segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Eu devo ser mesmo má pessoinha...

É que eu tenho, pelo menos, uma amiga que defende todos os homens que se cruzam na minha vida. Mesmo que eles se comportem como um extra-terrestre, ela arranja sempre uma desculpa, justificação ou defesa para os senhores.

E porquê? Perguntam vocês, atónitos. Porque, segundo palavras dela: "Eu conheço-te. Eu sei do que és capaz. Tadinho..."

Isto faz-me sempre lembrar o que uma fulana que jogava ténis comigo disse quando descobriu que eu namorava o Falecido. Com a maior cara de espanto and in my face, atirou um: "Ai korror!!! Tu vais fazer dele um pastel de nata!"

Conhecem a história do Barba Azul? Se alguma vez se interrogaram se havia um equivalente feminino, olhinhos aqui. Mais para cima! Não é no decote, pá!  

A Natalie tem os puxadores dos cortinados nas orelhas!!!!


O sotaque... Minhas amigas, o sotaque...


O colar da Anne Hathaway...

O colar da Anne Hathaway... Baba... Suspiro... Inveja...

Warren Beatty...

O ADN é tramado...

Era aqui que eu abria uma excepção

E tinha uma recaída por loiros.

Comida para esta noite

Ice: Haagen Daaz Creme de Leite e Strawberry Cheesecake
Vizinha: 2 minis
A outra: Bolo meio desfeito
Primo da Outra: Morangos, Chantilly, amendoins, coca-cola
Fi: Caramelos daqueles com pinhões
Ni: Bolo de Chocolate e outra coisa qualquer que eu agora não me lembro como se escreve

Se estávamos no mesmo espaço físico, amanhã estávamos num bonito estado intestinal. Ai estávamos, estávamos... Abençoadas centenas de kms que nos separam a todos.

Apostas para esta noite

Actor in a Leading Role: Colin Firth in "The King's Speech"

Actor in a Supporting Role: Christian Bale in "The Fighter" ou Geoffrey Rush in "The King's Speech"

Actress in a Leading Role: Natalie Portman in "Black Swan"

Actress in a Supporting Role: Hailee Steinfeld in "True Grit"

Animated Feature Film: "Toy Story 3"

Art Direction: "Inception"

Cinematography: "Black Swan"

Costume Design: "Alice in Wonderland"

Directing: "True Grit" Joel Coen and Ethan Coen

Film Editing: "127 Hours"

Foreign Language Film: "Biutiful" Mexico

Makeup: "The Wolfman"

Music (Original Score): "How to Train Your Dragon"

Music (Original Song): "We Belong Together" from "Toy Story 3"

Best Picture: "The Fighter"

Só para não me perder...

Esta semana:

- Continuação do curso de bem comer uma gaija;
- Gaijo que deixa uma gaija para casar com outra e depois quer comer aquela que deixou;
- De como acabei de levar na cabeça como gente grande.

Mas para já, e em breves instantes, live from the Kodak Theatre, Ladies and Gentlemen, the Oscars!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Arte de Bem Comer uma Mulher: Sabor

No outro dia, o Bagaço Amarelo explicava porque era tão sensato dizer que se andava a comer alguém e como isso não deveria ser encarado como depreciativo.

E como este rapaz tem razão... Meus amigos, começa logo no beijo. Na mistura das línguas. No deslizar da saliva. Na forma como desgustamos o outro. E depois quebra-se o beijo e as bocas começam a percorrer o corpo do outro . As línguas sentindo e saboreando. 

Ora, eu, nesta altura, vou ter que desmistificar uma pequena coisinha. E digo mais, vou desmistificar de tal forma que, se houver aí alminhas sensíveis, é melhor ficarem por aqui e irem, sei lá, ler coisinhas mais light.

