quarta-feira, 4 de maio de 2011

Se eu tinha nascido nos States, já tinha uns 10 Oscars na lareira...

A verdade é que ele mudou os comportamentos. A verdade é que há coincidências que eu não consigo explicar e toda a gente sabe que eu não acredito lá muito em coincidências. A verdade é que na minha cabeça ele me parece baralhado. A verdade é que eu não sou lá muito boa pessoa. A verdade é que eu acredito que ele sente a minha falta duma forma como nunca imaginou que sentiria. A verdade é que eu acho que ele não sabe o que há-de fazer quanto a isso.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tu estudaste os sinais da tragédia na faculdade, não estudaste, Ice Maria?

Temos então um amigo no gmail a perguntar se pode dar o meu número a um gaijo. São negócios, senhores. Negócios, tá? E assim sendo, disse que sim. Ao que amigo me responde:

Amigo: O teu número já está nas obras.
Ice: Ao menos os trolhas são alguma coisa de jeito?
Amigo: É para um engenheiro. Não sei se é giro
Ice: Bolas... Nada de fotografias? Link do facebook?
Amigo:    nunca o vi
IceTu não és meu amigo...
Amigobolas... arranjo-te um engenheiro de mão beijada...
Ice: Pronto, pronto... Deixa... Pode ser que não seja sósia do Pinto da Costa...
Amigoah... pelo que me estão a dizer o aspecto daquele gajo. oh porra. como é que ele se chama. o gajo que fez o van helsing. não me lembro
Ice: Anthony Hopkins? (Desculpem lá mas a minha cultura é clássica! Benefits of a classical education, tá? Se me falam de van Helsing, a minha mente foge para o Drácula de Bram Stoker!)
Amigonão. isso era o lobisomem
Ice: O HUGH JACKMAN????
Amigosim. isso. mas com barba. curta. tipo, barba por fazer
Ice: Dá-lhe o meu número. Já!!!
Amigoai mãe

IceOuve lá... Como é que se chama o teu engenheiro 'Hugo'?
Amigo: Não sei.
IceE como é que eu sei se é ele que me está a ligar?
Amigoprovavelmente dirá que vai da parte do engenheiro V. (!!!!!)

Considerando que o último que veio 'da parte' de um engenheiro V. foi mesmo o Mr. Big e nós temos ainda bem presente como isso correu bem, eu diria que está na hora de rever a matéria de Introdução aos Estudos Literários, secção da tragédia: se analisarmos bem os sinais ao longo do enredo, facilmente conseguimos ver todos os indícios da desgraceira que vai ser. Eu diria que no caso do van Helsing, já temos a seguinte pontuação:

Indicio de Tragédia: 1
Indicio de Final Feliz: 0

O Universo sabe que se eu regesse as minhas decisões com base nesta análise literária, muita merda se evitaria. É que para quem estudou isto, há sinais tão evidentes que nunca nos escapam. Nós (eu) é que achamos que é tudo fruto da nossa imaginação efervescente e dos muitos livros que lemos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Eu posso ser uma merda a escolher homens

Mas os meus amigos - os verdadeiros, aqueles que me lêem a alma - são os melhores do mundo.
Os meus amigos não me deixam chorar sozinha.
Os meus amigos, lá longe, ligam-me só para saber se está a chover muito.
Os meus amigos passam horas sentados no tapete da cozinha, em pleno Inverno, a falar comigo.
Os meus amigos sabem todas as cagadas que fiz nesta vida e mesmo assim gostam de mim.
Os meus amigos levam fogões camping gaz para os velórios.
Os meus amigos torcem sempre pelo meu final feliz.
Os meus amigos entendem se eu não quiser falar de alguma coisa e não se chateiam com isso.
Os meus amigos fazem centenas de quilómetros só para me dar a mão e voltar a fazer mais umas centenas sem dormir.

E eu sei que nem sempre lhes digo o quanto os amo mas, hoje, mais do que nunca, sinto-me a mulher mais sortuda do mundo por os ter. E, hoje, mais do que nunca, sei que embora eu pudesse sobreviver sem eles, nunca na vida poderia, realmente, viver se eles não existissem.

10 Luas

10 Luas é o tempo que os Minimeus têm que esperar, depois do primeiro beijo, para se voltar a beijar. Esta é a forma que os pequenos seres têm de testar se o seu desejo e a confiança nos seus sentimentos é verdadeira.

Quando acabei de ver o filme achei que, se calhar, era assim que devíamos aferir os nossos sentimentos. Com calma, com tempo...

