segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Era aqui que eu abria uma excepção

E tinha uma recaída por loiros.

Comida para esta noite

Ice: Haagen Daaz Creme de Leite e Strawberry Cheesecake
Vizinha: 2 minis
A outra: Bolo meio desfeito
Primo da Outra: Morangos, Chantilly, amendoins, coca-cola
Fi: Caramelos daqueles com pinhões
Ni: Bolo de Chocolate e outra coisa qualquer que eu agora não me lembro como se escreve

Se estávamos no mesmo espaço físico, amanhã estávamos num bonito estado intestinal. Ai estávamos, estávamos... Abençoadas centenas de kms que nos separam a todos.

Apostas para esta noite

Actor in a Leading Role: Colin Firth in "The King's Speech"

Actor in a Supporting Role: Christian Bale in "The Fighter" ou Geoffrey Rush in "The King's Speech"

Actress in a Leading Role: Natalie Portman in "Black Swan"

Actress in a Supporting Role: Hailee Steinfeld in "True Grit"

Animated Feature Film: "Toy Story 3"

Art Direction: "Inception"

Cinematography: "Black Swan"

Costume Design: "Alice in Wonderland"

Directing: "True Grit" Joel Coen and Ethan Coen

Film Editing: "127 Hours"

Foreign Language Film: "Biutiful" Mexico

Makeup: "The Wolfman"

Music (Original Score): "How to Train Your Dragon"

Music (Original Song): "We Belong Together" from "Toy Story 3"

Best Picture: "The Fighter"

Só para não me perder...

Esta semana:

- Continuação do curso de bem comer uma gaija;
- Gaijo que deixa uma gaija para casar com outra e depois quer comer aquela que deixou;
- De como acabei de levar na cabeça como gente grande.

Mas para já, e em breves instantes, live from the Kodak Theatre, Ladies and Gentlemen, the Oscars!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Arte de Bem Comer uma Mulher: Sabor

No outro dia, o Bagaço Amarelo explicava porque era tão sensato dizer que se andava a comer alguém e como isso não deveria ser encarado como depreciativo.

E como este rapaz tem razão... Meus amigos, começa logo no beijo. Na mistura das línguas. No deslizar da saliva. Na forma como desgustamos o outro. E depois quebra-se o beijo e as bocas começam a percorrer o corpo do outro . As línguas sentindo e saboreando. 

Ora, eu, nesta altura, vou ter que desmistificar uma pequena coisinha. E digo mais, vou desmistificar de tal forma que, se houver aí alminhas sensíveis, é melhor ficarem por aqui e irem, sei lá, ler coisinhas mais light.

É sobejamente sabido que os homens gostam que lhes façam sexo oral. É talvez das coisas que os fazem mais felizes. Existem ainda muitas mulheres que não o fazem ou não gostam de o fazer. Mas há a outra facção. As que o fazem. As que se dedicam ao broche como a uma arte. Experimentando, observando, avaliando todas a reacções. Perguntem a essas mulheres o que acontece quando se estão a dedicar a essa prática. E não haverá uma que vos diga que isso não as deixa loucas de tesão. Sentirem o (seu) macho a enlouquecer de prazer, sentirem as mãos dele no cabelo ou nos ombros ou a amarfanharem os lençóis, é coisinha para as por a trepar paredes. Sentirem o sabor do (seu) homem é algo que as põe capazes de violar o desgraçado ali mesmo, mesmo que ele se tenha acabado de vir nas suas bocas. Portanto, meus amores, vamos deixar-nos de funfuns e gaitinhas, broches não é nojento nem é um sacrificio que nós (a maioria), as mulheres, fazemos. Nós gostamos mesmo. Nós gostamos de vos acordar assim. Nós gostamos de vos surpreender com a nossa boca, a nossa língua, a nossa saliva, quando vocês menos esperam. Não há nojo. Há prazer. E um homem que nos beija apaixonadamente depois de termos andado numa excursão a sul, é gaijo violado. Temos pena. Dali não sai sem nos fazer tocar a lua ou então vai ter que explicar muito bem porque é que sai (e trazer justificação do encarregado de educação).

E a recíproca causa-nos o mesmo efeito. Eu gostava de conseguir explicar a um homem qual é(são) a(s) sensação(ões) que uma mulher tem quando um homem põe a boca em nós. Não, não estou a falar da nossa boca. Estou mesmo a falar de down there. Basicamente, é como se todas a terminações nervosas do nosso corpo fossem ligadas à tomada. Como se, de repente, todas as sensações de prazer fossem intensificadas milhares de vezes. Como se não conseguíssemos aguentar mais um toque mas daríamos a vida para que nada parasse o toque daquela língua. 

Eu não sei se ficaram com uma ideia precisa, ou mesmo uma mínima ideia. Se consegui passar a sensação, talvez comecem a perceber o balde de água fria que é quando um homem nos diz "ah e tal e não e ca nojo". Meus amigos, metade da tesão passa logo ali. Aliás, a tesão de uma gaija que gosta da fruta (como diria o meu Sharkinho) é curada com a palavra 'nojo' aplicada a qualquer coisa que se passe entre um homem e uma mulher (ou entre duas mulheres) no acto sexual. Não há nojos, há vontades. Há desejo. Há tesão tão pura que não há racionalização. Não há espaço para pensar em nojo. Há apenas espaço para dar largas ao desejo que surge como uma tsunami naquele momento. Há apenas dois corpos que quando se tocam fazem com que o mundo pareça muito melhor e faça muito mais sentido.

Pois é, meus queridos...

Aqui a vossa Ice já não está de serviço.
A vossa Ice está aqui com umas bolachinhas de chocolate e, daqui a bocado, deve estar com um copo de qualquer coisita na mão.
A vossa Ice está até considerar deixar a outra dos brilhos cor-de-rosinha e mimimimimimimimimi fofinha em casa e pôr-se a andar daqui para fora e ir ver seu Armário preferido e diz que também lá está um tal de Cozinheiro, coitadito que passou a semana a ligar para o meu telemóvel para me convidar para o seu aniversário e eu a ignorar.
Em fazendo isso, a vossa Ice vai acabar desgraçadinha porque shots cor-de-rosa é coisa para derreter blocos de gelo.
E tudo isto é coisa que a vossa Ice merece porque vossa Ice fez duas orais esta semana e passou. Mesmo tendo feito a segunda com uma enxaqueca brutal que nem conseguia abrir o olho direito e saiu de lá direitinha para uma manta num sofá e drogas poderosas.

Mas antes de qualquer atitude que eu possa tomar esta noite, vai-se inaugurar neste estaminé, o curso de bem foder. Está dito!
A vossa Ice ia adiar isto uns diazitos mas acabou de ler uma coisa que a fez rir tanto, mas tanto, mas tanto...

Hoje apetecia-me tanto falar de sexo

Sabem aqueles posts francos e cândidos do 'isto é fixe', 'aquilo não é', 'apetecia-me isto', 'fazia-te aquilo', sabem?

Nada disso! Esqueçam.

Mas não posso. Estou de serviço até às 5 e não seria apropriado.

É que o que me apetecia mesmo era começar a escrever uma enciclopédia do bem foder.

