segunda-feira, 20 de junho de 2011
Eu vou dizer uma coisa que nunca pensei dizer na vida...
Estou farta de amor. Farta de histórias de amor, farta de casais apaixonados, farta de filmes com finais felizes, farta de frases bonitas. Fartinha, fartinha, fartinha.
Cenas dos próximos episódios
Para amanhã (em tendo tempo que eu não garanto nada), reservo-vos um jantar de família, uma declaração de amor, um caso de tribunal e um piropo inacabado. Sim, se eu, efectivamente, contasse toda a minha vida neste blog, as novelas da TVI passariam a ser uma coisa desenxabida e sem imaginação.
No fundo, eu sou uma pessoa cheia de sorte
Acabei de perceber que estamos a dia 19 e eu, este mês, já estive com todas as minhas grandes amigas*. Ok, faltaram só as irmãs mais novas, mas falei com elas ao telefone.
Se isto não é ter sorte na vida, eu não sei nada acerca do que é sorte...
*A maioria delas mora a mais de 300 kms de mim.
domingo, 19 de junho de 2011
Eu pensava...
Que como estava de férias, não ia odiar o Domingo. Estava enganada. Continuam a lembrar-me longas conversas. Mesmo que essas agora tenham sido substituídas por 3 pares de óculos escuros da Primark. Eu hei-de transformar-me numa pessoa fútil e insensível nem que isso me mate!
Sempre que ouço a música...
Que toca quando o Artur vai para o mundo dos Minimeus a primeira vez, vêm-me as lágrimas aos olhos...
Achei que devia partilhar isto convosco.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
You can dazzle the world, you can conquer it, but you will never hold it in the palm of your hand
Dormi no sofá. Demasiado cansada para me arrastar para a cama. Os contentores dos Xutos a tocarem em repeat na minha cabeça. Ando cansada, pálida e sem vontades. Sinto que precisava de dormir dias a fios para voltar a ser eu. É assim que imagino a coisa. Eu a dormir 48h/72h, de seguida. A acordar sem olheiras, sem o cérebro esponjoso, sem a sensação de que me estou a arrastar. Vou acordar a Eu que eu era em Setembro/Outubro do ano passado. A Eu que estava em higher ground e sabia lá estar. A Eu que não tinha problemas de auto-estima e não achava que era impossível que alguém gostasse dela. Tenho saudades dessa pessoa. E, às vezes, tento ser ela. Mas depois há aquela voz lá dentro que me diz "E para quê?" E por muito que eu lhe diga "Porque sim. Porque eu quero." a sacana da voz tem o condão de me amarfanhar, de me impedir de sentir seja o que for para além de derrota. Aliás, recorda-me constantemente a derrota. Recorda-me a mulher mais burra que conheci em toda a minha vida e faz-me pensar que eu devo ter, de facto, algum defeito gravíssimo. Recorda-me como eu própria fui imbecil em acreditar que era possível ter assim uma pontinha de felicidade e paz. Isto, em calhando, era coisa para eu começar a pensar em exorcismo. É que isto de ter vozes na cabeça não me faz nada bem...
Este texto foi patrocinado pelo esquecimento do comprimido matinal. Vou ali uma semana de férias e já volto. Pode ser que o sal do mar me tempere um bocadito as emoções e isto fique mais variado.
Podiam ter dito antes, não? - 2
"Ontem, em conversa com a Melissa, percebi que a mina de ouro dos possíveis engates, reside na escrita. Sim, ouviram bem, as mulheres enlouquecem por um gajo que escreva.
A minha vida era tão mais simples se as pessoas escrevessem as coisas atempadamente...
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Está a correr bem...
Ainda não escrevi uma palavra mas já roubei 2 autocolantes do Picolé e colei um na capa do caderno e outro no computador. Gosto destes. Fazem-me lembrar os Tou's...
Óh fáxavor...
Alguém me explica como escrevo a letra de uma música até amanhã?
Eu acaso já vos disse que sou dura de ouvido comó camandro e não percebo nada de notas? Além de que canto mal para xuxu?
