terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Esta casa está um bocado disfuncional

Gaijas a beliscarem-se com as pinças da cozinha. Caixas de pizza enfiadas debaixo de saias, enquanto a dona da saia mete a loiça da máquina.

As teenagers? Pois... Essas estão no computador e de headphones. 
O Picolé? Pois... Esse está a brincar com dois skates.

A malta mais velha é que se porta pior que eles todos juntos.

Todos os anos é assim

Há uma semana toda a gente odiava o Natal.

Esta semana toda a gente abomina a Passagem de Ano.

Por mim, desde haja o que comer e beber e que eu esteja com aqueles de quem goste, adoro todas as efemérides.

Sim, eu sei, sou uma vendida...

Muffin de dois chocolates com recheio de creme

Como alguém tem que levar este país para a frente esta semana e me devem ter calhado os turnos dos sacanas todos que estão de férias, nada como acabar de almoçar às 16.30 (quando já nem sabemos o que estamos a comer tal é a fome) e lanchar uma coisinha destas às 17h. É que isto é como o jet lag: não podemos deixar as mudanças de horário dominarem o organismo...

Or so I keep telling me...

Coisas que aprendi em 2010 - Setembro

Tentaram convencer-me que as tampas que levei não foram bem tampas. Só não era a altura certa. Para o quê até hoje não sei. Comecei a chamar donzelas aos gaijos e mantive a 'arrumação' do mês anterior que eu não sou corda para me andarem a enrolar. 

Decidi que o melhor não era apaixonar-me. Era mesmo ter um gaijo para coiso. Condição sine qua non: ser burro. Para conversar e filosofias já tenho uma donzela. Fiz castings. Fiz a escolha. Acabei a noite com o eleito a fazer-me origamis e a dizer que eu era bonita. Apenas isso. Eu pareço daqueles personagens dos filmes que passam metade do argumento a engendrarem planos infalíveis e a outra metade a baterem com a cabeça nas paredes.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Óh fáxavor

Os senhores já ouviram falar em boxing day?

Act accordingly, please, e ide lá para os centros comerciais e deixai-me trabalhar sossegadinha, sim?

Coisas que aprendi em 2010 - Agosto

É chegada a este mês que descubro que fazer um directa aos 20 e fazer uma directa aos 35 não é propriamente a mesma coisa. Pode, inclusive, toldar-me todo e qualquer conhecimento que eu possa, eventualmente, ter do código da estrada.

Descobri também que, ao contrário de tudo o que as brochuras turísticas anunciam, esta zona tem apenas uma praia e, por Toutanis, é minúscula. Só assim se explica que eu tropece na mesma pessoa duas vezes seguidas quando essa mesma pessoa deveria estar a centenas de quilómetros de distância.

Levei mais uma tampa da mesma proveniência da do mês anterior e arrumei o assunto. Que eu sou pessoa organizadinha e arrumadinha.

Aprendi que por muito que uma gaja nos peça que nos metamos com o gajo em quem está interessada para ver a sua reacção, nunca, mas nuuuuunca mesmo, o devemos fazer. Ainda que seja uma das melhores amigas e que nós nos tenhamos fartado de repetir que era uma péssima ideia . Vai sempre dar merda. Deu. 

domingo, 26 de dezembro de 2010

E enquanto escrevo o post, ouço na cozinha mais uma bonita frase...

"Ai caraças que ia lixando os tomates todos!"

Frase Emblemática do Natal

Logo à chegada dos convivas que eu não sou pessoa para deixar para mais logo a argolada que posso dar agora:

Convivas: Então? Já sabes o que é?

Iceberg: Claro que não! Eu não abri nada. Mas confesso que apalpei a coisa toda do gaijo!

Coisas que aprendi em 2010 - Julho

Conheci pessoalmente o Coelho Branco da Alice e levei uma tampa monumental. Tudo no espaço de horas. Aprendi que essas coisas não me afectam. Foi aí que surgiu o nome Iceberg. Porque eu fiquei seriamente convicta que alguém me teria substituído o coração por um bloco de gelo. Pior, um bloco de gelo irónico que consegue rir dessas coisas.

Coisas que aprendi em 2010 - Junho

Ora foi em Junho que eu me comecei a aperceber da troca de papeis entre gajos/gaijas. Tudo começou no dia de Portugal, das Comunidades e de Camões quando dou por mim a jantar no Bairro Alto e sou confrontada com um gaijo abespinhadissimo porque o amigo dele se queixava que eu não lhe ligava nenhuma. Como sou mocinha de aprendizagem rápida, percebi que algo estava podre no reino da Dinamarca, que neste caso, se tratava mais do reino dos géneros.

Aprendi que ainda devia ter charme para dar e para vender uma vez que passei essa mesma noite sossegadinha encostada a um carro, em frente a uma banquinha, e tudo que era gaijo me meteu copos na mão. Uma vez que estava proibida de comer e beber fosse o que fosse a partir da meia-noite, todos os que me acompanharam nessa noite sairam de gatas do Bairro. Eu parecia a Duquesa de Kent de tão direitinha que estava.

Aprendi poucas horas depois o que era afinal uma anestesia geral. Coisa que eu mais gostei? De me acordarem da dita e me dizerem que estava tudo bem e que se eu pudesse podia dormir. Lembro-me de pensar que não tinha Picolé para ir buscar à escola. Não tinha trabalho. Não tinha faculdade para ir. Não tinha rigorosamente nada para fazer. E dormi. Dormi como não dormia há muito, muito tempo. Esqueci-me que os que estavam cá fora à espera de noticias não esperavam tanta dormitância. Após um pequeno motim, silencioso - não esquecer que estamos a falar de pessoinhas com a Mãe, a Avó e a Tia de todas as ressacas - tudo se resolveu.

Aprendi que nada sei dos homens, mas também fiquei a saber que se calhar é melhor não tentar entender. 

Aprendi que é possível eu estar imóvel e não enlouquecer (e ainda bem que ninguém que me conhece lê isto porque senão começava tudo a falar de 2 'alegados' pontos que se abriram porque houve gente que não descortinou bem o significado de imobilidade). 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Detesto sms's standard

Principalmente, aquelas que são recebidas hoje e que as pessoas nem tiveram o cuidado de apagar a parte em que dizem que estão a enviar a mensagem mais cedo para aproveitar as sms's à borla.

Haverá gato pingado que ainda não sabe que as sms's este ano não se cobram?

Acho que não. Senão, não as estariam a enviar agora, n'é? Assim sendo, resta-me apenas concluir que quem as está a mandar se está a cagar para o conteúdo e destinatários. 

Mas isso sou eu que acho que já me deixaram ligeiramente refodida hoje...

Diz que é hoje, n'é?

Tirando o facto de ter (ainda) a casa de pantanas, tudo indica que haverá comida e presentes embrulhados e tudo e tudo e tudo.

Se eu fosse falar do que mais gostei desta época natalicia, teria de referir as pessoas que eu vi partir para o outro lado do mundo para se juntarem aos que mais amam e passarem esta noite. Vi-lhes o medo quando os aeroportos começaram a fechar. Vi quem quisesse cancelar tudo e perder a esperança; vi quem nunca vacilou nem sequer perante a perspectiva de passar a noite de Natal numa cama de campanha em Heathrow. A consoada para eles está a ser agora. É estranho pensar nisso. Que há pessoas que já estão sentadas à mesa e que, para elas, já é noite... 

