quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Alguém vai a oral a Filosofia...


Hoje, menti ao Picolé com os dentes todos

E ele olhou para mim desconfiado. Não acreditando muito na história que eu estava ali a inventar à pressão. E eu contava-lhe um conto de uma queda mal amanhada, provavelmente, fisicamente impossível, e ele olhava-me com olhitos incrédulos e fazia-me festinhas na cara e eu sorria e, por dentro, ria. Ria porque o imaginava daqui a uns anos a contar-me uma história do género e quase via o meu olhar incrédulo quando chegasse a minha vez de ser eu no lugar dele.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Palavras tuas, um sorriso meu - 8

"Por volta da hora do meio-dia, aquela hora em que, ao mesmo tempo, temos saudade da manhã e desejamos a calidez dos fins de tarde que antecipam a noite, essa noite-mãe que nos aguenta ao colo até ser outra vez manhã - e tudo isto apenas para passarmos a vida com saudades do futuro e do passado ao mesmo tempo..."

Sim, esclareçamos...

A minha amiga chamou à atenção e tem toda a razão em fazê-lo. Duas vodkas com laranja depois, eu consigo ver isso com toda a clareza.

Eu hoje levei um 'soco no estômago' de proporções épicas. Daqueles que nós nunca pensamos ser possível levar. Daquelas coisas que nós vemos nas novelas da TVI e achamos: "Fosga-se, man, masquésta merda? Quem é que se lembrou de escrever isto? Isto não acontece na vida real!!!!" Umas daquelas p***s das ironias do destino que eu já devia estar acostumada a que me aconteçam mas que eu  tenho sempre tendência para pensar que estou imune, apesar dos pesares.

Nada disso teve, no entanto, algo a ver com o day after. Os days after são horrorosos por si sós. Este foi pior porque devido à ironia dos acontecimentos do dia, o senhor do day after arriscava-se a levar pela proverbial tabela. Felizmente, apesar da minha completa e absoluta falta de discernimento seja para o que for, consegui agarrar a bola antes desta atingir a tabela e cair dentro do cesto errado.

Posso até dizer que, apesar do meu post abaixo, a minha opinião, à presente hora, é que as regras foram mesmo feitas para serem quebradas... E em boa hora quebrei a minha... Pelo menos, consegui sorrir enquanto parte do meu cérebro - esse estúpido - colocava em dúvida todas as minhas capacidades como mulher. Pelo menos, neste momento, eu sei que se certa pessoa me dissesse, agora, a fatídica frase "O problema não és tu, sou eu!", isso era a mais completa e absoluta verdade. 

Se o Luis Vaz...

Tivesse ido ter um encontro com um senegalês de pila grande com tendências sádicas em vez de escrever o Desconcerto do Mundo, o meu mundo talvez fosse um bocadinho melhor... Nem que fosse só um bocadinho, já era lucro...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

As regras existem por algum motivo

Para não serem quebradas.
Era algo que eu devia ter aprendido no 1º ano em Introdução ao Direito mas que, pelos vistos, não retive.

A minha amiga...

Eu hoje telefonei a um homem.
Tinham-me pedido para lhe fazer uma pergunta.
Toda a gente sabe que eu sou muito obediente.
Assim que comecei a formular a questão, deu-me logo vontade de rir. Ninguém acredita quando começamos uma história com "tenho uma amiga que".
E eu melhor do que ninguém devia saber isto. Ao fim ao cabo, tanto eu como ele e ainda outro fizemos (numa outra encarnação) uma série de posts que começavam dessa forma.
É um bocado como a história do Pedro e do Lobo; tanto usamos essa fórmula que quando é mesmo verdade, ninguém acredita.
No entanto, há histórias que são mesmo dos nossos amigos. Mas que podiam muito bem ser nossas.

A linha da Sephora*

Acabei de esfregar um olho e ficar com o lápis cinzento da Sephora dividido entre o indicador e o médio.
Retocar está fora de questão porque reforniquei mesmo o lápis assim que acabei de fazer o risco de manhã quando o tentei afiar (isto deve ser um sinal). E esfreguei o olho porquê? Perguntam vocês de mãozinha na anca. É que andava eu aqui a ler os posts em atraso e deparei-se-me com este da Rosa Negra. E como dei comigo com um daqueles sorrisinhos parvos na cara a lembrar-me de 2 gaijos a repetirem a palavra 'f***-se'** até à exaustão, achei que era melhor esfregar-me toda para voltar ao meu antigo self.*** 

* Post semi-privado apenas para apreciadoras da maquilhagem da linha branca da Sephora.
** Eu sei que não parece motivo para um sorriso abobalhado, mas as gaijas que usam a linha branca da Sephora acham que sim.
*** E sim, o post parvo foi só mesmo para te pôr bem disposta e porque eu sabia que ias a-m-a-r a imagem.

Dating Game 2


E, como em tudo na vida, se há a parte preferida também existe aquela que menos gostamos, certo?

O after. Decididamente, o after! Não é o imediatamente após. Não. Essa parte é gira. O recapitular. O sorrir. O relembrar…

Mas depois, tal como acontece com uma grande bebedeira, vem o day after. E a sensação de… Eu bem tento encontrar uma expressão em português para a sensação mas não consigo. Só consigo pensar na palavra em inglês. A sensação de akwardness. E eu detesto a sensação de akwardness. É que eu não sou grande espingarda a pensar antes de falar. E nestes momentos, acho sempre que talvez seja melhor medir as palavras. Talvez, à cautela, seja melhor evitar dizer a primeira coisa que me venha à cabeça. O que, se já em dias normais, não é lá essas coca-colas, em dias em que me dói a ponta dos cabelos, assume proporções de tragédia grega.

Não, eu não gosto dos days afters aos big dates. Nós podemos conhecer a pessoa há anos. Podemos saber tudo da sua vida. Podemos conhecer cada recanto da sua alma. Ponham essas duas pessoas num encontro e, no dia a seguir, dá cagada, de certezinha. Podem falar todos os dias, várias vezes ao dia, no day after não sabem se devem falar ou do que devem falar. Hesitam, engonham, falam do tempo.