Talvez com estas informações, tenham ideias mais brilhantes...
quarta-feira, 15 de junho de 2011
It's the end of the world as we know it*
Acabei de sair do terraço. Ele esteve uma hora nos meus braços enquanto eu lhe contava histórias de como, antigamente, as pessoas tinham medo de eclipses. Em surdina contei-lhe a história de Cristovão Colombo e de como Alexandre, o Grande, foi derrotado durante um eclipse. Perguntou-me da cor. Disse-me que hoje era a festa das cores das lua. Que estava vermelha mas que ele não tinha medo. Porque é que as pessoas tinham medo antes? Porque achavam que o vermelho seria sangue. Como os vampiros, mãe? Mais ou menos... As pessoas achavam que dava azar. Mas não dá, pois não, não dá? Não. Não dá. Podemos dormir aqui? Podemos... Acordou quando o estava a trazer escada abaixo e disse-me que amanhã vai contar aos amigos todos que ele foi à festa da lua e que estava muito furioso (curioso em português dos comuns mortais) para ver a Lua a desaparecer. Está a beber leite...
Eleito o segundo homem mais bonito do Mundo pela Vanity Fair em 2009
O primeiro era o Robert Pattinson (desculpa lá, Sousoca, mas este é muiiiiiiiiiiiiiiiito melhor).
O terceiro era o Brad Pitt.
Qual é o teu preferido, Ice Maria?
Mas eu não vos ensino nada, pá? É o segundo. É sempre o segundo!!!
Chama-se Nacho Figueras. É argentino e considerado um dos melhores jogadores de polo do mundo. É também modelo da Ralph Lauren.
Se bem que para mim se há-de chamar sempre Artur... Mas isso é outra história que, um dia, em tendo eu tempo, vos contarei...
terça-feira, 14 de junho de 2011
Wisteria Lane Revisited
E talvez eu conseguisse integrar-me melhor em Wisteria Lane se não fosse o facto de para além das 2 miúdas comedoras de olhos de peixe, não houvesse mais 3 putos. Todos eles mais velhos que Picolé. E a todos o sacana do puto enganou com falinhas mansas...
Juro-vos, aquela lábia era coisa para lhe dar um grande futuro no mundo da burla... Eu bem lhe dizia que a nintendo era para partilhar e ele partilhava. Entregava a nintendo a um dos outros putos e menos de 2 minutos depois, com a desculpa de que lhes ia ensinar uma manobra qualquer do jogo e muita falinha mansa, sacava-lhes não só a sua própria nintendo como a do outro puto que também tinha. E eles entregavam de boa vontade tal era a convicção e a voz doce com que ele dizia aquilo. Sem um ai, sem uma reclamação, sem um pio, sem sequer uma única vez as vozes se levantarem. Lá lhe lançava eu um olhar 35 e dizia uma só palavra "partilhar" e ele enfiava a viola no saco e entregava as nintendos aos outros putos para 2 minutos depois a manobra se repetir.
O que tenho para vos dizer, é que este xavalo, bem trabalhado, tem uma brilhante carreira no mundo do crime. Pode não ser grande espingarda para o meu futuro em Wisteria Lane, mas ele está garantido na vida!!!!
Aquelas que nem às paredes confessamos...
[Na minha casa há muitas escovas de dentes. Eu própria tenho 3 diferentes. Uma eléctrica e uma manual no lavatório, uma no chuveiro. Para além das minhas, há a de Picolé. No copo ao lado, há mais duas que não pertencem a nenhum habitante desta casa. A do N que dormia comigo quando se enfrascava e não tinha condições para ir para casa e cujas noites acabavam invariavelmente com ele a perguntar se era naquele dia que nós íamos dar uma cambalhota e eu a responder que se calasse e dormisse. Ao que ele obedecia religiosamente. E agora há também a da J. Eu pego numa caneta de acetato. Escrevo-lhes o nome no cabo, ponho-lhes uma tampa e ali ficam até eu chegar à conclusão que seus donos tão cedo não voltarão a cá dormir. A do N já devia ter ido para o lixo mas eu deixo-a ali com esperança de que ele, um dia, se aperceba que namora uma hárpia e ganhe juizo. A da J é recente e ainda está dentro do prazo de validade. Havia uma terceira até há bocado. Uma terceira que vivia no meu necessaire. Eu pensei em colocá-la directamente no lixo do wc. Mas confesso que me deu um certo gozo despejar viakal e esfregar os orifícios do chuveiro com ela... Estavam com calcário... E eu nunca disse que era boa pessoa, pois não?]