Por aqui, o dia de trabalho está prestes a terminar. Depois esperam-me todos os preparativos da época e espera-me uma noite de Picolé excitado, lambuzado e hiper-activo devido ao açúcar. Esperam-me, sobretudo, sorrisos. E enquanto houver esses sorrisos, para mim haverá sempre Natal.

Para vocês, tudo o que vos posso desejar é uma noite feliz e muitas sortes no sapatinho. Se tivermos nem que seja só um bocadinho de sorte, a vida será sempre muito melhor. Dez sortes inteirinhas para vocês!

Feliz Natal!

Coisas que aprendi em 2010 - Maio

Descobri o que se sente quando se desmaia. Foi uma primeira vez fantástica (not), digo-vos eu.

Aprendi novas definições de omissão e de mentira, de lealdade e de fidelidade. Eu diria que foi um mês semântico.

Fiz a alguém o que não gostei que essa pessoa me tivesse feito. Não me orgulho disso.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Upsss...

3 dúzias de rabanadas e um bolo de chocolate depois, a cozinha parece vitima do Katrina. Eu, à cautela, fugi para o sofá e apetece-me meter debaixo da cama e adiar o Natal para a semana. Porque é que eu não encomendo as merdas como as senhoras fazem?
 
Bem, pelo menos, há chocolates, rabanadas e bolo. Na fruteira repousam meia-dúzia de tangerinas. De fome já ninguém morre. O cd 20 do Frank Sinatra berra na aparelhagem. Se me derem um copito de vodka*, para mim está o Natal feito.
 
*Olha que ganda ideia que eu me dei a mim mesma...

Coisas que aprendi em 2010 - Abril

E chegámos a Abril que nos trouxe a stalker de Deus. Eu pensava que já tinha visto muita gente esquizofrénica na vida mas estava enganada. Eu tinha visto pessoas ligeiramente desequilibradas, mas vi a loucura, a obsessão, a mentira e a maldade na sua forma mais pura e crua. E fez-me bem. Ainda em Abril mataram-se 2 coelhos de uma cajadada só: Deus e a Stalker. E ainda se interrogam sobre de quem é a responsabilidade do aumento do preço do petróleo e da crise? Alguém 'matei' Deus mas não sei de mais nada!!!

Vejamos que mais... Abril... Descobri que as pessoas que reaparecem anos depois estão mais predispostas a percorrer aquela extra mile para a reconquista. Too little, too late bacause, sometimes, it's just too late to turn back.

Diz que é amanhã, n'é?

Árvore de Natal - 0% 100% e pénis me coitem se não tive a ideia do século e não decorei a cena toda com enfeites de chocolate como no antigamente. Assim, chegados ao dia 25, dou ordem de ataque aos little people e, no dia 6, basta-me retirar as luzes, o anjo e dobrar as hastes. Assunto Árvore arrumada! 

Presentes comprados - 90% 95% mas os que faltam devo encontrar a tempo para o próximo Natal. Vá… Dia de Todos os Santos… 100%

Postais enviados - 0% Isto é que eu gosto! Até aos Reis ainda é Natal, n'é? 85%

Presentes embrulhados - 0% Prevê-se uma longa noite de dia 23. O que será mais importante? Haver rabanadas e doces e comida ou presentes embrulhados? Cheira-me que vamos ter que optar, meus queridos… 100%

Preparação de casa para receber convivas - 35% 50% Mas as prostitutas das prateleiras ainda jazem no chão da sala porque aqui a menina é esquisitinha e quando o senhor as começou a pôr, decidiu não gostar das ferragens… Acho que vi nos olhos dele, a vontade de usar o berbequim no meu cérebro… Alguém vai ficar acordada esta noite, lálálá…

Compras de supermercado - 0% Também, se optarmos por ter prendas embrulhadas em vez de comida, não vão ser necessárias, pois não? 98% Agora se me perguntarem quantas iguarias estão prontas para ser comidas, terei de vos perguntar se Ferrero Rocher, conta???


Mas tenho montes de electrodomésticos novos para mostrar às visitas!!! Se bem que a depiladora ressuscitou. Senti na pele o espírito da época. JC tendo piedade de mim, as coisas a levantarem-se e a andarem. Foi mágico!


Ainda assim, tenho que dizer a mim mesma: Gaija, tu és um espectáculo!

Coisas que aprendi em 2010 - Março

Março contrabalançou Fevereiro. Lord, what a mess of a month...

(Re)Aprendi que por muito que decidamos não tomar nenhuma decisão ou atitude na nossa vida e nos sentemos no sofá à espera, isso não impede as coisas aconteçam e que o nosso pequeno sofá não se torne, de repente, a capital do mundo civilizado com um índice de chegadas e partidas superior ao de Heathrow.

Aprendi que pessoas que saem da nossa vida uma década antes podem ressurgir do nada e que nem por isso a sua importância deixa de ser diferente da que era 10 anos antes.

Aprendi que as sacanas das criancinhas são mais possessivas que qualquer marido ciumento e que se acharem que determinada pessoa não é boa o suficiente para nós, é para esquecer. Eles vão arruinar a coisa. As minhas crianças são mesmo mais eficazes, arruinam a coisa mesmo antes de haver coisa. No termo 'criança' aqui utilizado, incluem-se os rais-parta-quem-lhe-desse-uma-tareia-de-cinto-dos-adolescentes.

Aprendi a acreditar em Deus! Que saudades do Senhor, pá... Que é o mesmo que dizer: aprendi que há homens bonitos comó caraças. E não estou a falar daquela coisa do 'quem feio ama, bonito lhe parece', estou a falar de bonito mesmo.

Descobri que aos 35 anos ainda se cora por muito que já tenhamos virado frangos na vida. É verdade. É possível.


Coisas que aprendi em 2010 - Fevereiro

É que não me consigo lembrar de um caracol que tenha aprendido neste mês. Nada, népias, nicles. Um desperdício de 28 dias, portanto.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Coisas que aprendi em 2010 - Janeiro

Aprendi que por muito que uma coisa pareça estar destinada a acontecer, por vezes, não está. Aprendi que o Destino é um galhofeiro e que deixa as coisas correrem até uma punch line desgramada que pode ter o condão de nos atirar ao tapete, se nós assim o permitirmos. Aprendi que, há alturas, que temos mesmo que let go e que o mundo não pára enquanto estamos mergulhados em auto-comiseração. Aprendi também que enquanto estamos a rebolar no supra-citado tapete da desgraça, temos que estar atentos porque - lá está, o mundo não pára - passam por esse tapete pessoas a quem, devido ao nosso estado de desgraça, não damos a devida atenção. No entanto, essas pessoas que passam pelo nosso tapete podem-nos estender a mão e, quando damos por ela, fazem-nos esquecer do porquê de estarmos ali.

*Este post estava escrito há uns tempos para ser publicado hoje. Hoje não é um bom dia para ele... Hoje apetece-me mais dizer que o melhor que temos a fazer é puxar a tal pessoa e obrigá-la a bater com os costados no tal do tapete. Mas ainda assim, mantenho-o porque é/foi verdade.