Nop… Eu não gosto dos days after. Tal como na ressaca de uma noite de copos, o sol mostra-nos que, apesar de na noite anterior termos sido rainhas, princesas, deusas, quando o dia nasce somos apenas todos humanos. Frágeis, vulneráveis e, acima de tudo, com uma capacidade monstruosa de errar.


Vou só ali beber mais 5 cafés...

Havia só um limite. Somente uma regra.
Agora foi quebrada. Muitas vezes.
Neste momento, apenas posso dizer:

No rules... Great!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Dating game

A melhor coisa de um date... Wait for it... O antes!
Não me venham cá com funfuns e gaitinhas. First dates são uma merda! Está-se uma pilha de nervos, come-se mal, usa-se roupa que não lembra ao diabo, basicamente, uma grandessissima e realissima merda!
A magia está mesmo no antes. Meu Deus, o que eu me divirto no antes...
É que as nossas amigas sofrem mais com o nosso date do que nós mesmas.
Claro que não estou a falar da Clarinda do 3º esquerdo que está secretamente a desejar que ele não apareça.
Estou a falar daquelas amigas que, de repente, são mais do que nossas mães. Aquelas que têm uma check list para garantir que NÓS, que efectivamente vamos ao tal encontro, não nos esquecemos de nada. Aquelas que me fazem rir comó carago porque começam a agir como se depilação às virilhas fosse um conceito novo para nós e receiem que nos esqueçamos de tirar o pelame do lado esquerdo.
Aquelas que na manhã do dito cujo já estão acordadas há muito a ver noticias para ver se aconteceu alguma coisa que vá transtornar os planos da noite.
É que ser a amiga que fica à espera do relatório não é fácil. Man, been there, done that, even got the t-shirt... A amiga não tem escolha. Nós, que vamos nessa bela aventura do encontro, podemos a todo o momento mudar de ideias e recuar ou avançar ou, na verdade, fazer o que nos der na real gana. A amiga não tem escolha. Ela tem que nos amparar na escolha que nós fizermos e na qual ela não vai ter oportunidade de participar. Vai-lhe ser apresentada como facto consumado. Basicamente, a amiga à espera sabe que nos mandou para o trapézio sem rede para um espectáculo ao qual ela não vai assistir. Resta-lhe esperar e rezar para que não nos tenhamos estatelado no meio do chão.

A amiga à espera é companheira de valiuns. Principalmente, se for a minha amiga... É que eu sou a pior pessoa para mandar para um trapézio sem rede. Eu não me estatelo, eu faço mesmo desmoronar o circo. Daí que algures neste país haja pessoas a lavar tapetes, outras a comer chocolates, é que elas acabaram de me mandar, a mim, Rainha de tudo o que pode correr mal vai correr de certezinha, para o trapézio. E começam a ficar um bocadito inquietas com o facto do circo ser far far away e eu estar sentada de pantufas em casa, sem saco de fim-de-semana feito, a comer pizza e sem fazer puto de ideia do que raio vou vestir. E eu rio. Rio porque se fosse eu já tinha mandado 3 caralhadas e dado 50 ordens e apelado a toda a corja de santos e anjos que alumiassem esta pobre cabecinha. Como não sou, vou ali fumar mais um cigarrito e beber um café e pensar em fazer pela vida e atender o telefone que vai tocar assim que eu publicar este post...

Definitivamente, a melhor coisa de um hot date é mesmo o pré hot date!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Óhhhh Sousa!!!!

Só para te informar que estou a comer um bolo de frutas e chantilly da Charlotte!

Achei que ías gostar de saber...

2 down, 3 to go

Jusqu'ici tout va bien

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Depois de privar com estes amigos...

Sócrates
Platão
Aristóteles
Hobbes
Kelsen
Olivecrona
Reale
Boutroux
Anaximandro
Parménides
Heraclito
Santo Agostinho
São Tomás de Aquino
Grócio

A única coisa que retive, já se encontrava na minha cabeça e é uma frase de "O Santo":

«Allow me to introduce myself. My name is August Christopher. I was named for St. Augustan, who coined my favorite phrase, 'Give me chastity and give me constancy, but do not give it yet.'»

Eu diria que eu sou uma nulidade em Filosofia, mas considerando que tenho que passar no exame que tem lugar daqui a umas míseras 3 horas, é melhor não agoirar a coisa.



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Coisas de que eu tenho a certezinha

Aposto que a Nigella não se lembra de tirar uma pestana do olho quando está a moer pimenta.

Sim, pareço o Luis Vaz...

Blá, blá, blá...

Eu sei, é inicio do ano. Passaram as festas. Estamos em crise. Há exame de Filosofia esta semana. Life sucks. 
Mas já alguém reparou que são 6 horas da tarde e ainda está de dia?
Isso e o pôr-de-sol magnifico a que estou a assistir valem tudo o resto... É que dias que se transformam em noites antes de eu sair do escritório, para mim, são a morte da artista.

Filosofia... É para estudar Filosofia. Não é Economia...

BASIC REASON FOR RECESSION in WEST..!!

A naked and drunken woman boards a cab in New York one night.

The Indian driver keeps staring and does not start the cab.

Woman:

Haven't you ever seen a naked woman before.??

Indian Driver:
 
I am not staring at you lady..... just wondering where you kept money to pay me..!!!

Moral:
 
That is what most of the American and European Banks failed to do.

i.e. Assessing repayment capacity before enjoying exposure..!!
 

1 down, 4 to go...

Se ao menos, eu entendesse um boi de filosofia...

You all gonna excuse my french, ok?

Really??? 
I mean... Really???? 

É que a seguir só se for mesmo a praga de gafanhotos...

Do Egipto

Eu sei que devia falar do Egi(p)to(?) e dessas coisas importantes, mas como só me apetece escrever coisas meladas e melosas e/ou maldizer Filosofia do Direito e/ou gozar com pessoas meladas e melosas que não eu (sim, que eu mesmo em estado melado e meloso consigo gozar com os outros mortais melados e melosos, principalmente, se me derem motivos. Aquela cena do pavão e do espanador que eu já aqui escrevi mas não me apetece ir buscar o link porque tenho que ir ali suspirar mais duas ou três vezes e/ou ler Hobbes e/ou gozar com pessoas que suspiram que não eu, como é óbvio).

