terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Só para dizer

Que, pela parte que me toca, eu estou a gostar bastante de 2011.

Mas lá está, eu sou miúda que se contenta com pouco. Dêem-me noitadas de conversa com amigos, comida e um bom vinho e eu estou satisfeita. Faça-me rir um bocadinho, provoquem-me um outro tanto e dêem-me um abraço sincero e não peço mais da vida.

Coisas que me refornicam - 1

Estive aqui a ver um episódio do House. O episódio em que ele e a Cuddy chegam a viam de facto. Na manhã seguinte, quando ela está de saída, ele diz-lhe que aquilo nunca vai resultar porque ele vai fazer merda e vai fazê-la sofrer.

Ora, esta é uma das coisinhas que me deixam assim a modos que capaz de cometer homicídio. Porque é que os gaijos (isto, na minha experiência, que vale o que vale, é atitude maioritariamente masculina) têm a mania que sabem o que é melhor para nós? 

A não ser que seja a desculpa 56 para dar com os pés a uma gaija, não acham que somos já bem crescidinhas para decidirmos por nós mesmas se queremos arriscar ou não? 

E se dermos com os burros na água, acham mesmo que seria a primeira vez?

E, já agora, quem garante que não seremos nós a magoar-vos?

domingo, 9 de janeiro de 2011

Ponha o dedo no ar - 1

Quem conduziu hoje 600 kms sozinha com a clássica sensação de day after, depois de dormir duas horas, acordar ao som do despertador, achar que os telemóveis na mesinha de cabeceira eram peças do carcassonne que não encaixavam de maneira nenhuma e sem ter puto de ideia do que é que tinha posto na mala feita às seis da manhã.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Estou de cabelo apanhado

Há uns anos, foi uma colega de trabalho que me chamou a atenção para isto. Sempre que estava em stress e/ou no lodo, eu apanhava o cabelo. Comecei a reparar nesse tique do qual nunca me apercebera antes e notei então que cada vez que estou irritada ou stressada ou nervosa, saco do elástico ou da mola ou mesmo de um lápis e cá vai disto.

Hoje já soltei o cabelo duas vezes e, há 2 minutos, dei por mim a prende-lo, outra vez.

Alguma vez tiveram a sensação de que se está a formar uma tempestade? Aquele acumular de energia que antecede os relâmpagos? Aquela agitação antes do trovão? Lá fora está um dia lindo. Um sol quente que convida a um passeio. Eu continuo a olhar para o céu à espera das nuvens. Eu sei que vai haver trovoada. Só não sei é onde.

Tempo

Ultimamente, tudo se resume a tempo. Qualquer coisa que eu queira está dependente de tempo. 'Quando é que ele volta?' 'Dá-lhe tempo', respondem. 'Quando é que o cliente diz alguma coisa?' 'Dá-lhe tempo', respondem. 'Quando saem as notas?'  'Dá-lhe tempo', respondem. 

Já houve uma fase da minha vida em que passei pelo mesmo. Todas as perguntas que eu colocava tinham, invariavelmente, a mesma resposta: tempo. Nessa altura, odiei a palavra com todas as minhas forças. Eu não era (será que já sou?) uma pessoa paciente. Eu queria as coisas e queria logo. Esperar não era algo que eu soubesse fazer. Aprendi a fazê-lo nessa altura da minha vida. Aprendi a sentar-me no sofá a ler ou a ver um filme quando me apetecia pegar no telefone ou no carro e acelerar o desfecho das situações. Tornei-me uma pessoa mais paciente e cautelosa. Ainda hoje me surpreendo com a minha reacção a determinadas situações que noutras alturas me teriam levado a reacções irreflectidas e extemporâneas. Situações em que a maioria do mundo me pergunta como não perdi a cabeça e eu capaz de uma frieza incrível que, por muito difícil que seja de acreditar, me é fácil agora. A rapariga que entrava pelo departamento de literatura adentro como um furacão perante alguma injustiça já não vive aqui. Vive outra que não suportando a referida injustiça, já não age impulsivamente, urdindo um plano antes de adentrar o departamento. Lá dentro posso até me esquecer do calculismo e arguir a minha causa um pouco mais apaixonadamente do que seria expectável, mas o primeiro passo não é dado levianamente.

Excepto... Há sempre um mas, não é? Excepto quando me dizem 'Dá-lhe tempo'. Como o cão de Pavlov, ao ouvir essas frases, a rapariga impulsiva que hoje é mulher ponderada reage visceralmente e  sobrepõe-se a qualquer raciocínio e são precisas todas as minhas forças para a convencer - como a convenceram há tantos anos - a sentar-se no sofá e esperar em vez de agir. É preciso recordar-lhe todas a situações que a sua precipitação levou a fracassos irremediáveis. É preciso lembrar-lhe o Sweet November, a Enya, para que ela se sente e volte a interiorizar que não podemos perder o tempo mas também não podemos apressá-lo. Lembrá-la que há alturas para dar um murro na mesa e gritar e marcar a nossa posição, mas também há alturas de fincar as unhas na palma das mãos até a dor nos impedir de agir. Lembrá-la que, por vezes, o ditado antigo é verdadeiro e o tempo é mesmo o melhor remédio. 

E enquanto a mulher ponderada de hoje discute com a rapariga impulsiva de outrora, eu vejo a minha vida como se estivesse num casino. Na minha frente, uma mesa de jogo. Atrás de mim, a porta para a rua. Na minha mão, um monte de fichas. "Há dois monstros dentro de nós..." 

E os que me dão mais trabalhos são os que estão 8 horas para a frente e os que estão 8 horas para trás. Será coincidência?

