sábado, 30 de abril de 2011

Se ao menos parasse de chover...

O homem com quem eu enganei uma mesa inteira de gaijos num jogo de poker está, neste momento, a morrer. O este momento não é uma forma de expressão. É mesmo a realidade. Pode ser daqui a um minuto, uma hora ou uma noite. Mas não há qualquer esperança de mais. Nem esperança nem vontade. É que o homem que pegou no meu filho ao colo e a quem o meu filho também chamava avô, está a sofrer os mesmo horrores que o verdadeiro avô sofreu. E eu entendo a filha tão bem quando me diz que só queria que ele tivesse um botão para o desligar e acabar com tudo.

O homem que sorria marotamente enquanto limpávamos as fichas dos outros gaijos todos numa mesa de poker, provavelmente, não passa dos próximos dias e eu só consigo pensar que a vida é demasiado curta para eu me chatear. Demasiado curta...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

...Mas só me dá para gostar disto!


Eu devia querer isto...


Deve ser do céu cinzento ou assim...

Mas acordei com saudades. E se a galhofa do casamento real serviu como anestesiante durante a manhã, à tarde, sinto-me a sufocar e a fraquejar. Deve ser da chuva que ameaça cair ou dos trovões que se ouvem ao longe...

E depois só tenho que me lembrar que não tenho saudades tuas. Tenho saudades do outro que eras para se me acabarem as tentações.

É que nem sei que título dar a isto...

"There's a fine, fine line between a lover and a friend; 





quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ainda dos nomes que me chamam

Alguma alma iluminada, achou que era uma brilhante ideia dar-me acesso ao back office de uma coisa que pode mandar pelos ares o site de uma grande empresa deste país. Eu, que sei a capacidade destruidora que se alberga na ponta dos meus dedos, acho que é uma péssima ideia, mas os senhores lá devem saber.

Posto isto, dei comigo, ao raiar da aurora, trancafiada numa sala sozinha com o senhor responsável por fazer com que eu detenha os mínimos olímpicos de conhecimentos para não calhar cocó. Nem eu bem tinha olhado para o ecrã onde ele me começava a explicar alguns passos básicos e começam a desaparecer cenas lá do coisinho. A minha primeira reacção foi mesmo olhar para o lado, começar a afastar-me e assobiar. Já ele, seguro de si e altaneiro, saca do seu I-phone, prime uma tecla e diz a maravilhosa frase:

- Zé? Olá. Estou aqui com um problema técnico!

Eu baixei a cara, perdida de riso, e perguntei a mim mesma se na capital deste país já seria do conhecimento geral este meu epíteto ou se era uma coisa restrita a um circulo reservado de Profs com o mesmo nome.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

"Os monstros existem. Os fantasmas também. Eles vivem dentro de nós. E, às vezes, eles ganham."*

E, hoje, ver o teu nome espalhado por todo o meu ecrã afora, incomoda-me. Ainda não me dói, mas mói. E estou cansada. Sobretudo, é isso: estou cansada. Cansada do tempo que esperei o desfecho, cansada da desilusão, cansada... Hoje mói-me e cansa-me o teu nome. Com a mesma intensidade com que, um dia, o desejei ler.

*Stephen King

E juro que depois disto não gozo mais com os nomes queridos que me atribuem mas assim talvez percebam porque opto por esta postura

Eu, como toda a gente, tenho nome próprio. Só que é tão raro usarem-no que eu até estremeço quando o ouço. Tão raro, tão raro, tão raro que quando a Dear John Letter chegou encimada pelo nome de baptismo desta que vos escreve, ainda pensei 2 vezes se não seria engano.

A partir dos 17 deixei de ter nome próprio. Essa é a realidade. Tenho um nome tão vulgar que na minha turma de faculdade éramos mais de uma dezena. Como o meu apelido soava bem numa gaija, toda a gente me tratava pelo apelido. A faculdade acabou e acho que quase ninguém com quem eu me dava sabia o meu nome próprio. O cúmulo mesmo foi o namorado de uma das minhas melhores amigas, num almoço em casa do meu pai, já anos depois da faculdade acabar, tratar-me pelo apelido e depois da milionésima em que olhei tanto eu como o progenitor, o meu pai dizer "tratem-na pelo nome que já me dói o pescoço de tanto olhar para vocês!" e o rapazinho muito encavacado, olhar para nós e dizer: " Mas eu pensava que este era o nome dela!"

Depois disso, em alguns casos, o apelido foi abreviado, outros começaram-me a tratar por alcunhas, os enamorados acham sempre que devo ser tratada por algum nome estranho, frequentemente, pouco adequado a mim. Os que não usam nomes desadequados, optam pelo 'miúda' que me faz sempre lembrar o meu pai e me põe sentimentos meios confusos nas primeiras vezes. Mas também ninguém me manda gostar sempre de homens mais velhos, pois não?

Basicamente, eu sou uma mulher sem nome ou, visto por outro prisma, a mulher de todos os nomes. Sendo que o mais raro de todos a ser usado é mesmo o nome próprio. Tão raro que a minha assinatura oficial, aquela séria que me garante dinheiro e empréstimos e casar se bem me aprouver, limita-se a ser a inicial do nome próprio e o meu apelido.

O Turno da Noite

O homem deve estar, de facto, apostado em me elevar a auto-estima. É que se ontem eu era fofinha, a mensagem de bom dia, de hoje, incluía um upgrade para linda. 

