segunda-feira, 11 de abril de 2011

Já me chamaram muita coisa...

Agora, Problema Técnico foi a 1ª vez!

domingo, 10 de abril de 2011

Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead*

Ontem, não se me prendeu a respiração como se prendia no passado ao ouvir aquela voz. Prendeu-se ao toque de um telefonema não atendido.

Ontem, trocaria a voz doce pela voz brusca.

Ontem, tive a certeza de que, efectivamente, fiz uma escolha há alguns meses atrás.

But still, one always wonders... One always does... 

Mas a vida continua por muito que a queiramos levar de volta ao passado e, talvez, seja tempo de começar a reconstruir aquilo que estas duas vozes, cada uma à sua maneira, destruíram. Maybe is time to start the healing... Maybe...

*"Someone like you" - Adele

Eu nem sei que diga...

Acerca da noite de ontem em que era suposto eu ir para casa arranjar pés e fazer coisas de gaija home alone...
É que não sei mesmo o que posso dizer.
Digamos que mais uma vez se confirma que a Lei de Murphy, originariamente, chamava-se Lei de Iceberg and Karma's a bitch!

sábado, 9 de abril de 2011

Hoje não me recomendo...

Temos então que faz uma semana. Agora. Mais minuto menos minuto. 7 dias inteiros. Aqui há uns tempos tentaram vender-me a ideia de como ficava mais fácil depois de 48h. Não fica. Nem depois de 48h, nem quando o tempo deixa de ser medido em horas e passa a ser medido em dias, nem quando os dias passam a semana...

Não, não fica mais fácil. É por isso que eu, hoje, estou como o Rui: Amanhã eu sei já passa, mas agora estou assim, hoje perdi toda a graça, não queiras saber de mim.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Palavras tuas, um sorriso meu - 17

"Paixão mata-nos por dentro, consome-nos. Embrutece-nos. Somos uns tontos, uns fantoches da paixão que vive em nós. Alias, é ela que vive, porque nós morremos às suas mãos cadavéricas. É uma violência."

O Óraculo de Luís

Estive ali no iútúbi a ver o célebre vídeo do nosso 1º a pedir conselhos ao Luís.

Eu não percebo a celeuma. Eu se tivesse um Luís que me dissesse como eu ficava melhor todas as manhãs, eu também o usava. Usava e abusava!

Digo-vos mais. Desconfiada fiquei eu do José Carlos Castro. É que sempre que Picolé diz, depois da asneira feita,  muito depressa "não fui eu!", é certo e sabido que se não foi, pelo menos, contribuiu. E se repararem, aquele "não foi de propósito" soou um bocadito a puto de 5 anos a tentar fugir ao castigo...

Ou isso ou sou eu que sou má língua...

“Are you sure that we are awake? It seems to me that yet we sleep, we dream.”*

Tenho uma garrafa de vinho tinto no fim em cima da mesa. Ao lado, o copo de pé alto. Cristal, claro. Não gosto de beber vinho sem ser no copo certo. Assim como não gosto de loiça desemparelhada à mesa. Tenho a banda sonora do Hable con Ella a tocar. E tenho sono. Muito sono. Acho que, finalmente, o plano dos últimos 3 dias de cansar o corpo para calar a mente começa a resultar.

Hoje não houve limpezas nem arrumações. Houve jantar de família e bolo de chocolate. Vai haver cama em breve. E espero que não haja sonhos.

*Midsummer night's dream - William Shakespeare

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Palavras tuas, um sorriso meu - 16

Está decidido! Não volto a ler do Bagaço enquanto não fizer as pazes com o Amor ou desistir dele. Arre, que este gaijo escreve bem pra pénis, pá!

Desculpa lá, meu amigo, mas uma gaija tem que se proteger de choques eléctricos na alma nesta altura do campeonato!

Deve ser do ADN...

Queres que todos saibam o teu segredo?
Conta-o a um homem...

Tou a beber leite e a comer biscoitos! Devo estar a ficar boa...

"To sleep, perchance to dream"*

Devo ter sonhado com o fim. Devo ter sonhado que tudo tinha, efectivamente, terminado. Quando acordei, tinha a sensação de que nada esperava nem nada desejava e que tudo estava, de facto, acabado. Não foi a sensação de desesperança. Foi mesmo a calma da ausência das dúvidas. E naquele momento, entre o sono e o despertar, não senti o aperto no peito, a vontade de gritar, espernear e a dúvida a martelar na minha cabeça. Senti apenas a tristeza tranquila do fim. E depois, como naquelas cenas dos filmes quando os personagens quase se afogam e depois emergem, aspirando o ar com toda a capacidade dos seus pulmões, também a consciência plena me reencheu - não de oxigénio - mas de dúvidas, ansiedades e, sobretudo, de desejos.