Será caso de bipolaridade? Minha? Ou dos outros?

2h am: Sou uma espalha-brasas que disparo em todas as direcções à mínima coisinha e expludo por tudo e por nada.

8h am: Sou misteriosa.

E ainda dizem que uma boa noite de sono ajuda a assentar as ideias...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Poema XX: Se este não é um dos mais bonitos poemas de amor do mundo, eu não entendo nada de poesia

"Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: «La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos.»

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.

Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo."

(Pablo Neruda)

A propósito de um convite que recebi no meu mail...

Temos então que se festeja o Ano Novo Chinês no próximo dia 3.
Temos então que vamos entrar no Ano do Coelho.
Temos ainda que esta que vos escreve é do signo do ano que vamos entrar.
Urge, então, descobrir que reserva o Ano do Coelho para o Coelho.

E o que se me apraz dizer é que o Coelho no seu próprio ano nada de especial vai ter para vos contar. E eu acho mal. Então não devia ser assim uma coisa fabulástica?

sábado, 29 de janeiro de 2011

Cenas de uma vida

Era uma cena tão doméstica, tão doméstica, tão doméstica, mas tão doméstica que enquanto limpava o fogão, ela se divorciou, outra vez, mentalmente.

Estado em que também se encontra este blog

E o que eu adoro visitas indesejadas que chegam à hora de jantar sem ser convidadas para a refeição? Que ainda por cima sabem que a dona da casa está doente e com uma enxaqueca... Adoro. Apetece-me dar beijinhos...

Estado em que se encontra este blog

O primeiro filha da put@ que me disser que a justiça neste país não funciona, leva um pontapé nos tomates tão grande que aquela cena vai recolher toda e no dia a seguir acorda com uma vagina!

A única verdade absoluta no mundo, é esta...


Ao desconcerto do Mundo  
Os bons vi sempre passar 
No Mundo graves tormentos; 
E pera mais me espantar, 
Os maus vi sempre nadar 
Em mar de contentamentos. 
Cuidando alcançar assim 
O bem tão mal ordenado, 
Fui mau, mas fui castigado. 
Assim que, só pera mim, 
Anda o Mundo concertado.                    
Luís de Camões

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Trabalhos de Casa 13

Escrever 1000 vezes:

"Nem toda a gente é como tu por isso espera 10 minutos antes de sequer considerares a hipótese de armares a puta."

Trabalhos de Casa 12

Escrever 500 vezes:

"Quando me apetecer estrebuchar, rodar a baiana e armar a puta, lembra-te do que fizeste durante meses a fio e suck it up, tá?"

Dia dos Namorados

Todos os anos tenho dúvidas neste dia.
Eu gostava de dizer que eram dúvidas metafisicas que se prendiam com sentimentos e pensamentos profundos. Mas atendendo, por exemplo, à dúvida do presente ano, acho que nunca chegarei a pensar nada realmente válido referente a esta data:

Compro uma lingerie sexy ou a forma de silicone para fazer este bolo?

E claro que é para mim, pá! É que eu começo a ver as coisas nas montras e fico com inveja, n'é? As coisas, sim...

Mas vocês ainda não sabem que eu quando entro no mundo de um destes gaijitos, depois fico lá presa uns tempos? E mesmo assim deixam-me ir por esse caminho?

A OUTRA
"Amamos sempre no que temos
O que não temos quando amamos.
O barco pára, largo os remos
E, um a outro,as mãos nos damos.
A quem dou as mãos?
À Outra.

Teus beijos são de mel de boca,
São os que sempre pensei dar,
E agora a minha boca toca
A boca que eu sonhei beijar.
De quem é a boca?
Da Outra.

O remos já caíram na água,
O barco faz o que a água quer.
Meus braços vingam minha mágoa
No abraço quie enfim podem ter.
Quem abraço?
A Outra.

Bem sei, és bela, és quem desejei..
Não deixe a vida que eu deseje
Mais que o que pode ser teu beijo
E poder ser eu que te beije.
Beijo, e em quem penso?
Na Outra.

Os remos vão perdidos já,
O barco vai e não sei para onde.
Que fresco o teu sorriso está,
Ah, meu amor, e o que ele esconde!
Que é do sorriso
Da Outra?

Ah, talvez, mortos ambos nós,
Num outro rio sem lugar
Em outro barco outra vez sós
Possamos nós recomeçar
Que talvez sejas
A Outra.

Mas não, nem onde essa paisagem
É sob eterna luz eterna
Te acharei mais que alguém na viagem
Que amei com ansiedade terna
Por ser parecida
Com a Outra.

Ah, por ora, idos remos e rumo,
Dá-me as mãos, a boca, o teu ser.
E façamos desta hora um resumo
Do que não poderemos ter.
Nesta hora, a única
Sê a Outra."

(Fernando Pessoa)

Carta de Fernando Pessoa a Ofélia Queiroz (e, daqui a bocado, já explico porquê)

Lisboa, 1/III/1920
Para me mostrar o seu desprezo, ou pelo menos, a sua indiferença real, não era preciso o disfarce transparente de um discurso tão comprido, nem da serie de «razões» tão pouco sinceras como convincentes, que me escreveu. Bastava dizer-m'o. Assim, entendo da mesma maneira, mas doe-me mais. 
Se prefere a mim o rapaz que namora, e de quem naturalmente gosta muito, como lhe posso eu levar isso a mal? A Opheliazinha pode preferir quem quiser: não tem obrigação - creio eu - de amar-me, nem, realmente necessidade (a não ser que queira divertir-se) de fingir que me ama. 
Quem ama verdadeiramente não escreve cartas que parecem requerimentos de advogado. O amor não estuda tanto as cousas, nem trata os outros como réus que é preciso « entalar » 
Porque não é franca comigo? Que empenho tem em fazer sofrer quem não lhe fez mal - nem a si, nem a ninguém-, e quem tem por peso e dor bastante a própria vida isolada e triste, e não precisa de que lh'a venham acrescentar creando-lhe esperanças falsas, mostrando-lhe afeições fingidas e isto sem que se perceba com que interesse, mesmo de divertimento, ou com que proveito, mesmo de troça. 
Reconheço que tudo isto é cômico, e que a parte mais cômica d'isto tudo sou eu. 
Eu-proprio acharia graça, se não a amasse tanto, e se tivesse tempo para pensar em outra cousa que não fosse não fosse no sofrimento que tem prazer em causar-me sem que eu, a não ser por amá-la, o tenha merecido, e creio bem que amá-la não é razão bastante para o merecer. Enfim… 
Ahi fica o "documento escritoque me pede. Reconhece a minha assinatura o tabelião Eugenio Silva.