Se bem que a segunda é tão verdadeira como a primeira. Mas, enfim, uma mulher gosta sempre de ser elogiada mesmo que saiba que o elogio é mentira. 

P.S.: Não, não me considero feia. Considero-me uma mulher interessante, gira e atraente. Daí a bonita, é um grande passo. Daí a linda, é um salto de uma motorizada por cima de 10 camiões de longo curso.

P.S.2: Não. Não o destratei. Pelo contrário, dirigi-me a ele tratando-o pelo nome próprio. Eu tenho fé na inteligência das pessoas. Ele chaga lá.

E de todos os posts que eu escrevi, em todas as minhas vidas blogosféricas, este continua a ser o mais irónico, o mais verdadeiro e o que não me sai da cabeça


terça-feira, 26 de abril de 2011

And now for something completely different...

Ritmargaride e SSV são chamadas à recepção que eu preciso de vocês para isto!

Temos então que recebi uma mensagem no Facebook. Uma mensagem de um senhor que, doravante, designaremos por Turno da Noite.

(Nesta altura, temos que Rit já percebeu porque foi chamada à colação. Eu já chego a ti, SSV.)

Por motivos que agora não interessam nada, eu tenho andada arredada da supra-citada rede social. Hoje, e porque a mutilação genital feminina é coisinha para me horripilar, dei o ar da minha graça.

Ora, o Turno da Noite decidiu expressar o seu contentamento enviando-me uma mensagem onde anunciava que já tinha saudades, usando como vocativo o termo 'Fofinha'!

Quem me conhece, minimamente, sabe que tal termo é coisinha para me arrepiar os pelos da nuca. Tolhe-me o cérebro. Eu não sei responder a uma pessoa que me chama 'fofinha'. 

Perdoem-me aqueles que usam o termo ou que gostam que o usem em relação a si, mas não dá. Sinto-me assim como um urso de peluche que gostamos muito quando recebemos mas depois atiramos para um canto e nunca mais lhe pegamos. Penso sempre que o fazem porque não sabem o meu nome. Olhem, não sei. Pára-se-me o cérebro, o que é que eu hei-de fazer?

Além do mais, quem me conhece, minimamente, sabe que tal expressão adequa-se tanto a mim como chamar Nero a um pinsher anão bebé (SSV, é esta a tua deixa!)! Olhai para a minha imagem de perfil, fáxavor! É um rochedo gelado, tá? Por algum motivo é uma pedra de gelo gigante e não é por as pedras de gelo ser agradáveis ao toque, certo?

Eu respondi-lhe usando 'kiduxo'. Espero que ele entenda a dica, senão amanhã, chamo-lhe 'pequenito' e acho que nenhum homem gosta que se use essa palavra em relação a si...

Adoro quando me enfiam o termómetro num sitio onde o sol não brilha para me tirarem a temperatura

Morna. Morninha. Lamentamos se esperavam que um 'Hey Kid' fosse despoletar um arroubo de paixão ou de raiva. Disso não temos. Temos uma enxaqueca, se quiserem, mas mais que isso está difícil nos dias que correm. Até porque nem foi inesperado. Era até bastante previsível. Nunca pensei foi que fosse tão cedo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

For the heart is an organ of fire*

"Aprendi que essas coisas não me afectam. Foi aí que surgiu o nome Iceberg. Porque eu fiquei seriamente convicta que alguém me teria substituído o coração por um bloco de gelo. Pior, um bloco de gelo irónico que consegue rir dessas coisas."

Eu ando desde ontem à espera que o céu me caia na cabeça. Eu já cheguei mesmo a sentar-me sozinha, em silêncio, e a dizer a mim mesma: Agora, chora! Trataram-te mal, como nunca tinhas sido tratada, chora! Nada.

Iceberg... Eu escolhi o nome por causa desse dia. Pela minha incapacidade de sentir fosse o que fosse depois de levar uma tampa de um homem. Essa foi a primeira tampa que o Mr. Big me deu. O homem que me fez assumir o nome de um bloco de gelo foi o mesmo que eu acreditei que seria capaz de o derreter. Curiosamente, parece que ao agir como agiu, tudo o que conseguiu foi impedir que o coração de gelo se partisse, mantendo-o preservado no seu Iceberg gelado, intacto e inatingível. 

Eu bem continuo à espera da vontade incontrolável de chorar, mas tudo o que sinto é uma desilusão imensa, uma pena imensa por pessoas que vivem vidas pela metade e raiva... Muita raiva. Porque estas merdas tiram a uma gayjja a capacidade de acreditar. Há um episódio no Sex and the City em que a Samantha se envolve com um homem que é depois descrito como "He's the kind of man who faked a future to get what he wanted in the present". E isso é tão desnecessário. A mentira, a hipocrisia... Para quê? 

Há uns dias, eu dizia a alguém que o Mr. Big estava a fazer pontaria aos meus dois órgãos vitais: o meu coração e o meu orgulho. Até ao momento, parece que só atingiu um. Mas eu, tal como os gauleses, continuo cheia de medo que o céu me caia na cabeça.

*The English Patient

Coisa que deixam uma gaija animada

Parece que imbuídos do espírito da Páscoa e do voltar à vida, estes senhores decidiram voltar a escrever. Parecendo que não, é coisa boa. Resta saber até quando lhes dura a tesão do mijo!