É sobejamente sabido que os homens gostam que lhes façam sexo oral. É talvez das coisas que os fazem mais felizes. Existem ainda muitas mulheres que não o fazem ou não gostam de o fazer. Mas há a outra facção. As que o fazem. As que se dedicam ao broche como a uma arte. Experimentando, observando, avaliando todas a reacções. Perguntem a essas mulheres o que acontece quando se estão a dedicar a essa prática. E não haverá uma que vos diga que isso não as deixa loucas de tesão. Sentirem o (seu) macho a enlouquecer de prazer, sentirem as mãos dele no cabelo ou nos ombros ou a amarfanharem os lençóis, é coisinha para as por a trepar paredes. Sentirem o sabor do (seu) homem é algo que as põe capazes de violar o desgraçado ali mesmo, mesmo que ele se tenha acabado de vir nas suas bocas. Portanto, meus amores, vamos deixar-nos de funfuns e gaitinhas, broches não é nojento nem é um sacrificio que nós (a maioria), as mulheres, fazemos. Nós gostamos mesmo. Nós gostamos de vos acordar assim. Nós gostamos de vos surpreender com a nossa boca, a nossa língua, a nossa saliva, quando vocês menos esperam. Não há nojo. Há prazer. E um homem que nos beija apaixonadamente depois de termos andado numa excursão a sul, é gaijo violado. Temos pena. Dali não sai sem nos fazer tocar a lua ou então vai ter que explicar muito bem porque é que sai (e trazer justificação do encarregado de educação).

E a recíproca causa-nos o mesmo efeito. Eu gostava de conseguir explicar a um homem qual é(são) a(s) sensação(ões) que uma mulher tem quando um homem põe a boca em nós. Não, não estou a falar da nossa boca. Estou mesmo a falar de down there. Basicamente, é como se todas a terminações nervosas do nosso corpo fossem ligadas à tomada. Como se, de repente, todas as sensações de prazer fossem intensificadas milhares de vezes. Como se não conseguíssemos aguentar mais um toque mas daríamos a vida para que nada parasse o toque daquela língua. 

Eu não sei se ficaram com uma ideia precisa, ou mesmo uma mínima ideia. Se consegui passar a sensação, talvez comecem a perceber o balde de água fria que é quando um homem nos diz "ah e tal e não e ca nojo". Meus amigos, metade da tesão passa logo ali. Aliás, a tesão de uma gaija que gosta da fruta (como diria o meu Sharkinho) é curada com a palavra 'nojo' aplicada a qualquer coisa que se passe entre um homem e uma mulher (ou entre duas mulheres) no acto sexual. Não há nojos, há vontades. Há desejo. Há tesão tão pura que não há racionalização. Não há espaço para pensar em nojo. Há apenas espaço para dar largas ao desejo que surge como uma tsunami naquele momento. Há apenas dois corpos que quando se tocam fazem com que o mundo pareça muito melhor e faça muito mais sentido.

Pois é, meus queridos...

Aqui a vossa Ice já não está de serviço.
A vossa Ice está aqui com umas bolachinhas de chocolate e, daqui a bocado, deve estar com um copo de qualquer coisita na mão.
A vossa Ice está até considerar deixar a outra dos brilhos cor-de-rosinha e mimimimimimimimimi fofinha em casa e pôr-se a andar daqui para fora e ir ver seu Armário preferido e diz que também lá está um tal de Cozinheiro, coitadito que passou a semana a ligar para o meu telemóvel para me convidar para o seu aniversário e eu a ignorar.
Em fazendo isso, a vossa Ice vai acabar desgraçadinha porque shots cor-de-rosa é coisa para derreter blocos de gelo.
E tudo isto é coisa que a vossa Ice merece porque vossa Ice fez duas orais esta semana e passou. Mesmo tendo feito a segunda com uma enxaqueca brutal que nem conseguia abrir o olho direito e saiu de lá direitinha para uma manta num sofá e drogas poderosas.

Mas antes de qualquer atitude que eu possa tomar esta noite, vai-se inaugurar neste estaminé, o curso de bem foder. Está dito!
A vossa Ice ia adiar isto uns diazitos mas acabou de ler uma coisa que a fez rir tanto, mas tanto, mas tanto...

Hoje apetecia-me tanto falar de sexo

Sabem aqueles posts francos e cândidos do 'isto é fixe', 'aquilo não é', 'apetecia-me isto', 'fazia-te aquilo', sabem?

Nada disso! Esqueçam.

Mas não posso. Estou de serviço até às 5 e não seria apropriado.

É que o que me apetecia mesmo era começar a escrever uma enciclopédia do bem foder.

