quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

... But somebody's gotta do it

Gaija 1: Hoje faço 20 anos de casada...

Ice: Parabéns!

Gaija 2: Mas tu casaste com que idade?

Gaija 1: Casei com 21.

Gaija 2: Eu estou a falar mas tenho 28 e fiz agora 12 anos de namoro e vivemos juntos há 5. Quase 6...

Olham as duas para mim.

Ice: Em todos os grupos há sempre uma...

Gaija 1: O quê?

Ice: A cabra*. Its a dirty job... Faço eu, deixem.

*Na conversa original, o termo usado foi 'slut'.

Palavras tuas, um sorriso meu - 5

"Daqueles que não nos deixam ancorar mas em cujas águas gostamos de marear. Daqueles impossíveis, assim, mesmo impossíveis de tão prováveis que poderiam ser."

Um grande filme, uma música com uma letra bem verdadeira

A grande curiosidade é que este é o primeiro grande filme de um conhecido actor.
No entanto, aposto que ninguém se lembra do Alex... Pois... Foi o gaijo que morreu...



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Palavras que nunca te direi - 1

Espero que vás ganhar bem mais do que estás a perder.

Estou quase, quase a terminar a árvore blogosférico-genealógica da autora deste blog

E sei agora que afinal há implicâncias de estimação que não são mais do que rivalidades entre quase-irmãos.
Eu, agora, entendo muitos dos traumas de que Ice sofre...
Não percebem? Acham complicado? Eu, então, nem sei como qualifique...

Palavras tuas, um sorriso meu - 4

"O elefante estava cá fora, tinha uma pata amarrada por uma corda e a corda estava presa a uma pequena estaca. O meu Tio Lancastre perguntou-me se eu já alguma vez tinha questionado por que razão o elefante, forte e poderoso, não escapava, afinal não lhe devia ser difícil arrancar a estaca. E explicou-me que aquela estaca era a mesma desde o tempo em que o elefante era ainda jovem. Nessa altura o elefante tentara libertar-se mas não tivera força suficiente para arrancar a estaca. Com o tempo, o elefante tinha interiorizado que não era possível arrancar a estaca e hoje seria capaz de arrancar árvores, mas nem sequer tentava arrancar a pequena estaca."

Parece que hoje é dia dos posts dirigidos

Olhe que não, meu caro, olhe que não...

Eu ouço os dois primeiros versos disto...



E tenho a certeza de que não sou muito boa pessoa...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Hello Kitty, já reparaste?

Já fez um ano que te atafulhaste de rissóis e batatas fritas e repetiste 1567 vezes a frase: eu não acredito.
Já fez um ano em que houve uma conjugação astral de tal forma poderosa que todos os planetas se alinharam para dar origem ao maior conjunto de improbabilidades alguma vez visto.
Já fez um ano que me abri e me esvaziei.
Já fez um ano que avancei.

Mas sabes uma coisa? Tu continuas a acreditar em Destino e em luzinhas a piscar e eu acho que vais realizar o teu desejo esta semana. Acho mesmo... Eu sei que devia sentir-me mal por isso, mas não sinto. Apetece-me apenas rir e dou comigo a pensar: "Oh que grande merda!"

Post de gaija

Eu e a minha cabeleireira decidimos, hoje, a meados de Janeiro, qual vai ser o meu corte de cabelo este Verão. Considerando, a sua relutância em usar a tesoura nesta cabeleira, estive quase a pedir que me pusesse o que disse por escrito.

Palavras tuas, um sorriso meu - 3

"As senhoras do chá de tília e dos scones há muito que tinham ido embora. Depois de saírem ficou no ar um aroma adocicado, uma mistura de alfazema, Chanel 5 e naftalina… estranho cocktail, pensei, mas guardei esse pensamento para mim, assim como guardei as riscas das calças do empregado. Seriam cinzentas ou brancas? São estranhos os pormenores a que nos agarramos para nos manter à tona da sanidade."


Porque eu me lembro das riscas de um lençol de há dez anos atrás como se o segurasse nas minhas mãos hoje.

É que não sei mesmo...

Olhando os 11 frascos de doce ali no balcão, interrogo-me onde irão os homens da minha vida buscar a ideia de que sou uma fada do lar...

Vamos lá a ver se a gente se entende...

Desde os meus 20 anos que tenho este problema. Quase metade da minha vida com o mesmo problema. E, mais grave, sem qualquer ideia de como o resolver.