Algumas mulheres são tão simples que eles não acreditam

Aqui há uns meses, dei comigo sentada a uma mesa a olhar para o Mr. Big e a pensar: "Eu conheço esta pessoa há mais de um ano. Muito, provavelmente, vou dormir com ele esta noite e nunca o vi comer! Eu não sei se ele tem maneiras à mesa!!!!"

São assim as relações, hoje em dia. A facilidade de acesso às novas tecnologias faz com que saibamos tudo (ou pensemos que saibamos tudo) de uma pessoa e criam-se laços que, de outra forma, seriam muito mais difíceis. 

Antigamente, nós conhecíamos uma pessoa em casa de amigos e as relações evoluíam a um ritmo lento, com telefones fixos, cartas no caso de haver distância e um esforço titânico para haver encontros.

Agora, conhecemos uma pessoa em casa de amigos e trocamos telemóveis, endereços de correio electrónico, facebook, A partir daí começamos com sms's, emails, piadas nos murais e avançamos para conversas intimistas em msn, telemóvel. Os encontros são esporádicos. 

No meio disto tudo, nós acabamos por saber os meandros da alma de alguém sem sabermos  o básico. E por básico, falo das pequenas coisas: se rói as unhas, como cruza as pernas, se olha nos olhos, se segura o garfo com a mão esquerda ou com a direita. Essas pequenas coisas.

E, embora pareça estranho, quando a coisa dá para o torto, é nessas pequenas coisas que eu penso*. E ontem, ao ler a maior sacanice à face da terra com acompanhamento de uma deliciosa cobardia, a única coisa em que eu conseguia pensar, a única resposta que eu queria ter e a única pergunta que me atravessava a mente era: és dextro ou canhoto? 

Eu juro que forcei a minha mente a pensar em coisas mais apropriadamente ressabiadas, tipo: és um canalha! Porque é que me enganaste? Porque me iludiste? Com quem estiveste? Quem é ela? Tentei. Com grande esforço até. Mas a única coisa que eu queria realmente saber era se ele era dextro ou canhoto. E se não desse muito trabalho como era a letra... 

Claro que, fiel aos meus princípios de absoluta sinceridade, partilhei isso com a pessoa em questão. Acha que eu estou louca. Porque é que as pessoas não acreditam na hipótese mais simples?

E já não vou falar das grandes coisas. Das ideias pré-concebidas acerca do outro baseadas em experiências passadas. Essas vou deixar para mais tarde que essas é que me estão aqui a refoder.

Break-up rules 4

Break-up que se preze tem uma Dear John letter. Eu recebi a minha, hoje à tarde. Foi de tal forma que acho que o Mr. Big conseguiu em 3 ou 4 parágrafos acabar com o meu desgosto amoroso. Talvez amanhã, eu acorde lavada em lágrimas e assim, mas neste momento apenas sinto incredulidade. É que pior do que me tentarem passar por parva, é conseguirem. É que muitos já tentaram, poucos conseguiram e só um conseguiu durante tanto tempo.

Para além de incredulidade, sinto repugnância (?). Não sei se será a palavra certa, mas pensar na covardia a que eu assisti hoje e pensar que essa pessoa, talvez, ainda estivesse convencido de que estava a ser muito frontal e directo, é coisa para me revolver as entranhas.

Por outro lado, sinto-me assim o Nirvana das mulheres. É que quem dedica um ano a mentir, a omitir, a seduzir e a encantar uma mulher com um único intuito que só se concretiza um ano depois, ou tem sérios problemas mentais ou tem muito pouco com que se ocupar ou acha que essa mulher é o troféu que lhe falta. Eu nunca tinha sido mulher-troféu até hoje. Mas lá está vivendo e aprendendo... Vivendo e aprendendo...

E agora fico na dúvida: isto de ser mulher-troféu é coisinha para me lisonjear ou para me ultrajar?

domingo, 24 de abril de 2011

Raisparta a Páscoa e a ressurreição e essas coisas

Pois que temos Mr. Big de volta ao país. E isso, parecendo que não, depois de 22 dias, é coisa para me abalar as fundações até ao núcleo do planeta Iceberg.

Break-up rules 3

Quando um relacionamento acaba, tão ou mais difícil que as saudades que temos da outra parte, são as saudades dos sonhos que tivemos com essa pessoa. Há 3 relações paralelas quando nos envolvemos com uma pessoa: a real e as duas imaginadas e esperadas por cada uma das partes. No final, cada um de nós tem que acabar pelo menos 2 relações por cada relacionamento. Aquela que mantivemos connosco, é aquela que demora mais tempo a esquecer. 

Sempre ouvi dizer que o Universo não dorme...


sábado, 23 de abril de 2011

Continua que vais por bom caminho, Ice...

Eu já fui uma pessoa que achava que comer era apenas uma perda de tempo. Que era capaz de passar um dia com 1 iogurte ou uma bolacha. Eu sei como é fácil entrarmos nesse caminho da auto-destruição. E digo auto-destruição porque mesmo com 49 kgs, eu achava que não era magra. Que podia ser mais esbelta. Não era isso que me motivava a não comer mas eu achava estranho continuar 'gorda' se não comia. A paranóia acabou no dia em que o meu pai me contou as costelas através da pele e eu revi, mentalmente, todos os artigos sobre anorexia que tinha lido. Já foi há muitos anos e agora como hambúrgueres às 5 da manhã sem qualquer remorso e sem pensar se isso engorda ou emagrece.