Na escola (2)

Picolé (apropriando-se do meu estojo da faculdade que eu consegui manter longe do seu alcance durante 3 meses): Mãeeeee, tá aqui uma caneta com tanta cores!!! 
Ice (numa derradeira tentativa de salvar a caneta de 12 cores numa só que tanto jeito lhe dá para anotar códigos): É do meu professor!
Picolé: Do teu puxôr. É tão gira… Mas sabes, eu também tenho uma gira assim com cores. Esta tem mais cores mas o teu puxôr também ia gostar. Olha vou buscar. É que os puxôres dizem que temos de partilhar. Eu empesto a minha caneta ao teu puxôr e ele empresta esta, ok?


(Esta foi a última vez que vi a caneta de 12 cores numa só. Estava debaixo do braço dele e agora sabe Deus onde andará.)


Picolé (volta com a caneta de 4 cores que me tinha gamado o ano passado): Vês? Também tem cores, pois é? O azuli não funciona mas o vede, o vemelho e o preto funcionam. E olha, fiz um desenho. Dás ao teu puxôr e dizes assim "foi o Picolé que mandou". Não esqueces. Tens mesmo de dizer… Tá aqui o desenho.
Ice: Sou eu e tu (no desenho)?
Picolé (olhando-me com ar de tecla 3): Não, mãe!!! Sou eu e o teu puxôr! Tu dás-lhe, ok? Não esqueces! Vou pôr na tua mochila!

E é por isso que na minha mala, desde ontem, existe uma caneta meio partida e um desenho de dois gaijos de cabelo em pé!

Na escola (1)

Picolé: Mãe, na tua escola o puxôr (é isto que eu ouço quando ele diz 'professor') também conta a história?

Ice: Sim... Mais ou menos...

Picolé: E também têm o tapete da história?

Ice: Tapete da história?

Picolé: Sim. Nós temos o tapete ao pé das janelas e é lá que ouvimos a história.

Ice: Ah... Sim... Temos uma coisa parecida... (Ice derrapando no seu próprio gelo)

Picolé: Ahhh já sei. É como na minha escolinha. Vocês sentem à chinês e o puxôr conta a história no tapete. Bueda fixe, mãe.

E o que eu me ri a imaginar alguns dos meus puxôres-doutores nestes preparos...

Diz que falta MENOS de 1 semana, n'é?

Árvore de Natal - 0% 100% e pénis me coitem se não tive a ideia do século e não decorei a cena toda com enfeites de chocolate como no antigamente. Assim, chegados ao dia 25, dou ordem de ataque aos little people e, no dia 6, basta-me retirar as luzes, o anjo e dobrar as hastes. Assunto Árvore arrumada!

 

Presentes comprados - 90% 95% mas os que faltam devo encontrar a tempo para o próximo Natal. Vá… Dia de Todos os Santos…

 

Postais enviados - 0% Isto é que eu gosto! Até aos Reis ainda é Natal, n'é?

 

Presentes embrulhados - 0% Prevê-se uma longa noite de dia 23. O que será mais importante? Haver rabanadas e doces e comida ou presentes embrulhados? Cheira-me que vamos ter que optar, meus queridos…

 

Preparação de casa para receber convivas - 35% 50% Mas as prostitutas das prateleiras ainda jazem no chão da sala porque aqui a menina é esquisitinha e quando o senhor as começou a pôr, decidiu não gostar das ferragens… Acho que vi nos olhos dele, a vontade de usar o berbequim no meu cérebro…

 

Compras de supermercado - 0% Também, se optarmos por ter prendas embrulhadas em vez de comida, não vão ser necessárias, pois não?

 

Mas tenho montes de electrodomésticos novos para mostrar às visitas!!! Se bem que a depiladora ressuscitou. Senti na pele o espírito da época. JC tendo piedade de mim, as coisas a levantarem-se e a andarem. Foi mágico!

sábado, 18 de dezembro de 2010

E depois, um belo dia, salta-me a tampa

Eu digo que sou paciente. E sou.
Eu digo que sei esperar. E sei.
Eu digo que lido bem com engonhanços. E lido.
Eu digo que aceito bem atestados de burrice. E aceito.

Mas, porra, até eu tenho limites, tá?

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Deve ser aquele alemão que agora não se me lembra o nome

Na farmácia:

Ice: Boa tarde. Precisava de alguma coisa para a cabeça. 
Farmacêutica: Que sente?
Ice: Cansaço. Tem alguma coisa para uma gaija que trabalha todo o dia, estuda à noite e é mãe solteira de um Picolé?
Farmacêutica: Eu não sei porque é que fazem isso...
Ice: Fazemos o quê? Trabalhar? Pois que tenho contas para pagar e tal... Picolé? Pois que já me habituei a ele. Agora aborrecia-me assim um bocadito ficar sem ele. Estudar?
Farmacêutica: Estudar, pois. Para quê?
Ice: Olhe... Assim, de repente, não lhe sei responder. Mas se me der os comprimidinhos e eles fizerem efeito, eu tenho a certeza de que me vou lembrar da razão e para a semana passo por cá e digo-lhe, tá?

Qualquer dia, nem do meu nome me lembro... Ao Picolé, já chamei Sorvete a semana passada. Foi bonito de ver a carita do gaijo a olhar incrédulo para mim...

Das coisas que me deixam piurça com 'F' maiúsculo

Ele há coisas nesta vida em que eu sou muito infantil. Eu sei que sou. Não há volta a dar. E uma dessas coisas é que eu acho que as pessoas só dizem as coisas que querem realmente dizer com aquilo que dizem. Eu não acredito em favores verbais. Eu também sei que não estou a fazer sentido nenhum, mas tenham lá paciênciazinha que é Natal e tudo e tudo.

Eu, se digo a uma pessoa que quero estar com ela, é porque quero mesmo estar com ela. Eu não digo a alguém que quero estar com ela a pensar: "Oxalá haja um tsunami para ver se me livro desta!"
Eu, se digo a uma pessoa que vou fazer determinada coisa, eu faço (excepcionam-se aqui ironias, parvoíces e impossibilidades técnicas devidamente justificadas).

Isto são as coisitas que me deixam mesmo piurça. Mas a cereja no topo do bolo. O 'f' em piurça... Ahhh, senhores, aquilo que me faz desancar uma pessoa mais a familia toda até à 14ª geração... Dizerem que vão fazer uma coisa. Não fazerem. E nem um 'olha, desculpa, mas não vai dar'. Porra, ninguém exige aqui justificações ou explicações. Basta um simples: olha, eu sei que disse mas não posso mesmo!

Também sei que isto é parvinho. Que já tenho idade para saber aquilo que o House tanto repete: "everybody lies". Mas sou crédula. Fazer o quê?

Isto, sim, são coisas que me apoquentam. O resto? Pikenas distracções no meu dia-a-dia, meus caros. Pikenas distracções...

Diz que falta 1 semana, n'é?

Árvore de Natal - 0%

Presentes comprados - 90%

Postais enviados - 0%

Presentes embrulhados - 0%

Preparação de casa para receber convivas - 35%

Compras de supermercado - 0%

Mas tenho montes de electrodomésticos novos para mostrar às visitas!!!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Se nem eu consigo entender...