Acho que ouvi a primeira vez, ai pelos 19 anos, o melhor amigo do gaijo com quem andava a desancá-lo porque ele não devia andar comigo porque ele era um Casanova e eu não era para brincar. Era para casar.

Perdi a conta às vezes que ouvi o discurso 35 de como eles não me queriam magoar como se eu fosse uma flor de estufa.

Fui pedida em casamento 3 vezes, por 3 homens diferentes, antes dos 25 anos (esta não sabias, não era?).

Os homens olham para mim e vêem um rancho de filhos, jantar na mesa, cheiro de tarte de maça e o até que a morte nos separe.

E quando eu lhes tento explicar que apenas acredito no que seja infinito enquanto dure, encaram-me incrédulos e acham que é charminho e pedem-me que não racionalize as coisas. Eu bem tento explicar que não, que apenas quero viver o dia-a-dia, que não faço planos, que já vi a minha dose de planos de para sempre a desmoronar como castelos de cartas. E depois desisto de tentar explicar seja o que for. Não vale a pena gastar o meu tempo a explicar-lhes que só acreditei no para sempre uma vez e em destino duas. 

Em vez de gastar o meu latim nisso, vou antes ali mexer, mais uma vez, o panelão de doce de abóbora.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Afinal, era um fresco, este Salazar!

"É difícil resistir às maças do campo"????

Dúvida (im)pertinente 3

Vocês já desmontaram a árvore de Natal? Vou ali comer mais dois enfeites para ver se despacho a coisa...

O meu fim-de-semana só teve um dia, hoje

E ainda assim consegui:

- Lutar com Bakugans;
- Partir uma abóbora de 10 kgs em pedacinhos pequenos;
- Estudar Dtº Comercial;
- Terminar o Relatório Anual;
- Ter um desentendimento intercontinental;
- Tentar (só tentar, tá?) perceber como funciona a Nintendo DS;
- Fazer rir uma pessoa no Facebook;
- Irritar uma pessoa no Facebook;
- Ver os dois últimos episódios da Anatomia de Grey.

Obviamente, esqueci-me de:

- Comer;
- Pintar as unhas!

Efeito borboleta

Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.

Bem me disse o Numenor para eu me manter só num fuso horário, hoje... À cautela, não voo mais hoje.

Sorry seems to be the hardest word...

A palavra mais difícil de dizer não é 'desculpa'. A palavra mais difícil é mesmo 'perdoo-te'.
Pedir desculpa é fácil. Significa que assumimos um erro e queremos a absolvição para seguir em frente. Basicamente, pedimos permissão para seguir a nossa vida sem a consciência pesada.

Difícil, difícil, é mesmo conceder essa permissão. É conseguirmos esquecer aquilo que nos magoou e avançarmos deixando essa mágoa para trás. 

Acho mesmo que essa é a justificação para a expressão "perdoar é divino". 

Nenhuma perfeição se lhe assemelha

Se me perguntassem pelo que venderia a minha alma, a resposta seria:

Pela eternização daquele momento em que, acabado de adormecer, a mão dele ainda segura a minha com força e o seu corpo procura o meu como se o seu subconsciente lhe relembrasse que foi ali a sua origem.

sábado, 15 de janeiro de 2011

"E tens de lutar, mãe. E não podes ter medo, mãe."

Apareceu-me na sala e veio-me dizer ao ouvido que:

"Tens que dar atenção ao que te vou dizer. Amanhã quando acordar, vamos jogar bakugans. Não esqueces? Mas ouve... Temos que procurar a carta activada. Shiuuuuu... Não podes dizer nada a ninguém, ok?"

E eu só pensava que tinha que escrever isto. E o ar sério dele a dizer-me isto?

E a mania do surf com que o miúdo vem? Está mais que visto que vou ter que arranjar um gaijo qualquer que ensine o puto que até já tem fato e prancha e tudo.

Acho que vou iniciar um casting novo...

De repente, tudo volta a encaixar no sitio

O meu mini-surfista voltou, depois de uma semana sem eu lhe por a vistinha em cima.
Tenho a sensação de que cresceu. A sensação de que fala melhor. Diz que jogar bakugans é 'munto interessante' e que não pode ver os 'plácios de sangue*' porque é muito assustador.