No entanto, deve ser a tal coisa karmica... É que sem Picolé desde ontem e sem idas ao supermercado para comprar coisas de gente crescida, dou comigo sozinha em casa, a morrer de fome, tendo para comer: 1 embalagem de haagen-daaz, 2 crepes de chocolate belga, 7 ovos, queijo, mortadela e apenas 1/4 de litro de água mineral (pode não parecer mas no meu caso é critico). 

Considerando que sou gayjja em anorexia amorosa, a simples ideia dos doces enjoa-me. Não tendo água, não posso cozinhar nada que requeira esse elemento. Restam-me os ovos e o queijo. Cheira-me a omolete e tentar esquecer que já de madrugada marchou um ovo estrelado...

E para aqueles que estão a pensar: E porque raio não vai ela às compras? A resposta é simples: Já vou! Acabei agora a porra do relatório e já me vou arranjar para sair. Mas antes tenho que comer antes que me dê um fanico, tá?

Sabes o que é que me chateia mesmo, mesmo, mesmo?

Tornaste impossível, para mim, ouvir Caetano, Frank Sinatra, Rui Veloso ou Jobim. E agora é uma merda porque tenho a porra do relatório mensal para fazer e vou ouvir o quê? Já bem basta lembrar-me daquela vez que estava a fazer a mesma porra do mesmo relatório mensal contigo danado comigo porque eu te tinha dito que não devias levar demasiado a sério as coisas que eu te dizia e tu achavas que era em relação a tudo, inclusive, a nós dois. Yeah, babe, you really must have been kissing a fool...

E ao 7º, até o Universo descansou...


O Universo, às vezes, também recebe bons conselhos


Mas até o Universo fica confuso, por vezes


O Universo é o sócio mais concentrado


O Universo é infinitamente sábio, pá

Por estas e por outras é que eu não digo: "que me caia um raio em cima da cabeça!"!!!!

O Universo sabe muiiiiiito bem o que faz

É que nem gota. Chegou ao cúmulo de o Gordon's acabar quando chegou a vez de servirem o meu copo. Saíram 2 doses para as meninas que estavam comigo e a terceira... Népias... No tenemos mas... 

O Universo sabe o que faz

E quando o tal do Universo vê uma gayjja refodida a sair de casa, arranja maneira de fazer com que ela não se meta em nada que se possa vir a arrepender mais tarde. Tipo enfiar centenas de gaijos feios num bar...

Break-up rules 2

If you don't know where to go or what to do, go back to basics. Go back to where it all started and work your way from there.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Hoje, lembrei-me de uma conversa que tivemos

E cheguei à conclusão que eu, efectivamente, não me enganei, não me iludi, não imaginei. Quando muito fizeram-me isso tudo. Portanto, e sendo sexta-feira no sitio onde toda a gente quer estar, eu vou sair. E seja o que o Universo quiser.

Break-up rules 1

"No matter who broke your heart or how long it takes to heal, you will never get through it without your friends."

(Sex and the City)

Se Maomé não vai à montanha...

A minha empregada, hoje, disse-me que eu tinha que comprar roupa nova. Disse que eu parecia um cabide pequeno com umas calças grandes lá penduradas.

Estou agarrada às linhas e agulhas. O que me vale é esta veia de Catarina Tallon que faz com que eu saiba lavar, passar, cozinhar, cozer and so on. Se o rabo não enche as calças, definitivamente, o defeito é das calças. Como tal as desgraçadas vão sofrer às minhas mãos até irem ao sitio certo!

E toda a gente sabe que eu preciso de ocupar as mãozinhas...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Hey Kid...

Esta é a nova teoria das minhas Samantha, Charlotte e Miranda. Eu tenho um Mr. Big. Logo, cada vez que o meu telemóvel dá sinal de mensagem, ficam à espera do inevitável "Hey Kid..." do Mr. Big (que em português se traduz pelo 'Oi miúda' que me dá na nervura!) dirigido à Carrie depois de desaparecer não sei quanto tempo. Ainda agora, a Samantha ía tendo um colapso cardíaco quando ouviu o som de sms a sair do meu telefone.

Obviamente, que não era o Mr. Big. A não ser que o meu Mr. Big seja o Belmiro de Azevedo e a sua forma de dizer que gosta de mim é dando-me 25% de desconto em ovos da Páscoa. Mas, lá está, eu aprecio homens mais velhos que acabam as mensagens a dizer que posso sempre contar com eles...

E o que chove lá fora?


Picolé ficou a dormir com a tia. A tocar em repeat está o Landing in London (metes-me as músicas na cabeça para quê, gayjja?). Acabei o trabalho por hoje. Tenho trabalhado todas as noites. Relatórios para a semana. Ideias que estavam em lista de espera para serem estruturadas. Eu sei que estou de férias mas tudo é desculpa para manter as mãos e a cabeça ocupados. Faltam-me aquelas horas mortas preenchidas com conversas sobre o nada. O que começou com minutos que eu cedia relutantemente,  transformou-se agora em horas que me sobram. O Landing in London alterna com o Deixo. Já não ouvia esta música há anos. O L. dizia que esta era a minha música. Eu nunca tive o L. nem ele me teve a mim. Uma questão de princípios. De ambos. Mas eu tinha uma música. Esta. Hoje tropecei nela no Youtube e agora não paro de a ouvir. Não ouço a outra. Aquela que alguém ouviu e tinha que me fazer ouvir. Quem sabe daqui a uns anos tropece nela no Youtube e consiga ouvi-la sem me perguntar 'porquê'. Para já não posso. Não consigo. Porque, como diz a Ivete, "Eu daria tudo para não te perder... assim. Mas o dia vem e eu deixo você ir..."