Desde há dois dias, acrescentaram-se 2 fusos horários à minha vida. Ou melhor, mais 2 fusos horários. Basicamente, entre profissão e vida pessoal, eu vivo em 6 horários diferentes... Talvez seja altura de arranjar um gadget qualquer para o telemóvel que eu possa introduzir o local e me dê as horas.

É que para uma pessoa distraída e que raramente sabe as horas na sua própria cidade, isto é capaz de ser um bocadito demais, não?

Obviamente, aconteceu com uma amiga minha

Imaginem dois tapetes rolantes. Um sobe. Outro desce. A minha amiga sai do parque de estacionamento e vai subir. A minha amiga vai distraída. A minha amiga engana-se no tapete. Dá dois valentes passos em frente no tapete que vem para trás. 

Até à presente hora, eu não percebo como é que a minha amiga não deu o tralho da vida dela e como é que ela teve a sorte de ninguém a ver a abanar os bracinhos enquanto tentava equilibrar-se no tapete em marcha-atrás, em cima dos saltos.

Se eu tivesse Twitter - 3

Detesto ficar dividida entre o monstro dos olhos verdes e a coisa que mata os gatos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Eu gostava tanto daquele quadro em tons de vermelho...

Acabei de receber uma sms. Peguei no telemóvel. No meu ecrã, aparece logo o remetente. Dizia: "Cavaco Silva".

1º - Atirei-me para debaixo da secretária.
2º - Rastejei à comando até à janela e fechei as cortinas (por causa dos snippers e assim)
3º - Voltei para debaixo da secretária.
4º - A medo li o conteúdo.
5º - O senhor diz que queria jantar comigo dia 6.
6º - Estiquei a mãozinha e puxei o teclado de cima da secretária.
7º - Escrevo-vos a medo.

Com tanta coisa gira que eu podia ter ficado aquando das partilhas do 'disvórcio', eu tinha que ter ficado com o cartão do telemóvel do outro?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Por acaso, faltava-me mesmo esta

Este ano lectivo está a correr muito bem. Não bastava a minha actual absoluta e incondicional falta de capacidade de concentração, agora acho que preciso de óculos. É que só assim se justifica que tudo o que eu tenha lido ontem me pareça ter os artigos errados. Acabaram de me garantir que estão certinhos, mas a mim não fazem qualquer sentido.

Eu bem digo que não estou a caminhar para nova, mas ninguém me acredita...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Diz obrigada, Ice. Sê educadinha...

Quando o pai de Picolé me perguntou que eu achava de ele lhe oferecer a Nintendo no Natal, confesso que fiquei relutante. Achava demasiado cedo, demasiado caro, demasiado viciante. Acedi porque sabia que ele lhe queria muito oferecer algo de monta por estar tão pouco tempo com ele.

Hoje, descobri que o meu jogo 'peferido em todó mundo' foi lançado unicamente para... Wait for it... Nintendo DS. Subitamente, comecei a achar que é capaz de começar a haver uma guerrinha territorial lá em casa pela posse da pikena maquineta... 

Passagem de Ano 6 - Hello??? Sou eu! Achavam que ía ser tudo edílico?


Passagem de Ano 5 - Friends


Passagem de Ano 4 - Eu adoro estar contigo, mãe


Passagem de Ano 2 - Sisters


Passagem de Ano 2 - Hojámanhã


Frases de 2011 (1)

Único gaijo na festa diz para sua namorada, mesmo antes de adormecer em cima da mesa:

- Olha, põe o coiso e f***-me!

(E eu até podia explicar que ele se queria referir a uma jogada de Carcassonne, mas prefiro deixar correr a vossa imaginação)

Passagem de Ano 1 - Há gaijos com muita sorte


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Coisas que aprendi em 2010 - Dezembro

Aprendi que não consigo acabar o ano com algumas coisas entaladas na garganta. E, se no ano passado, tudo o que me saiu deu asneira da grossa (oh larila se deu), este ano já perdi a conta às vezes que dei por mim a dizer que gostava de alguém. E agora que me aguente a gerir 4 fusos horários diferentes. Eu sempre fui muito esperta...
 
Aprendi que a vida é demasiado curta para jogos (talvez não para todos mas para alguns, de certeza, que é) e se queremos alguma coisa ou alguém temos que sair e ir à luta. Mais vale um 'não' certo do que a eternidade dilacerante de um 'se'. Temos que dizer 'quero-te' e colocarmo-nos nas mãos do destino. E, se o fizermos ainda este ano, 2011 será um ano de possibilidades com todas as hipóteses em aberto. Se colocarmos a pequena esfera a girar na roleta mesmo antes da meia-noite e iniciaremos o ano com aquelas borboletas no estomago que aparecem sempre que não temos a certeza de um desfecho importante para nós.
 
Preparados? Está quase... Lancem a vossa bolinha... Nunca se sabe quando é que não pára no número desejado.
 
FELIZ 2011!

Da internacionalização

Já passei o ano uma vez. Daqui a 2 horas repito. Estava aqui a pensar que devia beber qualquer coisinha cada vez que soassem as 12 badaladas em certas partes do mundo, mas ainda me falta chegar uma conviva que só vem no trem das 21.30. Alguém tem que a ir buscar. Damn you, A.!

Um sorriso, à meia-noite, em cima de uma cadeira

A minha querida SSV disse-o e eu concordo.

Enquanto toda a gente fala mal de 2010, eu também concordo que foi a very good year. Sim, tivemos crise. Sim, tivemos coisas más. Mas em comparação com a trilogia 2007-2008-2009, eu adorei. E ri, ri muito. E flirtei, flirtei muito. E diverti-me, diverti-me muito. Eu não sou de me queixar. Não me queixei dos anos anteriores e forem bem merdosos. Muito menos me vou queixar de um que eu até gostei.