Fernando


Ahhhh... Se tivesse sido enforcado, estava tudo nos conformes. Compreendi...

Há alturas em que lamento... Qual lamento? Tenho vergonha, mesmo, de pertencer à raça humana... Esta é uma delas.


«O director do tablóide homofóbico, Giles Muhame, desvalorizou a relação entre os artigos que publicara e a morte do activista: "É mau se ele foi assassinado e rezamos pela sua alma. Mas têm havido muitos crimes e [a morte de Kato] pode não se dever a ele ser gay. Nós queremos que o Governo enforque as pessoas que promovem a homossexualidade, não que o público as ataque. O que dissemos foi que devem ser enforcados, não apedrejados ou atacados"»

Já mudávamos de tema, não?

Picolé continua em casa doente.
Picolé arrasta-se de dia e de noite entre a cama e o sofá, fraquinho porque tudo o que come acaba por vomitar com a tosse.
Mãe de Picolé já anda com a mesma tosse e só não tem a febre porque Mãe de Picolé dá no Brufen.
Mãe de Picolé arrasta-se de noite a velar Picolé para que não vomite com a tosse e arrasta-se de dia, tentando contribuir de alguma forma para o PIB.

Para a semana começa a época de exames na faculdade e a única coisa que me apraz dizer sobre isso é: AHHAHAHAHHAHAHAAHHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAAHAH Cof Cof Cof... Aiiii...

Vou ali assoar-me e tomar o xarope para a tosse e já venho, tá?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Coisas que me dizem - 2

"Passei de carro por um buraco capaz de foder... (pausa meditativa) Olha, capaz de foder uma daquelas coisas debaixo dos carros que se fodem quando a gente passa por buracos daqueles na estrada."

Coisas que me dizem - 1

"Eu imolo-me no altar das quecas."

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Psiuuuu

[Está aqui o senhor que ressuscita ares condicionados. Diz que já consegue pô-lo a dar um morninho. Mas não chega. Vai-lhe dar uma carga de gás. Eu não sei o que é que ele vai fazer exactamente, mas, à cautela, a chave do meu cofre está na gaveta das meias. O testamento está no cofre. Basicamente, deixo dividas. Mas sempre é melhor que não terem nada com que me recordar...]

E depois da nossa última conversinha

O ar condicionado foi acometido de achaque violentíssimo. Se antes, ainda emitia ar frio, agora recusa-se a qualquer tipo de actividade. Tenho aqui um dos senhores que sabem pôr estes bichos a funcionar a declarar-lhe o óbito. Não é preciso ser a Maya para prever que vou ter uma tarde penosa... 

Ora, lá está o que é

Temos então que o frio que sinto não está directamente relacionado com a avaria do ar condicionado, uma vez que o ar condicionado se encontra concertado há 3 horas e o frio não passa. Isso aliado ao facto de que o meu cérebro me parece esponjoso, não me apetece comer seja o que for, tenho a testa a ferver, tosse de cão, dores de garganta e arrepios de sobem por mim abaixo e descem por mim acima, desconfio - do verbo achar com muita força - que a convivência contínua das últimas 48 horas com Picolé, me foi prejudicial à saúde. 

Eu podia tecer profundas considerações acerca do frio

Mas a única coisa que se me apraz dizer, hoje, é: avariou-se o ar condicionado do escritório. Estou a ponderar calçar/vestir (?) as luvas e, se amanhã não estiver consertado, trago as pantufas de casa!

Tenho dito!

Palavras que nunca te direi - 2

Hoje lembrei-me porque tudo teve um fim.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Alguém me ensina como não matar um Picolé em 3 passos simples...

Tenho um gaijo mesmo gaijo em casa.
A febre cedeu. 

18.20: Acorda da sesta.

18.25: Pergunta o que vou fazer de comida. Explico que há a sopa que fiz ontem para o jantar dele. Nega com a cabeça. Há pizza do almoço. Nega com a cabeça. Há carninha assada. Nega com a cabeça. "Mãe, quero franguinho com massa." Resumindo e concluindo: 2 gatos pingados têm neste momento comida para um regimento só porque ele não come porra nenhuma e eu ando numa de tentativa/erro.

18.28: Chama-me para dizer que ainda não tem voz. Volto para a cozinha.

18.30: Chama-me para perguntar se tem febre. Volto para a cozinha.

18.32: Chama-me para dizer que talvez seja hora de tomar xarope. Volto para a cozinha.

18.34: Chama-me para (deixei de registar à quarta vez). Volto para a cozinha.

Repetir o passo anterior de 2 em 2 minutos até às 19h.

19.00: Chama-me para dizer que eu tenho que pôr a mesa como no "restórante" com o guardanapo no prato e tudo e que temos que fazer tchim-tchim com os copos. Volto para a cozinha recitando o dicionário de vernáculo mentalmente.

Repetir o passo das 18:34 de 2 em 2 minutos até às 19.20.

19.20: Chamo-o para a mesa do 'restórante'. 

19.23: Informa-me que a massa lhe sabe mal.

19.25: Informa-me que o frango também lhe sabe mal.

19.26: Sugiro carne assada. Informa-me que também lhe vai saber mal.

19.27: Pede-me pizza.

19.30: Informa-me que a pizza lhe sabe mal.