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A minha vida é um banho de ácido...

Acabei de concluir que todos os homens que me querem engatar prometem cozinhar para mim. No entanto, nos últimos 2 anos só um homem, efectivamente, entrou na minha cozinha com o intuito de me fazer o jantar. Não me queria engatar e conheci-o na blogosfera. E ainda dizem que isto é tudo uma cambada de mal fodidos tarados...

Upsss... Falando em politicamente incorrecto...

Ela: Sabes, eu acho que ele tem medo...
Ice: Medo? Tem medo compre um cão!
Ela:...
Ice: E se o objectivo do cão é afastar-me que seja um pinscher anão. Odeio cães a pilhas...
Ela: Um pinscher anão?
Ice: Sim. Sempre deve ter o tamanho ideal para o enfiar pelo cú acima (desculpem, desculpem, desculpem, queridos leitores mas foi mesmo assim que se passou) e ser muito feliz.
Ela: Ai... Eu acho que a S. não ía achar nada bem. Coitado do bicharoco. Logo ela que anda lá sempre no Facebook com aquelas coisas da protecção dos animaizinhos...

Eu rio, brinco e gozo

Mas as coisas que me disseste passam em repeat na minha cabeça e eu, simplesmente, não consigo entender nada...

Eu vou acabar como aquela velhota, a Sue. Serei uma velha solitária a falar de sexo... E, provavelmente, terei montes de gatos... 2

À mesa de jantar, já com a mãe da Teenager devidamente informada acerca do assunto que precedeu o repasto, as perguntas continuavam. Dirigidas a quem? Pois, tá claro... É que eles devem achar que as mães não percebem nada destas coisas. Elas nem fazem nem nada. Já a Tia Ice... Tão iludidinhos...

Ela: Mas eu tenho uma dúvida.
Ice: Sim... (mais vale ser tudo de uma vez, mesmo...)
Ela: A masturbação faz borbulhas?
Ice: Não!!!!
Ela: Mas o A. diz que há umas borbulhas que são diferentes e que aparecem por causa da masturbação!
Ele: Se fizesse borbulhas, eu não tinha borbulhas. Era uma borbulha!
Ice/Tété: Ahhhh Leão!
Ele: Esta é a melhor conversa de jantar que eu já tive! Na minha casa, a minha mãe manda-me calar cada vez que eu falo de cama à mesa.
Tété: Mas quando falas de cama? Mesmo cama? Tipo tenho sono, quero ir para a cama?
Ele: Não. Cama... Cama...
Ela: Ele não diz sexo... 
Tété: Eu vou gozar com o A. quando ele cá vier...
Ice: Mas agora a sério, meninos, a masturbação não faz borbulhas, não faz mal à saúde, não faz crescer pelos nas palmas das mãos...
Tété: Pode fazer calos...
Ice: Mas isso é mais tarde... Não provoca tuberculose, nem nenhum desses mitos que correm por aí. A masturbação é natural e não faz nada...
Tété: Não faz nada... Não é bem assim...
Ice (concentra-te, sócia!): Efeitos secundários! Tou a falar de efeitos secundários!
Ela: Mas eu só estava a falar de borbulhas...
Ice: Mas ficas a saber que há mais mitos.
Ela: Tenho que ir lavar as mãos pela quinta vez... (levanta-se e desabelha para o wc)
Ice: Porque é que ela vai lavar as mãos? Eles não se masturbam com as mãos dela!
Tété: Ainda... (esta sócia estava desconcentradissima!)
Ele: A melhor conversa...

Eu vou acabar como aquela velhota, a Sue. Serei uma velha solitária a falar de sexo... E, provavelmente, terei montes de gatos...

Tia Ice a servir lasanha ao jantar. À mesa, 1 teenager macho (doravante designado como Ele) e 1 teenager fêmea (doravante designado como Ela):

Ela: O HGSF? A sério? Não acredito!
Ele: É verdade...
Ela: Mas de manhã, à tarde e à noite?
Ice: Tás a falar de sexo?
Ela: Não.
Ice: Drogas?
Ela: Não. (olha de soslaio para a mãe que fumava um cigarro na cozinha e diz baixo) Masturbação.
Ice: Ah...
Ele (põe ar maduro): É natural... Todos nós fazemos...
Ice: Pois é. Na vossa idade é normal.
Mãe de Ela (doravante designada por Tété): O quê?
Ice: Cala-te!
Ele: Pois... Toda a gente faz. Só mesmo as raparigas é que não fazem.
Ice (pensando: arre, foda-se, mas porque caralho é que eles falam destas merdas comigo?): Não, Ele. As raparigas também fazem. Na vossa idade é normal haver vontade e curiosidade. Mas tanto há nos rapazes como nas raparigas.
Ela: Pois é! Mas eu nunca tive curiosidade em fazer.
Ice: Lá chegarás... (e comer a puta da lasanha, não?)
Ela: Mas o HGSF? Como é possível? Ele brinca com fadas!!!
Ice: Lá porque brinca com fadas, não quer dizer que depois não brinque com falos...
Ele/Ela: Com o quê?
Ice (Oh por amor da santa!): Com pilas!
Picolé: Oh mãe! Tás a falar do quê?
Ice: De sexo.
Picolé: De sexo? Mas nesta casa ninguém tem sexo!