*E eu sei que a foto é repetida. Mas, senhores, é aquela carinha que ilustra o objectivo do programa que estou aqui a desenvolver para um curso que eu ainda vou dar/escrever/publicar. Olhem bem. Ponham lá os olhinhos...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Basta, Ice Maria!

Tu não podes sorrir feita parva só porque alguém te diz 'também eu'. Não podes. Tem lá paciência mas agora chega, tá? Isto foi giro, foi engraçado. As Kittys todas a piscar estavam bem, as contracções ventriculares prematuras eram suportáveis, mas agora chega. Tu não te vais tornar uma daquelas pessoinhas de sorrisos parvos. Não vais que eu não deixo! E eu é que mando mesmo na Ice, portanto, minha amiga, tendes a sentença lida. Organiza-te. Faz como quiseres. Mas tens 24 horas para te pôr fina!

Soubesse eu...

Tanto de Filosofia como sei da vida amorosa de Fernando Pessoa e amanhã faria um brilharete daqueles.

E depois penso naquelas pessoas todas que acreditam em mim e me dizem que claro que vou conseguir. E penso nas gaijas lá do estaminé que cada vez que saio para um exame me fazem caras de más e dizem: "Agora vê lá o que é que vais para lá fazer. Não nos envergonhes!" E penso no meu pai. Penso sempre no meu pai. Lembro-me de como se limitava a dizer-me 'boa' cada vez que fazia uma cadeira e depois eu sabia que andava a dizer a todo o mundo que a filha era a maior da pradaria, inchado de orgulho. E é, muitas vezes, por isso que leio mais uma página, resolvo mais um caso. É por ele que mesmo que esteja na rambóia até tarde, ainda pego nos livros mais uma horinha. Porque sei o quão inchadinho estaria no dia em que acabasse tudo. Tão orgulhoso hoje, como estava comigo há 16 anos. Ou como estava quando a minha irmã começou a coleccionar diplomas por terras de sua majestade. E eu penso nisso e acabo por ficar mais um bocadinho e leio só mais umas páginas. Só mais um pouco...

Já não aguentava mais tanto rosa!

Vamos agora ver se muda tudo para azul ou se voltamos aos pequenos apontamentos verde alface.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Fernando Pessoa na sua vida amorosa - Um poeta verdadeiramente perturbado ou o mais refinado sacana?

Só se conhece um amor na vida real de Fernando Pessoa: a jovem de 20 anos Ophélia Queiroz, chama a atenção do poeta assim que se conhecem.

Apaixonados, têm uma das trocas de correspondência mais fascinante da história da literatura portuguesa. Começam a namorar. Muito passeiam eles de mão dada. Muitos bilhetinhos são trocados.

Aliás, o seu amor parece infindo até que... Há sempre um 'até que' ou um 'mas', não é?

Álvaro de Campos, o poeta do pragmatismo, decide interferir. A sua intromissão intimida Ophélia. Álvaro receia que por causa dela, Fernando se distancie da poesia.

Tudo isto pareceria uma vulgar história de amor e intriga, não fosse dar-se o caso de Fernando Pessoa e Álvaro de Campos serem uma e a mesma pessoa. Supostamente, numa conversa com Agostinho da Silva em 1934, Pessoa terá confidenciado que o seu romance com Ophelia não terá passado de um capricho seu. Queria ver como seria o romance de um simples empregado de escritório pela sua colega de trabalho. Um desejo de uma coisa vulgar na sua vida. Uma experiência. E que quando viu a perfídia de levar a cabo um romance fingido com esse fim, terminou a relação para não magoar uma mulher real e apaixonada.

Isto é tudo muito bonito. Eu aprecio. Mas expliquem lá um bocadito melhor, se faz favor. Ou, na minha expressão anglófona favorita: Come again?

Eu até papava esta história, Nandinho, não fora o facto de te teres envolvido com ela 2 vezes com 9 anos de diferença entre elas. Ah pois... A primeira em 1920 e a segunda em 1929. Sendo que esta última vez dura 2 anos. E é esta vez que Álvaro não acha muita piada. Alguém que está apenas a fazer uma 'experiência' e tem um rebate de consciência, faz apenas uma vez, Nando, n'é?

Mas não sou eu que vou analisar os teus motivos que eu acho que nestas coisas do coração, cada um sabe de si. Mas a cena de usares um outro 'tu' para tratares do dirty work... Isso, Nandinho, é baixo. Baixinho, mesmo...