*E eu sei que a foto é repetida. Mas, senhores, é aquela carinha que ilustra o objectivo do programa que estou aqui a desenvolver para um curso que eu ainda vou dar/escrever/publicar. Olhem bem. Ponham lá os olhinhos...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Basta, Ice Maria!

Tu não podes sorrir feita parva só porque alguém te diz 'também eu'. Não podes. Tem lá paciência mas agora chega, tá? Isto foi giro, foi engraçado. As Kittys todas a piscar estavam bem, as contracções ventriculares prematuras eram suportáveis, mas agora chega. Tu não te vais tornar uma daquelas pessoinhas de sorrisos parvos. Não vais que eu não deixo! E eu é que mando mesmo na Ice, portanto, minha amiga, tendes a sentença lida. Organiza-te. Faz como quiseres. Mas tens 24 horas para te pôr fina!

Soubesse eu...

Tanto de Filosofia como sei da vida amorosa de Fernando Pessoa e amanhã faria um brilharete daqueles.

E depois penso naquelas pessoas todas que acreditam em mim e me dizem que claro que vou conseguir. E penso nas gaijas lá do estaminé que cada vez que saio para um exame me fazem caras de más e dizem: "Agora vê lá o que é que vais para lá fazer. Não nos envergonhes!" E penso no meu pai. Penso sempre no meu pai. Lembro-me de como se limitava a dizer-me 'boa' cada vez que fazia uma cadeira e depois eu sabia que andava a dizer a todo o mundo que a filha era a maior da pradaria, inchado de orgulho. E é, muitas vezes, por isso que leio mais uma página, resolvo mais um caso. É por ele que mesmo que esteja na rambóia até tarde, ainda pego nos livros mais uma horinha. Porque sei o quão inchadinho estaria no dia em que acabasse tudo. Tão orgulhoso hoje, como estava comigo há 16 anos. Ou como estava quando a minha irmã começou a coleccionar diplomas por terras de sua majestade. E eu penso nisso e acabo por ficar mais um bocadinho e leio só mais umas páginas. Só mais um pouco...

Já não aguentava mais tanto rosa!

Vamos agora ver se muda tudo para azul ou se voltamos aos pequenos apontamentos verde alface.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Fernando Pessoa na sua vida amorosa - Um poeta verdadeiramente perturbado ou o mais refinado sacana?

Só se conhece um amor na vida real de Fernando Pessoa: a jovem de 20 anos Ophélia Queiroz, chama a atenção do poeta assim que se conhecem.

Apaixonados, têm uma das trocas de correspondência mais fascinante da história da literatura portuguesa. Começam a namorar. Muito passeiam eles de mão dada. Muitos bilhetinhos são trocados.

Aliás, o seu amor parece infindo até que... Há sempre um 'até que' ou um 'mas', não é?

Álvaro de Campos, o poeta do pragmatismo, decide interferir. A sua intromissão intimida Ophélia. Álvaro receia que por causa dela, Fernando se distancie da poesia.

Tudo isto pareceria uma vulgar história de amor e intriga, não fosse dar-se o caso de Fernando Pessoa e Álvaro de Campos serem uma e a mesma pessoa. Supostamente, numa conversa com Agostinho da Silva em 1934, Pessoa terá confidenciado que o seu romance com Ophelia não terá passado de um capricho seu. Queria ver como seria o romance de um simples empregado de escritório pela sua colega de trabalho. Um desejo de uma coisa vulgar na sua vida. Uma experiência. E que quando viu a perfídia de levar a cabo um romance fingido com esse fim, terminou a relação para não magoar uma mulher real e apaixonada.

Isto é tudo muito bonito. Eu aprecio. Mas expliquem lá um bocadito melhor, se faz favor. Ou, na minha expressão anglófona favorita: Come again?

Eu até papava esta história, Nandinho, não fora o facto de te teres envolvido com ela 2 vezes com 9 anos de diferença entre elas. Ah pois... A primeira em 1920 e a segunda em 1929. Sendo que esta última vez dura 2 anos. E é esta vez que Álvaro não acha muita piada. Alguém que está apenas a fazer uma 'experiência' e tem um rebate de consciência, faz apenas uma vez, Nando, n'é?

Mas não sou eu que vou analisar os teus motivos que eu acho que nestas coisas do coração, cada um sabe de si. Mas a cena de usares um outro 'tu' para tratares do dirty work... Isso, Nandinho, é baixo. Baixinho, mesmo...

Abaixo estão duas cartas dos arqui-inimigos - Ophélia e Álvaro - onde me parece que tínhamos ali uma grande Gaija. Assim uma com cojones!


CARTA A OPHÉLIA QUEIROZ – 25 DE SETEMBRO DE 1929

Exma. Senhora D. Ophélia Queiroz:    

Um abjecto e miserável indivíduo chamado Fernando Pessoa, meu particular e querido amigo, encarregou-me de comunicar a V. Ex.ª — considerando que o estado mental dele o impede de comunicar qualquer coisa, mesmo a uma ervilha seca (exemplo da obediência e da disciplina) — que V. Ex. ª está proibida de:

(1) pesar menos gramas,

(2) comer pouco,

(3) não dormir nada,

(4) ter febre,

(5) pensar no indivíduo em questão.   

Pela minha parte, e como íntimo e sincero amigo que sou do meliante de cuja comunicação (com sacrifício) me encarrego, aconselho V. Ex.ª a pegar na imagem mental, que acaso tenha formado do indivíduo cuja citação está estragando este papel razoavelmente branco, e deitar essa imagem mental na pia, por ser materialmente impossível dar esse justo Destino à entidade fingidamente humana a quem ele competiria, se houvesse justiça no mundo.

   Cumprimenta V. Ex. ª

   Álvaro de Campos

eng. Naval

E A RESPOSTA DE OPHÉLIA QUEIROZ A ÁLVARO DE CAMPOS

Ex.mo Senhor Engenheiro Álvaro de Campos,
Permita-me que discorde por completo com a primeira parte da sua carta, porque, nem posso consentir que Vª Exª trate o Ex.mo Sr. Fernando Pessoa, pessoa que muito prezo, por abjecto e miserável indivíduo nem compreendo que, sendo seu particular e querido amigo o possa tratar tão desprimosamente. Como vê estamos sempre em completa desarmonia, nem podia deixar de ser, pedindo-lhe por especial fineza, que não volte a escrever-me. Quanto às observações que me faz, como foram ditadas pelo Sr. Fernando Pessoa, farei quanto em mim caiba por lhe ser agradável. Agradeço o conselho que me dá, mas já que me puxa pela língua, deixe-me dizer-lhe que quem eu de boa vontade há muito tempo teria, não deitado na pia, mas debaixo dum comboio, era Vª Exª
Esperando não o tornar a ler, subscreve-se com respeito a 26-09-1929,
Ofélia Queiroz

Já a seguir...

Uma dissertação sobre Fernando Pessoa e sua relação com Ophelia Queiroz, boicotada por Álvaro de Campos...

O que eu gosto desta história, pá.

(Sim, quando estou farta de mim e do que escrevo, disserto sobre trivialidades do mundo da literatura. Algum problema?)

O pior mesmo? Queres saber o que é, Hello Kitty*?