Picolé acabou de me aparecer, vindo da ala oeste do glaciar. Vinha incrédulo porque no filme que estava a ver, estava um senhor que andava a tirar comida do caixote do lixo. "Óh mãe, aquilo é muito esquisito..." E lá voltou ele para dentro. Fui verificar que raio estava ele a ver na tv. Era um dos dvd's dele. Acho que um dos Alvins. Voltei para aqui e dei comigo cheia de interrogações. Como lhe vou eu explicar tanta coisa? Como lhe vou eu explicar que há pessoas que, sim senhora, vivem nas ruas e tiram a sua comida dos caixotes do lixo? Como se explica isso a uma criança habituada a ver a sua comida a ser servida à mesa, com pratos, talheres, guardanapos? Que come sopa, prato, fruta? Como se explica que, inclusivé, algumas dessas pessoas são crianças como ele? Que não sabem o que são brinquedos, nem desenhos animados, nem calendários do advento?
 
Como lhe explico eu que esses meninos adorariam poder reclamar por terem que tomar banho todos os dias? Como lhe digo que eles não têm, muito provavelmente, uma mamã para lhes aconchegar o cobertor e lhes dar um beijinho de boa noite e lhe ler histórias? Bolas, como lhe digo que eles nem cobertor têm? Como lhe posso dizer que nem sempre as mães dão a vida pelos filhos? Como lhe explico que muitas mães abandonam os filhos? Como lhe digo que os velhinhos que ele acha fofinhos são o elo mais fraco na cadeia de injustiças?
 
Como lhe explico eu tanta coisa que nem eu entendo?
 
Eu que lhe consigo explicar de forma pacifica que não pode ter tudo, não lhe consigo dizer que há quem não tenha nada. Porque eu também não consigo entender um mundo onde haja pessoas que não têm nada.

Depois do ferro de engomar, do leitor de DVD, do mini-aspirador, do aquecedor, da bateria do carro...

Adivinhem quem acabou de fazer o amor à bruta a uma depiladora?
 
Yours truly, of course. Sim, eu sou daquelas que não pode abdicar do subsidio de natal, a tal da Crise que me desculpe. É que cá em casa tudo sabe que se é para avariar é em Dezembro!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Dúvida (im)pertinente 2

Em que momento é que uma omissão passa a ser uma mentira? Será que é sempre uma mentira? Será que nunca é uma mentira? Será que só passa a ser mentira quando a pessoa de quem se esconde o facto, toma consciência da omissão? Será uma pessoa que omite um mentiroso com alibi?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Trabalhos de Casa 9

Escrever 100 vezes:

Mesmo que saibamos onde um caminho vai dar, não quer dizer que não aproveitemos a viagem.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Os gaijos são as novas gajas

Eu já estava convencida disso há muito tempo mas desde que me decidi a dar 'abébias' ao sexo forte, tenho a certeza absoluta.
Eu ainda sou do tempo (e com frases destas se vê como não estou a caminhar para nova) em que se um homem tinha algum interesse por uma mulher seguia um de dois caminhos:

a) Made a move e encostava-a a um qualquer canto na primeira oportunidade que tivesse. Ela que se aguentasse à bomboca e caso fosse recíproco que retribuisse.

b) Dava-lhe a entender de forma clara e inequívoca o que sentia/queria/pretendia. Mais uma vez, ela que se aguentasse à bomboca e caso fosse recíproco que retribuisse.

Em pleno século XXI, os gaijos lançam pistas subtis (tipo deixar cair o lenço e assim), ficam à espera que elas telefonem e, caso elas não o façam, vão-se queixar aos amigos que elas não lhes ligam nenhuma.

Ora, isto era o que eu estava habituada que as gaijas fizessem no 'antigamente'. Agora os papeis inverteram-se. Estou baralhada, que estou. 

Outra mito que se inverteu é aquele de as mulheres não saberem o que querem. Falso, meus caros Watsons! Diz-me a experiência recente que os gaijos agora são os senhores "I can't decide what I want". Pois que num dia estão a proclamar que a amizade é o único sentimento que podem oferecer. No dia a seguir, anunciam que não lhes somos de todo indiferentes e que têm 'the hots' por nós. Num dia, suspiram resignados que há coisas que não podem acontecer. No dia a seguir, fazem cenas de ciúmes se olhamos para o lado. Mais uma vez, este não faz o amor nem se retira de cima me parece coisa de quem? Pois... Coisinha para qualquer gaijita do século XX, não? Yeap...

Sabem que vos digo? Sinto-me a modos como o próprio Mr. Darcy a tentar descortinar os sentimentos da miúda. Sendo que como heterossexual assumida me sinto um bocado lésbica. Ora, se é para ser lésbica prefiro experimentar the real thing que eu quer-me cá parecer que é capaz de ser bastante agradável a certos níveis...

E agora que já despertei a imaginação dos dois leitores e meio (gaijos) deste blog, vou ali urdir um plano maquiavélico para embebedar um gaijo para ver se o consigo perceber. Sim, eu sei que é algo que as gaijas usavam como desculpa para certos e determinados comportamentos que não tinham coragem de assumir sóbrias. Com tanta adopção de atitude de gaija, mais uma menos uma...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sou uma mulher de sorte

Porque tivesse eu que esperar meia-dúzia de meses para ver o 1º episódio da segunda temporada do HIMYM e estaria a trepar a parede neste momento. E, parecendo que não, eu não estou a caminhar para nova e dói-me a anca de andar o dia todo a subir e a descer a escadaria aqui da barraca porque toda a gente sabe que "ponte em Dezembro, de arrumações me alembro". Assim sendo, rapel era coisa para correr mal - lá está, a anca e tal. Felizmente, para o meu corpinho, o 1º episódio da segunda temporada do HIMYM segue já, já a seguir a este post.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Damn you

Maldito episódio 13 do Hou I Met Your Mother. Maldito, maldito, maldito!

Até estou com medo de ver o 14. É que não tarda um foguete acredito em amor e essas coisas.

Damn you, bloody Screenwriter!!!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Eu diria que estou um caco

Dói-me o estomâgo de ter comigo quem nem uma alarve depois de ter estado o dia todo em jejum.
Tenho um olho negro e arranhado porque o Picolé é demasiado exuberante nas suas descrições.

Nada mais me resta a não ser enrolar-me aqui na manta e agir como a cota que estou a ficar. Cota em cacos, obviamente!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A cor das minhas unhas, neste momento.

Antes de me atirar aos episódios do HIMYM que tenho aqui em filinha indiana à minha espera, apeteceu-me falar daquilo que todas as gaijas falam nos seus blogs: vernizes!

Agarradissima. Incapaz de parar. Volto ASAP. Só vai na 6ª série. Comecei a ver a 1ª ontem. É capaz de demorar um bocadito.


domingo, 28 de novembro de 2010

Trabalhos de Casa 9

Escrever 100 vezes:

"Quando escreveres posts como o anterior, põe lá qualquer coisa que dê a ideia que aquilo te afecta. Se não o fizeres, pareces uma cabra insensível e ninguém tem que saber que és assim."

E o frio que está?