Mas depois lembrei-me que, em certos casos, nem 66 luas chegam...

domingo, 1 de maio de 2011

Eu não devo ser mesmo boa pessoa...

O Céu ganhou uma estrela nova e eu estou, há mais de uma hora, aqui sentada, a pensar que raio hei-de vestir.

O que também pode ser uma boa desculpa para adiar ter de escolher o que dizer...

sábado, 30 de abril de 2011

Se ao menos parasse de chover...

O homem com quem eu enganei uma mesa inteira de gaijos num jogo de poker está, neste momento, a morrer. O este momento não é uma forma de expressão. É mesmo a realidade. Pode ser daqui a um minuto, uma hora ou uma noite. Mas não há qualquer esperança de mais. Nem esperança nem vontade. É que o homem que pegou no meu filho ao colo e a quem o meu filho também chamava avô, está a sofrer os mesmo horrores que o verdadeiro avô sofreu. E eu entendo a filha tão bem quando me diz que só queria que ele tivesse um botão para o desligar e acabar com tudo.

O homem que sorria marotamente enquanto limpávamos as fichas dos outros gaijos todos numa mesa de poker, provavelmente, não passa dos próximos dias e eu só consigo pensar que a vida é demasiado curta para eu me chatear. Demasiado curta...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

...Mas só me dá para gostar disto!


Eu devia querer isto...


Deve ser do céu cinzento ou assim...

Mas acordei com saudades. E se a galhofa do casamento real serviu como anestesiante durante a manhã, à tarde, sinto-me a sufocar e a fraquejar. Deve ser da chuva que ameaça cair ou dos trovões que se ouvem ao longe...

E depois só tenho que me lembrar que não tenho saudades tuas. Tenho saudades do outro que eras para se me acabarem as tentações.

É que nem sei que título dar a isto...

"There's a fine, fine line between a lover and a friend; 





quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ainda dos nomes que me chamam

Alguma alma iluminada, achou que era uma brilhante ideia dar-me acesso ao back office de uma coisa que pode mandar pelos ares o site de uma grande empresa deste país. Eu, que sei a capacidade destruidora que se alberga na ponta dos meus dedos, acho que é uma péssima ideia, mas os senhores lá devem saber.

Posto isto, dei comigo, ao raiar da aurora, trancafiada numa sala sozinha com o senhor responsável por fazer com que eu detenha os mínimos olímpicos de conhecimentos para não calhar cocó. Nem eu bem tinha olhado para o ecrã onde ele me começava a explicar alguns passos básicos e começam a desaparecer cenas lá do coisinho. A minha primeira reacção foi mesmo olhar para o lado, começar a afastar-me e assobiar. Já ele, seguro de si e altaneiro, saca do seu I-phone, prime uma tecla e diz a maravilhosa frase:

- Zé? Olá. Estou aqui com um problema técnico!

Eu baixei a cara, perdida de riso, e perguntei a mim mesma se na capital deste país já seria do conhecimento geral este meu epíteto ou se era uma coisa restrita a um circulo reservado de Profs com o mesmo nome.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

"Os monstros existem. Os fantasmas também. Eles vivem dentro de nós. E, às vezes, eles ganham."*

E, hoje, ver o teu nome espalhado por todo o meu ecrã afora, incomoda-me. Ainda não me dói, mas mói. E estou cansada. Sobretudo, é isso: estou cansada. Cansada do tempo que esperei o desfecho, cansada da desilusão, cansada... Hoje mói-me e cansa-me o teu nome. Com a mesma intensidade com que, um dia, o desejei ler.

*Stephen King

E juro que depois disto não gozo mais com os nomes queridos que me atribuem mas assim talvez percebam porque opto por esta postura

Eu, como toda a gente, tenho nome próprio. Só que é tão raro usarem-no que eu até estremeço quando o ouço. Tão raro, tão raro, tão raro que quando a Dear John Letter chegou encimada pelo nome de baptismo desta que vos escreve, ainda pensei 2 vezes se não seria engano.

A partir dos 17 deixei de ter nome próprio. Essa é a realidade. Tenho um nome tão vulgar que na minha turma de faculdade éramos mais de uma dezena. Como o meu apelido soava bem numa gaija, toda a gente me tratava pelo apelido. A faculdade acabou e acho que quase ninguém com quem eu me dava sabia o meu nome próprio. O cúmulo mesmo foi o namorado de uma das minhas melhores amigas, num almoço em casa do meu pai, já anos depois da faculdade acabar, tratar-me pelo apelido e depois da milionésima em que olhei tanto eu como o progenitor, o meu pai dizer "tratem-na pelo nome que já me dói o pescoço de tanto olhar para vocês!" e o rapazinho muito encavacado, olhar para nós e dizer: " Mas eu pensava que este era o nome dela!"