E acabei agorinha mesmo de andar a atirar bicharocos redondos pela sala, com uma luva dele calçada, enquanto gritava: "Bakugans lutar"! Ele acabou de desistir porque diz que eu não percebo nada de bakugans e que preciso de ver o filme.

Tenho os ouvidos cheios**. Tenho a casa cheia. Tenho o coração cheio. E tenho a sensação de que me anestesio quando ele não está e só noto o falta que ele me faz quando ele regressa.

*"Laços de Sangue"
** Ele não se cala 1 segundo, porra!

Palavras tuas, um sorriso meu - 2

"Também acho enternecedor quando começamos a falar em sentimentos e a capacidade infinita que temos em analisar a porra de uma frase por vários ângulos divagando ao nosso gosto, a dada altura um bom dia torna-se num pedido de casamento. Somos tão criativas. E algumas são cobras, somos sim, língua venenosa, sempre a ver quem tem mais mamas, melhor cabelo e maior namorado, sempre a competir, sempre a correr não vá alguém estar à nossa frente. E fazemos-nos de púdicas, dá-nos um certo gozo essa coisa do "oh não, eu não queria mas não resisto ao cheiro da tua nuca, que maçada" quando, no fundo pensamos "dasse, estava a ver que nunca mais te aproximavas, farta de só ter sonhos húmidos contigo, meu amor". Isto somos nós. Não eles."

Afinal, ainda há esperança...

Tenho para mim que ainda sai uma piadita acerca do Intercontinental, hoje... Ai tenho, tenho...

Coisas que me refornicam - 2

Braços de ferro. E eu sou eximia nisso. Mas refode-me ser assim porque sei que é a auto-estrada directa para a desilusão.

Elaboro mais tarde. Agora estou ocupada num braço de ferro o que, obviamente, me deixa lixada.

(Por acaso, acabou enquanto eu escrevia o post o que é bom. Senão tivesse acabado, era coisinha para eu ter que fazer a minha primeira piada acerca do Carlos Castro.)

Ainda bem que tenho noções de Astrologia

Senão isto era coisinha para me deixar sem dormir uns 15 dias.

Já agora, também aumentaram o número de signos chineses?

E as criaturas nascidas a 11 de Março são mesmo de que signo?

Gosto da forma cientifica como tratam do assunto mas depois esquecem-se de que para tratarem a questão de forma cientifica terão que recorrer a cálculos e contas e, vá, depois é só fazer as contas... Ahhhh já foram feitas em 1922!!!

Agora ide lá ler acerca da diferença entre astronomia e astrologia e e de como surgiu o Serpentário e deixem lá as tatuagens sossegadas que isto não é novidade nenhuma.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Post ordinário. Pessoas sensíveis e/ou púdicas e/ou com bom gosto: ide à vossa vidinha*

Ice faz um café. Ice abre um bollycao. Ice abocanha o bollycao. Porta abre ao mesmo tempo. Advogado importante q.b., giro bastante, entra. Ice vê-se confrontada com o mais antigo dilema do mundo:

Engulo ou cuspo?

*Eu avisei, não avisei.

É isto, porra

Futebol é isto. A única tábua rasa no desporto é a tábua dos bancos dos balneários, tá? Arre, espiga...

E ainda aposto com vocês

[Que não acabo o ano sem saber ou ver ou ouvir um gaijo a pedir a uma gaija, com voz delicodoce e queixinho a tremer, "por favor, sê meiga comigo?" Bem dizia a minha avózinha que isto desde que os americanos foram à lua, anda tudo ao contrário.]

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vocês estão em crer?

[As minhas amigas estão a falar de John Locke aos gaijos para ver o que acontece. Acho que acabou de ser criado um novo método de triagem.]

"Fornique-se! Tu andas a fazer uns erros de casting do pénis!"*

Aparentemente, eu não aprendi mesmo nada no ano passado...

"Decidi que o melhor não era apaixonar-me. Era mesmo ter um gaijo para coiso. Condição sine qua non: ser burro." O senhor de quem falei nesse post, acabou uma noite a discutir a problemática israelo-árabe comigo! Trust me: não era suposto. Ninguém, mesmo ninguém, acreditaria nessa hipótese, à partida. Mas como disse no inicio deste post, eu não aprendi mesmo nadinha em 2010.