São as dúvidas. Caramba. Os problemas cardíacos causam dúvidas. Eu não sabia disto em relação às pessoas com condições cardíacas graves. Questionam tudo. Duvidam de tudo. De si. Dos outros. Do que aconteceu. Do que está para acontecer. Dos motivos que causaram os acontecimentos passados e os futuros. Sentam-se a inventar assunto enquanto questionam se as pessoas também têm vontade de falar com elas.

Uma de vocês, Gatas Cor-de-Rosinha-Altamente-Irritantes, perguntou se via brilhos. Eu queria era ver um bocadinho de paz de espírito mas acho que está complicado. Acho que isto nem de pacemaker lá vai...

*Qualquer uma delas que isto agora anda para aqui uma epidemia...

E vai daí...

Talvez isto não seja uma coisa emocional. Eu posso ter uma condição cardíaca séria e grave que me esteja a provocar isto. 
Eu, honestamente, já equacionei esta hipótese!

Juro, juradinho...

E, por estas e por outras, é que eu sei que não sou normal

É que eu tenho tanta fobia a esta coisa dos sentimentos que, à cautela, já escolhi a música e a frase para acabar tudo o que possa, eventualmente, alguma vez começar.

Muito à frente, Natalie, muito à frente.

Tu é que tinhas razão, miúda. "Why can't we just have sex?"

E isso deixa-me exausta

O esforço que isso causa no coração não pode ser saudável. Eu sei que não pode. E a falta de sono. E a taquicardia durante a insónia. Não pode ser bom. E o pensar. O pensar em alguém e isso causar-nos sorrisos involuntários. Nããããã... Não brinquem comigo. Isto não faz bem à saúde.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Óh pessoas! Dai-me aqui uma opinião.

Inseriram-me uma dúvida no cérebro e eu não sei que pensar.
Hoje, disseram-me que as pessoas inteligentes nunca são inocentes, no sentido de ingénuas.
Eu não sei o que pensar disto...
O que me dizem vocês?

Ser génio é sinónimo de jamais ser ingénuo?

Ser inteligente significa que nunca seremos inocentes?

Alvitrem lá, s.f.f. E caso discordem, deem-me lá um exemplozinho de génio ingénuo, se não vos der muito trabalhinho.

Obrigadinhos!

Palavras tuas, um sorriso meu - 12

"Apenas porque o futuro recomeça a partir do exacto instante em que as armas se calam para sempre. E uma mão quase vazia de futuro sempre bate uma outra plena de amor bélico...
...Como aliás poderíamos saber que um momento é especial se víssemos milagres em tudo?"

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Borboletas no estomâgo* by Ice**


E até já acabou e tudo... Os gaijos interrogam-se acerca de cada coisa, pá...

*Se não sou eu a fazer tudo nesta blogosfera...
**Apetece-me sempre cantar aquela do 'Ice, Ice, Baby' cada vez que escrevo isto.

Eu estou a estudar Direito da Família. Eu estou a estudar Direito da Família. Eu estou a estudar Direito da Família.

Não estou a beber copos de vinho tinto. Não estou na conversa com outras pessoas que que estão longe também a beber copos de vinho tinto.

Não tenho um sorriso parvo na cara. E, sobretudo, não acabei de fazer parte de uma daquelas cenas de 'temos que ir dormir mas apetecia-me continuar aqui'. 

Não, definitivamente, não.

Eu estou mesmo a estudar Direito da Família e estou a alucinar como a Nina lá do cisne negro. É isso... Estou a alucinar. 

Juro, juradinho...

Se não estou a protagonizar aquela cena do Divã em Nova Iorque em que a Juliette Binoche se limita a fazer 'hum hum' e a dizer 'e?' e os pacientes do William Hurt lhe contam tudo, não estou nada...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Devia ter para aí 20 anos...

E fui ver um jogo de futebol com o grande amor da minha vida que o foi até deixar de ser uns meses depois. Eu nunca fui grande coisa a escolher gaijos e aquele não era excepção. Lagarto dos 4 costados tinha bilhetes para a bancada da Juventude Leonina. Eu, namorada amantissima, fui com ele.

Eu não me lembro com quem é que o Sporting jogava. Só sei que se perdesse era bom para o Benfica e eu já nasci com a águia na testa embora todas a mulheres da família sejam sportinguistas o que é um fenómeno que me transcende. Eu tenho uma avó que depois do meu avô morrer, confidenciou que, finalmente, ía poder deixar de fingir que era do Benfica. A minha mãe é sportinguista. A minha irmã idem idem, aspas aspas. E eu devia ter nascido com pila porque todos os homens são do Glorioso. Mas isso eu também já conclui há muito... Mas estou a tergiversar...

Como eu estava a dizer, eu, Benfiquista, encontrava-me 'acidentalmente' entre a mais feroz claque do SCP num jogo que eu queria tudo menos que o SCP ganhasse. O amor eterno é cego... Lembro-me do momento em que a outra equipa marcou. Lembro-me de saltar e, acho que ía a meio do salto ainda em sentido ascendente, quando pensei: "Ai Ice Maria... Tás fodida..." E, de providencialmente, nem um som ter sido emitido por esta boca rota. Lembro-me das 'carinhas larocas' à minha volta a olharem incrédulas para mim. Lembro-me da cara do 'homem da minha vida'. E, sobretudo, lembro-me de me ter sentado sossegadinha o resto do jogo.

Porque é que me lembro disso agora*? Ora, por causa do jogo. Porque é que havia de ser?

*Não é por ter concluído que hoje não faria mesmo que ele me pedisse muito. Até porque é muito mais estimulante estar em claques diferentes... Mas também é por estas e por outras revelações acerca do meu espírito retorcido e com mau feitio que eu mantenho esta decisão...

Do derby

O giro no Benfica-Sporting, é concluir que a grande maioria dos homens, que eu achei interessantes depois dos meus 30 anos, estiveram no estádio a assistir a este jogo em 1986. Uns dum lado, outros do outro, é certo. Mas no mesmo recinto.

Onde é que eu estava*?
Orientem-se... Eu tinha 11 anos. Devia estar em casa a ver bonecos ou a brincar com Barbies ou assim...

*Estava numa festa de anos. Muito triste porque eram todos do Sporting e estavam todos felizes, menos eu. Sim, sempre fui um bocadito Maria Rapaz misturada com lantejoulas e brilhos.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Gente de pouca fé!

Será que é assim tão difícil acreditar que eu fui correr, hoje?
Parece que sim...
Aliás, o ex-libris foi mesmo quando liguei ao Falecido para saber como estava Picolé e ele, depois de me informar, acrescenta: Ouve lá... Tu foste mesmo correr???

Bolas, eu, um dia, já fui desportista, tá? Tenho sacos giros de desporto para confirmar e polegares deslocados, caso alguém precise de provas!

Funf...

(Ok... Também tropeço nos meus próprios pés e tenho tendência para acidentes parvos. Exhibit A: Hoje, corro escadas acima para ir buscar os ténis para ir correr, tropeço no degrau, bato com a canela na esquina. Uivo como se não houvesse amanhã. Levanto a calça e vejo o inchaço. "Fosga-se..." - penso eu para com o meu top giro da Champion - "O desporto faz mesmo mal. Ainda nem calcei os ténis e já estou encostada às boxes!" Mas ainda assim fui. Agora estou com gelo na perna e isto continua inchado. Mapling deve mesmo ser o desporto indicado para mim. Mapling...)