2010 deixa-me algumas saudades, mas também não sou pessoinha de ficar a suspirar pelo passado. Estou já de braços abertos para 2011, which will be another very good year!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2010 acaba assim


2009 acabou assim


Coisas que aprendi em 2010 - Novembro

Acabou-se uma coisa que para mim era um mito urbano: os gaijos afinal medem mesmo a pila com régua!
Assisti ao declínio de uma amizade. Já o esperava. Era inevitável.
Mudei de escritório.
Resignei-me à realidade e dediquei-me aos namoros platónicos.
Faltei ao concerto do Michael Bublé.
Fui mal-educada com a mãe de um homem que achava interessante.
Troquei as mãos mais do que uma vez e mandei as mensagens erradas para as pessoas erradas.
Conclui que, bem medidas as coisas (sem trocadilho, sim?), foi um ano bem divertido.

Morrer na praia...

E quando eu penso que é impossível fazer mais cócó no ano de 2010, ouço a Caderneta de Cromos e tudo se desmorona!

Hoje, vinha eu a caminho do escritório e ouço o cromo do Wando e da célebre música Fogo e Paixão. Ora, entre as muitas considerações tecidas pelo Nuno Markl acerca do cantor da música, Wando, foi referido o fétiche que o senhor teria por 'calcinhas', chegando ao ponto de ter uma aplicação no seu site tipo portal virtual mas com cuecas - Recado na Calcinha. Ou seja, a malta vai lá, escreve o recadinho, escolhe o modelito da lingerie, escolhe a banda sonora, o recado aparece na calcinha e envia para o email de quem quiser.

Ora, só mesmo um ser muito ingénuo acharia que eu resistiria a uma coisa destas. Ora, deixa cá ver quem é que ouve a Rádio Comercial para perceber a piada da coisa. Ui... Conheço mesmo o senhor ideal. Vai de fazer aquele postalinho supimpa que ilustra aqui este postzinho. 

Após carregar no "Enviar". Reparai no advérbio: DEPOIS. Ocorre-me assim uma pikena dúvida: então e se ele não tiver ouvido a Caderneta de Cromo hoje? (queiram V. Exas. subir novamente e ler a imagem como se nunca tivessem ouvido falar nem de cromos, nem de Wando, nem de Recado na Calcinha. Pois...)

SMS enviado: Espero que tenhas ouvido a Rádio Comercial...

SMS recebido: Não. Não mesmo.

Faltam 30 horas para acabar 2010, será pedir demais se pedir para, nesse período, não inserir mais nenhuma vez a extremidade inferior numa superfície côncava repleta de água? Será? 30 horinhas, só...

Sent from debaixo da minha secretária de onde não saio nos tempos mais próximos® wireless device

The things I do for my country...*

O facto de andar a 'viver' em 3 fusos horários diferentes fez com que há umas noites atrás desse por mim, à meia-noite, já com a máscara de argila ressequida, a considerar a hipótese de ficar absolutamente petrificada e encarquilhada para todo o sempre para falar com alguém para quem já era a manhã seguinte.

Isto, obviamente, acompanhado pelos comentários do coro de tragédia grega que habita por estes dias aqui na mansão. 

É muito complicado ser cosmopolita e gaija em simultânea.

* Vin Diesel in 'XXX'

Se eu tivesse Twitter - 2

Porque é que o Carlos Castro e o Manuel Luis Goucha têm os dois livros sobre as mulheres das suas vidas? É moda? Também posso?

Se eu tivesse Twitter - 1

O Tony Ramos fez depilação definitiva, não fez?

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Eu devo andar com algum problema psicológico

É que se eu contasse o sonho que tive esta noite, era coisinha para criar vários incidentes diplomáticos envolvendo diferentes fusos horários e tudo e tudo.

O sacana do meu cérebro conseguiu misturar uma série de personagens da minha vida e pessoas que lhes estão directamente relacionadas e que eu nunca vi na vida. Posso apenas dizer que criei uma história de amor, traição, infidelidade e intriga.

Eu numa noite consigo ter mais animação que a maioria das pessoas num ano inteiro.

(E a fantástica capacidade que eu tenho de participar do sonho e ao mesmo tempo fazer de observadora e comentadora?)

E passado não sei quanto tempo, tenho um 'gaijo' a viver lá em casa...

É que só pode ser. Reclama que se farta porque tem que fazer as coisas e é a única pessoa do mundo e arredores e até ao infinito e mais além que lava loiça e limpa o fogão.
Eu ligo-lhe e pergunto a que horas vai para casa e se é preciso alguma coisa do supermercado.
Quando chego a casa está a beber cervejas e a comer batatas fritas.
Joga que se farta.
Sexo ainda não vi.

Onde é que eu errei, meu Deus? Onde? Para dar comigo 'casada'???

Coisas que aprendi em 2010 - Outubro

Tive a confirmação que tenho mais sorte que juízo. E se o meu anjinho da guarda pedisse um grande aumento, eu seria a primeira a mandar um parecer favorável ao Senhor lá de cima.

Tive que engolir uma série de preconceitos que tinha em relação ao binómio cultura/educação. E eram dos grandes. Ainda me estão entalados na garganta.

Tive que acabar com uma coisa que me dava muito gozo e da qual gostava muito.

Aprendi que o 'hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será*" não significa I'm not that into you. Antes pelo contrário.

Cansei de ter um mundo tão pikeno, tão pikeno, tão pikeno que já se tornou anedota. Eu não quero conhecer toda a gente. Juro que não. Muito menos quero ser o Zé dos Plásticos, palavrinha gelada!

*Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Hitler reage ao caso da Jonas e Ensitel

Para quem não sabe do que se trata é ler aqui.

Esta casa está um bocado disfuncional

Gaijas a beliscarem-se com as pinças da cozinha. Caixas de pizza enfiadas debaixo de saias, enquanto a dona da saia mete a loiça da máquina.

As teenagers? Pois... Essas estão no computador e de headphones. 
O Picolé? Pois... Esse está a brincar com dois skates.

A malta mais velha é que se porta pior que eles todos juntos.

Todos os anos é assim

Há uma semana toda a gente odiava o Natal.

Esta semana toda a gente abomina a Passagem de Ano.

Por mim, desde haja o que comer e beber e que eu esteja com aqueles de quem goste, adoro todas as efemérides.

Sim, eu sei, sou uma vendida...

Muffin de dois chocolates com recheio de creme

Como alguém tem que levar este país para a frente esta semana e me devem ter calhado os turnos dos sacanas todos que estão de férias, nada como acabar de almoçar às 16.30 (quando já nem sabemos o que estamos a comer tal é a fome) e lanchar uma coisinha destas às 17h. É que isto é como o jet lag: não podemos deixar as mudanças de horário dominarem o organismo...

Or so I keep telling me...

Coisas que aprendi em 2010 - Setembro

Tentaram convencer-me que as tampas que levei não foram bem tampas. Só não era a altura certa. Para o quê até hoje não sei. Comecei a chamar donzelas aos gaijos e mantive a 'arrumação' do mês anterior que eu não sou corda para me andarem a enrolar. 

Decidi que o melhor não era apaixonar-me. Era mesmo ter um gaijo para coiso. Condição sine qua non: ser burro. Para conversar e filosofias já tenho uma donzela. Fiz castings. Fiz a escolha. Acabei a noite com o eleito a fazer-me origamis e a dizer que eu era bonita. Apenas isso. Eu pareço daqueles personagens dos filmes que passam metade do argumento a engendrarem planos infalíveis e a outra metade a baterem com a cabeça nas paredes.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Óh fáxavor

Os senhores já ouviram falar em boxing day?

Act accordingly, please, e ide lá para os centros comerciais e deixai-me trabalhar sossegadinha, sim?

Coisas que aprendi em 2010 - Agosto

É chegada a este mês que descubro que fazer um directa aos 20 e fazer uma directa aos 35 não é propriamente a mesma coisa. Pode, inclusive, toldar-me todo e qualquer conhecimento que eu possa, eventualmente, ter do código da estrada.

Descobri também que, ao contrário de tudo o que as brochuras turísticas anunciam, esta zona tem apenas uma praia e, por Toutanis, é minúscula. Só assim se explica que eu tropece na mesma pessoa duas vezes seguidas quando essa mesma pessoa deveria estar a centenas de quilómetros de distância.

Levei mais uma tampa da mesma proveniência da do mês anterior e arrumei o assunto. Que eu sou pessoa organizadinha e arrumadinha.

Aprendi que por muito que uma gaja nos peça que nos metamos com o gajo em quem está interessada para ver a sua reacção, nunca, mas nuuuuunca mesmo, o devemos fazer. Ainda que seja uma das melhores amigas e que nós nos tenhamos fartado de repetir que era uma péssima ideia . Vai sempre dar merda. Deu. 

domingo, 26 de dezembro de 2010

E enquanto escrevo o post, ouço na cozinha mais uma bonita frase...

"Ai caraças que ia lixando os tomates todos!"

Frase Emblemática do Natal

Logo à chegada dos convivas que eu não sou pessoa para deixar para mais logo a argolada que posso dar agora:

Convivas: Então? Já sabes o que é?

Iceberg: Claro que não! Eu não abri nada. Mas confesso que apalpei a coisa toda do gaijo!

Coisas que aprendi em 2010 - Julho

Conheci pessoalmente o Coelho Branco da Alice e levei uma tampa monumental. Tudo no espaço de horas. Aprendi que essas coisas não me afectam. Foi aí que surgiu o nome Iceberg. Porque eu fiquei seriamente convicta que alguém me teria substituído o coração por um bloco de gelo. Pior, um bloco de gelo irónico que consegue rir dessas coisas.

Coisas que aprendi em 2010 - Junho

Ora foi em Junho que eu me comecei a aperceber da troca de papeis entre gajos/gaijas. Tudo começou no dia de Portugal, das Comunidades e de Camões quando dou por mim a jantar no Bairro Alto e sou confrontada com um gaijo abespinhadissimo porque o amigo dele se queixava que eu não lhe ligava nenhuma. Como sou mocinha de aprendizagem rápida, percebi que algo estava podre no reino da Dinamarca, que neste caso, se tratava mais do reino dos géneros.

Aprendi que ainda devia ter charme para dar e para vender uma vez que passei essa mesma noite sossegadinha encostada a um carro, em frente a uma banquinha, e tudo que era gaijo me meteu copos na mão. Uma vez que estava proibida de comer e beber fosse o que fosse a partir da meia-noite, todos os que me acompanharam nessa noite sairam de gatas do Bairro. Eu parecia a Duquesa de Kent de tão direitinha que estava.

Aprendi poucas horas depois o que era afinal uma anestesia geral. Coisa que eu mais gostei? De me acordarem da dita e me dizerem que estava tudo bem e que se eu pudesse podia dormir. Lembro-me de pensar que não tinha Picolé para ir buscar à escola. Não tinha trabalho. Não tinha faculdade para ir. Não tinha rigorosamente nada para fazer. E dormi. Dormi como não dormia há muito, muito tempo. Esqueci-me que os que estavam cá fora à espera de noticias não esperavam tanta dormitância. Após um pequeno motim, silencioso - não esquecer que estamos a falar de pessoinhas com a Mãe, a Avó e a Tia de todas as ressacas - tudo se resolveu.