Meu rico menino... Eu não faço puto de ideia do que é que ele acha que seja sexo, mas lá que é perspicaz, é...

(Continua...)

Temos homem

Picolé pede para repetir a lasanha ao jantar.

Tia Tété está a servir. Olha para mim. Pergunta se eu acho que aquilo que ela está a pôr no prato não é demais. Antes que eu consiga responder, o pikeno responde por mim:

- Não! Eu aguento-me!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Carta VI - Os amantes

Ora então, hoje em plena Primark, tinha eu uma loira aos berros para um telemóvel a marcar-me uma consulta numa bruxa. Perante os olhares incrédulos de quem passava pelos corredores atulhados de t-shirts e afins, a loira berrava que SIM. QUERIA MARCAR UMA CONSULTA PARA ICE MARIA BERG! Eu posso bem com isso... Ao fim ao cabo, mais humilhação menos humilhação... Temos então que aqui a vossa amiga vai a uma consulta na quinta-feira logo pela fresquinha. E como a minha vida é mesmo uma série de má qualidade mas de quem ninguém quer perder episódio, tenho a loira e a HK2 mortinhas por ir comigo. Aliás, disso não tenho escapatória.

Agora a parte que as outras duas não sabem. Quando a Maddie desapareceu, eu que sou gayjja (sim, agora neste blog escreve-se gayjja) muiiiiiiito ocupada, decidi fazer parte de uma 'expedição' (leia-se: grupo de pessoas desocupadas a um Domingo) que ia em busca de Maddie. Ora, se a mim me interessava o aspecto fáctico da coisa (tipo distâncias e janelas e expressões faciais e afins), houve alguém que, a determinada altura, achou que bom, bom, bom era chamarmos uma bruxa para ir ter connosco (eu nunca vos tentei convencer que os elementos da expedição eram pessoas normais, pois não?). E se bem acharam, melhor agiram e meia-hora depois, tinhamos uma bruxa atrelada (aposto que ficaram impressionados com o calibre das pessoas com quem me dou...). Ou será melhor dizer, andávamos atrelados a uma bruxa? Eu acho que calcorreámos quilómetros porque ela tinha um feeling que era para ali que havia uma pista. Obviamente, que a coisa acabou comigo e com a outra Loira (não é esta que fez a marcação agora) a gozar que nem umas perdidas sob os olhares fulminantes da bruxa que estava de piquete.

Anyway, aposto que já se estão a interrogar o que é que uma coisa tem a ver com a outra, não é? E a pensar que eu estou a tergiversar como de costume, não? Não! É que eu acho que a Bruxa para quem me marcaram a consulta na próxima quinta-feira é a mesma que estava de 'piquete' naquele domingo a long time ago. O que não augura nada de bom porque das duas uma, ou ela se lembra de mim e de que eu gozei com ela ou ela não se lembra. E não se lembrando e sendo, de facto, bruxa certificada, não deveria adivinhar? Talvez seja por estas e outras que estas coisas nunca me correm bem (eu já fiz um bruxo famoso tremer e esconder-se atrás de uma porta só de olhar para mim, tá????). É que eu sei exactamente qual o teste do algodão a realizar antes de lá entrar. Eu diria que isto promete...

Suponho que talvez ainda devesse estar agradecida por só se estragar um mês

Todas as mudanças na minha vida ocorrem sempre no 1º semestre do ano. Ali até 30 de Junho é um corropio de efemérides que nunca mais acaba. O 2º semestre é fraquito nisso. Tirando o nascimento do meu filho e mais meia-dúzia de aniversários pouco mais há a assinalar. Abril é tramado. Abril é aquele mês que é tão mau, tão mau, tão mau que se eu pensar nas efemérides do dia 18 de Abril nos últimos 4 anos não sei se ria se chore. Senão vejamos: 2008, estava a separar-me. 2009, estava sentada ao lado de uma cama de hospital sabendo que aquela pessoa não passava daquela noite. 2010, estava a rever e a tomar café, pela 1ª vez, com a pessoa que me tinha deixado 9 anos antes sem sequer uma Dear John letter. 2011, estava a descobrir que sou uma parva.

Eu gostaria de pedir encarecidamente a todos aqueles que até gostam de mim que daqui a um ano me recordem que Abril é mês para ficar sossegadinha, sentadinha no sofá e para não falar com ninguém. É que eu, à semelhança da autora do texto abaixo (curiosamente, escrito em Abril. Go figure?), tenho memória curta. 

TITANIC

Se há coisa que aprendi ao longo dos anos é que todos os homens da minha vida desaparecem. No inicio, isso deixava-me frustrada, achava que tinha algum problema mas hoje estou em paz com esse facto. As minhas amigas estranham a calma com que aceito essa situação. Procuram explicações que eu já não procuro, conformada que estou em nunca ver o final dos episódios desta grande série que é a minha vida.