19.31: Recito fervorosamente a oração da serenidade.

19.32: Sugiro, em desespero, bolo de chocolate. Informa-me que também lhe vai saber mal.

19.33: Pondero a hipótese de serrar os pulsos com a faca de mesa.

19.34: Convenço-o a experimentar a pizza mais uma vez.

19.35: Vomita-me em cima do prato e acrescenta a frase: Eu é que tinha a razão! Eu disse que ía saber mal!

19.36: Dou-lhe ordem de soltura da mesa. Pede-me o rebuçado da garganta.

19.37: Faz aquilo que fez com todos os rebuçados que custaram uma pequena fortuna: dá-lhes duas chupadelas e vai pôr no lixo.

Resumo da jornada? Tenho o frigorífico cheio de comida. Preciso de dormir esta noite que a última ainda foi pior que a anterior com ele a chorar ao meu colo com dores. E ele anda aqui na maior (ainda sem voz, é certo) a apagar as luzes todas da casa porque vai fazer uma sessão de cinema com o Shrek. Eu até lhe perguntava se ele queria umas pipocas, mas ele é capaz de dizer que sim e depois das duas primeiras cuspir tudo porque lhe sabe mal e eu estou a ficar sem espaço para armazenar mantimentos.

Se eu escrevesse tão bem neste blog como escrevo noutras situações...

"Prefiro desiludir-me e ainda assim desejar e sonhar. Prefiro isso a viver de migalhas de felicidade."

Dúvida (im)pertinente 4

É possível passar do amor à indiferença sem passar na casa de partida nem ganhar 2 contos?
Não será antes necessário um período de luto que envolva ou ódio ou raiva ou tristeza ou sentimento semelhante?

Pensamento da amoxicilina das 5 da manhã

Eu posso dormir com ele.
Eu posso até envolver-me com ele.
Raios, eu posso até brincar aos namoradinhos e perder o pé.

Mas não lhe dou o endereço do blog!

Se eu tiver que ouvir mais uma vez que seja o música do Mario Karts na Nintendo DS...


Este não era para casar...

Um dos problemas das noites em branco, é que temos propensão para nos entretermos a navegar na net. E eu acabo sempre por me apaixonar perdidamente.

Esta noite foi pelo Adam Levine. Só lhe conhecia a voz. Hoje conheço-lhe aquela carinha, as tatuagens... Eu diria que somos íntimos e que isto é o inicio de uma bela história de amor.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Querem falar de agendas?

05.00: Compressas de água fria.
06.00: 1º Café.
06.30: Brufen
06.40: Emails, blogues e facebook lidos.
07.15: 39.4º. Mais compressas.
07.35: 2º Café.
08.00: Febre finalmente desce abaixo dos 38,5º.
08.25: Começam a dizer-me 'bom dia' no gmail e FB. 
08.40: Porra, podem parar de me dizer para chamar o pai da criança? Deixem lá o senhor dormir que não vem cá fazer nada.
09.00: 3º Café e pequeno-almoço.
09.30: Banhos.
09.50: Sim, pela quarta vez, hoje, sim, eu já liguei ao pai da criança!
10.45: Chegada ao hospital.
11.50: Saída do Hospital.
12.25: Casa.
13.00: Ou comes uma porra qualquer ou começo a cortar membros de pessoas nesta casa. Considerando que somos 2, adivinha por quem vou começar?
13.30: 1/4 de papo-seco com doce e 1 leite com chocolate depois, ben-uron e antibiótico.
14.00: Gotas no nariz, 1/4 de papo-seco com doce no guardanapo.
14.15: Sofá, manta e desenhos animados.
14.30: Vou dormir a sesta, tá?

Não esquecer:
17.30: Brufen
21.00: Antibiótico

Palavras tuas, um sorriso meu - 7

"Mas uma coisa sei, sei que só há 35 anos é que todas as mulheres podem votar em Portugal (podiam votar para as juntas de freguesia desde 1931 desde que fossem viúvas, divorciadas, separadas de pessoas e bens, com família própria e aquelas que estivessem casadas mas que os maridos estivessem no estrangeiro ou nas colónias e só se tivesse o ensino secundário ou fossem titulares de um curso superior com certificado). Portanto, eu vou votar não no Manel, no José ou na Graciana. Vou votar na democracia, no meu muito recentemente adquirido direito de poder contribuir e decidir sobre o destino de quem nos governa. Vocês que estão a ler e não vão votar porque está a chover, ou porque está sol, ou porque querem ver a sessão da tarde pensem no séculos que milhões passaram a lutar por este direito. Pensem nos quilómetros calcorreados em manifestações por todo o mundo para que vocês, todos vocês, o pudessem fazer livremente. Não gostam de nenhum candidato, votem nas ideias. Não gostam das ideias, votem naquele que promete melhores coisas para os vossos interesses. Não vos peço para votarem porque é dever cívico, digo-vos apenas que vou nem que seja por respeito aos nossos avós.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Palavras tuas, um sorriso meu - 6

"Era uma mulher. Boa e má, organizada e no centro da desordem, inteligente e também burra. Amante e lâmina de corte: vida, amor, morte. Nenhuma flor por desfolhar. Pode lá estar-se um bocado morto, muito vivo, amar assim assim? Está-se vivo ou morto. Ou se ama. Ou não. Amas?"

Ponha o dedo no ar - 5

Se, hoje, vos fizeram sentir a mulher mais especial do mundo. Assim, tipo, a única para quem se tem olhinhos.

Trabalhos de Casa 11

Escrever 100 vezes:

"(algum)As mulheres são umas cabras de calibre inenarrável."

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Lá diz o ditado antigo...

Devolveram-me hoje o Picolé.
Vem com febre e dores de cabeça. 
Já medicado, enrolou-se na manta e adormeceu enquanto dizia o quanto tinha saudades minhas.
Isto, de facto, quem empresta não melhora.