Vá de analisar o currículo de outro candidato e achar que se enquadrava no parâmetros (achava eu). Esta tarde, discutiu comigo as teorias de John Locke e o contrato social depois de me dizer que gosta de ir à ópera. Dasse, as minhas amigas que são gaijas espertas comó alho, não sabem as teorias de John Locke de cor, pá! Vá que eu tenho uma mente que armazena uma quantidade de informação que faz com que o meu cérebro mais se assemelhe a um caixote do lixo sem fundo, senão teria passado por burra (again!).

Agora, dize-me, por obséquio: quando uma gaija leva bailes destes dos gaijos da noite e dos gaijos do desporto, o que é que se acontece se arriscar um 'date' com um assumidamente intelectual?

Eu sei que a tradição já não é o que era, mas podíamos manter alguns clichés no sitio, não? 


*Isto era mesmo com as palavrinhas vernaculares todinhas 

A dona do blog

[Está também cheia de tosse e isso é capaz de não ajudar ao humor...]

Aviso à navegação

A dona deste blog está com humor de cão derivado ao facto de ter que engolir um sapo e, toda a gente sabe, que a dona deste blog não é propriamente apreciadora de carne de batráquio.
A dona deste blog tem também exame amanhã e outro na segunda e a casa toda cagada e para lá de desarrumada. A dona deste blog está quase a atirar-se aos pés da técnica de limpeza em licença de maternidade e implorar o seu regresso.
A dona deste blog tem também que apesar de para ela, mentalmente, hoje ser segunda, para o resto do povo já é quinta. Ainda assim, a dona do blog tem para ela que não chega ao fim da semana, que para todos os efeitos é amanhã, sem mandar alguém para a real prostituta que deu à luz.
A dona do blog considerou seriamente a hipótese de se manter em reclusão todo o fim-de-semana para ver se lhe passava, no entanto, foi dito à dona do blog que sábado lhe calhou na rifa no sorteio do 'trabalho dá saúde'.
A dona do blog, que até é gaija que tem andado zen e a vida é bela e os passarinhos cantam e os cães ladram e a caravana passa, informa que voltou a si e que se lhe passou essa coisa de positivismo que a andava a estragar.
Como tal, podeis então contar com a dona do blog no seu velho self, rosnando a tudo o que mexe e de volta ao sitio de onde nunca deveria ter saído. De volta ao topo do Iceberg. The higher ground. Yes, baby, I've got the higher ground and, no, you cannot reach me.

Mantra a repetir a casa 3 segundos

Não vou mandar ninguém pró c*****ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

Quando perder o fôlego, é recomeçar. Pode ser que o dia acabe sem incidentes de maior se eu estiver ocupada a fazer chegar oxigénio ao cérebro.

Trabalhos de Casa 10

Ler o c*****o do último parágrafo disto e escrever 100 vezes:

"Tu és burra! Tu és imbecil! Tu és tão estúpida! Com tanto erro que há para fazer nesta vida, tens mesmo que repeti-los? E não venhas dizer que era inevitável que tu driblaste uma bola dessas muito bem no Natal."

Pressupostos errados

Há quem defende que se atinge pelo amor. Há quem advogue a paixão. Outros ainda falam de ódio, de raiva, de poder.

Eu já passei por todas essas ideias. Hoje, eu tenho a certeza que o higher ground só se atinge através da indiferença. Só um coração frio e inanimado nos mantem acima de todo e qualquer incómodo. Só um coração desprovido de qualquer sentimento nos torna magnânimos.

Hoje, é esta a minha mais firme convicção. Sintonizem amanhã que pode ser que a crença seja diferente.

Palavras tuas, um sorriso meu - 1

"...Quem nunca pensou, no primeiro instante em que sob os seus olhos se abriu uma paisagem nova e magnífica, que podia viver ali? O primeiro pensamento do Amor à primeira vista é precisamente esse: "Eu podia viver ali"."

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Diz que é o ano do Coelho?

É que só pode ser sinal de uma coisa fantástica e de uma reviravolta fabulosa!

Por causa disto.

Ponha o dedo no ar - 4

Se já tiveram um dizem-as-más-línguas-que-é-namorado encarcerado numa prisão de um país oriental, julgado e condenado.

Cada um tem o que merece

Eu devia estar deitada no sofá, com um chá, a preparar-me para
regressar ao activo amanhã. Em vez disso, estou enfiada numa aula de
Direito Comercial.

Tenho para mim que com esta vidinha, não existe comprimido para o
cansaço que me valha...

Ponha o dedo no ar - 3

Quem andou na marmelada, com um gaijo giro, às 5 da manhã, em cima do balcão de uma cozinha. Literalmente.