Há 4 homens na minha vida. Todos eles reinventariam o Kama Sutra comigo (yes, I'm that good) mas os que podem faze-lo, morrem de medo de tentar; os que não podem, de medo morrem.
Ao invés disso, rodeiam e paparicam e chamam-me por nomes carinhosos. Eu sorrio como menina parvinha e bato a pestana como Betty Boop e penso com os meus botões:

Um dia, vou encontrar um homem que tenha como qualidade a coragem. 
Hoje ainda não foi o dia...

Estamos um bocadito baralhados cá em casa...

Tomámos o brunch (que nós somos finos) às 11. Comemos tangerinas às 3 e depois fizemos um bolo. Almoçámos/Jantámos às 5. Agora não sabemos muito bem em que altura o dia estamos. À cautela, acabei de montar uma pista de carros no tapete da sala, não vá o Picolé decidir dormir a sesta agora e acordar lá para as 10 da noite. O que não me dava jeitinho nenhum.

La amour... Toujours, la amour...

"Love feels no burden 
Thinks nothing of it trouble 
Attempts what is above it strenght
Pleads no excuse for its impossiblity 
For it thinks all things are lawful for itself
And all things are possible."
(Thomas Kemp)

Agora, sim...

Pode começar o Natal.

É que já se deu aquele fenómeno que, para mim, determina a abertura das hostilidades:

Já entrei numa loja quando começavam os primeiros acordes do "All I want for Christmas" e seguiu-se o George Michael no seu "Last Christmas". Ainda não as tinha ouvido este ano. Já ouvi. Está feito. Está iniciado. Agora só me falta por a tocar o cd de Natal do Tio Frank e pode ser que tenhamos árvore no dia 1 de Dezembro, como dita a tradição Iceberguiana.

Trabalhos de Casa 8

Escrever 100 vezes:
 
"Se na sexta atirares chocolates a homens e rebuçados a mulheres, no sábado vais querer um doce e não vais ter!"

sábado, 27 de novembro de 2010

Se fosses um poema, qual serias?

"But I have promises to keep, 
And miles to go before I sleep, 
And miles to go before I sleep."
(Robert Frost)

Coisas que me fazem sorrir

Quando usas as minhas frases no dia a seguir a teres falado comigo.
 
Podia irritar-me, que podia, mas não. Faz-me sorrir...

Cada dia mais verdade

Uma das minhas frases preferidas é:
 
"Um dia pavão, no outro espanador".
 
E cada vez mais mais acredito que esta é uma verdade universal. E, hoje, acima de todos os dias, tenho a certeza de que é mesmo assim.
Hoje, a casa tantas vezes amaldiçoada como casa do demo, transformou-se num local de reunião com o único objectivo de permitir as pessoas amarem. Hoje, eu tenho a certeza que não consigo pisar em quem está na mó de baixo por muito que esse alguém já me tenha pisado a mim.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

É dia de Bingo

Eu, pelo menos, hoje fiz um pleno.

Poker? Roleta? É para meninos...

Já um cartão de bingo todo preenchido... Apenas para quem está em higher ground!

Marta, estás à vontade, filha! Leva.

É que o sacanóide do blogger diz que essa tal de Iceberg não pode comentar neste blog!!!

Quem é que ela pensa que é?... Pfttt...

Trabalhos de Casa 7

Escrever 100 vezes:

"Não podemos obrigar as pessoas de quem gostamos a gostarem de nós. Mais vale guardarmos o sentimento e arquivarmos a pessoa."


Ide lá brincar com o José...

É que temos um Primeiro Ministro a quem podemos fazer tudo o que nos apetecer!!!

Até que enfim! A explicação...

"E portanto, caros alunos, esta é a formula simplificada para compreender as mulheres."

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

E agora, vamos falar a sério um bocadinho porque isto é para prestar mesmo muita atenção, sim?

"Em Portugal, um estudo de 2005 encomendado pela Direcção Geral de Saúde mostrou evidências de que uma em cada três mulheres é vítima de violência doméstica por parte de cônjuge ou ex-cônjuge".
A 25 de Novembro comemora-se o Dia Internacional para a Erradicação da Violência contra a Mulher. Só em Portugal, morreram este ano 38 mulheres vitimas de violência doméstica. Eu não consigo entender o porquê. Vocês, se calhar, também não. Mas o facto é que acontece. E se uma em cada três mulheres é vitima de violência doméstica, talvez seja altura de olharmos melhor nos olhos de quem amamos e estarmos mais atentos. Muito mais atentos.

Trabalhos de Casa 6

Escrever 100 vezes:

"Hoje, vou-me deitar antes da meia-noite."

Curiosidade...

Tenho eu em saber, neste Natal, quem vai andar a escrever a quem e o quê
Mas isso sou eu que tenho uma veia de alcoviteira sobressaída. 

I've got the higher ground, babe

Sinto-me cansada. Acho que preciso de descansar durante uns dias e repor níveis de energia. Talvez aquele Centrum para cotas não seja uma má ideia.
No entanto, apesar das olheiras, do mau aspecto, da exaustão, sinto-me assim a modos que... Como é que eu hei-de dizer isto sem parecer mal?... Magnifica! É essa mesmo a palavra. Temos pena se isso amofina alguém. Vá, não temos, mas fica sempre bem dizer que sim.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Efeitos da Greve

Metade (todo?) do país está parado. Os efeitos da greve já se começaram a fazer sentir por estes lados. Acabei de me voluntariar para trabalhar 3 sábados.

Eu bem digo que não percebo muito disto das greves e dos sindicatos, mas acho que é não é suposto trabalhar mais, pois não?

Ninguém pensa na economia, n'é?

Anda aí meio mundo abespinhado porque a comitiva da Geórgia - e alguns coleguinhas Arménios - contratou 80 prostitutas e levou-as para o hotel durante a Cimeira da Nato.

A mim, a única coisa que me ocorre perguntar é: eram portuguesas?

Atão e o forróbódó é descoberto porque elementos da comitiva francesa se sentiram incomodados com o barulho? Atão e a cena da cidade do amor e tal? Quer-se dizer, amor, sim. Mas silenciosamente. Meninos...

What about you? Also busy for me?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Trabalhos de Casa 5

Escrever 100 vezes: 

"Inverno é tempo para conforto, para comida boa e calor, para o toque de uma mão amigável e para uma conversa ao lado do fogo: é tempo para casa."*

*Edith Sitwell

domingo, 21 de novembro de 2010

É que não há uma que dê certo, senhores...

Uma gaija decide largar os livros e ir ver o último episódio do Bones. Aqui fica o resumo: 

"Que ponha o braço no ar quem ficou sem vontade de comer chocolate no próximo mês! É verdade, esta semana eles esforçaram-se para criar um dos inícios mais traumatizantes de sempre, com um dos mais doces prazeres comestíveis.

"The Babe in the Bar" foi um delicioso episódio, com um tom cómico bem apurado e um final enternecedor. Tudo começa com a maior barra de chocolate do mundo onde se descobre um recheio nada apetecível: um corpo em decomposição. "

 E agora vou continuar a ver enquanto decido se a vontade do chocolate é mais forte do que o inquinamento visual... E agora vou continuar a ver enquanto decido se a vontade do chocolate é mais forte do que o inquinamento visual...

Indecisões

Não sei qual das duas me define mais hoje. Será esta? 





Ou esta?


