vamos...

De certeza que lhe morreu o gato, o cão e o piriquito...

Quem faz a selecção musical deste sitio onde me encontro deve estar a curtir a maior desilusão amorosa dos últimos séculos. Juro-vos que o Camilo Castelo Branco era um gaijo animado ao pé deste senhor. Estou desde as 9 da manhã a ouvir a expressão da maior dor de corno de todos os tempos. Não há boa disposição que aguente!!!

Não, Ice Maria...

Tu não comeste uma fatia gigante desta coisa. Foi uma alucinação. Tu não comeste e, se alguém perguntar, tu nega. Nega tudo e finge que não é nada contigo!

Agora é que lançam esta aplicação? Agora?

Onde andava ela há 2 meses atrás? Vá, digam-me!

Deve ser do tardio da hora...

[Eu sei que não devia pensar em ti. Eu sei que não me faz bem. Eu sei... Eu sei... Eu sei... Mas, foda-se, eu hoje tinha tanta coisa para falar contigo... Só contigo...]

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Agora, meus amores, tá tudo fodido...

Quando uma gaija consegue ter 3 páginas A4 de resultados de análises com valores todos dentro dos parâmetros mas tem 1 único que está quase 10 vezes acima do desejável é estranho. Que é... Se esse valor é o que indica o risco de enfartes deixa de ser estranho e passa a ser assustador. Principalmente, quando descobrimos que o nosso coração consegue ir bradicardia a taquicardia enquanto dizemos 'ai'. Num Ferrari ir dos 0 aos 100 em poucos segundos, diz que é bom. Acho que é capaz de não ser grande espingarda ir dos 46 aos 126 em pouco tempo. Pelo menos, lá no relatório diz que não é grande espingarda.

Aparentemente, o meu organismo consegue estar mais de 10 horas por dia em taquicardia, ou seja, em modo "foge, luta ou morre". Alguém lhe poderia dizer que tudo está bem, se faz favor? Alguém lhe poderia dizer que eu estou bem?

Segunda-feira, nova consulta...

Deverei eu dar-lhes um certo número de telefone?

Hoje cheguei ao colégio de Picolé e tinha 5 mulheres à minha espera. Fico sempre com medo destas coisas. Vi demasiados filmes americanos sobre intervenções para não ficar com medo de tanta gaija reunida.

De repente, vi-me cercada pelas 5. A mais velha põe-me o dedo no umbigo e diz: Vá... Agora diga como fez.

Excuse me?

Qual é a dieta? Dê-nos a dieta!

Fuck it... Como convencer 5 mulheres que não há dieta? Como convencê-las que tudo isto resulta do facto de eu não conseguir engolir se estiver nervosa ou ansiosa ou desgostosa. Fecha-se-me a garganta. Nada desce. Nada passa. 

Se por um lado, é bom porque posso usar vestidinhos como o da foto, por outro, eu sei que não é bom. E lembra-me outra vez. Lembra-me outras dores. Lembra-me outros vestidos curtos...

Às 5 mulheres que me olhavam, expectantes, disse-lhes que era melhor ficarem como estão. Que não havia dieta. Só stress. E essa é a grande verdade. Estão melhores como estão...


 


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Cúmulo da ironia?

É estar num chat a dar conselhos a um gaijo que começou uma relação 'pró que é' e acabou apaixonado... Sim, ele decidiu que eu era a pessoa certa para desabafar sobre isso...

Nem sei se ria se chore... Ou como diria a Natalie Portman: "Why can't we just have sex?"

Sô Dona Ice Maria Berg?

- Fala do Hospital. Temos aqui os seus resultados do exame.
- Pensava que só no final da semana...
- Não. Já estão prontos. Vem buscá-los?
- Sim... Amanhã...

Num país onde não se cumpre um fdp de um prazo, os meus resultados ficam prontos 3 dias antes do que é suposto. Não sei se deva encarar isto como algo positivo ou se deva já começar a pensar que temos a puta armada.