Aprendi que nada sei dos homens, mas também fiquei a saber que se calhar é melhor não tentar entender. 

Aprendi que é possível eu estar imóvel e não enlouquecer (e ainda bem que ninguém que me conhece lê isto porque senão começava tudo a falar de 2 'alegados' pontos que se abriram porque houve gente que não descortinou bem o significado de imobilidade). 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Detesto sms's standard

Principalmente, aquelas que são recebidas hoje e que as pessoas nem tiveram o cuidado de apagar a parte em que dizem que estão a enviar a mensagem mais cedo para aproveitar as sms's à borla.

Haverá gato pingado que ainda não sabe que as sms's este ano não se cobram?

Acho que não. Senão, não as estariam a enviar agora, n'é? Assim sendo, resta-me apenas concluir que quem as está a mandar se está a cagar para o conteúdo e destinatários. 

Mas isso sou eu que acho que já me deixaram ligeiramente refodida hoje...

Diz que é hoje, n'é?

Tirando o facto de ter (ainda) a casa de pantanas, tudo indica que haverá comida e presentes embrulhados e tudo e tudo e tudo.

Se eu fosse falar do que mais gostei desta época natalicia, teria de referir as pessoas que eu vi partir para o outro lado do mundo para se juntarem aos que mais amam e passarem esta noite. Vi-lhes o medo quando os aeroportos começaram a fechar. Vi quem quisesse cancelar tudo e perder a esperança; vi quem nunca vacilou nem sequer perante a perspectiva de passar a noite de Natal numa cama de campanha em Heathrow. A consoada para eles está a ser agora. É estranho pensar nisso. Que há pessoas que já estão sentadas à mesa e que, para elas, já é noite... 

Por aqui, o dia de trabalho está prestes a terminar. Depois esperam-me todos os preparativos da época e espera-me uma noite de Picolé excitado, lambuzado e hiper-activo devido ao açúcar. Esperam-me, sobretudo, sorrisos. E enquanto houver esses sorrisos, para mim haverá sempre Natal.

Para vocês, tudo o que vos posso desejar é uma noite feliz e muitas sortes no sapatinho. Se tivermos nem que seja só um bocadinho de sorte, a vida será sempre muito melhor. Dez sortes inteirinhas para vocês!

Feliz Natal!

Coisas que aprendi em 2010 - Maio

Descobri o que se sente quando se desmaia. Foi uma primeira vez fantástica (not), digo-vos eu.

Aprendi novas definições de omissão e de mentira, de lealdade e de fidelidade. Eu diria que foi um mês semântico.

Fiz a alguém o que não gostei que essa pessoa me tivesse feito. Não me orgulho disso.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Upsss...

3 dúzias de rabanadas e um bolo de chocolate depois, a cozinha parece vitima do Katrina. Eu, à cautela, fugi para o sofá e apetece-me meter debaixo da cama e adiar o Natal para a semana. Porque é que eu não encomendo as merdas como as senhoras fazem?
 
Bem, pelo menos, há chocolates, rabanadas e bolo. Na fruteira repousam meia-dúzia de tangerinas. De fome já ninguém morre. O cd 20 do Frank Sinatra berra na aparelhagem. Se me derem um copito de vodka*, para mim está o Natal feito.
 
*Olha que ganda ideia que eu me dei a mim mesma...

Coisas que aprendi em 2010 - Abril

E chegámos a Abril que nos trouxe a stalker de Deus. Eu pensava que já tinha visto muita gente esquizofrénica na vida mas estava enganada. Eu tinha visto pessoas ligeiramente desequilibradas, mas vi a loucura, a obsessão, a mentira e a maldade na sua forma mais pura e crua. E fez-me bem. Ainda em Abril mataram-se 2 coelhos de uma cajadada só: Deus e a Stalker. E ainda se interrogam sobre de quem é a responsabilidade do aumento do preço do petróleo e da crise? Alguém 'matei' Deus mas não sei de mais nada!!!

Vejamos que mais... Abril... Descobri que as pessoas que reaparecem anos depois estão mais predispostas a percorrer aquela extra mile para a reconquista. Too little, too late bacause, sometimes, it's just too late to turn back.

Diz que é amanhã, n'é?

Árvore de Natal - 0% 100% e pénis me coitem se não tive a ideia do século e não decorei a cena toda com enfeites de chocolate como no antigamente. Assim, chegados ao dia 25, dou ordem de ataque aos little people e, no dia 6, basta-me retirar as luzes, o anjo e dobrar as hastes. Assunto Árvore arrumada! 

Presentes comprados - 90% 95% mas os que faltam devo encontrar a tempo para o próximo Natal. Vá… Dia de Todos os Santos… 100%

Postais enviados - 0% Isto é que eu gosto! Até aos Reis ainda é Natal, n'é? 85%

Presentes embrulhados - 0% Prevê-se uma longa noite de dia 23. O que será mais importante? Haver rabanadas e doces e comida ou presentes embrulhados? Cheira-me que vamos ter que optar, meus queridos… 100%

Preparação de casa para receber convivas - 35% 50% Mas as prostitutas das prateleiras ainda jazem no chão da sala porque aqui a menina é esquisitinha e quando o senhor as começou a pôr, decidiu não gostar das ferragens… Acho que vi nos olhos dele, a vontade de usar o berbequim no meu cérebro… Alguém vai ficar acordada esta noite, lálálá…

Compras de supermercado - 0% Também, se optarmos por ter prendas embrulhadas em vez de comida, não vão ser necessárias, pois não? 98% Agora se me perguntarem quantas iguarias estão prontas para ser comidas, terei de vos perguntar se Ferrero Rocher, conta???