As mulheres são bicharocos muito estranhos

Eu, um dia, ainda hei-de entender esse fenómeno estranho que leva as mulheres a manter certos homens em banho-maria. Deixam-nos ali a marinar, ai não sei se quero, ai não sei se me apetece, à cautela não lhe digo que não, só para prevenir também não lhe digo que sim, faz de conta que somos só amigos enquanto eu vejo o que me apetece. E, quando os criaturos cansados de tanta vinha d'alhos, dão o grito do Ipiranga, ai vou ali e já venho, elas põem-se em sentido e, opsss que é lá isso, meu menino? Onde é que pensa que vai? Só, nesse momento, só com o 'vou ali comprar cigarros e já venho', é que a mulher olha, pela primeira vez, com olhos de ver para o desgraçado que mantinha ali no alguidar sabe Deus há quanto tempo. E, nesse momento, passa a ser um ponto de honra (i) cozinhá-lo ou (ii) voltar a pô-lo a marinar. Em circunstância nenhuma, mulher alguma pensa: "Ah coitado. Vai lá à tua vida que eu já te fiz perder tempo suficiente." Se aconteceu, eu nunca ouvi falar. Já ouvi, muitas vezes, foi: "Agora é uma questão de honra! Ele vai ser meu!"
E a única coisa que me apraz dizer, nestes momentos, é: A honra, no feminino, é uma coisa quase tão estranha como as próprias mulheres!

... But somebody's gotta do it

Gaija 1: Hoje faço 20 anos de casada...

Ice: Parabéns!

Gaija 2: Mas tu casaste com que idade?

Gaija 1: Casei com 21.

Gaija 2: Eu estou a falar mas tenho 28 e fiz agora 12 anos de namoro e vivemos juntos há 5. Quase 6...

Olham as duas para mim.

Ice: Em todos os grupos há sempre uma...

Gaija 1: O quê?

Ice: A cabra*. Its a dirty job... Faço eu, deixem.

*Na conversa original, o termo usado foi 'slut'.

Palavras tuas, um sorriso meu - 5

"Daqueles que não nos deixam ancorar mas em cujas águas gostamos de marear. Daqueles impossíveis, assim, mesmo impossíveis de tão prováveis que poderiam ser."

Um grande filme, uma música com uma letra bem verdadeira

A grande curiosidade é que este é o primeiro grande filme de um conhecido actor.
No entanto, aposto que ninguém se lembra do Alex... Pois... Foi o gaijo que morreu...



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Palavras que nunca te direi - 1

Espero que vás ganhar bem mais do que estás a perder.

Estou quase, quase a terminar a árvore blogosférico-genealógica da autora deste blog

E sei agora que afinal há implicâncias de estimação que não são mais do que rivalidades entre quase-irmãos.
Eu, agora, entendo muitos dos traumas de que Ice sofre...
Não percebem? Acham complicado? Eu, então, nem sei como qualifique...

Palavras tuas, um sorriso meu - 4

"O elefante estava cá fora, tinha uma pata amarrada por uma corda e a corda estava presa a uma pequena estaca. O meu Tio Lancastre perguntou-me se eu já alguma vez tinha questionado por que razão o elefante, forte e poderoso, não escapava, afinal não lhe devia ser difícil arrancar a estaca. E explicou-me que aquela estaca era a mesma desde o tempo em que o elefante era ainda jovem. Nessa altura o elefante tentara libertar-se mas não tivera força suficiente para arrancar a estaca. Com o tempo, o elefante tinha interiorizado que não era possível arrancar a estaca e hoje seria capaz de arrancar árvores, mas nem sequer tentava arrancar a pequena estaca."

Parece que hoje é dia dos posts dirigidos

Olhe que não, meu caro, olhe que não...

Eu ouço os dois primeiros versos disto...



E tenho a certeza de que não sou muito boa pessoa...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Hello Kitty, já reparaste?

Já fez um ano que te atafulhaste de rissóis e batatas fritas e repetiste 1567 vezes a frase: eu não acredito.
Já fez um ano em que houve uma conjugação astral de tal forma poderosa que todos os planetas se alinharam para dar origem ao maior conjunto de improbabilidades alguma vez visto.
Já fez um ano que me abri e me esvaziei.
Já fez um ano que avancei.

Mas sabes uma coisa? Tu continuas a acreditar em Destino e em luzinhas a piscar e eu acho que vais realizar o teu desejo esta semana. Acho mesmo... Eu sei que devia sentir-me mal por isso, mas não sinto. Apetece-me apenas rir e dou comigo a pensar: "Oh que grande merda!"

Post de gaija

Eu e a minha cabeleireira decidimos, hoje, a meados de Janeiro, qual vai ser o meu corte de cabelo este Verão. Considerando, a sua relutância em usar a tesoura nesta cabeleira, estive quase a pedir que me pusesse o que disse por escrito.

Palavras tuas, um sorriso meu - 3

"As senhoras do chá de tília e dos scones há muito que tinham ido embora. Depois de saírem ficou no ar um aroma adocicado, uma mistura de alfazema, Chanel 5 e naftalina… estranho cocktail, pensei, mas guardei esse pensamento para mim, assim como guardei as riscas das calças do empregado. Seriam cinzentas ou brancas? São estranhos os pormenores a que nos agarramos para nos manter à tona da sanidade."


Porque eu me lembro das riscas de um lençol de há dez anos atrás como se o segurasse nas minhas mãos hoje.

É que não sei mesmo...

Olhando os 11 frascos de doce ali no balcão, interrogo-me onde irão os homens da minha vida buscar a ideia de que sou uma fada do lar...

Vamos lá a ver se a gente se entende...

Desde os meus 20 anos que tenho este problema. Quase metade da minha vida com o mesmo problema. E, mais grave, sem qualquer ideia de como o resolver.

Acho que ouvi a primeira vez, ai pelos 19 anos, o melhor amigo do gaijo com quem andava a desancá-lo porque ele não devia andar comigo porque ele era um Casanova e eu não era para brincar. Era para casar.

Perdi a conta às vezes que ouvi o discurso 35 de como eles não me queriam magoar como se eu fosse uma flor de estufa.

Fui pedida em casamento 3 vezes, por 3 homens diferentes, antes dos 25 anos (esta não sabias, não era?).