Abaixo estão duas cartas dos arqui-inimigos - Ophélia e Álvaro - onde me parece que tínhamos ali uma grande Gaija. Assim uma com cojones!


CARTA A OPHÉLIA QUEIROZ – 25 DE SETEMBRO DE 1929

Exma. Senhora D. Ophélia Queiroz:    

Um abjecto e miserável indivíduo chamado Fernando Pessoa, meu particular e querido amigo, encarregou-me de comunicar a V. Ex.ª — considerando que o estado mental dele o impede de comunicar qualquer coisa, mesmo a uma ervilha seca (exemplo da obediência e da disciplina) — que V. Ex. ª está proibida de:

(1) pesar menos gramas,

(2) comer pouco,

(3) não dormir nada,

(4) ter febre,

(5) pensar no indivíduo em questão.   

Pela minha parte, e como íntimo e sincero amigo que sou do meliante de cuja comunicação (com sacrifício) me encarrego, aconselho V. Ex.ª a pegar na imagem mental, que acaso tenha formado do indivíduo cuja citação está estragando este papel razoavelmente branco, e deitar essa imagem mental na pia, por ser materialmente impossível dar esse justo Destino à entidade fingidamente humana a quem ele competiria, se houvesse justiça no mundo.

   Cumprimenta V. Ex. ª

   Álvaro de Campos

eng. Naval

E A RESPOSTA DE OPHÉLIA QUEIROZ A ÁLVARO DE CAMPOS

Ex.mo Senhor Engenheiro Álvaro de Campos,
Permita-me que discorde por completo com a primeira parte da sua carta, porque, nem posso consentir que Vª Exª trate o Ex.mo Sr. Fernando Pessoa, pessoa que muito prezo, por abjecto e miserável indivíduo nem compreendo que, sendo seu particular e querido amigo o possa tratar tão desprimosamente. Como vê estamos sempre em completa desarmonia, nem podia deixar de ser, pedindo-lhe por especial fineza, que não volte a escrever-me. Quanto às observações que me faz, como foram ditadas pelo Sr. Fernando Pessoa, farei quanto em mim caiba por lhe ser agradável. Agradeço o conselho que me dá, mas já que me puxa pela língua, deixe-me dizer-lhe que quem eu de boa vontade há muito tempo teria, não deitado na pia, mas debaixo dum comboio, era Vª Exª
Esperando não o tornar a ler, subscreve-se com respeito a 26-09-1929,
Ofélia Queiroz

Já a seguir...

Uma dissertação sobre Fernando Pessoa e sua relação com Ophelia Queiroz, boicotada por Álvaro de Campos...

O que eu gosto desta história, pá.

(Sim, quando estou farta de mim e do que escrevo, disserto sobre trivialidades do mundo da literatura. Algum problema?)

O pior mesmo? Queres saber o que é, Hello Kitty*?

São as dúvidas. Caramba. Os problemas cardíacos causam dúvidas. Eu não sabia disto em relação às pessoas com condições cardíacas graves. Questionam tudo. Duvidam de tudo. De si. Dos outros. Do que aconteceu. Do que está para acontecer. Dos motivos que causaram os acontecimentos passados e os futuros. Sentam-se a inventar assunto enquanto questionam se as pessoas também têm vontade de falar com elas.

Uma de vocês, Gatas Cor-de-Rosinha-Altamente-Irritantes, perguntou se via brilhos. Eu queria era ver um bocadinho de paz de espírito mas acho que está complicado. Acho que isto nem de pacemaker lá vai...

*Qualquer uma delas que isto agora anda para aqui uma epidemia...

E vai daí...

Talvez isto não seja uma coisa emocional. Eu posso ter uma condição cardíaca séria e grave que me esteja a provocar isto. 
Eu, honestamente, já equacionei esta hipótese!

Juro, juradinho...

E, por estas e por outras, é que eu sei que não sou normal

É que eu tenho tanta fobia a esta coisa dos sentimentos que, à cautela, já escolhi a música e a frase para acabar tudo o que possa, eventualmente, alguma vez começar.

Muito à frente, Natalie, muito à frente.

Tu é que tinhas razão, miúda. "Why can't we just have sex?"