Mas tenho montes de electrodomésticos novos para mostrar às visitas!!! Se bem que a depiladora ressuscitou. Senti na pele o espírito da época. JC tendo piedade de mim, as coisas a levantarem-se e a andarem. Foi mágico!


Ainda assim, tenho que dizer a mim mesma: Gaija, tu és um espectáculo!

Coisas que aprendi em 2010 - Março

Março contrabalançou Fevereiro. Lord, what a mess of a month...

(Re)Aprendi que por muito que decidamos não tomar nenhuma decisão ou atitude na nossa vida e nos sentemos no sofá à espera, isso não impede as coisas aconteçam e que o nosso pequeno sofá não se torne, de repente, a capital do mundo civilizado com um índice de chegadas e partidas superior ao de Heathrow.

Aprendi que pessoas que saem da nossa vida uma década antes podem ressurgir do nada e que nem por isso a sua importância deixa de ser diferente da que era 10 anos antes.

Aprendi que as sacanas das criancinhas são mais possessivas que qualquer marido ciumento e que se acharem que determinada pessoa não é boa o suficiente para nós, é para esquecer. Eles vão arruinar a coisa. As minhas crianças são mesmo mais eficazes, arruinam a coisa mesmo antes de haver coisa. No termo 'criança' aqui utilizado, incluem-se os rais-parta-quem-lhe-desse-uma-tareia-de-cinto-dos-adolescentes.

Aprendi a acreditar em Deus! Que saudades do Senhor, pá... Que é o mesmo que dizer: aprendi que há homens bonitos comó caraças. E não estou a falar daquela coisa do 'quem feio ama, bonito lhe parece', estou a falar de bonito mesmo.

Descobri que aos 35 anos ainda se cora por muito que já tenhamos virado frangos na vida. É verdade. É possível.


Coisas que aprendi em 2010 - Fevereiro

É que não me consigo lembrar de um caracol que tenha aprendido neste mês. Nada, népias, nicles. Um desperdício de 28 dias, portanto.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Coisas que aprendi em 2010 - Janeiro

Aprendi que por muito que uma coisa pareça estar destinada a acontecer, por vezes, não está. Aprendi que o Destino é um galhofeiro e que deixa as coisas correrem até uma punch line desgramada que pode ter o condão de nos atirar ao tapete, se nós assim o permitirmos. Aprendi que, há alturas, que temos mesmo que let go e que o mundo não pára enquanto estamos mergulhados em auto-comiseração. Aprendi também que enquanto estamos a rebolar no supra-citado tapete da desgraça, temos que estar atentos porque - lá está, o mundo não pára - passam por esse tapete pessoas a quem, devido ao nosso estado de desgraça, não damos a devida atenção. No entanto, essas pessoas que passam pelo nosso tapete podem-nos estender a mão e, quando damos por ela, fazem-nos esquecer do porquê de estarmos ali.

*Este post estava escrito há uns tempos para ser publicado hoje. Hoje não é um bom dia para ele... Hoje apetece-me mais dizer que o melhor que temos a fazer é puxar a tal pessoa e obrigá-la a bater com os costados no tal do tapete. Mas ainda assim, mantenho-o porque é/foi verdade.

Na escola (2)

Picolé (apropriando-se do meu estojo da faculdade que eu consegui manter longe do seu alcance durante 3 meses): Mãeeeee, tá aqui uma caneta com tanta cores!!! 
Ice (numa derradeira tentativa de salvar a caneta de 12 cores numa só que tanto jeito lhe dá para anotar códigos): É do meu professor!
Picolé: Do teu puxôr. É tão gira… Mas sabes, eu também tenho uma gira assim com cores. Esta tem mais cores mas o teu puxôr também ia gostar. Olha vou buscar. É que os puxôres dizem que temos de partilhar. Eu empesto a minha caneta ao teu puxôr e ele empresta esta, ok?


(Esta foi a última vez que vi a caneta de 12 cores numa só. Estava debaixo do braço dele e agora sabe Deus onde andará.)


Picolé (volta com a caneta de 4 cores que me tinha gamado o ano passado): Vês? Também tem cores, pois é? O azuli não funciona mas o vede, o vemelho e o preto funcionam. E olha, fiz um desenho. Dás ao teu puxôr e dizes assim "foi o Picolé que mandou". Não esqueces. Tens mesmo de dizer… Tá aqui o desenho.
Ice: Sou eu e tu (no desenho)?
Picolé (olhando-me com ar de tecla 3): Não, mãe!!! Sou eu e o teu puxôr! Tu dás-lhe, ok? Não esqueces! Vou pôr na tua mochila!

E é por isso que na minha mala, desde ontem, existe uma caneta meio partida e um desenho de dois gaijos de cabelo em pé!

Na escola (1)

Picolé: Mãe, na tua escola o puxôr (é isto que eu ouço quando ele diz 'professor') também conta a história?

Ice: Sim... Mais ou menos...

Picolé: E também têm o tapete da história?

Ice: Tapete da história?

Picolé: Sim. Nós temos o tapete ao pé das janelas e é lá que ouvimos a história.

Ice: Ah... Sim... Temos uma coisa parecida... (Ice derrapando no seu próprio gelo)

Picolé: Ahhh já sei. É como na minha escolinha. Vocês sentem à chinês e o puxôr conta a história no tapete. Bueda fixe, mãe.

E o que eu me ri a imaginar alguns dos meus puxôres-doutores nestes preparos...

Diz que falta MENOS de 1 semana, n'é?