Se eu tivesse twitter - 3

Porque é que sempre que eu janto com um gaijo na capital, eles chegam
sempre com 40 minutos de atraso? Existe alguma combinação secreta que
eu desconheça? E ainda falam das mulheres...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ponha o dedo no ar - 2

Quem já viu mais de 10 arco-íris em 2011. 

Só para dizer

Que, pela parte que me toca, eu estou a gostar bastante de 2011.

Mas lá está, eu sou miúda que se contenta com pouco. Dêem-me noitadas de conversa com amigos, comida e um bom vinho e eu estou satisfeita. Faça-me rir um bocadinho, provoquem-me um outro tanto e dêem-me um abraço sincero e não peço mais da vida.

Coisas que me refornicam - 1

Estive aqui a ver um episódio do House. O episódio em que ele e a Cuddy chegam a viam de facto. Na manhã seguinte, quando ela está de saída, ele diz-lhe que aquilo nunca vai resultar porque ele vai fazer merda e vai fazê-la sofrer.

Ora, esta é uma das coisinhas que me deixam assim a modos que capaz de cometer homicídio. Porque é que os gaijos (isto, na minha experiência, que vale o que vale, é atitude maioritariamente masculina) têm a mania que sabem o que é melhor para nós? 

A não ser que seja a desculpa 56 para dar com os pés a uma gaija, não acham que somos já bem crescidinhas para decidirmos por nós mesmas se queremos arriscar ou não? 

E se dermos com os burros na água, acham mesmo que seria a primeira vez?

E, já agora, quem garante que não seremos nós a magoar-vos?

domingo, 9 de janeiro de 2011

Ponha o dedo no ar - 1

Quem conduziu hoje 600 kms sozinha com a clássica sensação de day after, depois de dormir duas horas, acordar ao som do despertador, achar que os telemóveis na mesinha de cabeceira eram peças do carcassonne que não encaixavam de maneira nenhuma e sem ter puto de ideia do que é que tinha posto na mala feita às seis da manhã.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Estou de cabelo apanhado

Há uns anos, foi uma colega de trabalho que me chamou a atenção para isto. Sempre que estava em stress e/ou no lodo, eu apanhava o cabelo. Comecei a reparar nesse tique do qual nunca me apercebera antes e notei então que cada vez que estou irritada ou stressada ou nervosa, saco do elástico ou da mola ou mesmo de um lápis e cá vai disto.

Hoje já soltei o cabelo duas vezes e, há 2 minutos, dei por mim a prende-lo, outra vez.

Alguma vez tiveram a sensação de que se está a formar uma tempestade? Aquele acumular de energia que antecede os relâmpagos? Aquela agitação antes do trovão? Lá fora está um dia lindo. Um sol quente que convida a um passeio. Eu continuo a olhar para o céu à espera das nuvens. Eu sei que vai haver trovoada. Só não sei é onde.

Tempo

Ultimamente, tudo se resume a tempo. Qualquer coisa que eu queira está dependente de tempo. 'Quando é que ele volta?' 'Dá-lhe tempo', respondem. 'Quando é que o cliente diz alguma coisa?' 'Dá-lhe tempo', respondem. 'Quando saem as notas?'  'Dá-lhe tempo', respondem. 

Já houve uma fase da minha vida em que passei pelo mesmo. Todas as perguntas que eu colocava tinham, invariavelmente, a mesma resposta: tempo. Nessa altura, odiei a palavra com todas as minhas forças. Eu não era (será que já sou?) uma pessoa paciente. Eu queria as coisas e queria logo. Esperar não era algo que eu soubesse fazer. Aprendi a fazê-lo nessa altura da minha vida. Aprendi a sentar-me no sofá a ler ou a ver um filme quando me apetecia pegar no telefone ou no carro e acelerar o desfecho das situações. Tornei-me uma pessoa mais paciente e cautelosa. Ainda hoje me surpreendo com a minha reacção a determinadas situações que noutras alturas me teriam levado a reacções irreflectidas e extemporâneas. Situações em que a maioria do mundo me pergunta como não perdi a cabeça e eu capaz de uma frieza incrível que, por muito difícil que seja de acreditar, me é fácil agora. A rapariga que entrava pelo departamento de literatura adentro como um furacão perante alguma injustiça já não vive aqui. Vive outra que não suportando a referida injustiça, já não age impulsivamente, urdindo um plano antes de adentrar o departamento. Lá dentro posso até me esquecer do calculismo e arguir a minha causa um pouco mais apaixonadamente do que seria expectável, mas o primeiro passo não é dado levianamente.