Os homens olham para mim e vêem um rancho de filhos, jantar na mesa, cheiro de tarte de maça e o até que a morte nos separe.

E quando eu lhes tento explicar que apenas acredito no que seja infinito enquanto dure, encaram-me incrédulos e acham que é charminho e pedem-me que não racionalize as coisas. Eu bem tento explicar que não, que apenas quero viver o dia-a-dia, que não faço planos, que já vi a minha dose de planos de para sempre a desmoronar como castelos de cartas. E depois desisto de tentar explicar seja o que for. Não vale a pena gastar o meu tempo a explicar-lhes que só acreditei no para sempre uma vez e em destino duas. 

Em vez de gastar o meu latim nisso, vou antes ali mexer, mais uma vez, o panelão de doce de abóbora.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Afinal, era um fresco, este Salazar!

"É difícil resistir às maças do campo"????

Dúvida (im)pertinente 3

Vocês já desmontaram a árvore de Natal? Vou ali comer mais dois enfeites para ver se despacho a coisa...

O meu fim-de-semana só teve um dia, hoje

E ainda assim consegui:

- Lutar com Bakugans;
- Partir uma abóbora de 10 kgs em pedacinhos pequenos;
- Estudar Dtº Comercial;
- Terminar o Relatório Anual;
- Ter um desentendimento intercontinental;
- Tentar (só tentar, tá?) perceber como funciona a Nintendo DS;
- Fazer rir uma pessoa no Facebook;
- Irritar uma pessoa no Facebook;
- Ver os dois últimos episódios da Anatomia de Grey.

Obviamente, esqueci-me de:

- Comer;
- Pintar as unhas!

Efeito borboleta

Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.

Bem me disse o Numenor para eu me manter só num fuso horário, hoje... À cautela, não voo mais hoje.

Sorry seems to be the hardest word...

A palavra mais difícil de dizer não é 'desculpa'. A palavra mais difícil é mesmo 'perdoo-te'.
Pedir desculpa é fácil. Significa que assumimos um erro e queremos a absolvição para seguir em frente. Basicamente, pedimos permissão para seguir a nossa vida sem a consciência pesada.

Difícil, difícil, é mesmo conceder essa permissão. É conseguirmos esquecer aquilo que nos magoou e avançarmos deixando essa mágoa para trás. 

Acho mesmo que essa é a justificação para a expressão "perdoar é divino". 

Nenhuma perfeição se lhe assemelha

Se me perguntassem pelo que venderia a minha alma, a resposta seria:

Pela eternização daquele momento em que, acabado de adormecer, a mão dele ainda segura a minha com força e o seu corpo procura o meu como se o seu subconsciente lhe relembrasse que foi ali a sua origem.

sábado, 15 de janeiro de 2011

"E tens de lutar, mãe. E não podes ter medo, mãe."

Apareceu-me na sala e veio-me dizer ao ouvido que:

"Tens que dar atenção ao que te vou dizer. Amanhã quando acordar, vamos jogar bakugans. Não esqueces? Mas ouve... Temos que procurar a carta activada. Shiuuuuu... Não podes dizer nada a ninguém, ok?"

E eu só pensava que tinha que escrever isto. E o ar sério dele a dizer-me isto?

E a mania do surf com que o miúdo vem? Está mais que visto que vou ter que arranjar um gaijo qualquer que ensine o puto que até já tem fato e prancha e tudo.

Acho que vou iniciar um casting novo...

De repente, tudo volta a encaixar no sitio

O meu mini-surfista voltou, depois de uma semana sem eu lhe por a vistinha em cima.
Tenho a sensação de que cresceu. A sensação de que fala melhor. Diz que jogar bakugans é 'munto interessante' e que não pode ver os 'plácios de sangue*' porque é muito assustador.

E acabei agorinha mesmo de andar a atirar bicharocos redondos pela sala, com uma luva dele calçada, enquanto gritava: "Bakugans lutar"! Ele acabou de desistir porque diz que eu não percebo nada de bakugans e que preciso de ver o filme.

Tenho os ouvidos cheios**. Tenho a casa cheia. Tenho o coração cheio. E tenho a sensação de que me anestesio quando ele não está e só noto o falta que ele me faz quando ele regressa.

*"Laços de Sangue"
** Ele não se cala 1 segundo, porra!

Palavras tuas, um sorriso meu - 2

"Também acho enternecedor quando começamos a falar em sentimentos e a capacidade infinita que temos em analisar a porra de uma frase por vários ângulos divagando ao nosso gosto, a dada altura um bom dia torna-se num pedido de casamento. Somos tão criativas. E algumas são cobras, somos sim, língua venenosa, sempre a ver quem tem mais mamas, melhor cabelo e maior namorado, sempre a competir, sempre a correr não vá alguém estar à nossa frente. E fazemos-nos de púdicas, dá-nos um certo gozo essa coisa do "oh não, eu não queria mas não resisto ao cheiro da tua nuca, que maçada" quando, no fundo pensamos "dasse, estava a ver que nunca mais te aproximavas, farta de só ter sonhos húmidos contigo, meu amor". Isto somos nós. Não eles."

Afinal, ainda há esperança...

Tenho para mim que ainda sai uma piadita acerca do Intercontinental, hoje... Ai tenho, tenho...

Coisas que me refornicam - 2

Braços de ferro. E eu sou eximia nisso. Mas refode-me ser assim porque sei que é a auto-estrada directa para a desilusão.

Elaboro mais tarde. Agora estou ocupada num braço de ferro o que, obviamente, me deixa lixada.

(Por acaso, acabou enquanto eu escrevia o post o que é bom. Senão tivesse acabado, era coisinha para eu ter que fazer a minha primeira piada acerca do Carlos Castro.)

Ainda bem que tenho noções de Astrologia

Senão isto era coisinha para me deixar sem dormir uns 15 dias.

Já agora, também aumentaram o número de signos chineses?

E as criaturas nascidas a 11 de Março são mesmo de que signo?

Gosto da forma cientifica como tratam do assunto mas depois esquecem-se de que para tratarem a questão de forma cientifica terão que recorrer a cálculos e contas e, vá, depois é só fazer as contas... Ahhhh já foram feitas em 1922!!!