Recordem-me de vos falar do baptizado cristão ortodoxo a que fui

Noutro dia, sim?
Senão, eu lembro-me das voltas que me fizeram dar ao altar e isto, hoje, não está para grandes abanos...

Trabalhos de Casa 17

Escrever 100 vezes:

"Don't drink and text."

Ok... Make it 500...

Yes, it was hard. Yes, I survived...

Experimentem sair com um grupo de gaijas.
Experimentem dizer que é uma despedida de solteira.
Experimentem dizer que são a noiva.

Se eu descubro quem foi a gaija que tive teve a ideia...

Como acabar com uma ressaca de Gin

Entram numa farmácia depois de um baptizado. No córpinho um vestidinho preto daqueles à séria. Daqueles que botam os olhinhos das pessoinhas em bico. Estão a ver quais são? Cabelo perfeito. Maquilhagem a esconder todo e qualquer vestigio da noite anterior. Afivelam vosso melhor sorriso e dizem:

"Queria, por favor, um tubo de guronsan, uma caixa de aspirina e uma embalagem de preservativos. Não, não é para usar tudo ao mesmo tempo."

O olhar do senhor, cura tudo. Trust me...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Melhor maneira de digerir o Black Swan

Com gin tónico. Juntem uma pitadinha de ciúmes. Acrescentem um pézinho de dança e um cozinheiro. Rematem com um bife com batatas fritas e ovos estrelados ao raiar da aurora.

Awasome!

Eu acho inadmissível

Anda toda a gente a falar do filme.
Toda a gente sabe a minha fobia com unhas.
Toda a gente sabe a minha paixão por cinema.

Não há uma alminha caridosa que me avise que a Natalie Portman passa metade do tempo a cortar as unhas e a outra metade de lima na mão???

Amiguinhos...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ainda dos estupefacientes

Eu poderia dissertar sobre o amigo da minha irmã que trabalhava na indústria do take-away ou mesmo sobre o estágio desta num convento célebre e o impacto desse mesmo estágio na elaboração da árvore genealógica da Guerra das Estrelas. Mas lá está... Tenho exame daqui a bocadito e só escrevi os posts abaixo porque estavam prometidos. Noutro dia, tá?

A minha avó e os estupefacientes - 2

E depois, houve aquela altura em que era a avó que andava a agir de modo estranho. Muito se ria aquela mulher. Não o riso normal. Mas uma coisa coquete e despropositada por tudo e por nada. Eu e a minha irmã já a andávamos a topar, mas o que poderíamos fazer?

A gota de água chegou no dia, em que acabadas de chegar do supermercado, estávamos a arrumar as compras. A avó estava de cócoras a arrumar os legumes na gaveta de baixo do frigorífico. De repente, começa a rir. Don't ask. Não faço puto de ideia porque raio se ria ela. A alface não era assim tão hilariante. Com o ataque de riso, cai para trás. Mas sem sair da posição de cócoras. Ali fica uma avó, de pernitas flectidas mas na horizontal, a rir que nem uma maluca que ninguém a conseguia por em pé de tanto que ela ria.

Aqui abespinhei-me eu (somos abespinhadeiros, lá está...). Larguei a cozinha, entrei disparada na sala de dedo em riste para incutir na cabeça de senhor meu pai, filho de senhora minha avó, que esta estava mocada. Yeahhh, pai. A avó está pedrada. 

Devo ter sido tão veemente no meu discurso que no dia a seguir a levaram ao médico. Aparentemente, 2 médicos diferentes tinham-lhe dado medicação que não devia ser combinada, daí a moca da senhora.

Para grande pena minha e de sister, nunca conseguimos descobrir qual era a combinação que dava aquele efeito. Só naquela de curiosidade científica, obviamente...

A minha avó e os estupefacientes - 1

Tempos houve em que a família morava longe. Aos fins-de-semana lá me punha eu a caminho no meu Panda 750, vermelho e lindo. Houve um dia que lá cheguei e notei que a senhora minha avó não estava muito bem. Rezingona, distante, preocupada. Cada vez que lhe perguntava o que se passava, recebia como resposta um 'nada' que não me convencia.

No Sábado, de manhã, com toda a gente fora de casa, 'ataquei-a' na cozinha. Informei-a que não a ia deixar em paz até ela me dizer o que se passava. Foi então que ela, de queixinho a tremer e lagrimita no canto do olho, me disse uma frase que muitos anos que viva nunca vou esquecer: "Ai filha, a tua irmã anda metida na droga!"

Arre, porra, pá. Mas a xavala deixou que a avó a apanhasse a fumar ganzas? Pensei eu, n'é? Mas da minha boquinha só saiu um: "Óh vó que disparate!"

"A sério. Anda mesmo. E é muito. Ela tinha um saco de droga!"

Óh diabo, pensei eu. Querem lá ver que o miúdo da tele-ganza com quem ela se dá, deixou o stock lá em casa? Já sei! Foi outra vez aquele convento que tinha a plantação de cannabis...

"Um saco, vó? Que parvoíce. Onde é que viste isso?"

"Estava em Lisboa. No roupeiro dela..." E foi na frase a seguir que a avó frágil e deprimida que eu não conhecia desapareceu e surgiu aquela que reconheci como minha: "Mas se andava na droga, agora já não anda! Eu tirei-lha toda e trouxe-a comigo!!!!"

Imagens mentais de Ice perante a revelação:
- Saco do Continente cheio de cannabis;
- Tijolo de haxe igual ao do William Hurt nos 'Amigos de Alex';
- Avó no expresso carregando qualquer uma das hipóteses acima;
- Irmã cortada às postas porque se aquilo era mesmo um saco, só podia ser de um dealer e todos nós sabemos que eles não são meiguinhos quando desaparecem sacos de droga.

Palavras emitidas:
"O QUÊ???" Pausa para hiperventilar: "Mostra-me. Já."

Ela abespinha-se (somos muito abespinhadeiros nesta familia), vira-me costas e limita-se a atirar para trás das costas um "anda".
Segui-a até ao quarto dela. Abriu o roupeiro donde começaram a sair todo uma panóplia de coisas de avó: rendas, crochet, tecidos, recordações... E eu a pensar que do meio daquilo tudo estava para sair um saco de droga!

Lá do fundo, ela tira um saco de supermercado. Amarradinho. Pega-lhe com muito jeitinho. E eu à espera com o coração aos pulos. Abre os nós do dito saco e mostra-me o seu conteúdo com um ar triunfal: "Vês? Um saco de droga, mas eu tirei-lho!"

Soltei a respiração, sentei-me na cama. "Avó, isso é tabaco de enrolar, porra!" "Tabaco de enrolar? O que é isso?" Ice dá explicação didáctica sobre o conteúdo do pacote de Amsterdan (ou equivalente) que ela empunhava triunfalmente. Conclusão brilhante: "Ahhh então é teu! A tua irmã não fuma!"

Dois minutos antes era uma toxicodependente, mas cigarros? Oh pá... Isso é que não!!! Isso é para ti que és uma depravada! 
Como é que a outra passou 10 anos sem ser apanhada a fumar é que eu gostava de saber. Eu fui logo na 1ª semana. 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Oh pá...

Tou aqui com um pikeno ataque de hello-kitty-com-corações-e-brilhos-e-suspiros-e-afins. Já pensei chamar o INEM, mas, em vez disso, vou ali enroscar-me com Picolé.