Depois disso, em alguns casos, o apelido foi abreviado, outros começaram-me a tratar por alcunhas, os enamorados acham sempre que devo ser tratada por algum nome estranho, frequentemente, pouco adequado a mim. Os que não usam nomes desadequados, optam pelo 'miúda' que me faz sempre lembrar o meu pai e me põe sentimentos meios confusos nas primeiras vezes. Mas também ninguém me manda gostar sempre de homens mais velhos, pois não?

Basicamente, eu sou uma mulher sem nome ou, visto por outro prisma, a mulher de todos os nomes. Sendo que o mais raro de todos a ser usado é mesmo o nome próprio. Tão raro que a minha assinatura oficial, aquela séria que me garante dinheiro e empréstimos e casar se bem me aprouver, limita-se a ser a inicial do nome próprio e o meu apelido.

O Turno da Noite

O homem deve estar, de facto, apostado em me elevar a auto-estima. É que se ontem eu era fofinha, a mensagem de bom dia, de hoje, incluía um upgrade para linda. 

Se bem que a segunda é tão verdadeira como a primeira. Mas, enfim, uma mulher gosta sempre de ser elogiada mesmo que saiba que o elogio é mentira. 

P.S.: Não, não me considero feia. Considero-me uma mulher interessante, gira e atraente. Daí a bonita, é um grande passo. Daí a linda, é um salto de uma motorizada por cima de 10 camiões de longo curso.

P.S.2: Não. Não o destratei. Pelo contrário, dirigi-me a ele tratando-o pelo nome próprio. Eu tenho fé na inteligência das pessoas. Ele chaga lá.

E de todos os posts que eu escrevi, em todas as minhas vidas blogosféricas, este continua a ser o mais irónico, o mais verdadeiro e o que não me sai da cabeça


terça-feira, 26 de abril de 2011

And now for something completely different...

Ritmargaride e SSV são chamadas à recepção que eu preciso de vocês para isto!

Temos então que recebi uma mensagem no Facebook. Uma mensagem de um senhor que, doravante, designaremos por Turno da Noite.

(Nesta altura, temos que Rit já percebeu porque foi chamada à colação. Eu já chego a ti, SSV.)

Por motivos que agora não interessam nada, eu tenho andada arredada da supra-citada rede social. Hoje, e porque a mutilação genital feminina é coisinha para me horripilar, dei o ar da minha graça.

Ora, o Turno da Noite decidiu expressar o seu contentamento enviando-me uma mensagem onde anunciava que já tinha saudades, usando como vocativo o termo 'Fofinha'!

Quem me conhece, minimamente, sabe que tal termo é coisinha para me arrepiar os pelos da nuca. Tolhe-me o cérebro. Eu não sei responder a uma pessoa que me chama 'fofinha'. 

Perdoem-me aqueles que usam o termo ou que gostam que o usem em relação a si, mas não dá. Sinto-me assim como um urso de peluche que gostamos muito quando recebemos mas depois atiramos para um canto e nunca mais lhe pegamos. Penso sempre que o fazem porque não sabem o meu nome. Olhem, não sei. Pára-se-me o cérebro, o que é que eu hei-de fazer?

Além do mais, quem me conhece, minimamente, sabe que tal expressão adequa-se tanto a mim como chamar Nero a um pinsher anão bebé (SSV, é esta a tua deixa!)! Olhai para a minha imagem de perfil, fáxavor! É um rochedo gelado, tá? Por algum motivo é uma pedra de gelo gigante e não é por as pedras de gelo ser agradáveis ao toque, certo?

Eu respondi-lhe usando 'kiduxo'. Espero que ele entenda a dica, senão amanhã, chamo-lhe 'pequenito' e acho que nenhum homem gosta que se use essa palavra em relação a si...

Adoro quando me enfiam o termómetro num sitio onde o sol não brilha para me tirarem a temperatura

Morna. Morninha. Lamentamos se esperavam que um 'Hey Kid' fosse despoletar um arroubo de paixão ou de raiva. Disso não temos. Temos uma enxaqueca, se quiserem, mas mais que isso está difícil nos dias que correm. Até porque nem foi inesperado. Era até bastante previsível. Nunca pensei foi que fosse tão cedo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

For the heart is an organ of fire*

"Aprendi que essas coisas não me afectam. Foi aí que surgiu o nome Iceberg. Porque eu fiquei seriamente convicta que alguém me teria substituído o coração por um bloco de gelo. Pior, um bloco de gelo irónico que consegue rir dessas coisas."