Tenho medo. Hoje, pela primeira vez, tenho medo... Tanto medo que não tive coragem de perguntar à senhora que me ligou se sabia o que dizia o relatório...

Belmiro, I love you!

Ontem, sai do escritório. Apanhei Picolé e fomos para o supermercado.

Estou eu a adentrar a coisa e vejo um senhor com um cesto a entrar também. Meninas, eu juro-vos, juradinho, que só podia ser este senhor. Era a carinha do Hugh Jackman. Coisinha para dar taquicardia (podeis dormir descansadas que não me deu nada. Coração de Ice manteve-se impávido e sereno. Estúpido que só bate por quem não deve...) a qualquer mulher de fé. Ou isso ou a minha zona anda a ser invadida por sósias do Hugh Jackman e esqueceram-se de me avisar!

Lá andei passarinhando pelo hiper, olhinhos regalados no senhor. Coisinha mais jeitosinha. Tudo no sitio... Perfeitinho como ele só... Trombudo... Eu já vos tinha dito que gosto de homens sérios?... Picolé, aproveitando-se da distracção materna, a enfiar montes de coisas no cesto... Digamos que um fim de tarde de compras fantástico.

Acabámos os dois nas caixas self service (coisa mai romântica). Ele despachou-se mais depressa e reparei que deixou um talão para trás. "Ice Maria, não és mulher não és nada se não vais buscar o talão para ver se tem lá o nome dele..." Não tinha. Era o talão de desconto das vuvuzelas.

Comentário de amiga ao saber que eu tinha surripiado o talão: "Ai Ice... Tou tão orgulhosa de ti..." Seguido daquilo que eu adivinho ser um sorriso maternal...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Podiam ter dito antes, não?

"E um conselho: não aceites convites para almoçar a dois se não queres dar sinais errados. Ele não quer ser teu amiguinho. Quer saltar-te para cima. Acredita."

Porque é que não avisam uma gaija atempadamente destas coisas? Eu pensava que o almoço era uma refeição inofensiva!

And This Too Shall Pass...

«One day Solomon decided to humble Benaiah ben Yehoyada, his most trusted minister. He said to him, "Benaiah, there is a certain ring that I want you to bring to me. I wish to wear it for Sukkot which gives you six months to find it."

"If it exists anywhere on earth, your majesty," replied Benaiah, "I will find it and bring it to you, but what makes the ring so special?"

"It has magic powers," answered the king. "If a happy man looks at it, he becomes sad, and if a sad man looks at it, he becomes happy." Solomon knew that no such ring existed in the world, but he wished to give his minister a little taste of humility.

Spring passed and then summer, and still Benaiah had no idea where he could find the ring. On the night before Sukkot, he decided to take a walk in one of he poorest quarters of Jerusalem. He passed by a merchant who had begun to set out the day's wares on a shabby carpet. "Have you by any chance heard of a magic ring that makes the happy wearer forget his joy and the broken-hearted wearer forget his sorrows?" asked Benaiah.

He watched the grandfather take a plain gold ring from his carpet and engrave something on it. When Benaiah read the words on the ring, his face broke out in a wide smile.

That night the entire city welcomed in the holiday of Sukkot with great festivity. "Well, my friend," said Solomon, "have you found what I sent you after?" All the ministers laughed and Solomon himself smiled.

To everyone's surprise, Benaiah held up a small gold ring and declared, "Here it is, your majesty!" As soon as Solomon read the inscription, the smile vanished from his face. The jeweler had written three Hebrew letters on the gold band: _gimel, zayin, yud_, which began the words "_Gam zeh ya'avor_" -- "This too shall pass."

At that moment Solomon realized that all his wisdom and fabulous wealth and tremendous power were but fleeting things, for one day he would be nothing but dust.»


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Uma casa de pessoas fascinadas...