É tão bom quando nos fazem sorrir...

Fica cor-de-rosa, pronto!

É que eu não consigo por cores diferentes nos links e nos títulos, portanto, e porque até é 'dia do amor', segundo Picolé, fica rosa!

Coisas que me dizem - 4

"Olha, lá descobrirem uma plantação de cannabis dentro de uma casa, conseguem eles. Se fosse uma velhinha, ficava lá 9 anos!"

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Hoje é dia de São Vamos Recuperar o Controle do Nosso Cérebro, tá?


Hoje, disse a muitas pessoas que gostava delas

Todas as mulheres responderam de uma maneira ou outra.

Todos os homens agradeceram.

Deve haver uma explicação lógica para isto mas assim, de repente, eu não a encontro

domingo, 13 de fevereiro de 2011

You make my heart skip a beat...*

Do filme, a única coisa que se me apraz dizer é que a Natalie Portman é tão eu, tão eu, tão eu, que eu estive à espera, todo o tempo, que o realizador aparecesse e me pedisse para dizer umas palavrinhas sobre a personagem.

E não, não estou a falar do das penas pretas a crescerem nas costas.

*"- You make my heart have premature ventricular contractions.
- What?
- You make my heart skip a beat."

Coisas que me dizem - 3

"Se eu morresse, achas que ele vinha ao meu funeral?"

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sim, andei a ler o que os outros escrevem

"Tinha a leitura atrasada e, assim como assim, qualquer coisa que apareça neste blog não é minha. É escrita pela gaja que tomou conta do meu corpo e que entrou sob a forma de traça, alojando-se no meu estômago. Esta não sou eu. É, sim, uma desconhecida que insiste em se apresentar como Eu. Sinceramente, não sei que lhe faça. Já tentei chamá-la à atenção. Falei-lhe a bem. Gritei com ela. Amuei e até a expulsei. Nada resulta. Hoje, quando ela menos esperar, estou a pensar levá-la ao Bar do João e afogá-la com vodka ou assim. Qualquer coisa que a deixe KO para que ela me deixe em paz. É que parecendo que não ela cansa-me. Aborrece-me. Eu não conheço a sua linguagem. Não estou habituada a este registo. E fala. Meu Deus, como ela fala. Passa o dia na minha cabeça sempre a falar do mesmo. Sempre a lembrar-me o mesmo. Eu ontem disse-lhe: 'Ouve lá, tu já moraste neste corpinho há uns tempos. Não nos demos bem. Porque insistes?" Julgam que ela desarma? Nada. É ela e a outra de carne e osso. As duas a repetirem até à exaustão aquilo que eu não quero saber: "podes julgar que és uma cabra insensível mas não és". Sou! Vão por mim que me conheço desde mil nove e setenta e cinco. Sou! "Ah e não que tu tens sentimentos que a gente bem vê o coraçãozinho a bater". O tanas! O que eu devo ter é uma má-formação congénita qualquer. Eu até poderia dizer que o melhor que eu tinha a fazer era procurar ajuda médica, mas dada a história recente, se não quero piorar esta condição, o melhor é mesmo manter-me bem longe dessa espécie. Poderá quem sugira mais exercício... É ler o frase anterior. A modos que me resta a opção de afogar a traça em álcool e é aproveitar este fim-de-semana que não está lá ninguém que eu conheça. Em caso de dúvida é ler a mesma frase que eu mandei ler acerca do exercício. Mas agora que falo em possível problemas cardíacos... Pensar numa pessoa e quase lhe sair o coração pelo nariz é normal?"

[Texto enviado pela terceira gaija (eu até podia dizer que era a minha amiga mas já escrevi sobre isso, não já?) a que não confirma nem desmente que possa, eventualmente, numa hipótese remotissima estar apaixonada]

Palavras tuas, um sorriso meu - 11

"dor de estômago, acho que são borboletas, que horror, não consigo comer nada, não consigo concentrar-me nem sequer dormir. Pára coração, pára, que seca, acalma lá os cavalos. Sms, será que mandou, quantas já mandou, deixa ver, não vejo desde há cinco segundos, ah, cá está ela, só isso? será mais do que ontem? e o que é que ele queria dizer com aquilo, eu não entendi, vou perguntar à sofia o que quer dizer aquilo. "o que é que achas?", "achas que é para mim?", "achas que ele gosta de mim?", "mais do que ontem? menos do que amanhã?", ah sim, porque não pode ser igual, tem de ser menos do que amanhã.
"estou gira?, será que me vai achar gira? então porque tentou? e porque não tentou? e quem era ao telefone, ai que não consigo dormir, e se o perder? e se ele deixar de gostar de mim, será que ele sabe o quanto eu gosto dele? nunca ninguém vai gostar dele como eu.
Oh meu deus, está online, eu estou ausente, agora está ausente, vou me meter online, agora está offline, vou me meter ausente, que horror, o estômago, o coração, o que queria dizer com isso, olha! está on, vou meter-me off, adeus, perdeste a oportunidade de me falar. Bem feita.
Olha ele na rua! [afinal não é], ah agora é! [olha afinal não], meu deus, tão parecido com ele [afinal é um pombo], vejo-o em todo o lado. Será que gosta do perfume que comprei?
Que se lixe, vou falar com ele - ai o meu estômago, ando tão cansada, vou dizer-lhe o que sinto, não posso perder esta oportunidade, eu sei que é O homem da minha vida, tenho de lhe dizer, vou dizer, abrir o meu coração, eu consigo, vou conseguir, oh se vou, é agora....

4 meses depois

Quem?"

Palavras tuas, um sorriso meu - 10

"Eu tinha-a amado. Mesmo sem saber bem o que era isso. Tinha amado aquela rapariga desde a primeira vez que a vi, quando o coração me parou e eu pensei que estava a ter um ataque. Tinha-a amado de um jeito que não te sei explicar. Nunca lhe dei flores, nem postais, muito menos falei para ela. Era era linda. Linda demais para um pobre rapaz como eu. Quando se sentava no banco da praça, aos domingos à tarde com as amigas, o seu sorriso iluminava-me. A mim encantava-me só de a olhar. Uma vez, cheguei a perder-me nas ondas do cabelo dela. Ela ria e segredava às amigas como se eu não estivesse ali. Talvez ela não me visse. Talvez eu não existisse. Ou talvez ela fosse uma miragem. Mas eu tinha-a amado. Quando fui para a guerra continuei a amá-la. Nunca precisei de uma foto dela, ainda me lembro de cada contorno do seu rosto. Das curvas que imaginava que o seu corpo tivesse por debaixo dos vestidos floridos e compridos que usava. O meu cérebro fotografou-a. Desde o primeiro dia em que a vi. Quando voltei da guerra ainda a amei mais. E ela nunca o soube. Nunca lhe pude dizer como te disse a ti. Mas eu tinha-a amado mesmo. Sabia as horas a que ela ia à praça e ao mercado, e nunca tive relógio. Guiava-me pelo quanto gostava dela. Deitava-me e sonhava que passeava com ela de braço dado pela praia enquanto lhe sacava uma moeda de detrás da orelha. Outras vezes sonhava que lhe dizia bom-dia quando ela entrava no autocarro para ir à vila. Nunca lhe falei. Ela nunca soube como era o timbre da minha voz. Talvez se tivesse apaixonado por ele. Nunca reparou que o ar, que nos salvava aos domingos na missa da manhã, era o mesmo. Nunca lhe disse, mas enquanto o padre dava o sermão eu sorria. «Pelo menos partilhamos o mesmo ar!», pensava para comigo. E isso deixava-me feliz, como um velho a quem dão mais dez anos de vida. Ela descia os degraus levitando e eu sustentava-me com o perfume que deixava. Eu tinha-a amado. Mais do que a qualquer outra coisa. Podia morrer já ali, na praça, nos degraus da igreja, durante o sermão do padre. Já a tinha amado. Já tinha vivido."