Eu ando desde ontem à espera que o céu me caia na cabeça. Eu já cheguei mesmo a sentar-me sozinha, em silêncio, e a dizer a mim mesma: Agora, chora! Trataram-te mal, como nunca tinhas sido tratada, chora! Nada.

Iceberg... Eu escolhi o nome por causa desse dia. Pela minha incapacidade de sentir fosse o que fosse depois de levar uma tampa de um homem. Essa foi a primeira tampa que o Mr. Big me deu. O homem que me fez assumir o nome de um bloco de gelo foi o mesmo que eu acreditei que seria capaz de o derreter. Curiosamente, parece que ao agir como agiu, tudo o que conseguiu foi impedir que o coração de gelo se partisse, mantendo-o preservado no seu Iceberg gelado, intacto e inatingível. 

Eu bem continuo à espera da vontade incontrolável de chorar, mas tudo o que sinto é uma desilusão imensa, uma pena imensa por pessoas que vivem vidas pela metade e raiva... Muita raiva. Porque estas merdas tiram a uma gayjja a capacidade de acreditar. Há um episódio no Sex and the City em que a Samantha se envolve com um homem que é depois descrito como "He's the kind of man who faked a future to get what he wanted in the present". E isso é tão desnecessário. A mentira, a hipocrisia... Para quê? 

Há uns dias, eu dizia a alguém que o Mr. Big estava a fazer pontaria aos meus dois órgãos vitais: o meu coração e o meu orgulho. Até ao momento, parece que só atingiu um. Mas eu, tal como os gauleses, continuo cheia de medo que o céu me caia na cabeça.

*The English Patient

Coisa que deixam uma gaija animada

Parece que imbuídos do espírito da Páscoa e do voltar à vida, estes senhores decidiram voltar a escrever. Parecendo que não, é coisa boa. Resta saber até quando lhes dura a tesão do mijo!

Algumas mulheres são tão simples que eles não acreditam

Aqui há uns meses, dei comigo sentada a uma mesa a olhar para o Mr. Big e a pensar: "Eu conheço esta pessoa há mais de um ano. Muito, provavelmente, vou dormir com ele esta noite e nunca o vi comer! Eu não sei se ele tem maneiras à mesa!!!!"

São assim as relações, hoje em dia. A facilidade de acesso às novas tecnologias faz com que saibamos tudo (ou pensemos que saibamos tudo) de uma pessoa e criam-se laços que, de outra forma, seriam muito mais difíceis. 

Antigamente, nós conhecíamos uma pessoa em casa de amigos e as relações evoluíam a um ritmo lento, com telefones fixos, cartas no caso de haver distância e um esforço titânico para haver encontros.

Agora, conhecemos uma pessoa em casa de amigos e trocamos telemóveis, endereços de correio electrónico, facebook, A partir daí começamos com sms's, emails, piadas nos murais e avançamos para conversas intimistas em msn, telemóvel. Os encontros são esporádicos. 

No meio disto tudo, nós acabamos por saber os meandros da alma de alguém sem sabermos  o básico. E por básico, falo das pequenas coisas: se rói as unhas, como cruza as pernas, se olha nos olhos, se segura o garfo com a mão esquerda ou com a direita. Essas pequenas coisas.

E, embora pareça estranho, quando a coisa dá para o torto, é nessas pequenas coisas que eu penso*. E ontem, ao ler a maior sacanice à face da terra com acompanhamento de uma deliciosa cobardia, a única coisa em que eu conseguia pensar, a única resposta que eu queria ter e a única pergunta que me atravessava a mente era: és dextro ou canhoto? 

Eu juro que forcei a minha mente a pensar em coisas mais apropriadamente ressabiadas, tipo: és um canalha! Porque é que me enganaste? Porque me iludiste? Com quem estiveste? Quem é ela? Tentei. Com grande esforço até. Mas a única coisa que eu queria realmente saber era se ele era dextro ou canhoto. E se não desse muito trabalho como era a letra... 

Claro que, fiel aos meus princípios de absoluta sinceridade, partilhei isso com a pessoa em questão. Acha que eu estou louca. Porque é que as pessoas não acreditam na hipótese mais simples?

E já não vou falar das grandes coisas. Das ideias pré-concebidas acerca do outro baseadas em experiências passadas. Essas vou deixar para mais tarde que essas é que me estão aqui a refoder.