Excepto... Há sempre um mas, não é? Excepto quando me dizem 'Dá-lhe tempo'. Como o cão de Pavlov, ao ouvir essas frases, a rapariga impulsiva que hoje é mulher ponderada reage visceralmente e  sobrepõe-se a qualquer raciocínio e são precisas todas as minhas forças para a convencer - como a convenceram há tantos anos - a sentar-se no sofá e esperar em vez de agir. É preciso recordar-lhe todas a situações que a sua precipitação levou a fracassos irremediáveis. É preciso lembrar-lhe o Sweet November, a Enya, para que ela se sente e volte a interiorizar que não podemos perder o tempo mas também não podemos apressá-lo. Lembrá-la que há alturas para dar um murro na mesa e gritar e marcar a nossa posição, mas também há alturas de fincar as unhas na palma das mãos até a dor nos impedir de agir. Lembrá-la que, por vezes, o ditado antigo é verdadeiro e o tempo é mesmo o melhor remédio. 

E enquanto a mulher ponderada de hoje discute com a rapariga impulsiva de outrora, eu vejo a minha vida como se estivesse num casino. Na minha frente, uma mesa de jogo. Atrás de mim, a porta para a rua. Na minha mão, um monte de fichas. "Há dois monstros dentro de nós..." 

E os que me dão mais trabalhos são os que estão 8 horas para a frente e os que estão 8 horas para trás. Será coincidência?

Desde há dois dias, acrescentaram-se 2 fusos horários à minha vida. Ou melhor, mais 2 fusos horários. Basicamente, entre profissão e vida pessoal, eu vivo em 6 horários diferentes... Talvez seja altura de arranjar um gadget qualquer para o telemóvel que eu possa introduzir o local e me dê as horas.

É que para uma pessoa distraída e que raramente sabe as horas na sua própria cidade, isto é capaz de ser um bocadito demais, não?

Obviamente, aconteceu com uma amiga minha

Imaginem dois tapetes rolantes. Um sobe. Outro desce. A minha amiga sai do parque de estacionamento e vai subir. A minha amiga vai distraída. A minha amiga engana-se no tapete. Dá dois valentes passos em frente no tapete que vem para trás. 

Até à presente hora, eu não percebo como é que a minha amiga não deu o tralho da vida dela e como é que ela teve a sorte de ninguém a ver a abanar os bracinhos enquanto tentava equilibrar-se no tapete em marcha-atrás, em cima dos saltos.

Se eu tivesse Twitter - 3

Detesto ficar dividida entre o monstro dos olhos verdes e a coisa que mata os gatos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Eu gostava tanto daquele quadro em tons de vermelho...

Acabei de receber uma sms. Peguei no telemóvel. No meu ecrã, aparece logo o remetente. Dizia: "Cavaco Silva".

1º - Atirei-me para debaixo da secretária.
2º - Rastejei à comando até à janela e fechei as cortinas (por causa dos snippers e assim)
3º - Voltei para debaixo da secretária.
4º - A medo li o conteúdo.
5º - O senhor diz que queria jantar comigo dia 6.
6º - Estiquei a mãozinha e puxei o teclado de cima da secretária.
7º - Escrevo-vos a medo.

Com tanta coisa gira que eu podia ter ficado aquando das partilhas do 'disvórcio', eu tinha que ter ficado com o cartão do telemóvel do outro?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Por acaso, faltava-me mesmo esta

Este ano lectivo está a correr muito bem. Não bastava a minha actual absoluta e incondicional falta de capacidade de concentração, agora acho que preciso de óculos. É que só assim se justifica que tudo o que eu tenha lido ontem me pareça ter os artigos errados. Acabaram de me garantir que estão certinhos, mas a mim não fazem qualquer sentido.

Eu bem digo que não estou a caminhar para nova, mas ninguém me acredita...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Diz obrigada, Ice. Sê educadinha...

Quando o pai de Picolé me perguntou que eu achava de ele lhe oferecer a Nintendo no Natal, confesso que fiquei relutante. Achava demasiado cedo, demasiado caro, demasiado viciante. Acedi porque sabia que ele lhe queria muito oferecer algo de monta por estar tão pouco tempo com ele.