*William Shakespeare - Hamlet

E antes de ir para a cama: Sexo!

Tenho uma gaija ao telefone.
Anda a ver se come um gaijo vai para quase 2 anos.
Ele acabou de a informar que gosta da coisa rapidinho e com despacho.
Basicamente, uma gaija está à espera vai para um par de anos por uma queca que, na melhor das hipóteses, é coisinha para ter uma duração inferior a um anúncio do Pingo Doce!
E ainda dizem que quem espera sempre alcança?
Fóóóóóóóónix...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Crise ultrapassada!

Tudo limpo e aspirado. No decorrer dessa actividade, o fio dos phones foi sugado pelo cano do aspirador. Vou ali tirar a orelha de dentro do saco do electrodoméstico e já volto!

Isto tá mesmo bom...

Acabei de deixar cair um vaso em cima do sofá. É terra por todo o lado... Sim, são 11 da noite... Eu estou a tentar fazer de conta que não é nada comigo.

Se fosses gozar com o cacete, ó Destino?

A outra esteve a ver as malas todas e encontrou pens que pensava perdidas e coisas fixes e dinheiro e o camandro.

Eu faço a mesma coisa e encontro lenços ranhosos e a conta do jantar do dia 10 de Junho de 2010 agrafada ao cartão do restaurante!

Almost true... Almost too late...

(Esta também serve para ti, HK, prestes a usar a santa bíblia do Coyote! Aliás, aplica-se mais a ti que a mim.)

Obrigada, Bagaço, por me fazeres sentir sedutora quando ando com a auto-estima de uma barata estrábica


Há uns 3 anos - Picolé teria uns 2... - numa pastelaria, sentei-me numa mesa e na mesa ao lado senta-se uma velhinha (não sei que idade tinha, mas tinha estado casada 52 anos com o mesmo homem e era viúva há 12…). A criaturinha pequena que estava comigo começa a lançar sorrisos e 'xaus' à senhora. A senhora a derreter-se. Às tantas, a empregada traz a torrada da velhinha. A míni-gente salta da cadeira e diz: "Oía, mãe. Pão. Xau." E vai abancar na mesa da senhora.

Eu tentei tirá-lo, disse-lhe que lhe comprava uma torradinha, a velhinha vira bicho (a capacidade que estas avozinhas têm de nos pôr no lugar!): "Mas é que nem pense nisso! Deixe o menino. Vamos comer a torradinha que dá bem para nós 2! Fazes-me companhia."

E lá ficou ele palrando com a senhora enquanto dividiam a torradinha e ela me contava a história da vida dela. Quando acabaram o pequeno-almoço, ele salta para cima da mesa, pespega-lhe um beijo e um sorriso e seguimos a nossa vida.

Eu não sei se teria feito o mesmo com toda a gente, mas com uma velhinha só, não fui capaz de rejeitar porque ela queria companhia. Sempre tive esta mania de imaginar a vida das pessoas e aquela imaginei-a como a senhora que toma o pequeno-almoço sozinha todos os dias e que naquele teve um principezinho que se enamorou dela.

Se com isto quero dizer que sou boa pessoa? Não. Não sou. Mas nem todas as pessoas más são más em todos os momentos.

Devil's playground

Não, hoje não me consigo concentrar. Tudo quanto seja trabalho manual corre lindamente. Tudo quanto inclua o meu cérebro é desastre absoluto. Os emails saem sem anexos. As tarefas ficam a meio. A comida não desce. Mas no cômputo geral, isto está a correr bem. Ainda não gritei com ninguém. Não há vitimas mortais. Não há ataques de ansiedade a registar. Tudo o que eu tenho é uma colecção ginorme (gigante+enorme) de coisas atravessadas na garganta e que vão sair. Não será hoje, não será amanhã, mas será em breve. E o saber que será em breve, dá-me a energia para continuar por mais uma hora. Uma hora de cada vez e mãozinhas ocupadas. É esse o segredo. É esse o mantra que tenho que repetir ad nauseam: Uma hora de cada vez e mãozinhas ocupadas… Uma hora de cada vez e mãozinhas ocupadas… Uma hora de cada vez e mãozinhas ocupadas…

 

(À conta disto, o quarto de Picolé, foi todo revirado. Não houve meia intocada. Não houve peça de lego que não fosse arrumada, incluindo as de 0,05 cms. Lá dizia o outro: Idle hands are the devil's playground. Dedicasse eu mais tempo a ser fada do lar e não me teria metido nesta alhada…)

Isto nunca foi tão verdade como hoje e dedico-o, obviamente, às minhas duas Hello Kitties 'peferidas'