Lembro-me do primeiro que saiu e do que chorei. Foi também o único a quem, praticamente, implorei em prantos que não fosse. A partir daí, aprendi que não podemos forçar ninguém a ficar, se essa pessoa não o quiser. Depois de se aceitar esse facto, podemos com (relativa) facilidade aceitar a saída das pessoas da nossa vida.

Umas vezes custa mais que outras a aceitar e já houve para todos os gostos: os que simplesmente se evaporaram, os que se apaixonaram, os que morreram, os que voltaram anos depois…

Se tenho alguma defeito? Devo ter bastantes. Há quem me acuse de ser intimidante (eu sei que é intimidadora, mas se me chamam intimidante quem sou eu para discordar?). E eu, aos 35 anos, tenho que admitir que aquela altivez arrogante que via na minha avó, no meu pai e que pensava ter saltado da primogénita desta geração para a minha irmã, é característica que me atribuem amiúde. No entanto, também tenho qualidades que parece que intimidam tanto ou mais que os defeitos.

Mas porque é que eu estou a contar tudo isto? Perguntam vocês. É simples. Porque eu sempre quis fazer uma tatuagem. Tive foi sempre dúvidas sobre o que seria ou se teria coragem para o fazer. Neste momento, resta-me apenas a segunda dúvida, porque a arranjar coragem, sei perfeitamente o que tatuarei e onde. Será no fundo das costas e será o seguinte:

Not even God can sink this ship!

E depois de o fazer, sento-me sossegadinha no sofá com uma caipirinha ou uma moranguinha e uma bela de uma música e fico à espera do iceberg!

Se ao menos estivesse sol...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

E passada a fase da raiva, chega a auto-comiseração

E eu precisava tanto que Picolé fosse dormir para eu poder chorar baba e ranho sossegada...

E esta fase é particularmente fodida. É que não só me lembra o tapete da desgraça onde gostamos de rebolar quando estamos nesta fase. Como me recorda a última vez que lá estive e que se abeirou do sacana do tapete. 

É uma fase tão fodida que eu até estou mentalmente a arranjar desculpas para não fazer o que tinha dito que ia fazer amanhã, só para ficar em casa mergulhada nesta puta...


Dúvida (im)pertinente 7

Porque é que as pessoas que se aproximam de mim, supostamente, pela minha inteligência passam o tempo a tentar passar-me atestados de estupidez? Acho que isso não é muito coerente mas sei que é, sem dúvida, muito cansativo...

Para o caso de haver mais alguém incomodado

Acerca dos dois cenários apresentados no post abaixo, a gerência informa que - tal como um segurança bem informado já avisara - é o segundo.

Só um filho da puta. Só mesmo mais um filho da puta...

We will be fine. Eventually, we will be fine...

You've got mail

Ver isto... Hoje... Bad idea... Really, really, really bad idea...
But then again, crying is good for... Something. I'm sure it must be good for something...


domingo, 17 de abril de 2011

Só falta te querer, te ganhar e te perder*

E de vez em quando, a minha mente recua 9 anos (bolas, já fez 9 anos) até aquela manhã em que o sms de 'bom dia' não chegou. Em que não houve nenhum telefonema. Recua até ao inicio daquela tarde de Fevereiro em que o telefone, finalmente, tocou. Recordo a voz fraca e o barulho de fundo de máquinas a emitir o bip bip que prova que há vida em nós. Um acidente. Vozes alteradas. Não, não pode telefonar, não pode falar. Ontem à noite. Um camião. Desligue isso, já. Não te preocupes. Vai ficar tudo bem. E a espera... Pois é... A minha mente recua ao dia a seguir a esse. Uma operação. O barulho das máquinas. Não te preocupes. Vai ficar tudo bem. A mãe dele, horas depois. Correu tudo bem. Não se preocupe. Não correu tudo bem. Eu devia ter-me preocupado.

Talvez seja por isto que, no fundo, eu prefira que sejas um filho da puta inominável. O maior cabrão à face da terra. É por isto que eu prefiro descobrir que foste a pessoa que mais me enganou até hoje. O que eu não posso, nem quero, ouvir é novamente o barulho de máquinas que me relembram que eu me devia ter preocupado.

Por uma vez, era bom que não começasse a chover no dia em que entro de férias...

Não foi desta vez...

I'm not getting any younger here, man...


(Eu não devia ter dormido a tarde toda...)

sábado, 16 de abril de 2011

Será que demora muito? Tenho ali um resto de vida à minha espera, pá!*

*Eu devo ser uma gaija muito difícil de deixar. Uma vez esperei 9 anos para me dizerem que afinal tinha acabado!**
**O que também prova que sou gaija que sabe esperar...

Last call

Depois de ter estado das 6 da tarde às 11 da noite num pub com camónes a pagar últimas rodadas e de ter que me levantar cedo para reunir com clientes, impõem-se alguns agradecimentos:

- A quem inventou a maquilhagem. Abençoadinha pessoa que criou toda aquela parafernália que transforma um caco humano numa mulher minimamente agradável à vista;

- Ao Felix Hoffman que desenvolveu um medicamento para aliviar o reumatismo do pai que mais tarde viria a ser comercializado pelo Bayer com o nome de Aspirina;

- Ao inventor do Guronsan e da coca-cola;

- Um grande beijinho também a quem inventou as máquinas de café de cápsula e os óculos escuros.