Hoje, descobri que o meu jogo 'peferido em todó mundo' foi lançado unicamente para... Wait for it... Nintendo DS. Subitamente, comecei a achar que é capaz de começar a haver uma guerrinha territorial lá em casa pela posse da pikena maquineta... 

Passagem de Ano 6 - Hello??? Sou eu! Achavam que ía ser tudo edílico?


Passagem de Ano 5 - Friends


Passagem de Ano 4 - Eu adoro estar contigo, mãe


Passagem de Ano 2 - Sisters


Passagem de Ano 2 - Hojámanhã


Frases de 2011 (1)

Único gaijo na festa diz para sua namorada, mesmo antes de adormecer em cima da mesa:

- Olha, põe o coiso e f***-me!

(E eu até podia explicar que ele se queria referir a uma jogada de Carcassonne, mas prefiro deixar correr a vossa imaginação)

Passagem de Ano 1 - Há gaijos com muita sorte


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Coisas que aprendi em 2010 - Dezembro

Aprendi que não consigo acabar o ano com algumas coisas entaladas na garganta. E, se no ano passado, tudo o que me saiu deu asneira da grossa (oh larila se deu), este ano já perdi a conta às vezes que dei por mim a dizer que gostava de alguém. E agora que me aguente a gerir 4 fusos horários diferentes. Eu sempre fui muito esperta...
 
Aprendi que a vida é demasiado curta para jogos (talvez não para todos mas para alguns, de certeza, que é) e se queremos alguma coisa ou alguém temos que sair e ir à luta. Mais vale um 'não' certo do que a eternidade dilacerante de um 'se'. Temos que dizer 'quero-te' e colocarmo-nos nas mãos do destino. E, se o fizermos ainda este ano, 2011 será um ano de possibilidades com todas as hipóteses em aberto. Se colocarmos a pequena esfera a girar na roleta mesmo antes da meia-noite e iniciaremos o ano com aquelas borboletas no estomago que aparecem sempre que não temos a certeza de um desfecho importante para nós.
 
Preparados? Está quase... Lancem a vossa bolinha... Nunca se sabe quando é que não pára no número desejado.
 
FELIZ 2011!

Da internacionalização

Já passei o ano uma vez. Daqui a 2 horas repito. Estava aqui a pensar que devia beber qualquer coisinha cada vez que soassem as 12 badaladas em certas partes do mundo, mas ainda me falta chegar uma conviva que só vem no trem das 21.30. Alguém tem que a ir buscar. Damn you, A.!

Um sorriso, à meia-noite, em cima de uma cadeira

A minha querida SSV disse-o e eu concordo.

Enquanto toda a gente fala mal de 2010, eu também concordo que foi a very good year. Sim, tivemos crise. Sim, tivemos coisas más. Mas em comparação com a trilogia 2007-2008-2009, eu adorei. E ri, ri muito. E flirtei, flirtei muito. E diverti-me, diverti-me muito. Eu não sou de me queixar. Não me queixei dos anos anteriores e forem bem merdosos. Muito menos me vou queixar de um que eu até gostei.

2010 deixa-me algumas saudades, mas também não sou pessoinha de ficar a suspirar pelo passado. Estou já de braços abertos para 2011, which will be another very good year!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2010 acaba assim


2009 acabou assim


Coisas que aprendi em 2010 - Novembro

Acabou-se uma coisa que para mim era um mito urbano: os gaijos afinal medem mesmo a pila com régua!
Assisti ao declínio de uma amizade. Já o esperava. Era inevitável.
Mudei de escritório.
Resignei-me à realidade e dediquei-me aos namoros platónicos.
Faltei ao concerto do Michael Bublé.
Fui mal-educada com a mãe de um homem que achava interessante.
Troquei as mãos mais do que uma vez e mandei as mensagens erradas para as pessoas erradas.
Conclui que, bem medidas as coisas (sem trocadilho, sim?), foi um ano bem divertido.

Morrer na praia...

E quando eu penso que é impossível fazer mais cócó no ano de 2010, ouço a Caderneta de Cromos e tudo se desmorona!

Hoje, vinha eu a caminho do escritório e ouço o cromo do Wando e da célebre música Fogo e Paixão. Ora, entre as muitas considerações tecidas pelo Nuno Markl acerca do cantor da música, Wando, foi referido o fétiche que o senhor teria por 'calcinhas', chegando ao ponto de ter uma aplicação no seu site tipo portal virtual mas com cuecas - Recado na Calcinha. Ou seja, a malta vai lá, escreve o recadinho, escolhe o modelito da lingerie, escolhe a banda sonora, o recado aparece na calcinha e envia para o email de quem quiser.