(Copiado de Advogada do Diabo)

O Discurso do Rei

Estava aqui a desafiar uma Hello Kitty para ir comigo ver o Black Swan. E, não, não vou escrever sobre o filme nem sobre bailado nem nada disso. Já tudo que valia a pena (?) foi dito sobre o filme por esta blogosfera afora.
Mas Hello Kitty que se preze quando tem as luzes a piscar e quando a banda sonora da sua existência se resume a suspiros audíveis a 3 kms de distância e a pragas ciganas de cada vez que ele não liga, não quer ver filmes de mulheres neuróticas com penas pretas nas costas. 

Foi então que me contrapropuseram o Discurso do Rei. Que pelo menos, assim sempre 'lavavam as vistas' durante 2 horas. Eu também quero ver o filme. Gosto da história. Gosto do actor. Gosto da ideia. Mas não pude deixar de pensar:
"Man, se é para ver um gaijo a gaguejar durante 2 horas, ela já devia saber que bastava pô-lo a falar comigo durante 5 minutos."

É que, ultimamente, parece ser essa a minha sina. Eu digo-lhes qualquer coisa e eles começam a gaguejar. Por muito inocente que eu esteja a ser. Que há momentos em que até eu sou inocente. Mas parece uma praga. Eu falo 'pra' eles. Eles engasgam-se e gaguejam. E eu ali fico. Pendurada. Siderada. A ver, pacientemente, versões menores (ou maiores) do Colin Firth a tentarem botar cá para fora o seu grande discurso. Infrutiferamente, meus caros, infrutiferamente. Que na vida real, os Geoffrey Rushes não abundam...

Dúvida (im)pertinente 5

"Why can't we just have sex?"
(Natalie Portman in 'No Strings Attached')

Upsss...

(Espero que ninguém repare que andei a mexericar no template e agora o blog tem uns ligeiros laivos verde alface aqui e ali.)

Trabalhos de Casa 16

Escrever 1000 vezes:

"sofremos incomensuravelmente mais com as sms assassinas que adivinhamos a chegar ao telemóvel que está em modo vibratório do que com o facalhão que o grandalhão de chapéu com pala virada para trás insiste em apontar-nos ao pescoço"

O meu reino por uma massagem no pescoço

E aí, talvez, talvez, a imagem se justifique.
É que eu ando aqui com esta dor há mais de uma semana e é de tal forma violenta que no dia que eu acordar sem ela é coisinha para se equiparar ao whisky antes e o cigarro depois.

Eu tinha prometido mas assim como assim vou para o Inferno


Eu ontem vi, pelo menos, duas gaijas neste estado. (Há rumores não confirmados da existência de uma terceira.)
Eu já alguma vez vos tinha dito que adoro ver gaijas apaixonadas? E logo duas? (A terceira não confirma nem desmente antes pelo contrário) Upa... Upa... Isso é muito bonito. Muito bonito mesmo. Até mesmo para uma céptica como eu. 
Depois de um inicio de semana que me fez acreditar que o mundo está mesmo roto e o buraco é aqui, não podia chegar a sexta-feira de melhor forma; rodeada de suspiros e ilusões. Faz-me sorrir e crer em sentimentos doces e bons.

*A imagem foi roubada daqui.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Estado lastimável em que se encontra este blog


Palavras tuas, um sorriso meu - 9

"De todos os equívocos que, ao evitarem-se, poderiam melhorar a qualidade de vida das mulheres o equívoco "o que estará aquele malandro a fazer neste preciso momento?" é o que mais me aflige, de tal forma é fácil a sua resolução. 

Na cabeça das mulheres, quando nós, os malandros, não respondemos imediatamente às suas mensagens é porque estamos com essa entidade sinistra, de forma pouco definida a quem elas convencionaram designar como "a outra" ou, quando o caso é mais patológico, "essa vaca". Pode até ter ocorrido que estejamos a meio de uma operação à próstata, avisámos de manhã ao sair de casa "querida, vou ali fazer uma operação à próstata, aquilo é capaz de dar para chegar tarde". Não servirá de nada, mesmo que lhes mostremos o recibo do Curry Cabral, elas alegarão sempre que não lhes respondemos de propósito, que são os nossos joguinhos do costume, que estão lavadas em lágrimas porque nós somos uns monstros, que não conseguem viver com a sombra daquela nossa obsessão por enfermeiras. E a verdade, verdadinha, por muito que isto afecte a nossa imagem máscula, é que em noventa e sete por cento dos casos, quando não atendemos os telefones, quando não respondemos às mensagens é porque estamos numa mina a trezentos metros de profundidade, sem rede, ou então fomos vítimas de carjacking e estamos enfiados na mala do nosso próprio carro com os pulsos amarrados e sofremos incomensuravelmente mais com as sms assassinas que adivinhamos a chegar ao telemóvel que está em modo vibratório do que com o facalhão que o grandalhão de chapéu com pala virada para trás insiste em apontar-nos ao pescoço.

Os outros três por cento? Ora, não me perguntem isso agora..."


A coisa mais verdadeira escrita por um homem na blogosfera...

Trabalhos de Casa 15

Acreditar nos ensinamentos dos Trabalhos de Casa 14.

Trabalhos de Casa 14

Escrever 100 vezes:

"He is not that into you."

Porque eu também sou sensível, tá?

How Do I Love Thee?

How do I love thee? Let me count the ways. 
I love thee to the depth and breadth and height 
My soul can reach, when feeling out of sight 
For the ends of Being and ideal Grace.
 
I love thee to the level of every day's 
Most quiet need, by sun and candlelight. 
I love thee freely, as men strive for Right; 
I love thee purely, as they turn from Praise. 

I love with a passion put to use 
In my old griefs, and with my childhood's faith. 
I love thee with a love I seemed to lose 

With my lost saints, -- I love thee with the breath, 
Smiles, tears, of all my life! -- and, if God choose, 
I shall but love thee better after death. 

Elizabeth Barrett Browning 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Shark, se me estás a ouvir...

Eu (lá vem mais um post egocêntrico onde eu vou contar coisas da minha vida e onde vou empregar o pronome eu. portanto, se quiserem desligar podem fazê-lo já, tá?) que sou teimosa como o raio que ma parta, sou também justa. Ou, pelo menos, tento ser. E há uma coisa que me anda a incomodar desde sábado à noite. Um pedido de desculpas que eu devo a alguém e que terá, obrigatoriamente, de ser feito em público, uma vez que a nossa pega sobre o assunto também foi pública.

Portanto, sem mais delongas nem demoras...