E já não podem gozar comigo por estar apaixonada por estes filmes...

Se tu imaginasses o que me sussurram ao ouvido enquanto 'brincamos às escondidas'...

"Ignora-o, assobia e chuta pedras...

 

OU ENTÃO canta LALLALALAL O AR É DE TODOS!! LALALALALA O AR É DE TODOS!!!"

(E eu a imaginar-me a fazer isto tudo em simultâneo?)
(I really love you, girls...)

O Universo é muito justo...

A minha amiga Maggy tem um pischer anão. 2 fins-de-semana que lá vou a casa. Em ambas as ocasiões, o sacana do cão tentou trepar na minha perna. Digamos que de uma das vezes, acabei a beber o café, sentada no braço do sofá, com as pernas para cima tal era o possuimento do bicho.

De maneiras que é isto... É mesmo isto...

"E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais 

E eu que estava tão decidida. Só eu e o Universo sabemos como estava decidida... Mas depois o Universo (e o cabrão do Cupido que se ele julga que me engana é mais bolos...) conspira e aquilo que eu acho que nunca vai acontecer, acontece. Aliás, eu já devia ter aprendido essa parte. Isso é que eu devia mandar tatuar na testa "learn to expect the unexpected". Na testa! Se há algo que eu já devia saber acerca deste cabrãofilhodaputa é que ele nunca vai fazer o que eu espero que ele faça. Nunca! E eu volto a respirar fundo e repito para mim mesma: Move on! Move on! E ponho um ar blasé de quem não está a ver e não tem nada com o que está a ser dito enquanto ele me provoca e o meu coração - traidor - acelera. 

*Mas nos 'braços de ferro' continuo eu a vencer... E é que é uma consolação do caraças. Vá... Talvez um bocadinho... Pronto, é. Dá-me gozo. Não posso negar.

domingo, 29 de maio de 2011

Diálogos imaginários

Deus: Tu abusas, pá. Esta merda já estava toda arrumadinha.
Diabo: Eu avisei. Eu disse-te o mês passado que, desta vez, achava que o Bem não ia ganhar.
Deus: Se tu estiveres quietinho, talvez resulte.
Diabo: Ai eu? Quer dizer, tu usas todos os argumentos. Vais buscar os Judeus e tudo e eu é que faço jogo sujo?
Deus: Nãoooooo... Tu jogas limpinho... É as musiquinhas que ouvem os dois ao mesmo tempo e que tu fazes questão de que eles saibam. É os dois a fazer a mesma merda ao mesmo tempo e chibarem-se um ao outro. Eu digo-te uma coisa: estes dois fazem mais coisas juntos com centenas de quilómetros a separá-los do que muito casal que eu cá conheço. E de quem é a culpa?
Diabo: Tens que concordar que quando eles fazem merda cada um para o seu lado, é irresistível pô-los a falar um com o outro. Mesmo com o teu truquezinho da mensagem trocada sobre uma mulher qualquer.
Deus: Se ela fosse um bocadinho mais burra ou irracional ou assim, ela te-lo-ia cilindrado naquela altura... Só precisava ser mais um bocadinho...
Diabo: Era fraquito, amigo. Aquela não ia colar que a miúda não é injusta. Infelizmente... E, além disso, com quem é que ele estava a falar? Não era com a outra dama, pois não?
Deus: Whatever... O que importa é que ela agora está decidida.
Diabo: Hum hum...
Deus: Tens dúvidas? Tu vais ver do que sou capaz...
Diabo: Eu para ti só tenho uma coisa para dizer: it ain't over till it's over...
Deus: Veremos. Ela agora tem algo que a lembra todos os dias que tudo é mutável. Tal  como ele mudou. E ela sabe disso. E ela vê isso todos os dias quando se olha ao espelho.
Diabo: Tu e o Salomão têm demasiado tempo livre, não têm?
Deus: Até pode ser mas que até agora tem resultado, tem...
Diabo: Eu detesto ser sempre o portador de más noticias... Mas diz-me lá uma coisa: se isso funcionou tão bem, se consideras que já venceste, porque raio está ela a escrever este post?
Deus: Cala-te e joga!