Donas de casa desesperadas
Ontem jantei em Wisteria Lane. Embora eu não imaginasse que fosse viável comemorar-se o Santo António nessa parte do mundo, parece que é mesmo verdade. Lá estavam todos os casais perfeitos com seus filhos perfeitos nos seus carros perfeitos e vidas perfeitas. Nada contra. Sou até bastante a favor. Eu própria já pensei que poderia ser habitante de Wisteria Lane e fazer parte de um casal perfeito com filhos perfeitos e carros perfeitos e vida perfeita. Fiquei-me só pela parte do filho perfeito e muito bem.
Sempre que me vejo num evento em Wisteria Lane Mode, vejo-me sempre como a Edie*. As minhas roupas nunca são como as das 'senhoras' presentes. As minhas histórias não incluem subidas em casal a picos de montanhas. Não proíbo as criancinhas de comer olhos de peixes. E, não raramente, sou apanhada a dar aos pequenos infantes porcarias que fazem os pais arregalar os olhos e as mães sorrirem amareladamente**.
E depois eles interrogam-me directamente sobre qual é a minha actividade profissional e elas olham atentamente enquanto eu respondo a verdade mas o que me apetece mesmo dizer que é a profissão mais velha do mundo***. E começa a dar-me comichão nos dedos e no cérebro. Interrogo todos directamente sobre o que fazem na vida, olhos nos olhos, e interrogo-me onde anda a anfitriã perfeita que me deixou ali sozinha. Uma delas aproveita para dizer que uma vez que passa mais tempo desempregada do que empregada, pelo menos, a roupa está sempre passada e a casa arrumada. Tento empatizar. No fundo, no fundo, sou boa pessoa. Estar desempregada deve ser uma merda. Digo que, nessa parte, ela tem sorte que eu tenho uma pilha de roupa que nunca mais acaba para engomar. Isto irá virar-se contra mim uma hora mais tarde com a Lynette lá da zona atirando para o ar a frase solta "pois, mas ela não passa a ferro..." como contraponto para qualquer coisa (anda cá, minha rica menina, toma lá mais uns olhinhos de peixe...).
Não entendo a reacção das habitantes das Wisteria Lanes perante uma mulher sozinha que surge nas suas 'ruas'. Eu simpatizei com as senhoras. Mas também vi a forma como mediam milimetricamente o top que eu vestia quando a mim me apetecia dizer que qualquer uma delas seria bem mais atraente que eu se vestisse um qualquer trapinho que não tivesse "roupa sem qualquer tipo de piada e totalmente desadequada à minha figura e Deus me livre que as pessoas reparem em mim" escrito na etiqueta. E apetecia-me dizer que não sou ameaça nem para elas nem para ninguém. Tomara eu que me deixassem viver a minha vidinha sossegada que eu quero tanto sarna para me coçar como quero fazer um clister com chumbo quente.
*Havia mais uma solteira e com menos uns tantos parafusos mas como estava em Anfitriã Mode, estava no seu best behaviour.
**Eu concordo que dar às duas miúdas os olhos de 80 sardinhas é capaz de não ter sido muito sensato, mas sempre era melhor que as deixar morder os rabos das sardinhas e voltar a pô-las na travessa que era o plano original delas!!!!
***E é! A venda de serviços é a profissão mais velha do mundo. Sejam eles quais forem!
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Um dos homens que fez de mim o que sou...