Dúvida (im)pertinente

Existem ressacas emocionais? Se existem, eu, hoje, tenho uma.

A única coisa que me apraz dizer, hoje

Os homens arrogantes dão-me uma trabalheira dos diabos, pá. Eu gosto deles, que gosto, mas há alturas é que me sinto num gulag siberiano.

Sozinha em casa

Olho a foto onde a chupeta te ocupa mais de metade da cara. O eterno olhar azul fixo em mim. O mesmo olhar que hoje me disse:
"Mãe, podes ir para casa. Eu hoje durmo aqui. Amanhã vens buscar-me."
E foi assim, com este desprendimento, que o meu 'bébé' que fazia cenas inacreditáveis para ficar umas míseras horas com outras pessoas que não a sua mãe, ficou a dormir em casa de amigas e eu vim para casa sozinha.
 
O tempo, realmente, passa depressa demais...

Trabalhos de casa 4

Escrever 100 vezes:

"Não volto a sair sozinha* à noite**."

* Caso não te lembres porquê, lê o post anterior, Ice.
** À cautela, nem o deveria fazer de dia, mas uma pessoa tem que fazer pela vida.

Trabalhos de casa 3

Escrever 100 vezes:

"Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim O bem tão mal ordenado, Fui mau, mas fui castigado. Assim que, só pera mim, Anda o Mundo concertado."*
*Luis Vaz de Camões num momento de premonição acerca da vida de Ice

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Diz que é hoje

"Dia Internacional do Homem é um evento internacional celebrado em 19 de Novembro de cada ano. As comemorações foram iniciadas em 1999 pelo Dr. Jerome Teelucksingh em Trinidad e Tobago, apoiadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), e vários grupos de defesa dos direitos masculinos da América do Norte, Europa, África e Ásia.

A diretora da Secretaria de Mulheres e Cultura de Paz da UNESCO, Ingeborg Breines, disse que a criação da data é "uma excelente idéia para equilibrar os gêneros".

Os objetivos principais do Dia Internacional do Homem é melhorar a saúde dos homens (especialmente dos mais jovens), melhorar a relação entre gêneros, promover a igualdade entre gêneros e destacar papéis positivos de homens. É uma ocasião em que homens se reúnem para combater o sexismo e, ao mesmo tempo, celebrar suas conquistas e contribuições na comunidade, na famílias e no casamento, e na criação dos filhos.

A data é oficialmente celebrada em Trinidad e Tobago, Jamaica, Austrália, Índia, Estados Unidos, Cingapura, Brasil (com destaque para Manaus e São Paulo), Reino Unido e Malta, mas o apoio global à data é amplo."

E agora, resta-me matutar como vou comemorar isto? Eu até sei, mas parece-me mais uma daquelas ideias que habitualmente acabam na total e absoluta humilhação da minha rica pessoinha.

E já agora, alguém me sabe dizer aonde e a que horas é que é essa tal de reunião para combater o sexismo e ao mesmo tempo (Malucos! Agora acham que também são multitasking...) celebrar as suas conquistas e contribuições. É que eu gostava de assistir a isso. Deve ser uma coisa gira de ser ver...

Enfim, se eu já acho que o dia da mulher é o que é, nem sei que diga do dia do homem. É que não sei mesmo o que dizer...

É sexta-feira, pois é...

E o que é que eu faço com isso agora?

Normalmente, escrevo-te nos dias em que já me cansei de te amaldiçoar

Eu, hoje, não devia pensar em ti. Não devia mesmo.

Tenho outras coisas em que pensar. Tenho outras pessoas com que me entreter. Juro que tenho. Tanto que tenho que até me esqueço de me lembrar de ti. Longe vai o tempo em que me faltava o ar apenas porque a ideia de ti me vinha à cabeça. E, agora, penso em como eram ridículos os ataques que pânico que um dia tive. Como vês, passaste-me. Foste aquela febre que se instalou e que tanto me fez agonizar mas que um dia passa e, tu, passaste-me.
 
E, hoje, não era, definitivamente, dia de recaída. Não era e odeio-te por isso. Eu devia era pensar num gaijo grande que me vai bajular. Devia pensar em cromos que me vão cercar. Devia pensar nos romances que devia estar a viver.  Devia pensar em todos os homens que me querem e a quem eu não me dou. 
 
Mas não estou a pensar nisso, pois não? Hoje (de todos os dias, hoje) entraste-me no sistema. Detesto quando me entras no sistema sem eu programar e, hoje, entraste. De mansinho, na calada da noite, num sonho.
 
Alguém (não imagino quem poderia ser) me contava o que andavas a fazer. E eu lembro-me de pensar que não queria saber. E a pessoa insistia no quão boa pessoa eras, no tanto que trabalhavas, nas actividades extra que fazias altruisticamente e eu não queria saber. Eu queria que me dissessem que não prestavas e ficava cada vez com mais raiva proporcionalmente a cada elogio. E dizia a mim mesma que era um sonho. E pedia para acordar. E não conseguia. Era forçada a ver-te de longe (irónico?) a seres boa pessoa enquanto tudo me era minuciosamente relatado. E, claro, acordei furiosa e tu sabes que nunca é um bom dia quando acordo furiosa. Ou melhor, não sabes mas devias saber.
 
E andei assim, o dia todo a odiar-te de meia em meia-hora e a odiar o meu subconsciente de 15 em 15 minutos. E, hoje, eu não precisava disso. Porque estando ocupada com isso, não pude pensar em todas as coisas que me deviam ocupar a mente e isso aborrece-me.
 
Vamos, portanto, fazer um trato. Tu vais-te manter longe da minha mente e da minha vida e eu, em contrapartida, vou continuar a esquecer-te regularmente. De acordo? E, se eventualmente, não conseguires manter-te longe dos meus sonhos, nada de boas acções e santidades. Vamos antes limitarmo-nos a sexo desenfreado, ok? Até porque toda a gente que o meu super-ego é amiguinho e, assim, quando eu acordar toda a perda será superficial e amortizada pela ideia de que sexo é talvez a coisa mais fácil do mundo. Já o resto...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

E como se não bastasse...

Os Mini People são tantos!!!! (Raisparta os amigos que se esquecem das regras básicas da contracepção! Damn you all!!!)
Eu olho para a lista e imagino-me qual Branca de Neve bêbada a ver o dobro dos anões de roda de mim.
Coisinha para eu começar a implorar pela maçã...

Eu sou mesmo má pessoinha...

Será que é muito mau, eu assumir que os presentes que mais me custa comprar são os das criancinhas?
Aborrece-me aquela cangalhada toda. Aborrece-me pensar nas pilhas e no barulho e que aquela bosta acaba destruída em 5 segundos qual Missão Impossível no seu melhor.
É por estas e por outras que eu não sou muito popular junto dos Tiny People, nesta altura. É que acaba ou tudo corrido a livros ou a cremes ou gel de banho. 
E isso irrita-me!
Porquê?
Porque os cabrõezinhos odeiam-me e eu acabo a gastar o triplo do que gastaria se comprasse a tal da cangalhada barulhenta.


Eu sei que não devia

Mas, hoje, apeteces-me.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Óh SSV!