Agora ide lá ler acerca da diferença entre astronomia e astrologia e e de como surgiu o Serpentário e deixem lá as tatuagens sossegadas que isto não é novidade nenhuma.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Post ordinário. Pessoas sensíveis e/ou púdicas e/ou com bom gosto: ide à vossa vidinha*

Ice faz um café. Ice abre um bollycao. Ice abocanha o bollycao. Porta abre ao mesmo tempo. Advogado importante q.b., giro bastante, entra. Ice vê-se confrontada com o mais antigo dilema do mundo:

Engulo ou cuspo?

*Eu avisei, não avisei.

É isto, porra

Futebol é isto. A única tábua rasa no desporto é a tábua dos bancos dos balneários, tá? Arre, espiga...

E ainda aposto com vocês

[Que não acabo o ano sem saber ou ver ou ouvir um gaijo a pedir a uma gaija, com voz delicodoce e queixinho a tremer, "por favor, sê meiga comigo?" Bem dizia a minha avózinha que isto desde que os americanos foram à lua, anda tudo ao contrário.]

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vocês estão em crer?

[As minhas amigas estão a falar de John Locke aos gaijos para ver o que acontece. Acho que acabou de ser criado um novo método de triagem.]

"Fornique-se! Tu andas a fazer uns erros de casting do pénis!"*

Aparentemente, eu não aprendi mesmo nada no ano passado...

"Decidi que o melhor não era apaixonar-me. Era mesmo ter um gaijo para coiso. Condição sine qua non: ser burro." O senhor de quem falei nesse post, acabou uma noite a discutir a problemática israelo-árabe comigo! Trust me: não era suposto. Ninguém, mesmo ninguém, acreditaria nessa hipótese, à partida. Mas como disse no inicio deste post, eu não aprendi mesmo nadinha em 2010.

Vá de analisar o currículo de outro candidato e achar que se enquadrava no parâmetros (achava eu). Esta tarde, discutiu comigo as teorias de John Locke e o contrato social depois de me dizer que gosta de ir à ópera. Dasse, as minhas amigas que são gaijas espertas comó alho, não sabem as teorias de John Locke de cor, pá! Vá que eu tenho uma mente que armazena uma quantidade de informação que faz com que o meu cérebro mais se assemelhe a um caixote do lixo sem fundo, senão teria passado por burra (again!).

Agora, dize-me, por obséquio: quando uma gaija leva bailes destes dos gaijos da noite e dos gaijos do desporto, o que é que se acontece se arriscar um 'date' com um assumidamente intelectual?

Eu sei que a tradição já não é o que era, mas podíamos manter alguns clichés no sitio, não? 


*Isto era mesmo com as palavrinhas vernaculares todinhas 

A dona do blog

[Está também cheia de tosse e isso é capaz de não ajudar ao humor...]

Aviso à navegação

A dona deste blog está com humor de cão derivado ao facto de ter que engolir um sapo e, toda a gente sabe, que a dona deste blog não é propriamente apreciadora de carne de batráquio.
A dona deste blog tem também exame amanhã e outro na segunda e a casa toda cagada e para lá de desarrumada. A dona deste blog está quase a atirar-se aos pés da técnica de limpeza em licença de maternidade e implorar o seu regresso.
A dona deste blog tem também que apesar de para ela, mentalmente, hoje ser segunda, para o resto do povo já é quinta. Ainda assim, a dona do blog tem para ela que não chega ao fim da semana, que para todos os efeitos é amanhã, sem mandar alguém para a real prostituta que deu à luz.
A dona do blog considerou seriamente a hipótese de se manter em reclusão todo o fim-de-semana para ver se lhe passava, no entanto, foi dito à dona do blog que sábado lhe calhou na rifa no sorteio do 'trabalho dá saúde'.
A dona do blog, que até é gaija que tem andado zen e a vida é bela e os passarinhos cantam e os cães ladram e a caravana passa, informa que voltou a si e que se lhe passou essa coisa de positivismo que a andava a estragar.
Como tal, podeis então contar com a dona do blog no seu velho self, rosnando a tudo o que mexe e de volta ao sitio de onde nunca deveria ter saído. De volta ao topo do Iceberg. The higher ground. Yes, baby, I've got the higher ground and, no, you cannot reach me.

Mantra a repetir a casa 3 segundos

Não vou mandar ninguém pró c*****ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

Quando perder o fôlego, é recomeçar. Pode ser que o dia acabe sem incidentes de maior se eu estiver ocupada a fazer chegar oxigénio ao cérebro.

Trabalhos de Casa 10

Ler o c*****o do último parágrafo disto e escrever 100 vezes:

"Tu és burra! Tu és imbecil! Tu és tão estúpida! Com tanto erro que há para fazer nesta vida, tens mesmo que repeti-los? E não venhas dizer que era inevitável que tu driblaste uma bola dessas muito bem no Natal."

Pressupostos errados

Há quem defende que se atinge pelo amor. Há quem advogue a paixão. Outros ainda falam de ódio, de raiva, de poder.

Eu já passei por todas essas ideias. Hoje, eu tenho a certeza que o higher ground só se atinge através da indiferença. Só um coração frio e inanimado nos mantem acima de todo e qualquer incómodo. Só um coração desprovido de qualquer sentimento nos torna magnânimos.

Hoje, é esta a minha mais firme convicção. Sintonizem amanhã que pode ser que a crença seja diferente.

Palavras tuas, um sorriso meu - 1

"...Quem nunca pensou, no primeiro instante em que sob os seus olhos se abriu uma paisagem nova e magnífica, que podia viver ali? O primeiro pensamento do Amor à primeira vista é precisamente esse: "Eu podia viver ali"."

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Diz que é o ano do Coelho?

É que só pode ser sinal de uma coisa fantástica e de uma reviravolta fabulosa!

Por causa disto.

Ponha o dedo no ar - 4

Se já tiveram um dizem-as-más-línguas-que-é-namorado encarcerado numa prisão de um país oriental, julgado e condenado.