Shark, desculpa-me tudo o que eu te disse um dia sobre gaijos que roem as unhas!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Deve ter sido qualquer coisa que eu comi e que me fez mal ao estômago

Eu podia ter uma grande depressão com o facto de ter que fazer uma oral de Filosofia que é coisa que eu gosto mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, mesmo muito.
Eu podia chorar baba e ranho com a ironia da minha vida.
Eu podia amaldiçoar este maldito jeito que dei ao pescoço na sexta-feira passada e que não há meio de passar.
Eu podia remoer as 2 noites de estudo que me esperam.
Eu podia fazer uma longa dissertação sobre como os homens hoje em dia são muito sensíveis.

Basicamente, eu podia manter todo o meu registo de mau feitio que tão bem me caracteriza. Mas não me apetece. Estou mais numa de me recostar na cadeira, não disfarçar o sorriso parvo que tenho na cara e ouvir pela enésima vez uma música que a minha querida SSV publicou há bem pouco tempo

Amanhã, talvez volte a espingardar da forma que vocês tão bem conhecem... Talvez...

Alguém vai a oral a Filosofia...


Hoje, menti ao Picolé com os dentes todos

E ele olhou para mim desconfiado. Não acreditando muito na história que eu estava ali a inventar à pressão. E eu contava-lhe um conto de uma queda mal amanhada, provavelmente, fisicamente impossível, e ele olhava-me com olhitos incrédulos e fazia-me festinhas na cara e eu sorria e, por dentro, ria. Ria porque o imaginava daqui a uns anos a contar-me uma história do género e quase via o meu olhar incrédulo quando chegasse a minha vez de ser eu no lugar dele.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Palavras tuas, um sorriso meu - 8

"Por volta da hora do meio-dia, aquela hora em que, ao mesmo tempo, temos saudade da manhã e desejamos a calidez dos fins de tarde que antecipam a noite, essa noite-mãe que nos aguenta ao colo até ser outra vez manhã - e tudo isto apenas para passarmos a vida com saudades do futuro e do passado ao mesmo tempo..."

Sim, esclareçamos...

A minha amiga chamou à atenção e tem toda a razão em fazê-lo. Duas vodkas com laranja depois, eu consigo ver isso com toda a clareza.

Eu hoje levei um 'soco no estômago' de proporções épicas. Daqueles que nós nunca pensamos ser possível levar. Daquelas coisas que nós vemos nas novelas da TVI e achamos: "Fosga-se, man, masquésta merda? Quem é que se lembrou de escrever isto? Isto não acontece na vida real!!!!" Umas daquelas p***s das ironias do destino que eu já devia estar acostumada a que me aconteçam mas que eu  tenho sempre tendência para pensar que estou imune, apesar dos pesares.

Nada disso teve, no entanto, algo a ver com o day after. Os days after são horrorosos por si sós. Este foi pior porque devido à ironia dos acontecimentos do dia, o senhor do day after arriscava-se a levar pela proverbial tabela. Felizmente, apesar da minha completa e absoluta falta de discernimento seja para o que for, consegui agarrar a bola antes desta atingir a tabela e cair dentro do cesto errado.

Posso até dizer que, apesar do meu post abaixo, a minha opinião, à presente hora, é que as regras foram mesmo feitas para serem quebradas... E em boa hora quebrei a minha... Pelo menos, consegui sorrir enquanto parte do meu cérebro - esse estúpido - colocava em dúvida todas as minhas capacidades como mulher. Pelo menos, neste momento, eu sei que se certa pessoa me dissesse, agora, a fatídica frase "O problema não és tu, sou eu!", isso era a mais completa e absoluta verdade. 

Se o Luis Vaz...

Tivesse ido ter um encontro com um senegalês de pila grande com tendências sádicas em vez de escrever o Desconcerto do Mundo, o meu mundo talvez fosse um bocadinho melhor... Nem que fosse só um bocadinho, já era lucro...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

As regras existem por algum motivo

Para não serem quebradas.
Era algo que eu devia ter aprendido no 1º ano em Introdução ao Direito mas que, pelos vistos, não retive.

A minha amiga...

Eu hoje telefonei a um homem.
Tinham-me pedido para lhe fazer uma pergunta.
Toda a gente sabe que eu sou muito obediente.
Assim que comecei a formular a questão, deu-me logo vontade de rir. Ninguém acredita quando começamos uma história com "tenho uma amiga que".
E eu melhor do que ninguém devia saber isto. Ao fim ao cabo, tanto eu como ele e ainda outro fizemos (numa outra encarnação) uma série de posts que começavam dessa forma.
É um bocado como a história do Pedro e do Lobo; tanto usamos essa fórmula que quando é mesmo verdade, ninguém acredita.
No entanto, há histórias que são mesmo dos nossos amigos. Mas que podiam muito bem ser nossas.

A linha da Sephora*

Acabei de esfregar um olho e ficar com o lápis cinzento da Sephora dividido entre o indicador e o médio.
Retocar está fora de questão porque reforniquei mesmo o lápis assim que acabei de fazer o risco de manhã quando o tentei afiar (isto deve ser um sinal). E esfreguei o olho porquê? Perguntam vocês de mãozinha na anca. É que andava eu aqui a ler os posts em atraso e deparei-se-me com este da Rosa Negra. E como dei comigo com um daqueles sorrisinhos parvos na cara a lembrar-me de 2 gaijos a repetirem a palavra 'f***-se'** até à exaustão, achei que era melhor esfregar-me toda para voltar ao meu antigo self.*** 

* Post semi-privado apenas para apreciadoras da maquilhagem da linha branca da Sephora.
** Eu sei que não parece motivo para um sorriso abobalhado, mas as gaijas que usam a linha branca da Sephora acham que sim.
*** E sim, o post parvo foi só mesmo para te pôr bem disposta e porque eu sabia que ias a-m-a-r a imagem.

Dating Game 2


E, como em tudo na vida, se há a parte preferida também existe aquela que menos gostamos, certo?

O after. Decididamente, o after! Não é o imediatamente após. Não. Essa parte é gira. O recapitular. O sorrir. O relembrar…

Mas depois, tal como acontece com uma grande bebedeira, vem o day after. E a sensação de… Eu bem tento encontrar uma expressão em português para a sensação mas não consigo. Só consigo pensar na palavra em inglês. A sensação de akwardness. E eu detesto a sensação de akwardness. É que eu não sou grande espingarda a pensar antes de falar. E nestes momentos, acho sempre que talvez seja melhor medir as palavras. Talvez, à cautela, seja melhor evitar dizer a primeira coisa que me venha à cabeça. O que, se já em dias normais, não é lá essas coca-colas, em dias em que me dói a ponta dos cabelos, assume proporções de tragédia grega.

Não, eu não gosto dos days afters aos big dates. Nós podemos conhecer a pessoa há anos. Podemos saber tudo da sua vida. Podemos conhecer cada recanto da sua alma. Ponham essas duas pessoas num encontro e, no dia a seguir, dá cagada, de certezinha. Podem falar todos os dias, várias vezes ao dia, no day after não sabem se devem falar ou do que devem falar. Hesitam, engonham, falam do tempo.


Nop… Eu não gosto dos days after. Tal como na ressaca de uma noite de copos, o sol mostra-nos que, apesar de na noite anterior termos sido rainhas, princesas, deusas, quando o dia nasce somos apenas todos humanos. Frágeis, vulneráveis e, acima de tudo, com uma capacidade monstruosa de errar.