Árvore de Natal - 0% 100% e pénis me coitem se não tive a ideia do século e não decorei a cena toda com enfeites de chocolate como no antigamente. Assim, chegados ao dia 25, dou ordem de ataque aos little people e, no dia 6, basta-me retirar as luzes, o anjo e dobrar as hastes. Assunto Árvore arrumada!

 

Presentes comprados - 90% 95% mas os que faltam devo encontrar a tempo para o próximo Natal. Vá… Dia de Todos os Santos…

 

Postais enviados - 0% Isto é que eu gosto! Até aos Reis ainda é Natal, n'é?

 

Presentes embrulhados - 0% Prevê-se uma longa noite de dia 23. O que será mais importante? Haver rabanadas e doces e comida ou presentes embrulhados? Cheira-me que vamos ter que optar, meus queridos…

 

Preparação de casa para receber convivas - 35% 50% Mas as prostitutas das prateleiras ainda jazem no chão da sala porque aqui a menina é esquisitinha e quando o senhor as começou a pôr, decidiu não gostar das ferragens… Acho que vi nos olhos dele, a vontade de usar o berbequim no meu cérebro…

 

Compras de supermercado - 0% Também, se optarmos por ter prendas embrulhadas em vez de comida, não vão ser necessárias, pois não?

 

Mas tenho montes de electrodomésticos novos para mostrar às visitas!!! Se bem que a depiladora ressuscitou. Senti na pele o espírito da época. JC tendo piedade de mim, as coisas a levantarem-se e a andarem. Foi mágico!

sábado, 18 de dezembro de 2010

E depois, um belo dia, salta-me a tampa

Eu digo que sou paciente. E sou.
Eu digo que sei esperar. E sei.
Eu digo que lido bem com engonhanços. E lido.
Eu digo que aceito bem atestados de burrice. E aceito.

Mas, porra, até eu tenho limites, tá?

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Deve ser aquele alemão que agora não se me lembra o nome

Na farmácia:

Ice: Boa tarde. Precisava de alguma coisa para a cabeça. 
Farmacêutica: Que sente?
Ice: Cansaço. Tem alguma coisa para uma gaija que trabalha todo o dia, estuda à noite e é mãe solteira de um Picolé?
Farmacêutica: Eu não sei porque é que fazem isso...
Ice: Fazemos o quê? Trabalhar? Pois que tenho contas para pagar e tal... Picolé? Pois que já me habituei a ele. Agora aborrecia-me assim um bocadito ficar sem ele. Estudar?
Farmacêutica: Estudar, pois. Para quê?
Ice: Olhe... Assim, de repente, não lhe sei responder. Mas se me der os comprimidinhos e eles fizerem efeito, eu tenho a certeza de que me vou lembrar da razão e para a semana passo por cá e digo-lhe, tá?

Qualquer dia, nem do meu nome me lembro... Ao Picolé, já chamei Sorvete a semana passada. Foi bonito de ver a carita do gaijo a olhar incrédulo para mim...

Das coisas que me deixam piurça com 'F' maiúsculo

Ele há coisas nesta vida em que eu sou muito infantil. Eu sei que sou. Não há volta a dar. E uma dessas coisas é que eu acho que as pessoas só dizem as coisas que querem realmente dizer com aquilo que dizem. Eu não acredito em favores verbais. Eu também sei que não estou a fazer sentido nenhum, mas tenham lá paciênciazinha que é Natal e tudo e tudo.

Eu, se digo a uma pessoa que quero estar com ela, é porque quero mesmo estar com ela. Eu não digo a alguém que quero estar com ela a pensar: "Oxalá haja um tsunami para ver se me livro desta!"
Eu, se digo a uma pessoa que vou fazer determinada coisa, eu faço (excepcionam-se aqui ironias, parvoíces e impossibilidades técnicas devidamente justificadas).

Isto são as coisitas que me deixam mesmo piurça. Mas a cereja no topo do bolo. O 'f' em piurça... Ahhh, senhores, aquilo que me faz desancar uma pessoa mais a familia toda até à 14ª geração... Dizerem que vão fazer uma coisa. Não fazerem. E nem um 'olha, desculpa, mas não vai dar'. Porra, ninguém exige aqui justificações ou explicações. Basta um simples: olha, eu sei que disse mas não posso mesmo!

Também sei que isto é parvinho. Que já tenho idade para saber aquilo que o House tanto repete: "everybody lies". Mas sou crédula. Fazer o quê?

Isto, sim, são coisas que me apoquentam. O resto? Pikenas distracções no meu dia-a-dia, meus caros. Pikenas distracções...

Diz que falta 1 semana, n'é?

Árvore de Natal - 0%

Presentes comprados - 90%

Postais enviados - 0%

Presentes embrulhados - 0%

Preparação de casa para receber convivas - 35%

Compras de supermercado - 0%

Mas tenho montes de electrodomésticos novos para mostrar às visitas!!!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Se nem eu consigo entender...

Picolé acabou de me aparecer, vindo da ala oeste do glaciar. Vinha incrédulo porque no filme que estava a ver, estava um senhor que andava a tirar comida do caixote do lixo. "Óh mãe, aquilo é muito esquisito..." E lá voltou ele para dentro. Fui verificar que raio estava ele a ver na tv. Era um dos dvd's dele. Acho que um dos Alvins. Voltei para aqui e dei comigo cheia de interrogações. Como lhe vou eu explicar tanta coisa? Como lhe vou eu explicar que há pessoas que, sim senhora, vivem nas ruas e tiram a sua comida dos caixotes do lixo? Como se explica isso a uma criança habituada a ver a sua comida a ser servida à mesa, com pratos, talheres, guardanapos? Que come sopa, prato, fruta? Como se explica que, inclusivé, algumas dessas pessoas são crianças como ele? Que não sabem o que são brinquedos, nem desenhos animados, nem calendários do advento?
 