Vai para aqui uma asneirada à tua conta que nem te digo nada!
Tenho cá para mim que se ao final da noite ainda tiver blog, é uma sorte do catano!

Avalon

Hoje lembrei-me de ti. Foi ao fim da tarde, quando subi ao 1º andar. Olhei o horizonte, onde o sol encontra o infinito e lembrei-me de ti. Eu não queria. Fiquei até um bocadinho aborrecida por isso ter acontecido. Mas aconteceu e depois era tarde demais para voltar atrás. Tu sabes como gosto de fins de tarde. Pronto, não sabes mas deverias saber. E, neste em particular, o laranja do céu fundia-se com as nuvens e, lá longe, as nuvens escondidas pelo laranja e pela neblina do mar pareciam uma cidade. Uma Avalon só minha. E toda a gente sabe que em Avalon acontece magia. Avalon é aquele sitio onde as coisas impossíveis se tornam prováveis.

 

Foi aí que pensei em ti. Se nós nos encontrássemos numa outra realidade - uma coisa assim tipo Quinta Dimensão, vês? - tudo poderia ser tão diferente. Mas não. Aquelas ilhas mágicas existiram apenas no meu fim de tarde. Aqueles 5 minutos em que subi ao primeiro andar. Aqueles 5 minutos em que me lembrei de me lembrar de ti. Mas, nesses 5 minutos, tudo foi possível. E, nesses 5 minutos, tu não foste o comprimido amargo e doce que eu um dia tive que engolir e cujo o sabor ainda sinto na minha língua.

domingo, 14 de novembro de 2010

Eu não consigo ser tão fria quanto consigo convencer os outros que sou

Quando terminei a antiga 'casinha', expliquei o facto a um amigo de forma muito desapaixonada. Tão desapaixonada que, ele, que até àquele momento, me considerava uma sentimentalona dos quatro costados, me disse que eu parecia quase tão cínica quanto ele. O que, falando em termos de blogues, é bastante.
 
Mas depois, acontece-me como me aconteceu agora, e ao ver os links num blog vejo este e vejo o outro. E confesso que me assola a saudade. Eu era melhor ali. Muito melhor do que aqui. Onde esta pele ainda não me cheira a mim. Sinto-me como quando somos obrigados a mudar de casa e não lhe reconhecemos o cheiro quando entramos. Gosto deste blog. Fui eu que o fiz. Fui eu que escolhi o nome, o template, a forma. Mas gosto dele porque já não posso gostar do outro. E quando vejo o outro em tantos blogrolls ainda, interrogo-me se as pessoas ainda lá o têm com a esperança de que aquela casa volte a estar habitada.
 
E tenho medo. Tenho medo de nunca mais escrever tão bem quanto escrevi ali. Tenho medo que se me seque a inspiração. Tenho medo que o melhor tenha ali ficado.
 
É só um momento de fraqueza que eu depois empino o nariz e digo para mim a frase odiada e sigo em frente: um blog é só um blog, pá. Mas depois vem aquela sacana daquela vozinha pequenina que me murmura: pois é... mas aquele era o teu blog...
 
Pois era, mas já não é mais. Este é o meu blog. E está na hora de começar a interiorizar isso. Está na hora de começar a sentir o meu cheiro quando aqui entro. Está na hora de olhar aquele iceberg no header e reconhecê-lo como meu. Está na hora de deixar de me sentir convidada na minha própria casa. E está na hora, talvez, de abrir o Google Reader e ler aquele último post da outra casa para deixar de estar marcado a negro que foi coisa que eu ainda não tive coragem de fazer. While, I'm at it, está na hora de eliminar aquele blog do GR de vez.
 
Uma coisa é só isso mesmo: uma coisa. E são as pessoas que fazem as coisas. E a pessoa é a mesma. E será a mesma quer escreva aqui, quer escreva noutro lado qualquer.
 
Iceberg, foi o nome que escolhi. Está na hora de o reconhecer como meu. E está na hora de avançar e criar aquilo a que me propus: um novo lar!
 

Estupor do Complexo de Édipo

Este homem não tem piadinha nenhuma. Mas mesmo nenhuma. Ou melhor, não tinha. É que com aquela barba...

E se me dessem um filho normal, então...

Picolé constipado. Cada vez que se assoa, usa 4 folhas de papel de cozinha porque assim "é mais melhor, mãe"!

Eu gostava tanto de ter amigas normais

Teenager com quem eu não falo mas que me esqueci que não falava com ela: Ice, a mãe manda dizer que não pode atender porque está a comentar o teu post.
 
Ok, as minhas amigas não me atendem porque estão a comentar o que eu escrevo. E, pela demora da coisa, deve vir aí o remake do Guerra e Paz!
 
 

TPM, pilas e cromos Saramago's style

Eu gostava mesmo de saber como acabam 2 amigos meus a discutir o tamanho da pila de um gaijo que eu acho interessante. Gostava de saber porque raio esse mesmo gaijo me disse o tamanho da pila. Há coisas que eu não quero saber. E tudo começa sempre com aquela célebre frase: "As mulheres são falsas e dizem sempre que o tamanho não importa." "Arre porra", é sempre o que me apraz responder sobre isto. Pudesse eu e mandava-o ler uma sucessão de posts escritos por grandes pensadores da nossa época num estaminé bem conceituado. Mas não posso que preciso de manter o meu sossego bloguistico por mais uns tempos. Mas que me apetecia, apetecia. É que eu gostava mesmo de saber porque raio todos os homens, em alguma fase da sua vida, medem a pila. Gostava porque me faz espécie. "Ah que me estou a masturbar... Ora, xacáver quanto é que isto mede..." Faz-me confusão, pronto. E pior, depois partilham a informação. E temos então que acaba uma gaija e um gaijo que nada têm a ver com a pila em questão a debater o tamanho da mesma. E eu a ouvir, claro... Tenho para mim que foi isso que me deixou de cama ontem. O simples pensamento de "oh foda mal dada (para o caso, não dada) que até as potenciais pilas da minha vida são analisadas por terceiros antes mesmo de saberem os destino que as aguarda". E temos então que a simples ideia disso me acomete de ameaços de desmaio, enxaquecas violentas, vómitos incontroláveis onde nem água se aguentava neste pobre estomago e um dia inteirinho de compressas de água gelada a par com uma completa branca de tudo o que se passou no dia de ontem. Valha-nos o facto de me dizerem hoje que insultei as pessoas certas. Significa que mesmo à beirinha da morte, eu sei quem merece os meus palavrões e quem deve ser poupado. E depois leio por aí nos blogs da moda que o TPM é quando nos apetece chocolate e choramos e ficamos com mau feitio e gritamos. Meus amores, esse TPM é para meninas. Esse TPM tenho eu no resto do mês. TPM a sério é este, em que nem meia bolacha de água e sal se aguenta no estômago. Em que a tensão é tão baixa que o simples acto de levantar a cabeça da almofada nos leva ao tapete (e, dependendo da nossa teimosia, pode ser literalmente). Em que não nos lembramos que ficámos de levar alguém ao comboio hoje mas o nosso subconsciente se lembra que temos que insultar a gaija que na noite anterior disse a um cromo (to say the least) que eu estava interessada nele impossibilitando-me de voltar àquele lugar sem que o gaijo da pila pequena lá esteja. Isso, meus pequenitos (no joke intended), é que é TPM. O resto são histórias de embalar para meninos crédulos.