E assim se passa um Domingo

Quando troco a roupa de Inverno pela de Verão, há sempre 3 caixas. 2 onde arrumo a roupa da outra estação e uma onde ponho as coisas que já me estão pequenas mas, à cautela, guardo. Sim, porque eu sou daquelas que em cada mudança, experimenta e manda para a caridade o que acha que nunca mais vai vestir. E o que me arrependo disso agora...

Este ano, a caixa das coisas que me estão pequenas está vazia. Aliás, ficam por lá (e cheira-me que por pouco tempo) 3 vestidos que a minha avó me fez quando eu tinha 20 anos. O resto da roupa vai ver a estação que entra. Sendo que tenho uma pilha de coisas que estavam nessa caixa que são para apertar um bocadito. A caixa das coisas pequenas passou a caixa das coisas grandes e está quase a precisar de uma irmã.

Já eu preciso de um suplemento para roupa nova, fáxavor!

sábado, 28 de maio de 2011

E pára de dizer isso! Aliás, podes parar de falar comigo.

Não me provoques. Não digas que não acreditas em mim. Não me sorrias. Não me iludas. Aliás, hoje é sábado. Podes fazer o que quiseres. Hoje, podes... Embora não saibas porquê, hoje podes.

E, hoje, também odeio

Os cães de Pavlov e o Pavlov e os Cupidos e as HK's. Estou muito democrata...

Pleno

Já não faço um pleno há tanto tempo que já nem sei o que isso era. Eu era boa a fazer plenos... Mr. Big tornou-me numa pessoa muito desengraçada...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Today

Hoje nunca mais te quero ver. Odeio-te mesmo. Visceralmente. Com ganas de morte. Com emoção. Sem dó nem piedade. Com toda a minha alma e o meu ser. Consigo pensar em milhentas maneiras de te matar dentro e fora de mim. E depois... Não... Mas devia. 

Amanhã... Amanhã começa a caminhada para te exorcizar. Amanhã... Só que desta, vai ser de vez. A bem ou a mal, tu vais-me passar!

Coisas que me dizem - 14

"Eu nunca falei com ele ao telefone mas está com uma voz melhor que nunca."

De Frankenstein a Cristo

Vamos lá repetir 1000 vezes para ver se não esqueces: Ice Maria, tu fazes alergia àqueles adesivos giros à prova de água. Da próxima vez, talvez seja boa ideia lembrares-te disso. Sempre evita que fiques com o peito em ferida... 

E os meus resultados devem ser uma coisa esperta. Nas 24 horas de monitorização consegui quase ter uma discussão com uma Professora. Discussão essa que ia ocorrendo 2 minutos antes de começar um exame. Passei a noite em claro porque Picolé fez febres de 39º/40º. Eu apontei tudo no papelinho que me deram para apontar as actividades em que ia incorrendo. Estive quase a por o fim do dia de ontem e a noite sob o tema 'relações sexuais'. É que me pareceu que eu estava a ser bem fodida...

Hoje ao tirarem os eléctrodos, acho que a pele deve ter vindo atrás. Estou aqui que nem lhe posso tocar e pelo decote vê-se o vermelhão. Mas não há-de ser nada... This too shall pass...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eu tinha que pespegar com isto em qualquer lado... O que eu gosto do Pavlov...


"You know you don't have to act with me.
You don't have to say anything and you don't have to do anything.
Not a thing.
Maybe just whistle.
You know how to whistle, don't you, Steve?
You just put your lips together and blow."
(Lauren Bacall in "To Have and Have Not")
 
(Eu quando for grande quero ser como a Lauren Bacall... E dar beijos daqueles...)