Como lhe explico eu que esses meninos adorariam poder reclamar por terem que tomar banho todos os dias? Como lhe digo que eles não têm, muito provavelmente, uma mamã para lhes aconchegar o cobertor e lhes dar um beijinho de boa noite e lhe ler histórias? Bolas, como lhe digo que eles nem cobertor têm? Como lhe posso dizer que nem sempre as mães dão a vida pelos filhos? Como lhe explico que muitas mães abandonam os filhos? Como lhe digo que os velhinhos que ele acha fofinhos são o elo mais fraco na cadeia de injustiças?
 
Como lhe explico eu tanta coisa que nem eu entendo?
 
Eu que lhe consigo explicar de forma pacifica que não pode ter tudo, não lhe consigo dizer que há quem não tenha nada. Porque eu também não consigo entender um mundo onde haja pessoas que não têm nada.

Depois do ferro de engomar, do leitor de DVD, do mini-aspirador, do aquecedor, da bateria do carro...

Adivinhem quem acabou de fazer o amor à bruta a uma depiladora?
 
Yours truly, of course. Sim, eu sou daquelas que não pode abdicar do subsidio de natal, a tal da Crise que me desculpe. É que cá em casa tudo sabe que se é para avariar é em Dezembro!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Dúvida (im)pertinente 2

Em que momento é que uma omissão passa a ser uma mentira? Será que é sempre uma mentira? Será que nunca é uma mentira? Será que só passa a ser mentira quando a pessoa de quem se esconde o facto, toma consciência da omissão? Será uma pessoa que omite um mentiroso com alibi?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Trabalhos de Casa 9

Escrever 100 vezes:

Mesmo que saibamos onde um caminho vai dar, não quer dizer que não aproveitemos a viagem.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Os gaijos são as novas gajas

Eu já estava convencida disso há muito tempo mas desde que me decidi a dar 'abébias' ao sexo forte, tenho a certeza absoluta.
Eu ainda sou do tempo (e com frases destas se vê como não estou a caminhar para nova) em que se um homem tinha algum interesse por uma mulher seguia um de dois caminhos:

a) Made a move e encostava-a a um qualquer canto na primeira oportunidade que tivesse. Ela que se aguentasse à bomboca e caso fosse recíproco que retribuisse.

b) Dava-lhe a entender de forma clara e inequívoca o que sentia/queria/pretendia. Mais uma vez, ela que se aguentasse à bomboca e caso fosse recíproco que retribuisse.

Em pleno século XXI, os gaijos lançam pistas subtis (tipo deixar cair o lenço e assim), ficam à espera que elas telefonem e, caso elas não o façam, vão-se queixar aos amigos que elas não lhes ligam nenhuma.

Ora, isto era o que eu estava habituada que as gaijas fizessem no 'antigamente'. Agora os papeis inverteram-se. Estou baralhada, que estou. 

Outra mito que se inverteu é aquele de as mulheres não saberem o que querem. Falso, meus caros Watsons! Diz-me a experiência recente que os gaijos agora são os senhores "I can't decide what I want". Pois que num dia estão a proclamar que a amizade é o único sentimento que podem oferecer. No dia a seguir, anunciam que não lhes somos de todo indiferentes e que têm 'the hots' por nós. Num dia, suspiram resignados que há coisas que não podem acontecer. No dia a seguir, fazem cenas de ciúmes se olhamos para o lado. Mais uma vez, este não faz o amor nem se retira de cima me parece coisa de quem? Pois... Coisinha para qualquer gaijita do século XX, não? Yeap...

Sabem que vos digo? Sinto-me a modos como o próprio Mr. Darcy a tentar descortinar os sentimentos da miúda. Sendo que como heterossexual assumida me sinto um bocado lésbica. Ora, se é para ser lésbica prefiro experimentar the real thing que eu quer-me cá parecer que é capaz de ser bastante agradável a certos níveis...

E agora que já despertei a imaginação dos dois leitores e meio (gaijos) deste blog, vou ali urdir um plano maquiavélico para embebedar um gaijo para ver se o consigo perceber. Sim, eu sei que é algo que as gaijas usavam como desculpa para certos e determinados comportamentos que não tinham coragem de assumir sóbrias. Com tanta adopção de atitude de gaija, mais uma menos uma...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sou uma mulher de sorte

Porque tivesse eu que esperar meia-dúzia de meses para ver o 1º episódio da segunda temporada do HIMYM e estaria a trepar a parede neste momento. E, parecendo que não, eu não estou a caminhar para nova e dói-me a anca de andar o dia todo a subir e a descer a escadaria aqui da barraca porque toda a gente sabe que "ponte em Dezembro, de arrumações me alembro". Assim sendo, rapel era coisa para correr mal - lá está, a anca e tal. Felizmente, para o meu corpinho, o 1º episódio da segunda temporada do HIMYM segue já, já a seguir a este post.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Damn you

Maldito episódio 13 do Hou I Met Your Mother. Maldito, maldito, maldito!

Até estou com medo de ver o 14. É que não tarda um foguete acredito em amor e essas coisas.

Damn you, bloody Screenwriter!!!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Eu diria que estou um caco

Dói-me o estomâgo de ter comigo quem nem uma alarve depois de ter estado o dia todo em jejum.
Tenho um olho negro e arranhado porque o Picolé é demasiado exuberante nas suas descrições.

Nada mais me resta a não ser enrolar-me aqui na manta e agir como a cota que estou a ficar. Cota em cacos, obviamente!