Ora, só mesmo um ser muito ingénuo acharia que eu resistiria a uma coisa destas. Ora, deixa cá ver quem é que ouve a Rádio Comercial para perceber a piada da coisa. Ui... Conheço mesmo o senhor ideal. Vai de fazer aquele postalinho supimpa que ilustra aqui este postzinho. 

Após carregar no "Enviar". Reparai no advérbio: DEPOIS. Ocorre-me assim uma pikena dúvida: então e se ele não tiver ouvido a Caderneta de Cromo hoje? (queiram V. Exas. subir novamente e ler a imagem como se nunca tivessem ouvido falar nem de cromos, nem de Wando, nem de Recado na Calcinha. Pois...)

SMS enviado: Espero que tenhas ouvido a Rádio Comercial...

SMS recebido: Não. Não mesmo.

Faltam 30 horas para acabar 2010, será pedir demais se pedir para, nesse período, não inserir mais nenhuma vez a extremidade inferior numa superfície côncava repleta de água? Será? 30 horinhas, só...

Sent from debaixo da minha secretária de onde não saio nos tempos mais próximos® wireless device

The things I do for my country...*

O facto de andar a 'viver' em 3 fusos horários diferentes fez com que há umas noites atrás desse por mim, à meia-noite, já com a máscara de argila ressequida, a considerar a hipótese de ficar absolutamente petrificada e encarquilhada para todo o sempre para falar com alguém para quem já era a manhã seguinte.

Isto, obviamente, acompanhado pelos comentários do coro de tragédia grega que habita por estes dias aqui na mansão. 

É muito complicado ser cosmopolita e gaija em simultânea.

* Vin Diesel in 'XXX'

Se eu tivesse Twitter - 2

Porque é que o Carlos Castro e o Manuel Luis Goucha têm os dois livros sobre as mulheres das suas vidas? É moda? Também posso?

Se eu tivesse Twitter - 1

O Tony Ramos fez depilação definitiva, não fez?

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Eu devo andar com algum problema psicológico

É que se eu contasse o sonho que tive esta noite, era coisinha para criar vários incidentes diplomáticos envolvendo diferentes fusos horários e tudo e tudo.

O sacana do meu cérebro conseguiu misturar uma série de personagens da minha vida e pessoas que lhes estão directamente relacionadas e que eu nunca vi na vida. Posso apenas dizer que criei uma história de amor, traição, infidelidade e intriga.

Eu numa noite consigo ter mais animação que a maioria das pessoas num ano inteiro.

(E a fantástica capacidade que eu tenho de participar do sonho e ao mesmo tempo fazer de observadora e comentadora?)

E passado não sei quanto tempo, tenho um 'gaijo' a viver lá em casa...

É que só pode ser. Reclama que se farta porque tem que fazer as coisas e é a única pessoa do mundo e arredores e até ao infinito e mais além que lava loiça e limpa o fogão.
Eu ligo-lhe e pergunto a que horas vai para casa e se é preciso alguma coisa do supermercado.
Quando chego a casa está a beber cervejas e a comer batatas fritas.
Joga que se farta.
Sexo ainda não vi.

Onde é que eu errei, meu Deus? Onde? Para dar comigo 'casada'???

Coisas que aprendi em 2010 - Outubro

Tive a confirmação que tenho mais sorte que juízo. E se o meu anjinho da guarda pedisse um grande aumento, eu seria a primeira a mandar um parecer favorável ao Senhor lá de cima.

Tive que engolir uma série de preconceitos que tinha em relação ao binómio cultura/educação. E eram dos grandes. Ainda me estão entalados na garganta.

Tive que acabar com uma coisa que me dava muito gozo e da qual gostava muito.

Aprendi que o 'hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será*" não significa I'm not that into you. Antes pelo contrário.

Cansei de ter um mundo tão pikeno, tão pikeno, tão pikeno que já se tornou anedota. Eu não quero conhecer toda a gente. Juro que não. Muito menos quero ser o Zé dos Plásticos, palavrinha gelada!

*Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Hitler reage ao caso da Jonas e Ensitel

Para quem não sabe do que se trata é ler aqui.