Agradecimentos feitos, vou ali arrastar-me até à garrafa de água e pensar na tragédia que se adivinha, novamente, para amanhã. E acender uma velinha a Santo António para ver se ele consegue fazer com que picolé se cale 10 segundos...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Filhoses de abóbora

Sonhei com filhoses de abóbora. Era dois sacos de supermercado cheios de filhoses de abóbora. Daquelas doces e fofas.
Estava sentada na minha secretária de casa. No ecrã do computador, as actualizações do Facebook que me indicavam o regresso dele. E eu, furiosa, amaldiçoando a família toda até às gerações pré-históricas. Foi quando olhei para o lado. Pousados em cima da mesa, os dois sacos com filhoses de abóbora. E eu sabia que eram dele. E só não sabia como lá tinham chegado.

Acordei com o Picolé a pedir-me para lhe abrir um saquinho dos piões bebé que eu lhe tinha trazido ontem à noite.
Tenho a certeza que Freud explicaria este sonho. Só não consigo é ver como é que ele lhe meteria sexo pelo meio. Se é um sonho premonitório, quererá dizer que voltamos a ter Prof. lá para o Natal? 

As filhoses eram boas...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Quando é que sabemos que a nossa vida é realmente estranha?

Quando a teoria que envolve uma invasão de extra-terrestres à Terra é a única explicação que faz sentido para uma determinada situação!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mas se, por um lado, eu mantenho a postura zen, se eu deixasse um certo Prof., numa sala, sozinho, com algumas pessoas que eu conheço, acho que acabava assim...

Só pode ser bom sinal

Reparei agora que, ao décimo dia, deixei de contar as horas e os dias. 
Reparei agora que não me lembro a que dia deixei de perguntar se seria possível que não sentisse a minha falta.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Coisas que me dizem - 13

"O que é que tens vestido hoje? É que eu só vejo pernas..."

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Do Censos...

A minha parte preferida foi mesmo perguntarem-me se trabalhei na semana de 14 a 20 de Março...
Acreditem em mim que era a gargalhada que faltava para coroar este dia.

Sr. Censos, soubesse Vocelência a trabalheira que eu tive, precisamente, nessa semana e aposto que era gaijo para propor a minha aposentadoria. Vá por mim que se houve semana que eu trabalhei foi nessa. Ainda me lembro de um dia, a altas horas da noite, eu, perfeitamente imóvel e/ou petrificada - nem sei bem - a olhar para uma carga de trabalhos e a pensar: "Oh porra, ainda faltará muito tempo para deslindar este embróglio e deitar-me ali naquela cama?" Vá por mim, Sr. Censos, que não o engano, se houve missões que me fizeram suar as estopinhas foram as que eu abracei nessa semana. Trabalhinhos me dessem...

O que eu já me ri hoje, rende para a semana toda, pá.

Temos, então, que minhas amigas estão mais amofinadas que eu com minha vida amorosa. A história é simples e resume-se em 3 linhas:
"- Bom dia.
- Bom dia. Vou ali a outro país e já venho. Embarco, tipo, agora!
Já lá vão quase 10 dias e nem água vai nem água vem. The end!"
Elas gostariam de me ver tomar uma atitude. Armar a puta. Gritar e espernear. Not my style. Estou aqui que me mordo toda mas zen. Absolutamente zen. Estilo: se tiver que ser meu, será. E temos que admitir que esta desculpa, sempre é mais original que o vou ali comprar cigarros. Tem mais estilo. Há que admitir isso.

O problema é que as minhas Hello Kitties fofinhas sentem-se defraudadas. Elas viam coraçõezinhos e brilhinhos por todo o lado e agora sentem-se desiludidas. E eu entendo isso. Só que essa desilusão fá-las tomar atitudes e elaborar planos mirabolantes para descobrir a data de regresso daquele que se foi. Sim, que eu danada que estava naquela manhã, há muitas horas atrás, recusei-me a perguntar. O que as miúdas se esquecem é que:

a) Eu sou a gaja menos gaja que existe à face da terra! Logo, aqueles pormenores que qualquer gaja guardaria para usar mais tarde, a mim desvanecem-se como água em solo poroso.

b) Iceberg + Plano = Coyote = Barra de dinamite = Ferimento auto-infligido.

Ou seja, em 24 horas foram elaborados 2 planos infalíveis. O primeiro acabou com um telemóvel quase enfiado dentro de uma fritadeira industrial. No segundo, a coisa correu tão bem, mas tão bem, que o mais semelhante ao resultado do plano é mesmo um sketch do Bruno Aleixo. Aliás, o Bruno Aleixo que me desculpe mas nem ele conseguiria um 'flop' destas proporções. 

Eu digo-vos, o que eu já me ri, hoje, ao longo do dia, com o relato do resultado do plano é coisinha para durar muitos e muitos dias. Talvez seja por isto que não se morre de amor. Porque quando pensamos que não aguentamos mais uma desilusão, que não teremos força para nem mais um dia, há alguém que nos faz gargalhar. Há alguém que nos faz ver que na vida há mais do que a paixão. Há sempre alguém que nos faz ver que "aunque éste sea el último dolor que ella me causa, / y éstos sean los últimos versos que yo le escribo", a vida continua e mesmo que a coisa tenha corrido mesmo muito mal, será sempre uma boa história para contar.