"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
(Fernando Pessoa)
Season Finale
Era um teste. Este fim-de-semana era um teste. Aliás, eram 2 testes. O mais duro era a mim mesma. Voltar ao local do crime. Dormir sozinha na cama onde nunca o tinha feito. Arrumar a casa, literal e figurativamente, e fechar a porta.
Assim que cheguei, só tinha vontade de correr de volta para donde tinha vindo. Lembrei-me de quando o meu pai morreu e eu larguei tudo e fiz 300kms porque só pensava em abraçar Picolé. Na quinta-feira, era só o que me apetecia fazer: abraçar Picolé. Eu não queria entrar naquele quarto, eu não queria ir jantar, eu não queria sorrir. Queria, pura e simplesmente, pegar no saco que tinha acabado de pousar e ir para casa. A ironia? Aquela rua já foi o sitio para onde fugia. A minha casa, o meu refúgio já foi ali.
Não fugi. Fiz tudo o que me propus fazer. Enfrentei os fantasmas como pude e sai de cabeça erguida. Sorri, encantei, ri, disfarcei e sobrevivi.
O segundo teste era um teste de personalidade. Não à minha que essa anda bem e recomenda-se, obrigada. Mas esse, quem tinha que o fazer, chumbou redondamente. O resultado desse, foi o esperado, não o desejado. Ninguém gosta de descobrir que se anda a lamuriar e a sofrer por um cobarde. Essas coisas deviam vir tatuadas nas pessoas. Com letras grandes e em bold como os avisos nos maços de tabaco. E para mim foi o fim. Chega a um ponto em que nós dizemos 'chega'. Em que decidimos que basta e nos retiramos airosamente ainda que isso nos doa e nos corroa. E esse momento chegou. Não na primeira vez que em que eu disse 'para mim chega' este fim-de-semana. Essa primeira vez foi apenas a preparação para o que eu sabia/sentia que ia acontecer. Foi mais tarde. Foi naquele momento em que ela me segurou a mão por cima da mesa e eu vi, como se assistisse de fora ao desenrolar da cena, uma mulher fantástica, vestida de forma a já ter virado algumas algumas cabeças até chegar a essa mesa, a segurar as lágrimas (essas cabras que se dizem minhas irmãs têm este condão de rebentar diques em mim). Esse foi o meu momento "chega". Esse foi o momento em que o mundo faz uma pausa e temos a certeza que se a outra parte é incapaz de ver a pessoa fantástica que somos é porque não nos merece e, definitivamente, não merece as nossas lágrimas. Nada está realmente terminado até esse momento.
Coisas que me aborrecem nisto?
Não saber se estive mesmo apaixonada ou se tudo isto é resultado de orgulho ferido. Não me ter sido dada oportunidade de descobrir isso...
Não perceber porque raio andou o Universo a brincar durante 9 ou 10 meses comigo para depois, quando eu cedo e decido dar uma oportunidade à coisa, dar nisto. Fónix... O senhor lá de cima não devia andar ocupado com coisas mais importantes?
E, por fim (e eu sei que isto pode não parecer importante, mas eu nunca me tentei passar por intelectual nem nada disso), refode-me conseguir lembrar-me do cheiro e do corpo dele mas não me conseguir lembrar se é dextro ou canhoto. Óh pá, fico fodida, pronto.
E isto, meus amores, é o que temos. Esta série, como qualquer grande série, termina mais uma temporada e vai entrar em férias de verão. Todos nós sabemos que no fim da temporada morre sempre um ou outro actor que não vai entrar na próxima época. Como argumentista desta, opto por colocar Mr. Big num avião para Londres (sim, gosto de finais irónicos. So what?). Um jacto particular que não me apetece matar muita gente. Vê-se a aeronave a descolar. É fim do dia. Quando o avião está ainda em trajecto ascendente em direcção ao pôr-do-sol, um dos motores incendeia-se. O avião inclina para a direita. O outro motor começa a fumegar...
Fade Out.
THE END
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