É que hoje fazia mesmo real bad things with you...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Os Tudors... Belissima série...

A crise cá em casa

Picolé: Mãe, eu só vou pedir 2 prendas ao Pai Natal, ok?
Iceberg: Acho bem, amor. 
Picolé: Vou pedir uma nave espacial e uma bateria nova para o nosso carro. Tu não tens dinheiro e assim ele trás a bateria.
Iceberg (à beirinha da lagrimita): O querido... Não é preciso pedires a bateria. Pede outra coisa para ti. A mãe arranja dinheiro para a bateria.
Picolé: Sério? Espera. Vou buscar os meus dinheiros (leia-se: meia-dúzia de moedas pretas) para te dar para comprares a bateria.
Iceberg: Deixa, filho. Olha, se a mãe precisar, eu depois digo-te e tu dás-me, ok?
Picolé. Ok. Combinado.

Vai para o quarto. Volta com o sobrolho franzido...

Picolé: Oh mãe e achas que vamos ter dinheiros para comprar uma árvore de Natal???

Eu tenho cá para mim que na escola do meu filho, quando eles não querem comer, em vez do Papão, eles falam da Crise!!!!

Estou cada vez mais teenager

Sabem aqueles teenagers que se rebelam toda a idade do armário contra os pais castradores que não os deixam fazer nada e que não os deixam ir a lado nenhum e que e que e que? E aquela célebre frase do: "Quando eu viver sozinho…" E quando, finalmente, chega esse dia, dão 10 pulos de alegria e 3 mortais para trás com flic-flacs encarpados e depois, começando a olhar à volta na sua recém conquistada liberdade, sentam-se no sofá e decidem que amanhã talvez seja melhor dia para dar a tal festa de arromba. Ou quem sabe no fim-de-semana… E embriagados com o facto de tudo poderem fazer, nada fazem a não ser pensar: "Uau! Eu posso fazer tudo o que eu quiser!"

 

Assim, estou eu. Depois de algum tempo a ter que medir as palavras, passo o tempo a pensar: "Yeah! Já posso escrever o que me apetece! Boa… Boa… Boa… E agora vou ver mais um episódio do Bones…"

E escrever que é bom, está de chuva…

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

E assim vai uma gaija parar ao Inferno

Posso fazer eu? Posso?

O Gajo diz que alguém ainda vai fazer uma piada homofóbica sobre isto.

*Eu pensava que nesta indústria o conceito de fazer algo simpático era mais abrangente e incluía todos os filmes e não só os que incluíam mineiros.

P.S.: Recordo até um com a Branca de Neve e 7 miúdos extremamente trabalhadores que acho que também andavam nas minas.
P.S.1: Se falo de minas, outra vez, ainda é capaz de sair asneira...
P.S.2: Como é que eu sei estas coisas? Então vocês não sabem que eu leio muitos livros e vejo muitos filmes? Sou um poço de cultura!
P.S.3: Aquela de ver muitos filmes não soou grande espingarda, pois não?

domingo, 7 de novembro de 2010

Sometimes, love is just not enough

"You'll stay here and be happy. And I'll go there and be happy."
(Arizona and Callie in 'Grey's Anatomy')

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

E depois...

Há aquelas gaijas que me estão a encher o telemóvel de sms's na fé de que eu também lhes escreva um post.

Para ti, e só porque sou mesmo muito tua amiga, ainda junto um Incredible Hulk ao pack Spiderman e arquinha de enxoval!

Bom saber...

O linkedin já está no Vodafone All Posts onde posso actualizar todas as minhas redes sociais.

Eu nem sabia que isto existia. Mas hoje deve ser dia do sms informativo.

Para os senhores da Vodafone, um grande bem haja e um Spiderman com o enxoval todo também.

Até o Belmiro me goza

Quando uma pessoinha está à espera de um sms há meia hora; quando já se deu ao trabalho de esconder o telemóvel para não estar sempre a olhar para o visor; quando, finalmente, sente aquela merdalhice a vibrar; o que a deixa mesmo feliz são aqueles 50% de desconto em cartão na compra de qualquer brinquedo durante este fim-de-semana.

É que estou aqui a exultar.

Quem lhes enfiasse um Spiderman num sitio que eu cá sei... Com lança-teias e submarinos e moto 4 e carros e jipes e tudo e tudo e tudo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

É que eu desisto...

Ultimamente, eu devia andar com uma toalhinha na mala tal é a
quantidade de vezes que insiro a extremidade inferior numa superfície
côncava repleta de água.

Ao fim ao cabo, quantas mulheres conhecem que destratem a mãe de um
gaijo que achem interessante porque acham que quem lhe atendeu o
telefone foi um dos amiguinhos e que estão todos enfiados dentro de um
carro a caminho da má vida?

Uma, não é?

Pois...

Como diz alguém que eu conheço: cada tiro, cada melro, cada
escavadela, sua minhoca...

A todos os amantes do CSI

Vocês quando vêem aquelas cenas dos fulanos a cuscarem os computadores
e IP's e ficheiros e assim, não imaginam a seca que é o estudo de
crime cibernético.

Iceberg à beirinha da hibernação...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Hoje apetecia-me

Acreditar no Destino...

O Picolé está apoquentado

Picolé: Mãe, hoje estou muto preocupado.
Iceberg: Estás? Então?
Picolé: É que eu já tenho 5 anos e não sei o que fazer.
Iceberg: Não sabes o que fazer? Mas o que fazer quando?
Picolé: Não sei o que fazer, mãe.
Iceberg: Mas estás aborrecido? Queres pintar, ver um filme?...
Picolé: Eu sei, mãe. Que as meninas é que não sabem o que fazer. É coisas das meninas. Eu sou menino mas hoje estou preocupado... É que eu já tenho 5 anos.
 
E eu fiquei na dúvida se não deveria ficar eu preocupada!!! As meninas é que não sabem o que fazer? O que andam aquelas devassas da sala dos 5 anos a fazer ao meu fedelho?
 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E isto continua em loop na minha cabeça

"And she'll promise you more 

E o pior é que me apetece ser mesmo assim. Má...

Vá... Mázinha...

Trabalhos de casa 2

Escrever 100 vezes:

"Só porque alguém parece fácil, não quer dizer que vá facilitar."

Crise para tótós 1

2 vodkas com laranjas podem ser compradas com um chupa-chupa de laranja. É preciso é saber onde ir.

Bas fond 3

Um dia, eu havia de acabar a noite (não, não é uma incongruência. É um momento Nicola só para mim) a ver um anão a fazer strip-tease.

Ontem, foi o dia...

Dúvida existencial à qual já sei que ninguém vai responder

Vocês quando têm sonhos eróticos chegam 'a vias de facto' no sonho?
Ou quando chegam à hora do 'vamos a ver', acordam?
Supostamente (venderam-me esta teoria há bocadito), o super-ego - que é o mauzão - quando vê que o id - que é o porreiraço - se está a esticar, intervem e põe ordem na xafarica. Basicamente, dando cabo do gozo todo. Mas lá está, a palavra de ordem aqui é supostamente...
Como é que é? O vosso super-ego é amiguinho ou é um fdp?