Vou só ali beber mais 5 cafés...

Havia só um limite. Somente uma regra.
Agora foi quebrada. Muitas vezes.
Neste momento, apenas posso dizer:

No rules... Great!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Dating game

A melhor coisa de um date... Wait for it... O antes!
Não me venham cá com funfuns e gaitinhas. First dates são uma merda! Está-se uma pilha de nervos, come-se mal, usa-se roupa que não lembra ao diabo, basicamente, uma grandessissima e realissima merda!
A magia está mesmo no antes. Meu Deus, o que eu me divirto no antes...
É que as nossas amigas sofrem mais com o nosso date do que nós mesmas.
Claro que não estou a falar da Clarinda do 3º esquerdo que está secretamente a desejar que ele não apareça.
Estou a falar daquelas amigas que, de repente, são mais do que nossas mães. Aquelas que têm uma check list para garantir que NÓS, que efectivamente vamos ao tal encontro, não nos esquecemos de nada. Aquelas que me fazem rir comó carago porque começam a agir como se depilação às virilhas fosse um conceito novo para nós e receiem que nos esqueçamos de tirar o pelame do lado esquerdo.
Aquelas que na manhã do dito cujo já estão acordadas há muito a ver noticias para ver se aconteceu alguma coisa que vá transtornar os planos da noite.
É que ser a amiga que fica à espera do relatório não é fácil. Man, been there, done that, even got the t-shirt... A amiga não tem escolha. Nós, que vamos nessa bela aventura do encontro, podemos a todo o momento mudar de ideias e recuar ou avançar ou, na verdade, fazer o que nos der na real gana. A amiga não tem escolha. Ela tem que nos amparar na escolha que nós fizermos e na qual ela não vai ter oportunidade de participar. Vai-lhe ser apresentada como facto consumado. Basicamente, a amiga à espera sabe que nos mandou para o trapézio sem rede para um espectáculo ao qual ela não vai assistir. Resta-lhe esperar e rezar para que não nos tenhamos estatelado no meio do chão.

A amiga à espera é companheira de valiuns. Principalmente, se for a minha amiga... É que eu sou a pior pessoa para mandar para um trapézio sem rede. Eu não me estatelo, eu faço mesmo desmoronar o circo. Daí que algures neste país haja pessoas a lavar tapetes, outras a comer chocolates, é que elas acabaram de me mandar, a mim, Rainha de tudo o que pode correr mal vai correr de certezinha, para o trapézio. E começam a ficar um bocadito inquietas com o facto do circo ser far far away e eu estar sentada de pantufas em casa, sem saco de fim-de-semana feito, a comer pizza e sem fazer puto de ideia do que raio vou vestir. E eu rio. Rio porque se fosse eu já tinha mandado 3 caralhadas e dado 50 ordens e apelado a toda a corja de santos e anjos que alumiassem esta pobre cabecinha. Como não sou, vou ali fumar mais um cigarrito e beber um café e pensar em fazer pela vida e atender o telefone que vai tocar assim que eu publicar este post...

Definitivamente, a melhor coisa de um hot date é mesmo o pré hot date!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Óhhhh Sousa!!!!

Só para te informar que estou a comer um bolo de frutas e chantilly da Charlotte!

Achei que ías gostar de saber...

2 down, 3 to go

Jusqu'ici tout va bien

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Depois de privar com estes amigos...

Sócrates
Platão
Aristóteles
Hobbes
Kelsen
Olivecrona
Reale
Boutroux
Anaximandro
Parménides
Heraclito
Santo Agostinho
São Tomás de Aquino
Grócio

A única coisa que retive, já se encontrava na minha cabeça e é uma frase de "O Santo":

«Allow me to introduce myself. My name is August Christopher. I was named for St. Augustan, who coined my favorite phrase, 'Give me chastity and give me constancy, but do not give it yet.'»

Eu diria que eu sou uma nulidade em Filosofia, mas considerando que tenho que passar no exame que tem lugar daqui a umas míseras 3 horas, é melhor não agoirar a coisa.



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Coisas de que eu tenho a certezinha

Aposto que a Nigella não se lembra de tirar uma pestana do olho quando está a moer pimenta.

Sim, pareço o Luis Vaz...

Blá, blá, blá...

Eu sei, é inicio do ano. Passaram as festas. Estamos em crise. Há exame de Filosofia esta semana. Life sucks. 
Mas já alguém reparou que são 6 horas da tarde e ainda está de dia?
Isso e o pôr-de-sol magnifico a que estou a assistir valem tudo o resto... É que dias que se transformam em noites antes de eu sair do escritório, para mim, são a morte da artista.

Filosofia... É para estudar Filosofia. Não é Economia...

BASIC REASON FOR RECESSION in WEST..!!

A naked and drunken woman boards a cab in New York one night.

The Indian driver keeps staring and does not start the cab.

Woman:

Haven't you ever seen a naked woman before.??

Indian Driver:
 
I am not staring at you lady..... just wondering where you kept money to pay me..!!!

Moral:
 
That is what most of the American and European Banks failed to do.

i.e. Assessing repayment capacity before enjoying exposure..!!
 

1 down, 4 to go...

Se ao menos, eu entendesse um boi de filosofia...

You all gonna excuse my french, ok?

Really??? 
I mean... Really???? 

É que a seguir só se for mesmo a praga de gafanhotos...

Do Egipto

Eu sei que devia falar do Egi(p)to(?) e dessas coisas importantes, mas como só me apetece escrever coisas meladas e melosas e/ou maldizer Filosofia do Direito e/ou gozar com pessoas meladas e melosas que não eu (sim, que eu mesmo em estado melado e meloso consigo gozar com os outros mortais melados e melosos, principalmente, se me derem motivos. Aquela cena do pavão e do espanador que eu já aqui escrevi mas não me apetece ir buscar o link porque tenho que ir ali suspirar mais duas ou três vezes e/ou ler Hobbes e/ou gozar com pessoas que suspiram que não eu, como é óbvio).

Será caso de bipolaridade? Minha? Ou dos outros?

2h am: Sou uma espalha-brasas que disparo em todas as direcções à mínima coisinha e expludo por tudo e por nada.

8h am: Sou misteriosa.

E ainda dizem que uma boa noite de sono ajuda a assentar as ideias...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Poema XX: Se este não é um dos mais bonitos poemas de amor do mundo, eu não entendo nada de poesia

"Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: «La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos.»

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.

Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo."

(Pablo Neruda)

A propósito de um convite que recebi no meu mail...

Temos então que se festeja o Ano Novo Chinês no próximo dia 3.
Temos então que vamos entrar no Ano do Coelho.
Temos ainda que esta que vos escreve é do signo do ano que vamos entrar.
Urge, então, descobrir que reserva o Ano do Coelho para o Coelho.

E o que se me apraz dizer é que o Coelho no seu próprio ano nada de especial vai ter para vos contar. E eu acho mal. Então não devia ser assim uma coisa fabulástica?

sábado, 29 de janeiro de 2011

Cenas de uma vida

Era uma cena tão doméstica, tão doméstica, tão doméstica, mas tão doméstica que enquanto limpava o fogão, ela se divorciou, outra vez, mentalmente.